quarta-feira, 31 de dezembro de 2025

 

E eis que estou contigo, e te guardarei por onde quer que fores, e te farei tornar a esta terra, porque te não deixarei, até que te haja feito o que te tenho dito.

E disse o SENHOR a Jacó: Torna à terra dos teus pais e à tua parentela, e eu serei contigo.

E descerei contigo ao Egito. Gênesis 28:15; 31:3; 46:4


A vida de Jacó pode ser dividida em quatro períodos:


* o tempo com seus pais em Canaã,

* os vinte anos em Padã-Arã com Labão,

* o tempo como patriarca da família na terra prometida

* os últimos dezessete anos no Egito com José.


Entre cada uma dessas etapas, Deus se revelou a Jacó e prometeu-lhe: “Estarei contigo”. Cada vez que uma nova etapa da vida começava, Deus lhe dava ânimo. Como o Deus Todo-Poderoso cuidou amorosamente de Jacó!


“O Deus de Jacó” está igualmente presente para nós hoje, especialmente quando mudanças estão por vir e encaramos um futuro incerto. Como filhos de Deus, podemos ter certeza de que Ele está conosco todos os dias e nunca nos abandonará nem nos deixará desamparados (Mateus 28:20; Hebreus 13:5).


Deus cumpriu Sua promessa: Ele esteve sempre com Jacó. Mas Jacó nem sempre esteve com Deus! Em Peniel, Jacó perguntou a Deus Seu nome. Mas não foi lá, e sim na segunda revelação em Betel, que Deus pôde revelar-lhe Seu nome. Esse foi um ponto de virada na vida de Jacó, que tinha cerca de cem anos; agora ele estava em comunhão com Deus (Gênesis 32:30; 35:11). E a partir de então ele caminhou com Deus; especialmente em seus últimos anos no Egito, ele foi uma bênção para os outros.


Queremos caminhar com o Senhor na próxima etapa — pois para isso não é preciso ter a idade de Jacó.


Leitura bíblica diária: Malaquias 3:13 a 4: 6; Marcos 16: 12 - 20


terça-feira, 30 de dezembro de 2025

Eu, Jesus, enviei o meu anjo, para vos testificar estas coisas nas igrejas. Eu sou a Raiz e a Geração de Davi, a resplandecente Estrela da manhã. Apocalipse 22: 16

É especialmente bonito como o Senhor Jesus se apresenta aqui, no final do livro do Apocalipse. Ele não fala aqui em seu caráter oficial ao seu discípulo, mas menciona seu nome pessoal, pelo qual João O conhecia e amava: “Eu, Jesus”.

 

É como se o Senhor quisesse dizer: “Eu sou o Eterno, que estava, que está e que vem, o juiz dos vivos e dos mortos. Mas para vocês, apóstolos, que creram em mim e receberam a vida eterna, eu sou o mesmo Jesus que você seguiu e em cujo peito você se reclinou naquela ceia no cenáculo”.


Depois disso, no final do Apocalipse, em que Jesus, por meio de seu anjo, anunciou a decadência vindoura e o julgamento sobre a cristandade apóstata, Ele menciona ainda outros nomes de si mesmo:

Para os crentes terrenos, aos quais Cristo cumprirá as promessas feitas a Davi, Ele é a “raiz de Davi”, pois nele as promessas têm sua origem. E Ele também é a “descendência de Davi”, o filho de Davi, o Messias prometido. Como tal, Ele logo aparecerá como o “Sol da Justiça” e estabelecerá um reino de paz e justiça (Malaquias 4: 2).


Para os crentes celestiais, Cristo é a “estrela da manhã resplandecente” que aparece no céu antes do sol e anuncia a manhã que se aproxima. Em breve O veremos, quando Ele nos levar para junto de Si para sempre.


Assim, todas as esperanças dos santos terrenos e celestiais repousam em Cristo.


Leitura bíblica diária: Malaquias 3: 1 - 12; Marcos 16: 1 - 11



segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

Orai sem cessar. 1 Tessalonicenses 5:17

Este é um versículo muito curto, mas importante na Palavra de Deus. O que exatamente Paulo quer dizer com isso? Em Mateus 6, o Senhor Jesus adverte seus ouvintes contra o “tagarelar”, como alguns que pensavam que suas orações seriam atendidas por causa de suas muitas palavras e repetições intermináveis. Não, o Senhor não quer que repitamos palavras vazias em um looping contínuo.


Orar sem cessar também não significa que precisamos ficar de joelhos 24 horas por dia.


Orar incessantemente pode significar que estamos sempre em uma postura interior de oração, prontos a qualquer momento para abrir nosso coração ao Senhor e enviar uma breve oração para cima: em gratidão, em louvor ou para apresentar um pedido ao Senhor. Nada nem ninguém deve nos impedir de sentir nossa dependência do Senhor e orar espontaneamente no dia a dia.


Além disso, orar sem cessar pode significar que oramos com perseverança, até recebermos uma resposta do Senhor. O apóstolo Paulo, por exemplo, orou três vezes para que o Senhor o libertasse de sua limitação física, de seu “espinho na carne”. Mas quando o Senhor lhe mostrou que não tiraria esse espinho, Paulo se contentou com isso e não orou mais por isso (2 Coríntios 12). Por outro lado, eu mesmo orei por quase cinquenta anos por um conhecido, para que ele fosse salvo, até que ele finalmente encontrou o Senhor. - Uma resposta maravilhosa à minha intercessão.


Voltando a Paulo: ele pensava “sem cessar” em Timóteo em suas orações (2 Timóteo 1:3) e orava “sem cessar” pelas congregações em Tessalônica e em Roma (1 Tessalonicenses 1:2; 2:13; Romanos 1:9). Assim como Paulo orava “sem cessar”, também nós devemos orar “sem cessar” por pessoas específicas e pelas igrejas locais (congregações).


Leitura bíblica diária: Malaquias 2: 1 - 17; Marcos 15: 40 - 47


domingo, 28 de dezembro de 2025

Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste? Salmo 22:2; Eis que o meu servo operará com prudência. Isaías 52:13

 Cristo fala, Cristo silencia

Os dois versículos do dia provêm de duas passagens importantes do Antigo Testamento, que apontam profeticamente para os sofrimentos de Cristo: Salmo 22:1 a 22 e Isaías 52:13 a 53:12. Quando comparamos os dois trechos, percebemos uma diferença decisiva: no Salmo 22, Cristo fala; e somente Ele. Em Isaías 52 e 53, Cristo cala; não ouvimos uma única palavra Dele. Quando Cristo fala profeticamente sobre seus sofrimentos no Salmo 22, Ele começa com as palavras: “Deus meu” — uma expressão de confiança inabalável, mesmo nas horas de maior necessidade. Quando Deus fala dos sofrimentos de Cristo em Isaías 52 e 53, Ele começa com as palavras: “Eis o meu servo” — uma expressão de grande estima, especialmente pelas glórias de Cristo que se revelaram em seus sofrimentos.


Para o Senhor Jesus, o maior sofrimento foi que seu Deus, a quem Ele amava, em quem Ele confiou e serviu durante toda a sua vida e cuja comunhão Ele muito apreciava, se afastou Dele nas horas mais difíceis. Para Deus, por sua vez, a maior alegria foi que seu Filho “agiu com discernimento”, ou seja, que Cristo, de acordo com a vontade de Deus, assumiu os sofrimentos da cruz até que tudo estivesse consumado.


Assim, Cristo honrou seu Deus por meio de seu sofrimento; e Deus honrou seu Cristo por causa de seu sofrimento. Deus deu a Cristo a oportunidade de revelar sua perfeição na maior provação; e Cristo deu a Deus a oportunidade de mostrar completamente quem Ele é. Por isso, o Senhor Jesus disse: “Agora, é glorificado o Filho do Homem, e Deus é glorificado nele” (João 13: 31).


Em silêncio e adoração, contemplamos o Filho de Deus, o “Filho do seu amor” (Colossenses 1:13)!


Leitura bíblica diária: Malaquias 1: 1 - 14; Marcos 15: 29 - 39



sábado, 27 de dezembro de 2025

Sendo, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus por nosso Senhor Jesus Cristo; pelo qual também temos entrada pela fé a esta graça, na qual estamos firmes; e nos gloriamos na esperança da glória de Deus. Romanos 5: 1, 2

 Três consequências da justificação

A Epístola aos Romanos deixa claro que somos justificados somente pela fé. A justificação traz três resultados que se aplicam a todos os crentes.


No passado, éramos inimigos de Deus, mas agora temos “paz com Deus”. Todos os pecados que cometemos foram expiados de uma vez por todas pelo sangue de Jesus. Deus nos perdoou e nunca mais voltará a mencionar nossos pecados, muito menos nos punirá por eles. Ele é justo ao declarar justo todo crente (cap. 3: 26). Nada nem ninguém poderia contestar nossa absolvição. Por isso, devemos agradecer a Deus de coração todos os dias.


No presente, nosso relacionamento com Deus é marcado pela “graça”. Nada se interpõe entre nós e Deus, mas podemos orar a Ele com confiança e apresentar-Lhe nossos pedidos. Agradecemos a Ele pela graça que recebemos e confiamos que Ele nos ajudará em todas as situações da nossa vida. Sua graça nos dá coisas boas todos os dias, e quanto mais desenvolvemos nossa percepção para isso, mais presentes da graça reconhecemos e O louvamos por isso. E em todas as situações difíceis que não nos agradam, podemos confiar em nosso grande Deus, que Ele nos ajuda em Sua infinita sabedoria.


Olhando para o futuro, temos a firme esperança de entrar em breve para sempre na “glória de Deus”. Não vai demorar muito para que o Senhor Jesus venha para arrebatar todos os que crêem Nele. Que alegria esperar por Ele!


Leitura bíblica diária: Zacarias 14: 6 - 21; Marcos 15: 16 - 28

sexta-feira, 26 de dezembro de 2025

E percorria Jesus todas as cidades e aldeias, ensinando nas sinagogas deles, e pregando o evangelho do Reino, e curando todas as enfermidades e moléstias entre o povo. Mateus 9: 35

O fiel servo de Deus


Os dias de nosso Senhor aqui na Terra eram repletos de atividades e serviços. Incansável, desde o início da manhã até ao fim da tarde, Ele dedicava-se ao seu povo. Nenhum caminho era demasiado longo, nenhum esforço demasiado grande, nenhum sofrimento demasiado pesado e nenhum problema demasiado pequeno para que Ele não se ocupasse deles. Podemos ter a certeza de que ninguém que se dirigisse a Jesus com as suas preocupações e necessidades teria de se afastar sem ajuda.


Ao mesmo tempo, o Senhor sempre revelava uma compaixão perfeita. Quando Ele se deparava com o sofrimento dos outros, não eram simplesmente “casos” para Ele “tratar” um após o outro. Não, Ele assumia a necessidade em sua alma e sentia profundamente o que significavam o sofrimento e a miséria: “ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si”, como Isaías já havia profetizado (Mateus 8: 17; Isaías 53: 4).


No entanto, curar e consolar eram apenas uma parte do ministério de Jesus. Quantas horas do dia Ele se esforçou para alcançar os corações e as consciências das pessoas! Ele sabia que as necessidades da alma eram ainda maiores. Muitas vezes, essa era a verdadeira causa da angústia, pois muitas pessoas suspiravam sob o peso de seus pecados. Que libertação significava então para todos os que vinham a Ele com fé ouvir as palavras: “Teus pecados estão perdoados”.


À noite, quando as pessoas voltavam para casa, ou mesmo de manhã cedo, o Senhor costumava procurar lugares solitários. No silêncio imperturbável, em profunda comunhão com Deus, Ele recebia em oração a força para mais um dia de serviço incansável.


Leitura bíblica diária: Zacarias 13: 1 - 14: 5; Marcos 15: 1 - 15

quinta-feira, 25 de dezembro de 2025

Examinais as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que de mim testificam. João 5: 39

Apenas conhecimento intelectual?

 

Os evangelhos relatam inúmeras ocasiões em que os escribas judeus demonstraram seu excelente conhecimento das Escrituras do Antigo Testamento.


Isso já ficou evidente após o nascimento de Jesus, quando eles indicaram aos magos o caminho para o local de nascimento do Messias prometido, Belém. Os escribas puderam citar sem dificuldade a passagem correspondente do profeta Miquéias, mas a palavra escrita não os deixou felizes. Sim, não apenas o rei Herodes “ficou perturbado quando ouviu dos magos que ‘o rei dos judeus havia nascido’, mas ‘toda Jerusalém com ele’ — incluindo os escribas (Mateus 2: 2, 3).


Mais tarde, ficou cada vez mais claro que os fariseus rejeitavam Jesus. Eles não queriam “que ele reinasse sobre eles” e estavam convencidos de que não precisavam do Senhor como seu Salvador. Por causa de suas obras más, eles odiavam a luz que havia vindo ao mundo para “iluminar todos os homens”. E assim, eles não aceitaram o testemunho das Escrituras, nem acreditaram nas palavras que o Senhor Jesus lhes disse (Lucas 19: 14; João 1: 9; 3: 20).


Ainda hoje, as pessoas religiosas sabem bem sobre o nascimento de Jesus, muitas até o celebram. Mas a questão decisiva é: elas conhecem o Filho de Deus pessoalmente como seu Salvador e Senhor?


Quem se tornou filho de Deus pela fé no Senhor Jesus também estará familiarizado com as “Escrituras” — do Antigo e do Novo Testamento. Devemos lê-las porque elas “testificam sobre ele” e porque, por meio delas, podemos conhecer cada vez melhor o nosso Senhor.


Leitura bíblica diária: Zacarias 12: 1 - 14; Marcos 14: 55 - 72

quarta-feira, 24 de dezembro de 2025

Ora, havia, naquela mesma comarca, pastores que estavam no campo e guardavam durante as vigílias da noite o seu rebanho. E eis que um anjo do Senhor veio sobre eles, e a glória do Senhor os cercou de resplendor, e tiveram grande temor. Lucas 2: 8, 9

 Boa notícia para pessoas simples


Os primeiros a saber do nascimento do Salvador foram os pastores nos campos ao redor de Belém.


Na época bíblica, os pastores eram pessoas simples, mas respeitadas. Sua profissão exigia muito deles. Como precisavam ficar com seus animais, eles mal podiam participar da vida religiosa do povo.


Mas foram justamente essas pessoas simples que Deus escolheu para anunciar primeiro a melhor notícia. Deus falou com eles por meio do anjo, enquanto eles vigiavam fielmente seus rebanhos. - Deus tem padrões muito diferentes dos nossos: as pessoas que consideramos sem importância são importantes para Ele.


A boa notícia da salvação de Deus ainda hoje se aplica a todas as pessoas. Ele não fala principalmente àqueles que gozam de grande prestígio, que são ricos, intelectuais ou bonitos. Deus fala principalmente às pessoas “simples” e tem um coração para elas: “Mas Deus escolheu as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias; e Deus escolheu as coisas fracas deste mundo para confundir as fortes. E Deus escolheu as coisas vis deste mundo, e as desprezíveis, e as que não são para aniquilar as que são (1 Coríntios 1: 27 - 28).


Deixe que a Palavra de Deus renove o seu olhar para todas as pessoas que vivem ao seu redor. Mesmo aqueles que estão à margem da sociedade, que são solitários, pobres e indesejados, precisam do Salvador Jesus Cristo!


Leitura bíblica diária: Zacarias 11: 1 - 17; Marcos 14: 43 - 54



terça-feira, 23 de dezembro de 2025

Mas vós, amados, edificando-vos a vós mesmos sobre a vossa santíssima fé... Judas 20

Nossa “santíssima fé” neste versículo não é a fé salvadora ou nossa confiança em Deus, mas o patrimônio da fé cristã — em outras palavras: a verdade bíblica. A verdade que recebemos de Deus é santíssima, e devemos “lutar” por essa “fé que uma vez foi dada aos santos” (v. 3).

 

O inimigo não cessa de resistir a essa fé e de miná-la com os meios mais sofisticados. Por isso, precisamos defender esse patrimônio da fé, esse tesouro valioso, com “toda a armadura de Deus”. Só podemos travar essa batalha com armas divinas e quando “oramos com toda a oração e súplica”. Só assim venceremos. Nesta batalha espiritual, precisamos de perseverança, tenacidade, determinação e verdadeira dedicação ao Senhor (Efésios 6: 10 - 20).


Nosso patrimônio de fé é “altamente sagrado”. Requer uma verdadeira consagração do coração e da alma. Nenhuma fortaleza jamais precisou ser defendida com tanta força, nenhuma jamais foi atacada por um inimigo tão implacável.


Nossa “fé santíssima” não deve ser arrastada para a lama; ela não deve ser distorcida nem pisoteada com desprezo. Deus revelará um dia que a verdade bíblica é totalmente sagrada, que é a “nossa fé santíssima”. Assim como Cristo, por meio da ressurreição, venceu a “oposição dos pecadores contra si” (Hebreus 12: 3), assim Deus, no tempo certo, justificará a fé bíblica como estando acima de qualquer ataque.


Enquanto isso, devemos defender essa fé com coragem e firmeza, sem fazer concessões, mesmo que ela seja questionada ou atacada. Devemos nos edificar e apoiar em nossa “fé santíssima”, “aguardando a misericórdia de nosso Senhor Jesus Cristo para a vida eterna” (Judas 21).


Leitura diária da Bíblia: Zacarias 10: 1 - 12; Marcos 14: 27 - 42

segunda-feira, 22 de dezembro de 2025

E tu, Belém Efrata, posto que pequena entre milhares de Judá, de ti me sairá o que será Senhor em Israel, e cujas origens são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade. Miquéias 5: 2

História mundial e história da salvação

O nascimento de Jesus ocorreu em uma época em que o mundo civilizado conhecido, incluindo a terra de Israel, estava sob o domínio do imperador romano Augusto.


O profeta Miquéias havia predito que o Messias nasceria em Belém (ver versículo do dia). Mas pouco antes do nascimento de Jesus, Maria e José ainda estavam em Nazaré, a cerca de 150 quilômetros de Belém. Como essa profecia de Miquéias se cumpriria?


Por volta dessa época, o imperador Augusto decretou que todos os habitantes de seu império deveriam se registrar nas listas de impostos de suas cidades natais: “E aconteceu, naqueles dias, que saiu um decreto da parte de César Augusto, para que todo o mundo se alistasse”. “E todos iam alistar-se, cada um à sua própria cidade” (Lucas 2:1, 3).


Como os antepassados de José eram de Belém, ele partiu com Maria de Nazaré para Belém. Lá nasceu o Messias, como Miquéias havia profetizado.


O imperador Augusto não tinha a menor ideia de que Deus o estava usando como instrumento para realizar seus planos. Ele era o governante mais poderoso de sua época, mas, na verdade, Deus estava no controle de tudo. Deus guia os corações dos reis e imperadores como “ribeiros de águas” e os usa para alcançar seus objetivos muito maiores (Provérbios 21: 1).


Também em sua vida e na minha, Deus tem tudo sob controle e o dirige para o bem, para que seu plano conosco se cumpra (Romanos 8: 28).


Leitura bíblica diária: Zacarias 9: 1 - 17; Marcos 14: 12 - 26

domingo, 21 de dezembro de 2025

A minha alma está profundamente triste até a morte. Marcos 14: 34

Durante sua vida na Terra, o Senhor Jesus foi um “homem de dores e que sabe o que é padecer” — por causa do que os homens lhe fizeram em seu ódio (Isaías 53: 3). Mas o auge de seus sofrimentos foi no final de sua vida: primeiro, quando em Getsêmani o cálice que o Pai lhe deu foi colocado diante dele; e depois, quando ele bebeu desse cálice no Gólgota. Não há palavras para descrever quão grande foi o sofrimento para ele quando Deus o fez pecado e o abandonou.

 

Existe alguém entre aqueles que estão lendo isto que nunca se entristeceu por causa de seus pecados? Será que consideramos o pecado insignificante ou sem importância? No entanto, por meio do nosso pecado, tornamos o cálice que o Senhor Jesus bebeu tão amargo e terrível!


Mas mesmo que nossos corações estejam tão insensíveis que não mais sentem a gravidade do pecado, nosso Senhor a sentiu quando bebeu o cálice e carregou o pecado por nós. Ele estava triste por causa dos nossos pecados!


Há uma grande diferença entre apenas saber essas coisas e ter nosso coração tocado e comovido por elas. Como podemos ler e saber o que o pecado custou ao nosso Senhor sem que isso toque nosso coração?


Ninguém pode compreender ou entender o quanto nosso Senhor sofreu. Por um lado, no Jardim do Getsêmani, quando Sua alma estava “profundamente triste, até a morte” — e, por outro lado, na cruz, quando Deus se afastou Dele e O golpeou.


Ninguém pode compreender,

nem descrever ou entender

Seus inúmeros sofrimentos.

Sempre diante do meu coração

A memória de Suas dores,

Senhor, o que aconteceu ali na cruz!

Andreas Stoll (1837-1918)


Leitura bíblica diária: Zacarias 8: 1 - 23; Marcos 14: 1 - 11



sábado, 20 de dezembro de 2025

E vi na destra do que estava assentado sobre o trono um livro escrito por dentro e por fora, selado com sete selos. Apocalipse 5: 1

O Apocalipse descreve a última fase da ação de Deus com a Terra. Quando todos os crentes forem arrebatados para o céu (1 Tessalonicenses 4: 15 - 18), Deus voltará a intervir diretamente no curso dos acontecimentos aqui na Terra. E Ele fará isso por meio de julgamentos severos.

 

A linguagem em grande parte simbólica do Apocalipse provavelmente levou a que ele próprio fosse descrito como um “livro com sete selos” enigmático e incompreensível.


Mas o livro selado que João viu não era o livro do Apocalipse que ele escreveu, mas uma expressão simbólica que descreve as intenções de julgamento de Deus em relação à Terra. Deus também alcançará seu objetivo com a Terra. Ele nunca renunciou à sua criação. É verdade que ela foi contaminada pela queda do homem, e Satanás afirma possuir “todos os reinos da Terra” e dar seu poder e glória a quem ele quiser (Lucas 4: 6). Mas aqui nos é mostrado como Deus fará valer totalmente seus direitos sobre a Terra.


O herdeiro legítimo da criação de Deus é o homem Jesus Cristo. Por meio de sua morte e ressurreição, ele venceu o poder de Satanás e, como “o leão da tribo de Judá”, é o único digno de “abrir o livro e seus sete selos” (Apocalipse 5: 5). Em total conformidade com a vontade de Deus, Ele abrirá os selos, um por um, e, por meio dos julgamentos que se seguirão, começará a purificar sua herança, para então assumir seu reinado em justiça e paz.


Leitura bíblica diária: Zacarias 7: 1 - 14; Marcos 13: 28 - 37

sexta-feira, 19 de dezembro de 2025

E os corvos lhe traziam pão e carne pela manhã, como também pão e carne à noite; e bebia do ribeiro. 1 Reis 17:6

 Você é um “corvo” de Deus?

O profeta Elias anuncia ao rei Acabe uma seca: não haveria orvalho nem chuva. Então Deus envia Elias para um esconderijo e promete suprir suas necessidades por meio dos corvos. E assim acontece: de manhã e à noite, os corvos voam até Elias e lhe trazem pão e carne em quantidade suficiente. Dessa forma, o fiel profeta experimenta diariamente que Deus cuida dele. Esse cuidado divino também prepara Elias para tarefas futuras. Não sabemos de onde os corvos trazem o alimento. Deus garante que eles nunca cheguem a Elias sem comida.


É notável que Deus use justamente os corvos. Pois os corvos são considerados curiosos e vorazes: eles pegam tudo o que parece ser comida — seja para si mesmos ou para seus filhotes. No caso de Elias, eles agem contra seus instintos naturais — um milagre de Deus, por meio do qual Ele deseja fortalecer a fé de seu servo.


Ainda hoje existem crentes no reino de Deus que, por várias razões, não podem prover seu próprio sustento. Alguns não têm condições de saúde para isso, outros abandonaram voluntariamente sua profissão terrena e servem ao Senhor em tempo integral. Como regra geral, Deus hoje não se serve dos “corvos” — Ele quer que nós, como irmãos na fé, “façamos o bem e compartilhemos” (Hebreus 13:16). Isso levanta a questão de se devemos usar nossos bens apenas para nós e nossa família ou se devemos permitir que Deus nos use como “corvos” altruístas para cuidar dos outros.


Enquanto muitos servos de Deus se tornam conhecidos do público por seu trabalho na obra do Senhor, aqueles que os apoiam geralmente permanecem desconhecidos. Mas Deus vê toda boa obra feita de coração para Ele e a recompensará no tempo certo.


Leitura bíblica diária: Zacarias 6: 1 - 15; Marcos 13: 14 - 27


quinta-feira, 18 de dezembro de 2025

O Senhor julgará as extremidades da terra, e dará força ao seu rei, e exaltará o poder do seu ungido. 1 Samuel 2: 10

Esses versículos são o grandioso acorde final de um louvor. Ana não tem filhos, ora e clama a Deus, e Deus atende sua oração e lhe dá um filho: Samuel. Quando o desmama, ela o leva ao sacerdote Eli e o consagra ao Senhor. E então ela agradece a Deus.

 

Ela fala de sua grande alegria (“Meu coração exulta no SENHOR”) e louva a salvação de Deus (“porquanto me alegro na tua salvação”; v. 1).


Ela pensa na santidade de Deus (“Não há santo como é o SENHOR”; v. 2) e em sua onisciência (“O SENHOR é o Deus da sabedoria, e por ele são as obras pesadas na balança”; v. 3).


Ela se lembra da soberania de Deus, que dá sete filhos a uma mulher estéril, enquanto uma mulher fértil definha (v. 5).


Ela está impressionada com a onipotência de Deus, que colocou o mundo sobre as colunas da terra (v. 8), e descreve a fidelidade de Deus, que “preserva os pés dos seus fiéis” (v. 9).


Por fim, ela lembra que Deus um dia reinará e “julgará as extremidades da terra e dará força ao seu rei" — uma profecia proferida décadas antes de o povo desejar um rei (v. 8, 10)

e de um rei reinar em Israel, que finalmente se cumprirá em Jesus Cristo. E ela termina seu louvor com o Ungido de Deus, o Messias: Ele é aquele por meio do qual Deus realizará todos os seus pensamentos e planos no céu e na terra (v.10).


Em suas orações, Ana dá glória somente a Deus. Mas, ao mesmo tempo, Deus honra essa mulher, que se autodenomina serva do Senhor (cap. 1:11), colocando em sua boca palavras proféticas que vão muito além de seu tempo e de sua situação.


Leitura diária da Bíblia: Zacarias 5: 1 - 11; Marcos 13: 1 - 13

quarta-feira, 17 de dezembro de 2025

Mas o Espírito de Jesus não lho permitiu. Atos 16: 7

O apóstolo Paulo queria viajar com seus companheiros para a Bitínia (uma região na atual Turquia) para pregar o evangelho. O Espírito Santo — aqui chamado de “Espírito de Jesus” — tinha, porém, outros planos para eles. Não que fosse errado divulgar a boa nova na Bitínia, mas Deus tinha outra tarefa para Paulo naquele momento: ele deveria levar o evangelho à Europa. Que bom que Paulo ouviu a voz do Senhor e mudou sua rota de viagem.


A obediência do grande apóstolo é exemplar para nós: quando Deus nos deixa claro que deseja nos conduzir por um caminho diferente do que talvez tenhamos planejado, devemos seguir suas instruções sem hesitar.


Há alguns anos, no outono, eu estava mais uma vez viajando para levar calendários do evangelho a asilos e hospitais. Finalmente, eu tinha uma última caixa com calendários em alemão no carro — e um único calendário em uma língua estrangeira. Na verdade, eu queria seguir minha rota habitual, mas então tive a impressão de que o Senhor queria me levar por um caminho diferente dessa vez. Eu deveria realmente seguir para um destino diferente do habitual? Após uma breve oração, decidi mudar o destino. Eu estava um pouco inseguro, mas ansioso para saber o que o Senhor tinha planejado.


Quando cheguei ao “novo” destino, pude entregar os calendários em alemão. Inesperadamente, conversei com um homem cuja língua materna era exatamente a do único calendário. Assim, pude falar-lhe sobre o Senhor Jesus e também lhe dar o calendário. Como agradeci ao Senhor depois por sua orientação! — Sim, Ele ainda hoje nos mostra o que devemos fazer.


Leitura bíblica diária: Zacarias 4: 1 - 14; Marcos 12: 35 - 44



terça-feira, 16 de dezembro de 2025

E graças a Deus, que sempre nos faz triunfar em Cristo e, por meio de nós, manifesta em todo lugar o cheiro do seu conhecimento! 2 Coríntios 2: 14

Quando um comandante militar particularmente bem-sucedido retornava da guerra, era costume entre os romanos conceder-lhe um cortejo triunfal como honra. Ricamente adornado, o triunfador entrava em Roma em uma magnífica carruagem, seguido por seus oficiais e pelo exército vitorioso. Animais para sacrifício eram levados e o aroma de incenso se espalhava. Por fim, também faziam parte desse cortejo espólios especiais e prisioneiros. O apóstolo Paulo usa essa imagem para o evangelho. Cristo é o vencedor triunfante, e Deus lhe concedeu esse “desfile triunfal” como honra. O apóstolo e todos os que estão do lado do Senhor Jesus formam o exército que Deus “conduz em desfile triunfal em Cristo”.


O evangelho não é apresentado aqui como uma batalha, mas como uma celebração da vitória. Pois a vitória já foi conquistada na cruz do Gólgota! Lá, o Senhor Jesus derrotou definitivamente o forte, tirou-lhe a armadura e distribuiu o seu espólio (Lucas 11: 22).


Mas, ao contrário dos generais do mundo, que conquistam suas vitórias com o sangue de seus soldados, Cristo lutou sozinho — como outrora Davi contra Golias. Nós não podíamos lutar, afinal, estávamos perdidos, éramos o espólio do inimigo, que primeiro precisava ser “libertado” (Hebreus 2: 14, 15). Não devemos nunca esquecer isso. E, no entanto, agora estamos do lado do vencedor na marcha triunfal e “somos para Deus o aroma de Cristo entre aqueles que estão sendo salvos” (2 Coríntios 2: 15).


Leitura bíblica diária: Zacarias 3: 1 - 10; Marcos 12: 28 - 34



segunda-feira, 15 de dezembro de 2025

Ela [Ana], pois, com amargura de alma, orou ao SENHOR e chorou abundantemente. 1 Samuel 1: 10

Como podemos compreender Ana! Ela não tem filhos, embora Deus tenha prometido ao seu povo Israel que o abençoaria com descendentes se ele ouvisse atentamente a sua voz (Deuteronômio 28:14). E ainda há Penina, a segunda esposa de seu marido, “sua rival” (1 Samuel 1:6), que a provoca e ofende, repetidamente, com muita intensidade. Ana se autodenomina “uma mulher atribulada de espírito” (v. 15). Mas ela não sofre apenas interiormente, isso também se vê exteriormente: ela chora e não come. Seu marido tenta consolá-la, mas em vão. Ana se sente rejeitada, desamparada, incompreendida. — Talvez você e eu também conheçamos situações assim, que nos perturbam e entristecem, que nos deixam desamparados e vazios.

 

O que Ana faz? Ela ora. Ela conta a Deus a angústia de sua alma, fala com Ele “da multidão dos seus cuidados e do seu desgosto” (v. 16). Mas então ela volta seu olhar para o futuro: ela pede a Deus um filho e promete a Deus consagrá-lo a Ele. Ela não se afunda em autopiedade, mas ora cheia de expectativa, cheia de fé. E assim ela ouve nas palavras de bênção do sacerdote Eli uma resposta e uma promessa de Deus. Depois disso, ela consegue comer novamente — e “o seu semblante já não era triste” (v. 17, 18). Ela está visivelmente aliviada.


Esse também pode ser o seu e o meu caminho: dizer a Deus a necessidade do nosso coração, colocando nosso grande Deus no centro dos nossos pensamentos e palavras, esperando a resposta Dele com fé e, finalmente, agradecendo a Deus pela bênção. Isso também nos é mostrado por Ana. Depois que sua oração foi atendida, ela agradece a Deus de todo o coração: “O meu coração exulta no SENHOR... a minha boca se dilatou” (cap. 2: 1). A alma amargurada se transformou em um coração alegre!


Leitura diária da Bíblia: Zacarias 1: 18 - 2: 13; Marcos 12: 18 - 27



domingo, 14 de dezembro de 2025

E vivia nela um sábio pobre, que livrou aquela cidade pela sua sabedoria, e ninguém se lembrava daquele pobre homem. Eclesiastes 9: 15

O homem pobre e sábio

 

No livro de Eclesiastes, o rei Salomão escreve muito sobre sabedoria. Na maioria das vezes, ele se refere à sabedoria da vida em geral. Aqui, porém, ele fala sobre a sabedoria surpreendente de um único homem que salvou uma pequena cidade que estava desesperadamente à mercê do ataque de um rei com seu poderoso exército.


Não sabemos muito sobre esse homem. Ele parece surgir do nada e seu nome permanece desconhecido. Ele era pobre, até então sem prestígio entre os cidadãos da cidade, alguém cuja sabedoria era até mesmo desprezada, justamente por ser pobre (v. 16). Mas foi justamente esse homem que salvou toda a cidade com sua sabedoria. Por isso, ele certamente recebeu o título de cidadão honorário, não é? Longe disso! Ninguém se lembrou mais dele depois disso, ele caiu no esquecimento.


A cidade sitiada simboliza a humanidade que estava perdida. O grande rei e seu exército representam o diabo, em cuja escravidão nos encontrávamos. O pobre sábio nos faz pensar no Senhor Jesus. Sua sabedoria se manifestou na maneira como Ele nos salvou: Ele, “que, sendo rico, por amor de vós se fez pobre” (2 Coríntios 8: 9). Ele se tornou homem e “humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte e morte de cruz” (Filipenses 2: 8). Lá Ele suportou o terrível julgamento por nossos pecados, lá Ele morreu vergonhosamente por nós. Sua morte nos libertou do poder de Satanás.


Porque nos tornamos ricos por meio de sua pobreza, nunca queremos esquecê-lo. Todos os dias queremos agradecer-lhe por seu sofrimento e morte na cruz. E gostamos especialmente de nos lembrar dele na Ceia da Memória, quando, como congregação, proclamamos sua morte.


Leitura bíblica diária: Zacarias 1: 1 - 17; Marcos 12: 13 - 17



sábado, 13 de dezembro de 2025

Mediante a fé, estais guardados na virtude de Deus, para a salvação já prestes para se revelar no último tempo. 1 Pedro 1: 5

A salvação nas escrituras de Pedro

 

Esta palavra é dirigida pelo apóstolo Pedro aos crentes judeus, aos quais seu ministério se dirigia de maneira especial. Desde sempre, a expectativa judaica era que o Messias os introduzisse na glória do seu reino. Agora, Cristo havia chegado, mas o seu reino ainda não havia aparecido em glória. Por enquanto, o reino existia apenas de forma oculta: no coração dos fiéis. E todos aqueles que pertenciam a Cristo pela fé eram estrangeiros e hostilizados pelo seu entorno — assim como o próprio Cristo.


A ideia de que “Cristo tinha que sofrer” e que a glória viria “depois” não era difícil de entender apenas para os dois discípulos a caminho de Emaús e para os onze apóstolos (v. 11; cf. Lucas 24: 21 - 27), mas tinha que ser repetidamente lembrada a todos os judeus crentes, para que não desanimassem.


Portanto, quando Pedro escreve sobre a salvação, ele sempre pensa no fim da jornada da fé, que culmina na aparição de Jesus Cristo em glória. O crente já tem a “salvação da alma” (1 Pedro 1: 9), mas a salvação do corpo ainda está por vir. Somente no arrebatamento seremos salvos fisicamente deste mundo. Esse pensamento é um ponto essencial do ministério pastoral de Pedro, mas também o apóstolo Paulo menciona esse aspecto (Romanos 8: 18 - 23).


Que garantia maravilhosa é a palavra de hoje para nós! O poder de Deus garante que nós, como crentes, alcançaremos o objetivo: nossa salvação completa será “revelada no último tempo”. A fé nos leva a esse objetivo, mas nossa segurança está nas mãos do próprio Deus!


Leitura bíblica diária: Ageu 2: 15 - 23; Marcos 12: 1 - 12

sexta-feira, 12 de dezembro de 2025

 

Aquele que nem mesmo a seu próprio Filho poupou, antes, o entregou por todos nós, como nos não dará também com ele todas as coisas? Romanos 8: 32


Deus não apenas nos deu o seu Filho, mas também nos presenteou ricamente com Cristo!


O que já compartilhamos com Cristo:

*Fomos crucificados com Ele (Gálatas 2:20).

*Morremos com Ele (Romanos 6:2,8).

*Fomos sepultados com Ele (Romanos 6:4).

*Fomos ressuscitados com Ele (Colossenses 2:12).

*Fomos vivificados com Ele (Colossenses 2:13). 

*Podemos sentar-nos com Ele nos lugares celestiais (Efésios 2:6).


O que compartilharemos com Cristo no futuro:

* Seremos glorificados com Ele (Romanos 8:17).

* Seremos revelados com Ele (Colossenses 3:4),

* Herdaremos com Ele (Romanos 8:17).

* Reinaremos com Ele (2 Timóteo 2:12).

* Viveremos com Ele (Romanos 6:8).


Porque somos unidos a Cristo em sua morte e em sua vida, já recebemos as maiores bênçãos. E em toda a sua riqueza, que Ele possui como homem na glória, Ele nos introduzirá quando vier para nos levar para junto de Si.


Como somos ricos!


Senhor, como somos ricos em Ti! 

A felicidade que já desfrutamos aqui 

não pode ser substituída pelos 

tesouros da terra mais ricos. 

Senhor, como somos ricos em Ti!


Andreas Stoll (1837-1918)


Leitura bíblica diária: Ageu 2: 1 - 14; Marcos 11: 20 - 33


quinta-feira, 11 de dezembro de 2025

Jesus respondeu: Não há doze horas no dia? Se alguém andar de dia, não tropeça, porque vê a luz deste mundo. Mas, se andar de noite, tropeça, porque nele não há luz. João 11: 9, 10

“O dia não tem doze horas?” — isso parece expressar uma sabedoria banal da vida. Mas quando o Senhor Jesus fala em seguida da “luz deste mundo”, Ele não se refere à luz do sol. Isso fica claro pelo simples fato de que nenhum ser humano tem luz natural em si mesmo. Como em muitas outras ocasiões, o Senhor também usa aqui fatos naturais para explicar verdades espirituais.

 

A luz do sol que vem de cima durante o dia simboliza a luz e a sabedoria divinas para o caminho na Terra, enquanto a noite indica que alguém não conhece os pensamentos de Deus.


Quando Jesus proferiu essas palavras, Ele estava a caminho da Judéia, onde os judeus pretendiam apedrejá-Lo. No entanto, Ele não se deixou intimidar por essas intenções assassinas — pelo contrário, Ele seguiu o plano divino sem qualquer desvio ou objeção. Se era a vontade do Pai, era dia para Ele, por assim dizer.


Por outro lado, temos a tendência de nos deixarmos guiar exclusivamente pelas coisas visíveis. Rapidamente seguimos um caminho que nos parece atraente. No entanto, se sentimos que haverá dificuldades, tentamos evitá-las. Quando tomamos nossas decisões dessa maneira, é fácil tropeçarmos, porque não temos luz “dentro de nós”. Em termos figurativos, estamos caminhando na escuridão.


Deus não quer nos guiar principalmente por meio das circunstâncias, mas por meio de Sua Palavra e do Seu Espírito. A condição prévia é que leiamos a Bíblia regularmente e estejamos em oração. Então receberemos a sabedoria e o discernimento necessários para agir de acordo com a vontade de Deus. Assim, seguiremos por caminhos retos e honraremos nosso Pai celestial.


Leitura diária da Bíblia: Ageu 1:1-15 - Marcos 11:12-19




quarta-feira, 10 de dezembro de 2025

Porque tudo que dantes foi escrito para nosso ensino foi escrito, para que, pela paciência e consolação das Escrituras, tenhamos esperança. Ora, o Deus de paciência e consolação vos conceda o mesmo sentimento uns para com os outros, segundo Cristo Jesus. Romanos 15: 4, 5

Perseverança e encorajamento

 

A perseverança é um tema importante na Bíblia. Significa literalmente “permanecer” e também pode ser traduzido como “paciência”. 


Refere-se, portanto, a suportar algo com paciência, sem desmoronar, quando somos provados ou sofremos. Quantos homens e mulheres de Deus tiveram que aprender essa lição! Não é diferente conosco. Quando as dificuldades se prolongam em nossa vida, Deus muitas vezes tem objetivos mais elevados: Ele quer nos tornar cristãos maduros e de fé forte, que demonstram as características do Senhor Jesus e aprenderam a esperar totalmente pela Sua ajuda (cf. Romanos 5: 3, 4; Hebreus 2: 10, 11; Tiago 1: 2 - 4).


No entanto, para não nos cansarmos de perseverar ou mesmo desmoronarmos sob o peso dos problemas, precisamos de encorajamento. Essa palavra também pode ser traduzida como “consolo”.


Ainda hoje, o “Pai das misericórdias e Deus de todo o consolo” (2 Coríntios 1: 3) faz com que recebamos encorajamento e consolo no momento certo. Isso acontece, por exemplo, quando lemos a Sua palavra. É disso que fala o nosso versículo do dia. A Bíblia contém muitos relatos sobre pessoas que tiveram de perseverar em situações difíceis. Mas também contém muitos exemplos de encorajamento. Por isso, é tão importante, especialmente nas tempestades da vida, que nos ocupemos com “a perseverança e o encorajamento das Escrituras”. Isso nos impede de desistir ou desesperar nas provações. Em vez disso, nossa fé é fortalecida e o Espírito Santo faz com que permaneçamos cheios de esperança e confiança (cf. Romanos 15: 13).


Leitura bíblica diária: Sofonias 3: 1 - 20; Marcos 11: 1 - 11



terça-feira, 9 de dezembro de 2025

Então, Geazi, moço de Eliseu, homem de Deus, disse: Eis que meu senhor impediu a este siro Naamã que da sua mão se desse alguma coisa do que trazia; porém, tão certo como vive o SENHOR, que hei de correr atrás dele e tomar dele alguma coisa. 2 Reis 5: 20

A decisão errada de Geazi

 

Como servo do profeta de Deus, Geazi testemunha muitas coisas maravilhosas. Por exemplo, ele está presente quando Eliseu ressuscita um menino morto. O poder de Deus, que se manifesta através dos milagres de Eliseu, é tão impressionante que, anos mais tarde, Geazi ainda conta a outros sobre isso com entusiasmo (cap. 8:4). Mas qual o efeito dessas experiências em seu coração? Aparentemente, muito pouco!


A atitude de Geazi se revela um dia: quando o general sírio Naamã, que sofria de lepra, vai até Eliseu e é curado de sua doença incurável, ele quer recompensar generosamente o profeta. Mas Eliseu recusa o presente. Geazi, porém, vê a chance única de se tornar rico de uma só vez. Com uma mentira, ele consegue de Naamã dois talentos de prata, cerca de 70 quilos, e duas mudas de roupa. Mesmo quando Eliseu o confronta, Geazi não se arrepende, mas encobre sua ação errada com outra mentira (cap. 5: 23-25).


Assim, o profeta tem que anunciar a punição divina ao seu próprio servo:


Geazi não só receberia a prata, mas também a lepra de Naamã – e isso para o resto da vida (v. 27). Assim, o pecado da ganância de Geazi o acompanharia pelo resto da vida. Ele começou como servo do profeta de Deus, mas terminou como um homem doente. Sua ganância arruinou sua vida, tornando impossível qualquer outro serviço a Deus.


Muitos jovens promissores, esperançosos e crentes, como Geazi, buscaram o amor ao dinheiro e “se traspassaram com muitas dores” (1 Timóteo 6: 10). Deixe que Geazi sirva de advertência para você!


Leitura bíblica diária: Sofonias 2: 1 - 15; Marcos 10: 46 - 52