domingo, 29 de março de 2026

E as multidões … gritavam: “Hosana ao Filho de Davi! Bendito o que vem em nome do Senhor! Hosana nas alturas!” E, entrando ele em Jerusalém, toda a cidade se alvoroçou, dizendo: Quem é este?” Mateus 21:9-10

Quem é este?

 

Uma multidão se aglomerava à beira da estrada. Alguns seguravam ramos de palmeira, enquanto outros estendiam suas vestes no caminho. Jesus de Nazaré entrou em Jerusalém pouco depois de ressuscitar Lázaro. A multidão exultou, gritando: “Hosana!” O povo estava cheio de esperança, acreditando que o Salvador estava se aproximando e que a libertação da ocupação romana era iminente.


Mas os líderes religiosos estavam longe de estar satisfeitos. O Senhor Jesus havia falado repetidamente às suas consciências, expondo sua hipocrisia.


Além disso, eles O viam como um rival. Os romanos, por outro lado, observavam os eventos de longe; para eles, Jesus era apenas mais um pregador itinerante.


A cidade inteira estava em alvoroço, perguntando: "Quem é este?". Essa pergunta não era importante apenas para as pessoas daquela época, mas permanece relevante hoje. Para alguns, Jesus Cristo era um bom homem, o fundador de uma religião, um revolucionário, enquanto outros o viam como um moralista inconveniente. Mas quem era Jesus de verdade?


Alguns dias depois, incitados pelos líderes religiosos, o clima na cidade mudou. Aqueles que antes estavam entusiasmados agora gritavam: "Crucifica-o!". Agora, para eles, Jesus era um criminoso, um blasfemo, um rebelde. Assim somos nós, homens, volúveis e facilmente influenciáveis!


Mas o Filho de Deus continua em seu caminho, inabalável. Ele suporta a prisão, os interrogatórios, as falsas acusações, o veredito injusto, o escárnio e o desprezo, e os maus-tratos. Ele está disposto a cumprir o plano de salvação de Deus, que o chama a sofrer e morrer na cruz pelos pecados dos outros para que os perdidos possam ser salvos.


Leitura bíblica diária: Jeremias 10: 1 - 25; Lucas 22: 1 - 13

sábado, 28 de março de 2026

Nada façais por contenda ou por vanglória, mas por humildade; cada um considere os outros superiores a si mesmo. Filipenses 2: 3

Você primeiro!


Em 1º de maio de 1963, o xerpa tibetano Nawang Gombu e o americano Jim Whittaker, como membros de uma equipe americana, chegaram juntos ao cume do Monte Everest. Ao se aproximarem do pico, ambos refletiram sobre a glória que seria concedida à primeira pessoa a alcançar o ponto mais alto da Terra durante aquela expedição. Whittaker indicou que deixaria Gombu ir primeiro. Mas Gombu sorriu e recusou: “Você primeiro, Jim!” Finalmente, decidiram chegar ao cume juntos.


Este incidente ilustra o que o apóstolo Paulo nos exorta a fazer em Filipenses 2:


* Em vez de insistirmos em nosso próprio ponto de vista ou mesmo iniciarmos discussões, devemos valorizar os outros mais do que a nós mesmos.


* Em vez de nos colocarmos em primeiro lugar e nos preocuparmos com nossa própria glória, o amor nos ordena a deixar os outros em primeiro lugar e buscar a honra do Senhor.


A verdadeira humildade para com nossos irmãos cristãos nunca nos leva a abandonar a verdade bíblica; afinal, queremos ser obedientes a Deus. No entanto, seremos gentis e atenciosos quando se tratar de assuntos nos quais a Palavra de Deus se encontra. E quando obedecemos à Palavra de Deus com uma atitude humilde, não ofendemos nossos irmãos na fé. Egoísmo e arrogância dividem — humildade e obediência unem.


Jesus Cristo é o nosso exemplo perfeito; queremos imitá-Lo — Ele sempre demonstrou uma atitude humilde e obediente em Sua vida. Portanto, dois versículos depois, o apóstolo Paulo nos exorta: “De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus” (v. 5).


Leitura Bíblica Diária: Jeremias 9: 1 - 26; Lucas 21: 29 - 58

sexta-feira, 27 de março de 2026

Vós, mulheres, sujeitai-vos a vosso marido, como ao Senhor; porque o marido é a cabeça da mulher, como também Cristo é a cabeça da igreja, sendo ele próprio o salvador do corpo. … a mulher reverencie o marido. Efésios 5: 22, 23, 33

Casamento Cristão - Um Lugar de Respeito


Os casamentos cristãos devem ser baseados nos padrões da Palavra de Deus, e não em tendências sociais. Infelizmente, muitos casamentos de crentes estão em um estado deplorável porque a ordem de Deus tem sido negligenciada. Os versículos em Efésios 5 explicam a posição da esposa. Compreendê-la corretamente é crucial para um casamento abençoado.


Embora o marido seja repetidamente exortado a amar sua esposa (v. 25, 28, 33), a Palavra de Deus chama a esposa a submeter-se e respeitar o marido. Isso significa que o marido pode governar sua esposa como um ditador e ignorar seus desejos? De modo algum! Imediatamente antes de as mulheres serem exortadas à submissão, a Palavra de Deus exorta todos os cristãos a viverem "submissos uns aos outros por temor de Cristo" (v. 21). Um casamento cristão saudável, portanto, não é uma via de mão única, mas sim caracterizado pelo respeito mútuo.


Em Sua sabedoria, Deus compara o casamento à relação entre Cristo e a Sua igreja. Cristo é o cabeça da igreja — e ninguém concluiria que isso lhe seja prejudicial. Pelo contrário! Diz-se: “Ele é o Salvador do corpo”. Como cabeça, Ele cuida do bem-estar da igreja e não a oprime.


Um marido sábio ouve a opinião da esposa — mas, em última análise, ele assume a responsabilidade pelas decisões e suas consequências. Um casamento pode ser um refúgio seguro ou uma prisão. Um casamento cristão deve, sem dúvida, ser o primeiro: um lugar onde prevalecem o amor, a confiança e o respeito; um lar onde se sente aceito e seguro.


Leitura bíblica diária: Jeremias 8: 1 – 22; Lucas 21: 12 – 28

quarta-feira, 25 de março de 2026

Mas tu estás no meio de nós, ó SENHOR, e nós somos chamados pelo teu nome; não nos desampares! Jeremias 14: 9

Eles são o seu povo!


Israel estava sofrendo com uma severa fome. O Senhor deixou claro ao profeta Jeremias que essa dificuldade era um julgamento sobre a infidelidade do povo. Jeremias reconheceu o pecado do povo e o confessou diante de Deus (v. 20). Mas não era apenas a miséria do povo que o afligia — seus compatriotas israelitas também lhe causavam dificuldades. Os falsos profetas o odiavam, embora ele amasse o povo de todo o coração. O "profeta que chora", como Jeremias também é conhecido, experimentou como o Senhor o fortaleceu. As palavras do Senhor se tornaram alegria em seu coração (Jeremias 15:16).


Há paralelos com os nossos dias? Ainda hoje, há muitas falhas lamentáveis ​​entre o povo de Deus, muitas deficiências nas assembleias locais (congregações): indiferença, mundanismo, problemas interpessoais como a falta de amor, inveja, contendas, falhas morais ou vícios em substâncias viciantes.


Isso pode facilmente levar ao desânimo. Talvez nós mesmos sintamos a necessidade, mas tenhamos a impressão de que muitos permanecem espiritualmente mornos e nenhum avivamento está à vista. Então, há o perigo da resignação ou do afastamento. Mas cuidado: com Elias, aprendemos como é fácil se enganar: ele pensou que somente ele havia permanecido fiel, embora houvesse muitos outros fiéis.


A atitude de Jeremias pode nos encorajar. Ele se voltou para o Senhor, que deu nome ao povo, derramou seu coração diante Dele e encontrou consolo, até mesmo alegria, em Sua palavra. Nós também não queremos nos exaltar acima de nossos irmãos cristãos, mas sim nos unir ao povo de Deus. E, como Jeremias, queremos pedir a Deus que intervenha por amor ao Seu nome — para que Ele não nos abandone, mas nos ajude:


“Não nos despreze por causa do teu nome” (Jeremias 14:21).


Leitura bíblica diária: Jeremias 7: 1 - 34; Lucas 21: 1 - 11

Ora, pois, esforça-te, Zorobabel, diz o SENHOR, e esforça-te, Josué … e esforçai-vos, todo o povo da terra, diz o SENHOR, e trabalhai; porque eu sou convosco, diz o SENHOR dos Exércitos Todo-Poderoso. Ageu 2: 4

Esforçai-vos e trabalhai!


Deus nos encoraja antes de nos chamar para o trabalho. E Ele nos fortalece prometendo estar conosco. Aprendemos ambas as coisas aqui.


Deus nos encoraja antes de nos enviar para o trabalho: Os judeus que haviam retornado do cativeiro estavam desanimados com a resistência contínua e haviam parado de trabalhar no templo. Mas Deus falou com eles: primeiro aos seus ouvidos, depois às suas mãos. Ele primeiro encorajou seus corações antes de exortá-los a continuar trabalhando com as mãos. — Não é assim também hoje? Quando estamos desanimados e impotentes, Ele primeiro nos chama: “Sede fortes!” antes de nos exortar: “Trabalhem!” Pois o trabalho feito sem convicção muitas vezes permanece ineficaz — como uma fogueira de palha que brilha intensamente, mas logo se apaga. Nosso Senhor quer mover primeiro nossos corações, depois nossas mãos. Essa é a Sua ordem — e é sábia, saudável e sustentável.


Deus nos fortalece ao nos lembrar de Sua presença: aos judeus que retornavam, Ele clama: “Sejam fortes!” e explica: “Pois eu estou com vocês”. Ele não motiva superficialmente, mas profundamente; Ele conecta a promessa à Sua própria pessoa. Existe motivação mais confiável e poderosa do que a certeza de Sua presença? — Se Ele nos diz hoje: “Eu estou com vocês”, isso não deveria também nos inspirar em nosso trabalho?


Vamos levar essas duas afirmações conosco para hoje: antes de cada tarefa está o encorajamento de Deus. E por trás de cada encorajamento está a promessa de Sua presença.


Leitura bíblica diária: Jeremias 6: 1 - 30; Lucas 20: 41 - 47

terça-feira, 24 de março de 2026

E, servindo eles ao Senhor e jejuando, disse o Espírito Santo: Apartai-me a Barnabé e a Saulo para a obra a que os tenho chamado. Atos 13: 2

Pioneiros


O Espírito Santo comissionou Barnabé e Saulo (o futuro Paulo) para embarcarem em sua primeira viagem missionária a partir de Antioquia. Levaram consigo o jovem João Marcos. Juntos, viajaram aproximadamente 1.000 quilômetros a pé e a mesma distância de navio.


Como se prepararam para essa viagem? O que levaram em suas malas? Quanto dinheiro levaram? E quanto tempo viajariam? Tudo isso permanece sem menção. Apenas uma coisa é certa: eles não partiram despreparados — confiaram-se ao fiel guardião de suas almas.


Não há indicação de um itinerário detalhado: nenhuma rota fixa, nenhuma lista de paradas planejadas. Eles confiam na orientação do Espírito Santo e partem. Seu desejo sincero é fazer a vontade de Deus, proclamar o evangelho de Jesus Cristo e alcançar o maior número possível de pessoas com as boas novas.


Onde dormem, como está o tempo — também não lemos nada sobre isso. Mas, entre cada etapa de sua jornada, certamente oram juntos regularmente para discernir claramente o que o Senhor quer a seguir. Por que permanecem mais tempo em alguns lugares do que em outros? Isso também permanece um mistério. O que é certo é que sua jornada é uma verdadeira aventura, rica em experiências de fé: semear, regar, esperar até que Deus conceda o crescimento (cf. 1 Coríntios 3:6)... e repetir isso várias vezes. Assim é o trabalho missionário.


Ninguém deve embarcar nessa jornada sem um chamado pessoal. Mas aqueles que são chamados devem ir — confiando no Espírito Santo, que chama. Ele proverá tudo o que for necessário. Devemos manter a serenidade e não esquecer que este ministério também traz muitos desafios, mas também muitas bênçãos.


Leitura bíblica diária: Jeremias 5: 1 - 31; Lucas 20: 19 - 40

segunda-feira, 23 de março de 2026

Vós, maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela. Efésios 5:25

Casamento Cristão - Um Lugar de Amor


Nosso versículo de hoje é dirigido aos maridos. Isso significa que as esposas não devem amar? Claro que não! Deus é amor, e a Bíblia nos exorta repetidamente a amar uns aos outros — até mesmo nossos inimigos. O amor é a característica central de um cristão. É assim que os outros devem reconhecer que pertencemos a Cristo (João 13: 34-35).


Mas por que essa exortação é direcionada especificamente aos homens? Há duas razões importantes:


Primeiro, uma esposa precisa da certeza de que seu marido a ama. Isso faz parte de sua própria natureza como mulher. Ela pode ser feliz sem ser rica. Mas se ela não se sente amada por seu marido, não pode ser verdadeiramente feliz no casamento. O Cântico dos Cânticos expressa isso perfeitamente: “Ainda que alguém desse toda a fazenda de sua casa por este amor, certamente a desprezariam” (Cântico dos Cânticos 8: 7). As palavras “Eu te amo” são música para os ouvidos de uma mulher e bálsamo para o seu coração — mas elas não devem ser apenas ditas, e sim, sobretudo, demonstradas por meio de ações concretas. Isso é bom para ambos: “Assim devem os maridos amar a sua própria mulher… Quem ama a sua mulher ama-se a si mesmo” (v. 28).


Em segundo lugar, os homens muitas vezes tendem a se concentrar intensamente em seu trabalho ou interesses pessoais — e, ao fazer isso, perdem de vista as necessidades de suas esposas. Muitos seguem a falsa noção de que quanto mais possuímos, mais felizes seremos. Mas isso é uma mentira. O amor é muito mais precioso do que o dinheiro — ele nos sustenta nas tempestades da vida, enquanto a riqueza e o sucesso se esvaem. Alguns casais têm poucos bens materiais, mas têm casamentos plenos e felizes porque se amam incondicionalmente. E seus filhos são equilibrados e alegres porque veem e sentem o amor de seus pais.


Leitura Bíblica Diária: Jeremias 4: 1 – 31; Lucas 20: 9 – 18

domingo, 22 de março de 2026

José é um ramo frutífero, ramo frutífero junto à fonte; seus ramos correm sobre o muro. Gênesis 49: 22

José — um modelo de Jesus Cristo


As palavras citadas referem-se, em primeiro lugar, a José, filho de Jacó. Elas fazem parte de uma série de bênçãos e promessas que Jacó deixou para seus doze filhos — os patriarcas de Israel — pouco antes de sua morte. Algumas dessas declarações notáveis não apenas apontam para o futuro das respectivas tribos, mas também contêm profecias a respeito do Senhor Jesus. Isso se aplica especialmente a José, cujo caminho conduziu do sofrimento à glória e que, por isso, representa uma antecipação incrivelmente preciso de Cristo. As palavras de bênção sobre José contêm inúmeros aspectos da beleza de nosso Salvador que nos comovem.


Quando Jacó se refere ao seu filho José como “separado de seus irmãos” (v. 26), pensamos espontaneamente em Cristo, que levou uma vida sem pecado, “separado dos pecadores” (cf. Hebreus 7: 26). A “árvore frutífera junto à fonte” ilustra que o Senhor Jesus vivia em comunhão constante com seu Pai celestial — essa ligação era a fonte de sua força e alegria. Ela marcou profundamente suas palavras e ações, de modo que Deus teve nEle um prazer sem limites. Quantos frutos para Deus Cristo produziu durante sua vida! A figura de uma árvore frutífera plantada junto à água também se encontra no Salmo 1 — ali, também, trata-se de um prenúncio profético de Cristo e de sua vida perfeita, que Deus honrou e glorificou de maneira tão singular.


O fato de os ramos da árvore crescerem por cima do muro talvez indique que, no futuro Reino Milenar, as bênçãos do Messias não se limitarão a Israel. Também as nações experimentarão o reinado abençoado de Cristo — sim, toda a terra será abençoada pelo Messias naquele tempo glorioso.


Leitura bíblica diária: Jeremias 3: 1 - 25; Lucas 20: 1 - 8

sábado, 21 de março de 2026

A tua palavra é a verdade. João 17: 17

Verdade ou ficção?


Thomas Betterton (1635-1710) foi um famoso ator do século XVII. Certa vez, o arcebispo de Canterbury perguntou-lhe por que os atores conseguem, muitas vezes, cativar o público muito melhor do que os pregadores. A resposta surpreendente de Betterton foi: “Os atores apresentam coisas inventadas como se fossem verdadeiras, enquanto os pregadores, com demasiada frequência, falam de coisas verdadeiras como se fossem inventadas.”


Essa afirmação nos dá o que pensar. Perguntemo-nos a nós mesmos:


É verdade para nós que Deus é o Criador e Senhor do mundo? — Então, tratamos a criação de forma consciente e responsável. E confiamos Nele em todas as situações, mesmo diante dos muitos acontecimentos assustadores em nosso planeta. Pois é Ele quem “sustenta todas as coisas pela palavra do seu poder” (Hebreus 1: 3).


É verdade para nós que as pessoas que não conhecem o Senhor Jesus como seu Salvador irão para a separação eterna de Deus? — Então, deve ser nossa preocupação sermos testemunhas fiéis do Evangelho em nosso entorno.


É verdade para nós que Deus é amor? — Então, as situações difíceis da vida não nos tiram a confiança; confiamos que todas as coisas na vida nos servirão para o bem (Romanos 8: 28).


É verdade para nós que a Bíblia é a Palavra viva de Deus? — Então, reservamos tempo diariamente para lê-la com atenção e conhecer os pensamentos de Deus.


É verdade para nós que o Senhor Jesus, conforme Sua promessa, voltará para levar os Seus para a glória? — Então, não apegamos nosso coração aos bens terrenos, mas O esperamos com dedicação e anseio.


Leitura bíblica diária: Jeremias 2: 1 - 37; Lucas 19: 39 - 48

sexta-feira, 20 de março de 2026

Ah! Se tivesses dado ouvidos aos meus mandamentos! Então, seria a tua paz como o rio, e a tua justiça, como as ondas do mar. Isaías 48: 18

O casamento cristão — um compromisso


Essas palavras divinas foram originalmente dirigidas ao povo de Israel, mas também se aplicam ao casamento cristão. Por que falta hoje, em tantos casamentos, uma atmosfera de paz e fidelidade? Nosso versículo bíblico dá a resposta: porque as pessoas se afastaram de Deus e de Sua Palavra. Onde os pensamentos de Deus são desprezados ou ignorados, a paz sofre.


Embora os fundamentos bíblicos do casamento sejam explicados de forma compreensível em muitos bons livros e palestras, o número de casamentos desfeitos e famílias desestruturadas continua aumentando constantemente, mesmo entre cristãos fiéis. Por quê? Porque as instruções de Deus para o casamento não são levadas a sério. Muitos casais perseguem objetivos mundanos: carreira, prosperidade material e auto-realização estão no centro, enquanto a oração em conjunto, a leitura da Bíblia e o serviço no Reino de Deus são negligenciados. E então, em algum momento, os casais percebem com horror que construíram sua casa sobre areia.


Todo casamento cristão deve ser fundamentado em quatro pilares: compromisso mútuo, amor mútuo, respeito mútuo e a autoridade de Cristo.


Compromisso significa respeitar a aliança matrimonial como uma união sagrada e indissolúvel. Ela é celebrada perante Deus e é muito mais do que um documento oficial. Um marido ou uma esposa crente sabe que essa promessa não se aplica apenas ao cônjuge, mas também foi feita a Deus — e que deve ser cumprida. Pois Deus é santo, e o casamento é uma instituição que Ele mesmo estabeleceu. O Senhor Jesus diz: “E serão dois numa só carne. ... O que Deus ajuntou não separe o homem” (Mateus 19: 5, 6).


Leitura bíblica diária: Jeremias 1: 1 - 19; Lucas 19: 28 - 38

quinta-feira, 19 de março de 2026

E, vendo-a, o Senhor moveu-se de íntima compaixão por ela. Lucas 7: 13

Confiem seus filhos ao Senhor


No Evangelho de Lucas, são relatados três acontecimentos em que o Senhor Jesus ajuda pais que estão em grande angústia por causa de seus filhos.


Primeiro, há uma viúva que está a caminho para enterrar seu único filho. O Senhor a vê, demonstra sua profunda compaixão e ressuscita o jovem (v. 11-15).


Em seguida, lemos sobre o chefe da sinagoga, Jairo. Ele pede ao Senhor Jesus que cure sua filha, que está à beira da morte. No entanto, a caminho de sua casa, o Senhor faz uma parada para ajudar outra mulher que sofre — uma perda de tempo amarga para Jairo. Quando o Senhor finalmente chega, a filha já havia falecido — mas o Senhor a traz de volta à vida (cap. 8,41-56).


Outro pai clama ao Senhor por socorro, pois seu filho está sendo atormentado por um demônio. Os discípulos não conseguiram expulsar o demônio, e a situação é de risco de vida. Mas o Senhor intervém: Ele expulsa o espírito impuro, cura a criança e a devolve ao pai (cap. 9,38-42; cf. Marcos 9,22).


Em todos os três casos, do ponto de vista humano, toda a esperança parece perdida: em um deles é tarde demais, em outro demora demais, e no terceiro os socorristas estão no limite de suas possibilidades. Mas, para o Senhor Jesus, não existe “tarde demais” nem “difícil demais”. Sua compaixão é profunda, Seu poder é ilimitado, e Sua ajuda chega na hora certa — mesmo que muitas vezes nos pareça o contrário.


Nossos filhos também podem passar por situações difíceis. Talvez pareça que qualquer ajuda chega tarde demais. Talvez nos perguntemos por que o Senhor hesita. Mas podemos ter certeza: Ele vê, Ele sabe e Ele age — com amor e sabedoria. O Senhor é perfeito e sabe melhor do que ninguém como e quando ajudar.


Vamos aprender a confiar no Senhor em todas as circunstâncias — inclusive, e especialmente, no que diz respeito aos nossos filhos.


Leitura bíblica diária: Êxodo 40: 17 - 38; Lucas 19: 11 - 27