sexta-feira, 20 de março de 2026

Ah! Se tivesses dado ouvidos aos meus mandamentos! Então, seria a tua paz como o rio, e a tua justiça, como as ondas do mar. Isaías 48: 18

O casamento cristão — um compromisso


Essas palavras divinas foram originalmente dirigidas ao povo de Israel, mas também se aplicam ao casamento cristão. Por que falta hoje, em tantos casamentos, uma atmosfera de paz e fidelidade? Nosso versículo bíblico dá a resposta: porque as pessoas se afastaram de Deus e de Sua Palavra. Onde os pensamentos de Deus são desprezados ou ignorados, a paz sofre.


Embora os fundamentos bíblicos do casamento sejam explicados de forma compreensível em muitos bons livros e palestras, o número de casamentos desfeitos e famílias desestruturadas continua aumentando constantemente, mesmo entre cristãos fiéis. Por quê? Porque as instruções de Deus para o casamento não são levadas a sério. Muitos casais perseguem objetivos mundanos: carreira, prosperidade material e auto-realização estão no centro, enquanto a oração em conjunto, a leitura da Bíblia e o serviço no Reino de Deus são negligenciados. E então, em algum momento, os casais percebem com horror que construíram sua casa sobre areia.


Todo casamento cristão deve ser fundamentado em quatro pilares: compromisso mútuo, amor mútuo, respeito mútuo e a autoridade de Cristo.


Compromisso significa respeitar a aliança matrimonial como uma união sagrada e indissolúvel. Ela é celebrada perante Deus e é muito mais do que um documento oficial. Um marido ou uma esposa crente sabe que essa promessa não se aplica apenas ao cônjuge, mas também foi feita a Deus — e que deve ser cumprida. Pois Deus é santo, e o casamento é uma instituição que Ele mesmo estabeleceu. O Senhor Jesus diz: “E serão dois numa só carne. ... O que Deus ajuntou não separe o homem” (Mateus 19: 5, 6).


Leitura bíblica diária: Jeremias 1: 1 - 19; Lucas 19: 28 - 38

quinta-feira, 19 de março de 2026

E, vendo-a, o Senhor moveu-se de íntima compaixão por ela. Lucas 7: 13

Confiem seus filhos ao Senhor


No Evangelho de Lucas, são relatados três acontecimentos em que o Senhor Jesus ajuda pais que estão em grande angústia por causa de seus filhos.


Primeiro, há uma viúva que está a caminho para enterrar seu único filho. O Senhor a vê, demonstra sua profunda compaixão e ressuscita o jovem (v. 11-15).


Em seguida, lemos sobre o chefe da sinagoga, Jairo. Ele pede ao Senhor Jesus que cure sua filha, que está à beira da morte. No entanto, a caminho de sua casa, o Senhor faz uma parada para ajudar outra mulher que sofre — uma perda de tempo amarga para Jairo. Quando o Senhor finalmente chega, a filha já havia falecido — mas o Senhor a traz de volta à vida (cap. 8,41-56).


Outro pai clama ao Senhor por socorro, pois seu filho está sendo atormentado por um demônio. Os discípulos não conseguiram expulsar o demônio, e a situação é de risco de vida. Mas o Senhor intervém: Ele expulsa o espírito impuro, cura a criança e a devolve ao pai (cap. 9,38-42; cf. Marcos 9,22).


Em todos os três casos, do ponto de vista humano, toda a esperança parece perdida: em um deles é tarde demais, em outro demora demais, e no terceiro os socorristas estão no limite de suas possibilidades. Mas, para o Senhor Jesus, não existe “tarde demais” nem “difícil demais”. Sua compaixão é profunda, Seu poder é ilimitado, e Sua ajuda chega na hora certa — mesmo que muitas vezes nos pareça o contrário.


Nossos filhos também podem passar por situações difíceis. Talvez pareça que qualquer ajuda chega tarde demais. Talvez nos perguntemos por que o Senhor hesita. Mas podemos ter certeza: Ele vê, Ele sabe e Ele age — com amor e sabedoria. O Senhor é perfeito e sabe melhor do que ninguém como e quando ajudar.


Vamos aprender a confiar no Senhor em todas as circunstâncias — inclusive, e especialmente, no que diz respeito aos nossos filhos.


Leitura bíblica diária: Êxodo 40: 17 - 38; Lucas 19: 11 - 27

quarta-feira, 18 de março de 2026

Os jovens se cansarão e se fatigarão, e os jovens certamente cairão. Mas os que esperam no SENHOR renovarão as suas forças e subirão com asas como águias; correrão e não se cansarão; caminharão e não se fatigarão. Isaías 40: 30, 31

Novas forças


Os rapazes costumam ter muita força. No entanto, até eles acabam por ficar cansados e exaustos, por exemplo, após um longo dia de trabalho. O cansaço diz respeito mais à diminuição da energia física, enquanto a exaustão se refere ao enfraquecimento da motivação interior.


Não apenas em nossa vida cotidiana, mas também em nossa vida de fé podemos ficar cansados e exaustos. Adquirimos novas forças na fé — assim diz o profeta Isaías — quando confiamos em nosso Senhor. Mas como isso funciona concretamente?


Nosso versículo do dia explica isso usando o exemplo da águia. As águias têm asas muito grandes, com envergadura de até 2,5 metros. Ao contrário de muitas aves menores, que se mantêm no ar com batidas rápidas de asas, as águias costumam usar o voo planado para avançar.


Quando o sol aquece o solo, o ar quente sobe. As águias aproveitam essas correntes ascendentes de ar quente para subir sem esforço a grandes altitudes e, então, planar por longas distâncias. Para isso, elas quase não precisam de força muscular — basta abrir as asas e deixar-se levar. A força que as faz subir não vem delas mesmas, mas de fora.


Essa figura nos mostra: a força para nossa jornada de fé não vem de nós mesmos. Ela vem de fora, do nosso grande Deus. Ele a coloca à nossa disposição. Assim como as águias buscam as correntes térmicas para serem levadas, assim também devemos buscar a proximidade de Deus para viver em Sua força.


“Buscai o SENHOR e a sua força; buscai a sua face continuamente!” (1 Crônicas 16: 11).


Leitura bíblica diária: Êxodo 40: 1 - 16; Lucas 19: 1 - 10

terça-feira, 17 de março de 2026

Desde o ano treze de Josias, filho de Amom, rei de Judá, até este dia (que é o ano vinte e três), veio a mim a palavra do SENHOR, e vo-la anunciei a vós, madrugando e falando; mas vós não escutastes. Jeremias 25: 3

Perseverança no ministério


O profeta Jeremias foi chamado pelo Senhor ainda em tenra idade. Após 23 anos de serviço ao Senhor, ele faz um balanço desanimador: seus ouvintes não lhe deram ouvidos, embora ele lhes tenha transmitido as palavras do Senhor. Apesar dessa experiência frustrante, Jeremias não desiste. Por pelo menos mais 17 anos, ele fala em nome do SENHOR — mais uma vez sem resultados visíveis. Pelo contrário: ele é hostilizado, acusado de mentir, agredido fisicamente e lançado na prisão. Mas nada pode impedi-lo de transmitir a verdade.


Também o nosso ministério para o Senhor Jesus pode, por vezes, permanecer sem resultados visíveis. Talvez já distribuamos folhetos evangelísticos há anos ou oremos persistentemente por determinadas pessoas — e, ainda assim, não vejamos nenhuma mudança visível. Às vezes, o nosso empenho chega até a suscitar rejeição ou resistência. É justamente nessas horas que Jeremias se torna um exemplo encorajador de perseverança e fidelidade!


E mais ainda: o esforço de Jeremias não foi, de forma alguma, em vão. Mesmo que ele próprio não tenha mais testemunhado isso, o profeta Daniel, por meio dos escritos de Jeremias, reconheceu quando o exílio babilônico terminaria e, em seguida, proferiu uma oração impressionante (Daniel 9). Quão valioso é, além disso, que seus escritos constituam uma parte essencial da Palavra de Deus e sejam úteis a muitos leitores até hoje.


Nós também podemos ter certeza de que o Senhor abençoará e recompensará todo serviço que realizarmos dependendo Dele.


Leitura bíblica diária: Êxodo 39: 32 - 43; Lucas 18:31 - 43

segunda-feira, 16 de março de 2026

Porque para mim o viver é Cristo. Filipenses 1:21

Cristo, o verdadeiro sol


Isaac Newton (1642-1726) foi um astrônomo, físico e matemático inglês — e um homem de fé. Conta-se que, certa vez, para investigar um fenômeno óptico, ele ficou olhando para o sol sem proteção por tanto tempo que, depois disso, passou a ver o sol em todos os lugares: nos móveis, nas roupas das pessoas ao seu redor, na comida — simplesmente em toda parte. Levou dias até que essa imagem gravada em sua retina desaparecesse.


O fariseu Saulo de Tarso, mais tarde conhecido como o apóstolo Paulo, viu o seu “sol” no caminho para Damasco. Ele relata que uma luz — mais brilhante do que o sol — o ofuscou e o derrubou no chão (Atos 26:13,14; cf. Apocalipse 1:16).


Esse encontro com o Cristo glorificado marcou Paulo tão profundamente que, a partir de então, ele passou a considerar tudo o que antes lhe era importante como “lixo” — em comparação com o conhecimento de Cristo (Filipenses 3:8). Além disso, a luz resplandecente de Cristo mostrou-lhe que sua suposta piedade era, na verdade, sem valor.


A conversão transformou Paulo radicalmente. Pois ele recebeu uma impressão tão avassaladora do Senhor no céu que, a partir daquele momento, cada respirada, toda a sua força e todo o seu interesse pertenciam a Cristo. Assim, ele pôde afirmar com plena convicção: “Para mim, viver é Cristo.”


É claro que não vimos o Senhor Jesus da mesma forma que Paulo naquela ocasião, diante de Damasco. Mas também nós podemos nos dedicar ao Cristo glorificado, podemos contemplá-Lo na fé — e isso também nos transformará. Isso direcionará nosso olhar para Cristo e nos conduzirá a um seguimento coerente.


“Mas todos nós, com cara descoberta, refletindo, como um espelho, a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória, na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor” (2 Coríntios 3:18).


Leitura bíblica diária: Êxodo 39: 22 - 31; Lucas 18: 18 - 30

domingo, 15 de março de 2026

Porque já sabeis a graça de nosso Senhor Jesus Cristo, que, sendo rico, por amor de vós se fez pobre, para que, pela sua pobreza, enriquecêsseis. 2 Coríntios 8:9

Pobreza e riqueza


Neste capítulo, Paulo motiva os coríntios a apoiarem financeiramente outros crentes. Eles devem compartilhar de bom grado os bens materiais que Deus lhes confiou. Paulo apresenta o Senhor Jesus Cristo como o modelo perfeito de generosidade altruísta: Ele era rico, infinitamente rico — e tornou-se pobre, incompreensivelmente pobre.


Em que consistia a sua riqueza? Como Criador, todas as coisas lhe pertencem: “Minha é a prata e meu é o ouro”, “meu é todo animal da selva e as alimárias sobre milhares de montanhas” (Ageu 2:8; Salmo 50:10). Mas Cristo não era rico apenas em relação à criação — ele também era rico em glória.


Quão pobre Ele se tornou? Ele veio da glória do céu para a Terra e se tornou homem — no meio da nossa miséria. Ele viveu aqui em pobreza exterior, solitário e desprezado. Mas Ele ocupou o lugar mais baixo na cruz: maltratado, condenado, amaldiçoado (Filipenses 2:6-8; Gálatas 3:13). E finalmente — abandonado por Deus — Ele morreu por nossos pecados. Lá, na cruz, sua pobreza atingiu seu ponto mais baixo. Mas essa pobreza nos tornou imensamente ricos.


Nós, por outro lado, éramos ímpios, impotentes e perdidos — espiritualmente mortos, inimigos de Deus, “filhos da ira”. Não poderíamos ser mais pobres. Mas, pela fé no nome do Filho de Deus, nos tornamos filhos de Deus, abençoados com todas as bênçãos espirituais nos céus. Não poderíamos ter ficado mais ricos (Efésios 1:3; 2:1-3; João 1:12).


Nos comove que Jesus Cristo tenha deixado a mais alta glória para entrar na mais profunda pobreza por nossa causa. Por isso, queremos agradecer-lhe de todo o coração. E talvez esse pensamento também nos motive a compartilhar generosamente com os outros. A Carta aos Hebreus conecta conscientemente as duas coisas: a louvor a Deus e o apoio financeiro aos outros (Hebreus 13:15-16).


Leitura bíblica diária: Êxodo 39: 1 - 21; Lucas 18: 9 - 17

sábado, 14 de março de 2026

E, saindo ele do barco, lhe saiu logo ao seu encontro, dos sepulcros, um homem com espírito imundo, o qual tinha a sua morada nos sepulcros. Marcos 5: 2 - 3

Libertado pelo poder de Jesus

 

Às margens do lago Genezaré, o Senhor Jesus encontrou um homem possuído. Sua condição desesperadora é descrita nos Evangelhos por meio de sete características — elas ilustram de forma impressionante como é a situação de uma pessoa antes de sua conversão.


1. Ele tinha um espírito impuro: o homem está sob o poder de Satanás — controlado por outra força.


2. Ele estava acorrentado, mas rompeu as cadeias (v. 3): O poder de Satanás e o poder do pecado não podem ser controlados por meios humanos. Nenhuma terapia pode realmente ajudá-lo.


3. Vivendo em cemitérios: Seu local de residência reflete sua condição moral — “morto em ofensas e pecados” (Efésios 2: 1).


4. Ele clamava pelos montes (v. 5): ele era uma alma inquieta e atormentada.


5. Ele se feriu com pedras (v. 5): o pecado tem um efeito destrutivo — sobre a alma e, às vezes, até mesmo sobre o corpo.


6. Ele estava tão furioso que todos o evitavam (Mateus 8:28)! O pecado não apenas separa de Deus, mas também prejudica as relações com as pessoas. Ele representa uma ameaça.


7. Ele estava nu (Lucas 8:27): ele havia perdido toda a vergonha e dignidade.


Mas então ele encontra Jesus — e tudo muda! Para o Senhor Jesus, não há casos sem esperança! Seu poder é maior do que o poder de Satanás! O Senhor intervém e expulsa o espírito imundo. Pouco depois, o homem está sentado calmamente, vestido e sensato, aos pés do Senhor Jesus (v. 15; Lucas 8:35). Que reviravolta!


“As coisas antigas já passaram; eis que tudo se fez novo” (2 Coríntios 5:17).


Leitura diária da Bíblia: Êxodo 38: 9 - 31: Lucas 18: 1 - 8

sexta-feira, 13 de março de 2026

E o seu senhor lhe disse: Bem está, servo bom e fiel. Sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor. Mateus 25: 21

Fidelidade


O Senhor Jesus apresenta aqui um homem que viaja para o exterior por um longo período e encarrega seus servos de administrar seus bens durante sua ausência. De acordo com suas habilidades, ele lhes dá diferentes quantidades de talentos. Ao retornar, dois servos são elogiados e recompensados, um servo é repreendido e punido. O Senhor conta essa parábola com referência a si mesmo: após sua morte na cruz, ele iria para o céu e deixaria na terra servos para servi-lo. Os dois servos que seu senhor elogia ao retornar são uma figura de nós, crentes. O “mau e negligente servo” (v. 26), por outro lado, representa alguém que professa Cristo apenas externamente, mas não tem uma conexão viva com Ele.


Estamos servindo ao nosso Senhor Jesus? Estamos usando os talentos que Ele nos confiou de acordo com a Sua vontade? O que fazemos é muito pouco, comparado com o que há para ser feito no Reino de Deus. Assim, na parábola, o Senhor diz até mesmo ao seu servo que mais ganhou: “Sobre o pouco foste fiel”. Se o Senhor, em sua soberania e sabedoria, deu tarefas a cada um de nós, então não é a grandeza da tarefa que serve de critério para sua avaliação, mas sim a fidelidade com que a realizamos. Agimos em dependência do nosso mandante? Fomos confiáveis? Fizemos isso por amor a Ele? E da maneira correta?


Nosso Senhor premiará nossa fidelidade com o título de “servo bom e fiel” — o mais tardar após o arrebatamento no “tribunal de Cristo” (2 Coríntios 5:10). Mas ainda mais: no gozo senhor, Ele nos permitirá participar da Sua glória no céu. Não valem a pena todo esse esforço, esse louvor e essa recompensa?


Leitura bíblica diária: Êxodo 38: 1 - 8; Lucas 17: 20 - 37

quinta-feira, 12 de março de 2026

Tenho outras ovelhas que não são deste curral; também essas devo trazer, e elas ouvirão a minha voz, e haverá um só rebanho, um só pastor. João 10:16

Um rebanho, um pastor

 

O rebanho é uma figura para a totalidade dos crentes. Os israelitas eram como ovelhas em um curral — em uma área cercada — enclausurados, separados dos outros povos e escravizados pela lei. Mas então veio Cristo, o verdadeiro pastor, como os profetas haviam anunciado. Ele conduziu “suas próprias ovelhas” para fora do curral de Israel, para a liberdade cristã e para bênçãos abundantes (v. 34). Mas o pastor não se contenta em abençoar apenas suas ovelhas de Israel. Ele tem outras ovelhas — “não deste curral”, mas do mundo dos povos. Ele também conquistou essas ovelhas por meio de seu sacrifício expiatório na cruz. E embora sejam de outra origem, elas não formam outro rebanho. Não, os crentes judeus e das nações são reunidos em um rebanho e têm um pastor. — Uma unidade maravilhosa!


As ovelhas são criaturas muito dependentes. Por isso, a figura também aponta para a fraqueza e dependência dos cs. As ovelhas não lideram — elas seguem. Mas a quem elas seguem? Apenas ao grande pastor! Como elas mantêm sua unidade? Elas criam organizações que oferecem proteção e orientação? Não, elas confiam totalmente no seu pastor! Em última análise, seus problemas não são resolvidos por meio de consultas ou pela perspicácia de indivíduos. Elas precisam confiar todas as questões ao próprio grande pastor.


Quando cada crente concede ao pastor o lugar mais alto, ouvindo sua voz e seguindo-o, uma harmonia e unidade maravilhosas se manifestam naturalmente em todo o rebanho.


Leitura bíblica diária: Êxodo 37: 17 - 29 Lucas 17: 11 - 19


quarta-feira, 11 de março de 2026

Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste essas coisas aos sábios e inteligentes e as revelaste às criancinhas; assim é, ó Pai, porque assim te aprouve. Lucas 10: 21

Qual é a sua religião?

 

A pequena está em apuros! Sua professora lhe deu um questionário para preencher. Ela já respondeu a uma série de perguntas, mas agora não sabe mais o que fazer. Ela morde o lápis e fica parada, sem saber o que fazer. Ela não sabe a resposta para uma pergunta: Qual é a sua religião? A professora se surpreende com o constrangimento da aluna e se aproxima: “Veja bem, isso é muito simples! Você é católica ou evangélica?” — “Não sei.” — “Como assim, não sabe?” — “Sei que o Senhor Jesus morreu na cruz por mim.”


A professora fica sem palavras. A criança repete com grande determinação: “Sim, o Senhor Jesus morreu por mim e eu estou salva. Você pode perguntar à minha mãe, ela pode explicar melhor.” — E, de fato, a professora pergunta à mãe.


Como teríamos respondido a essa pergunta? Talvez nos identificando com uma determinada denominação: evangélica, católica, livre ou sem denominação? Mas o que essas categorizações significam? Elas não revelam nada sobre nossa relação com Jesus Cristo. — É exatamente por isso que a resposta sincera da menina é tão notável. Ela sabia duas coisas: o Senhor Jesus havia morrido por ela; e, por acreditar Nele, ela também tinha a certeza de que era salva.


Jesus disse: “Qualquer que não receber o Reino de Deus como uma criança de maneira nenhuma entrará nele” (Marcos 10: 15). Muitas pessoas são impedidas por suas complexas reflexões religiosas — questões teológicas controversas que obscurecem a visão do essencial. Em contrapartida, quão convincente é a fé infantil em Jesus Cristo!


Leitura bíblica diária: Êxodo 36: 35 - 37: 16; Lucas 17: 1 - 10

terça-feira, 10 de março de 2026

Senhor, eis que está enfermo aquele que tu amas. ... Chegando, pois, Jesus, achou que já havia quatro dias que estava na sepultura. João 11:3, 17

Quando tudo parece perdido


Lázaro estava doente. Suas duas irmãs, Maria e Marta, não apenas enviaram ao Senhor Jesus a notícia de que seu irmão estava doente, mas também lhe disseram: “Aquele a quem você ama está doente”. Com isso, elas queriam expressar: Senhor, não é qualquer pessoa que está doente, mas alguém cujo bem-estar lhe diz respeito diretamente, pois você tem uma relação de amizade com ele.


Nós também devemos sempre nos lembrar do amor perfeito do Senhor e, com essa confiança, recorrer a Ele quando estivermos em necessidade.


Em vez de correr imediatamente para Lázaro, Jesus permaneceu mais dois dias no lugar onde estava. Não esperaríamos que Ele deixasse tudo para trás para salvar seu amigo? Esse caso não era absolutamente urgente? Mas o Mestre explicou aos seus discípulos: “Esta doença não é para a morte”. Ele agiu de acordo com o tempo divino, um tempo que muitas vezes não compreendemos, mas no qual precisamos confiar. Pois mesmo a doença serve para que “o Filho de Deus seja glorificado por ela” (v. 4).


Quando o Senhor Jesus finalmente chegou a Betânia, Lázaro já estava no túmulo há quatro dias. Tudo parecia perdido — tarde demais! Mas será que as duas irmãs teriam experimentado tão profundamente a compaixão e as lágrimas do Senhor se Ele tivesse “apenas” curado Lázaro? E então acontece o milagre: Lázaro volta vivo para suas irmãs!


Talvez você pense que o Senhor só fez um milagre tão extraordinário naquela época. Pode ser que sim, mas Ele também deseja revelar seu amor e sua glória em sua necessidade!


Leitura bíblica diária: Êxodo 36: 14 - 34; Lucas 16: 19 - 31