sábado, 25 de abril de 2026

E disse-lhe Noemi, sua sogra: Minha filha, não hei de eu buscar descanso, para que fiques bem? (Rute 3: 1).

Desde que Noemi retornou a Belém com sua nora Rute, ela progrediu espiritualmente. Em Moabe, ela havia tentado repetidamente persuadir suas duas noras a permanecerem em Moabe (Rute 1:8, 9, 11-13, 15).


De volta a Belém, ela soube por Rute que esta havia estado no campo de Boaz. Então, Noemi encorajou sua nora a continuar a colher espigas ali. Assim, as duas mulheres se sustentaram com o trigo de Boaz por cinquenta dias durante a colheita da cevada. A alma de Noemi começou a se curar. Agora ela estava convencida de que o Deus que a havia nutrido também poderia resolver permanentemente seus problemas mais profundos. E ela já sabia quem seria “o redentor”: ninguém menos que Boaz (veja capítulo 4:14)! E, de repente, Noemi se torna uma grande ajuda para Rute.


A trajetória espiritual de Noemi não é um encorajamento para todos nós, especialmente para aqueles que se afastaram do Senhor? Talvez você também tenha se afastado da comunhão dos crentes por algum motivo, assim como Noemi deixou Israel.


Noemi retornou — uma boa decisão! — mas inicialmente como uma mulher amargurada (capítulo 1:6, 20-21). Contudo, a graça que Boaz demonstrou a Rute, e consequentemente a Noemi, fez com que sua amargura desaparecesse. A graça do Senhor também acalmou o seu coração?


Alguns que retornaram de um caminho errado pensam que o Senhor não pode mais usá-los. Mas Deus usou a Noemi restaurada para mostrar a Rute o que ela deveria fazer (v. 2-4). O Senhor quer usar você da mesma maneira! Lembre-se de Pedro: após sua restauração, ele recebeu diversas designações do Senhor entre o povo de Deus (João 21:15-19).


Leitura bíblica diária: Jeremias 31:1-14 - Romanos 5:1-18

sexta-feira, 24 de abril de 2026

Irmãos, orai por nós. 1 Tessalonicenses 5: 25

 O Poder da Oração

Numa pequena sala de um restaurante na Ásia Central, vários de nós estamos sentados à volta de uma mesa. Tian, ​​um chinês de 19 anos — cujo nome, aliás, significa "céu" — conta-nos sobre o período difícil que tem enfrentado como cristão.


Durante o seu primeiro ano na universidade, dois policiais o abordam repentinamente e o prendem. Ele é acusado de assassinato. Para forçar uma confissão, é espancado a noite toda. Mas ele não é um assassino. O verdadeiro motivo da tortura é a sua fé — ele lidera um grupo de jovens cristãos.


Durante três dias, Tian é submetido a abusos implacáveis. Durante esse tormento, ele é incapaz até mesmo de orar ou de se lembrar de versículos da Bíblia. Tudo o que ele consegue fazer é gritar e chorar. Os policiais, em tom de deboche, garantem-lhe: "Seus amigos logo se esquecerão de você. Eles acreditarão que você é realmente um assassino." Tian está desesperado. Será que Deus também se esqueceu dele?


Um dia, sua mãe é chamada — suas lágrimas deveriam finalmente quebrar o jovem cristão. Mas ela consegue sussurrar para ele, sem ser notada, do canto mais distante da sala: “Todos estão orando por você!” Essa breve frase é como uma tábua de salvação para Tian. Ele não foi esquecido! Estão orando por ele! Agora ele encontra coragem novamente.


Mas a violência não cessa — pelo contrário, piora ainda mais. Eles querem quebrá-lo. Depois de cerca de um mês, sua mãe é informada: “Prezada senhora, seu filho enlouqueceu! Ele sorri o tempo todo. Vamos libertá-lo agora.” Eles não tinham ideia da “alegria do Senhor” (Filipenses 4: 4).


Não deixemos de orar por nossos irmãos e irmãs perseguidos! “Lembrai-vos dos presos, como se estivésseis presos com eles, e dos maltratados, como sendo-o vós mesmos também no corpo” (Hebreus 13: 3).


Leitura bíblica diária: Jeremias 30: 1 - 24; Romanos 4: 16 - 25

quinta-feira, 23 de abril de 2026

E moveu-se dali para a montanha à banda do oriente de Betel e armou a sua tenda, tendo Betel ao ocidente e Ai ao oriente; e edificou ali um altar ao SENHOR e invocou o nome do SENHOR. Gênesis 12: 8

 Tenda e Altar

Abraão foi chamado por Deus de sua terra natal, a Mesopotâmia, e conduzido à terra prometida de Canaã. Ao chegar lá, algo surpreendente aconteceu: depois de muitos anos de viagem, seria de se esperar que o desejo por um lar permanente fosse tão forte que ele construísse uma casa em sua nova terra natal — assim como a conhecera em Ur, na Caldeia. Em vez disso, Abraão simplesmente armou uma tenda e permaneceu sem residência fixa pelo resto da vida. “Pela fé, habitou na terra da promessa, como em terra alheia, morando em cabanas com Isaque e Jacó, herdeiros com ele da mesma promessa. Porque esperava a cidade que tem fundamentos, da qual o artífice e construtor é Deus” (Hebreus 11: 9 - 10).


Depois, Abraão construiu um altar e invocou o nome do Senhor. Ele buscou a presença de Deus — como evidenciado pelas montanhas — e o adorou. Imediatamente antes, Deus lhe apareceu (Atos 7: 10) e, mesmo antes disso, Deus havia se revelado a ele como o Senhor da glória (Atos 7: 2). Esse conhecimento de Deus despertou a adoração de Abraão.


A tenda, portanto, simboliza a condição de Abraão como estrangeiro e descreve seu relacionamento com o mundo, enquanto o altar é um símbolo de adoração e descreve seu relacionamento com Deus. Ambos são exemplos para nós: quantas vezes cultivamos um relacionamento falso com o mundo — e, na mesma medida, nosso relacionamento com Deus sofre? A tenda de Abraão nos encoraja a voltar nosso olhar para o nosso lar celestial; seu altar nos lembra de buscar a presença de Deus e adorá-lo como nosso Deus e Pai — pois Ele se revelou plenamente em seu Filho, Jesus Cristo.


Leitura bíblica diária: Jeremias 29: 15 – 32; Romanos 4: 9 – 15

quarta-feira, 22 de abril de 2026

E uns soldados o interrogaram também, dizendo: E nós, que faremos? E ele lhes disse: A ninguém trateis mal, nem defraudeis e contentai-vos com o vosso soldo. Lucas 3: 14

Contente-se!


Depois de batizar as pessoas, João Batista as exorta a levar uma vida condizente com isso (v. 8). Como a violência e a corrupção são práticas comuns, ele adverte, por exemplo, os soldados romanos a não abusarem de seu poder militar. Quem maltrata e extorque os outros não pode levar uma vida santa.


João, porém, vai um passo além: os soldados devem “contentar-se com o seu soldo”. Não se trata de uma observação casual, mas de um elemento essencial de uma vida agradável a Deus.


Para nós também, isso é uma indicação clara: percebemos imediatamente que pecados graves são incompatíveis com uma vida com Deus e perturbam nossa comunhão com o Pai celestial. Mas o mesmo se aplica à insatisfação! A ingratidão para com Deus leva as pessoas, em última instância, à idolatria e à imoralidade (cf. Romanos 1: 21). Mesmo para os crentes, vale o seguinte: “O amor ao dinheiro [ou, de maneira mais geral: o desejo de ter mais do que se tem] é a raiz de todo o mal” (1 Timóteo 6: 10). Por isso, vamos aprender a nos contentar com o que temos e a estar satisfeitos. Caso contrário, corremos o risco de nos tornarmos “murmuradores, insatisfeitos com o nosso destino” e de cair em pecados graves por causa de nossas cobiças (Judas 16).


Uma vida no temor de Deus e na moderação “é um grande ganho” (1 Timóteo 6: 6). E para tal vida temos promessas grandiosas:


“Não te deixarei, nem te desampararei” (Hebreus 13: 5).


“E Deus é poderoso para tornar abundante em vós toda graça, a fim de que, tendo sempre, em tudo, toda suficiência, superabundeis em toda boa obra” (2 Coríntios 9: 8).


Leitura bíblica diária: Jeremias 29: 1 - 14; Romanos 4: 1 - 8

terça-feira, 21 de abril de 2026

O temor do SENHOR é limpo e permanece eternamente; os juízos do SENHOR são verdadeiros ... e mais doces do que o mel e o licor dos favos. Salmo 19: 9, 10

 Contaminação 


Ao passear, nos deleitamos com uma borboleta colorida que coleta néctar de uma flor. Alguns metros adiante, à beira do caminho, há um monte de fezes de cachorro — e, em cima dele, repousam três borboletas! Instintivamente, pensamos: esses belos insetos não deveriam estar ali. Isso me faz pensar em uma comparação com o alimento espiritual dos cristãos. Só encontramos bom alimento para nossa alma na Palavra de Deus. O que lemos na Bíblia é puro e tudo é verdade. Refletir sobre os pensamentos de Deus deve nos alegrar e nos fortalecer no caminho da fé. 


Em contrapartida, há uma grande oferta de textos e imagens moralmente impróprios. Quem usa o smartphone por muito tempo se depara com conteúdos questionáveis mais rapidamente do que imagina. Como lidamos com isso? Permitimos que nossos olhos fiquem presos ali, ou descartamos rapidamente tais conteúdos? Mesmo sem smartphone, Jó conhecia o perigo de imagens obscenas e, por isso, “fez um concerto com os seus olhos” (Jó 31: 1). Uma decisão como essa pode nos ajudar! 


Para as borboletas, pode não ter consequências absorver nutrientes de excrementos — para nós, cristãos, porém, o consumo de coisas ruins pode levar à contaminação de nossos corações. Pois estímulos externos ruins apelam à natureza pecaminosa e levam facilmente a pensamentos pecaminosos ou até mesmo a atos pecaminosos (cf. Marcos 7: 21 - 22). Isso nos rouba força espiritual e alegria, e nosso relacionamento com o Senhor sofre. No entanto, podemos nos converter a qualquer momento, confessar nossos pecados e experimentar o poder purificador de Sua Palavra em nós.


Leitura bíblica diária: Jeremias 28: 1 - 17; Romanos 3: 21 - 31

segunda-feira, 20 de abril de 2026

Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte, não temeria mal algum, porque tu estás comigo; a tua vara e o teu cajado me consolam. Salmo 23: 4

Como a vara e o cajado consolam 


Que leitor da Bíblia não conhece o Salmo 23? Uma descrição comovente do cuidado pastoril de Deus. Exatamente no meio do Salmo encontra-se o versículo de hoje, que fala da ajuda e do consolo de Deus em situações sombrias. Nele se fala de cajado e vara, capazes de proporcionar consolo. Como devemos entender isso? Os termos hebraicos para cajado e vara são frequentemente usados de forma intercambiável, razão pela qual também não podem ser distinguidos de forma inequívoca em português. No entanto, permitam-me duas aplicações a esse respeito. 


O pastor usava sua vara para afugentar animais selvagens que queriam prejudicar o rebanho (1 Samuel 17: 40-43). — Quantas vezes me vejo em dificuldades porque influências hostis me oprimem e me deixam inseguro. Não precisam ser necessariamente pessoas más; também correntes sociais ou influências da mídia podem prejudicar minha vida de fé. Quão reconfortante é, então, saber que o Senhor, meu pastor, me protege. Ele é mais forte do que qualquer inimigo. 


O pastor usava o cajado, entre outras coisas, para contar as ovelhas. Especialmente à noite, quando os animais voltavam para o curral, o pastor ficava no portão e contava cada ovelha que passava por baixo do seu cajado (Levítico 27: 32; Jeremias 33: 13; Ezequiel 20: 37). - Justamente nos momentos sombrios da minha vida, posso ter certeza de que meu Pastor não se esquece de mim. É um consolo saber que, para Ele, não sou apenas um número, mas que Ele me conhece por completo — inclusive o meu medo no “vale da sombra da morte”. Ele disse: “Eu sou o bom pastor; e conheço as minhas ovelhas” (João 10: 14). 


Sim, quanto consolo nos oferecem a “vara e o cajado” do nosso grande Pastor, Jesus Cristo! 


Leitura bíblica diária: Jeremias 27: 12 - 22; Romanos 3: 9 - 20

domingo, 19 de abril de 2026

E ouvi uma voz do céu ... E cantavam um como cântico novo...; e ninguém podia aprender aquele cântico, senão os cento e quarenta e quatro mil que foram comprados da terra. Apocalipse 14: 2, 3

 Canto — no céu e na terra 


Uma cena impressionante: o Senhor Jesus, como “o Cordeiro”, está no Monte Sião e, com Ele, os vencedores que Lhe permaneceram fiéis durante o tempo da mais terrível perseguição, a Grande Tribulação. 


Nem todos os crentes sobreviveram a esse tempo terrível; muitos morreram como mártires. Eles já estão no céu e cantam “um cântico novo”. Os redimidos na Terra respondem a esse coro celestial: eles aprendem o cântico e se unem a ele. Por toda a Sagrada Escritura percorre essa verdade: os redimidos cantam! Qual é o tema de seus cânticos? Sobre o que deveriam cantar, senão sobre sua gloriosa redenção — e mais ainda: sobre Aquele que os redimiu, o Cordeiro? 


De onde vêm tais canções? Somente do céu. Lá está Cristo, que “em seu sangue nos lavou dos nossos pecados”; lá está tudo o que possuímos n’Ele: nossas “bênçãos espirituais nos lugares celestiais” (Efésios 1: 13). 


Muitas pessoas no chamado mundo cristão há muito tempo baniram o Cristo das Escrituras de seus cânticos. É verdade que ainda cantam sobre a paz, mas ignoram o Príncipe da Paz. Cantam sobre a alegria, mas não é a alegria no Senhor. 


Não somos também nós, os crentes de hoje, assim como os mártires do tempo da tribulação, resgatados pelo sangue do Cordeiro? Então, é também nosso privilégio e nossa alegria “aprender” canções — canções sobre Ele e sobre as glórias que Lhe são associadas! 


Não deveríamos, portanto, cantar com alegria repetidamente? 


Leitura bíblica diária: Jeremias 27: 1 - 11; Romanos 3: 1 - 8

sábado, 18 de abril de 2026

Se é que tendes ouvido a dispensação da graça de Deus, que para convosco me foi dada; como me foi este mistério manifestado pela revelação ... a saber, que os gentios são co-herdeiros, e de um mesmo corpo, e participantes da promessa em Cristo pelo evangelho. Efésios 3: 2, 3, 6

 Ministério da Graça

O atual tempo da graça contrasta com o tempo da lei no Antigo Testamento. Este tempo da graça perdurará até que Jesus Cristo volte para arrebatar a sua igreja (congregação) para si. 


Paulo não inventou por conta própria o ensinamento sobre esta nova dispensação - o tempo da igreja. Deus lho revelou e o encarregou da “administração desta verdade”, para que a proclamasse. Este tempo especial de salvação é chamado de “mistério”, porque a verdade sobre a igreja ainda estava oculta no Antigo Testamento. Embora já existam ali indícios na forma de figuras — como a noiva de Cristo, a casa de Deus ou o sacerdócio —, a verdade de que existe um único corpo (cap. 4: 4) era desconhecida. Na Antiga Aliança, judeus e gentios permaneceram sempre dois grupos separados. 


Somente após a obra consumada na cruz, no tempo da graça, Paulo recebeu a revelação de que também os crentes das nações são “co-herdeiros” em Cristo Jesus. Eles pertencem agora — assim como os crentes judeus — ao único corpo e são “participantes da promessa em Cristo pelo evangelho”. Uma unidade totalmente nova entre judeus e não judeus havia surgido. 


Como judeu, Paulo era especialmente apto para transmitir essa nova verdade. No entanto, ele também estava ciente: “A mim, o mínimo de todos os santos, me foi dada esta graça de anunciar entre os gentios, por meio do evangelho, as riquezas incompreensíveis de Cristo” (cap. 3: 8). Ele nunca esqueceu que a graça de Deus o havia chamado para fora de uma vida orgulhosa e rebelde, para que agora anunciasse a riqueza dessa graça entre as nações.


Leitura bíblica diária: Jeremias 26: 1 - 24; Romanos 2: 17 - 29

sexta-feira, 17 de abril de 2026

O Deus de toda a graça, que em Cristo Jesus vos chamou à sua eterna glória. 1 Pedro 5: 10

O Deus de toda a graça


Deus revelou-Se como “o Deus de toda a graça” — mas, muitas vezes, temos dificuldade em compreender verdadeiramente o que significa que Ele é misericordioso! Quantas vezes interpretamos mal a graça de Deus, assim como o homem da parábola que disse: “Tive medo de ti, que és homem rigoroso” (Lucas 19: 21). Às vezes, a graça é confundida com indulgência em relação ao pecado; pensa-se que graça significa que Deus ignora o pecado. Mas o contrário é verdade! Para Deus, o pecado é tão terrível que Ele nunca pode tolerá-lo. É justamente por isso que o pecador precisa da graça — somente ela pode salvá-lo. Pois se o homem pudesse melhorar por suas próprias forças, não precisaria de graça! Mas é justamente quando ele reconhece que é pecador e se apresenta diante do Senhor, que conhece toda a extensão e a abominação do pecado, que ele começa a compreender o que realmente é a graça. E ele descobre que a graça de Deus é maior do que qualquer pecado.


Que bom saber que o Senhor, que deu a Sua vida por mim, é o mesmo que me acompanha todos os dias da minha vida. Tudo o que Ele faz se baseia no princípio da graça. Ele me encontra agora com a mesma graça e amor de quando morreu por mim na cruz.


Suponhamos, por exemplo, que eu tenha dificuldade em superar meu mau humor. Por mim mesmo, não consigo mudar — somente o Senhor pode me transformar de forma duradoura e me ajudar. Pois a verdadeira mudança não ocorre por meio do esforço da vontade, mas pela força da Sua graça. Quando, em Sua presença, confessamos com sinceridade o que somos, experimentaremos que Ele não nos repreende, mas nos demonstra a Sua graça. Pois Ele é e permanece “o Deus de toda a graça”.


Leitura bíblica diária: Jeremias 25: 15 - 38; Romanos 2: 9 - 16


quinta-feira, 16 de abril de 2026

Jardim fechado és tu, irmã minha, esposa minha, manancial fechado, fonte selada. Cantares 4: 12

 Um jardim fechado


Com o “Cântico dos Cânticos”, Salomão nos deixou um livro bíblico maravilhoso. Em seu significado literal, ele descreve a relação entre Deus e seu povo Israel — representada pelo relacionamento amoroso do rei Salomão com uma jovem chamada Sulamita. No entanto, algumas lições deste livro também se aplicam a nós, como povo celestial de Deus. O Senhor Jesus nos ama — e deseja que retribuamos o seu amor.


O capítulo 4 mostra, com palavras cheias de imagens, como o rei fala com admiração sobre sua amada. Só depois disso, no capítulo 5, ela descreve o que ele significa para ela — e isso somente após um certo amadurecimento interior.


Também “nós amamos porque ele nos amou primeiro” (1 João 4: 19). Mas temos “muito a dizer” sobre o nosso Amado — como a noiva do rei e o autor da Carta aos Hebreus (cf. Hebreus 5: 11)? Ou nossos corações estão apáticos e, com isso, nossas palavras são escassas?

No versículo do dia, o rei descreve sua noiva como um “jardim fechado” e a chama também de “uma fonte selada”. Com isso, ele deixa claro: ela pertence única e exclusivamente a ele. Além disso, ele a chama de “uma fonte selada”. Ela está protegida de influências externas — nada deve prejudicar sua capacidade de refrescá-lo.


Como está o nosso amor por Cristo? Vivemos em um mundo que quer nos dominar de todas as maneiras possíveis. Somos para Ele um “jardim fechado” e “uma fonte selada” — totalmente dedicados a Ele, imaculados, como uma noiva deve ser para o seu noivo? Paulo escreve: “Porque estou zeloso de vós com zelo de Deus; porque vos tenho preparado para vos apresentar como uma virgem pura a um marido, a saber, a Cristo” (2 Coríntios 11: 2).


Leitura bíblica diária: Jeremias 25: 1 - 14; Romanos 2: 1 - 8

quarta-feira, 15 de abril de 2026

Instruir-te-ei e ensinar-te-ei o caminho que deves seguir; guiar-te-ei com os meus olhos. Salmo 32: 8

Apregoei ali um jejum ... para nos humilharmos diante da face de nosso Deus, para lhe pedirmos caminho direito para nós, e para nossos filhos. Esdras 8: 21


A navegação por GPS


Que invenção útil! O sistema de navegação do carro consegue calcular a rota ideal com a ajuda de vários satélites e nos conduzir ao destino desejado. Isso nos poupa o trabalho de procurar o caminho em um mapa rodoviário, como antigamente. Ele indica o caminho certo com confiabilidade.


Os cristãos, em sua jornada de fé, não lidam com um sistema de navegação impessoal, mas com o seu Senhor. Ele é o bom pastor e o guia seguro. Ele conhece todas as circunstâncias e todos os obstáculos em nosso caminho. Por mais difícil que o caminho possa ser — o Senhor tem um “caminho aplainado” para todos aqueles que desejam viver segundo a Sua vontade.


No entanto, um GPS só funciona quando está ligado. Da mesma forma, um cristão que negligencia o contato com o céu e toma as rédeas de sua própria vida facilmente se desviará do caminho certo. Por isso é tão importante cultivar a comunhão com o Senhor Jesus: por meio da oração e da leitura da Bíblia, bem como da dedicação e da obediência.


Na oração, posso dizer-Lhe tudo o que me preocupa. E, por meio de Sua Palavra, aprendo a reconhecer Seus pensamentos e Sua vontade. O Senhor gosta de nos mostrar o caminho certo quando Lhe pedimos isso com sinceridade. Seu Espírito nos guia à plena verdade da Sua Palavra (João 16: 13).


Além disso, Ele colocou ao nosso lado irmãos e irmãs na fé, cujos conselhos e experiência podem ser de grande ajuda em muitas situações.


Leitura bíblica diária: Jeremias 24: 1 - 10; Romanos 1: 18 - 32