domingo, 30 de agosto de 2026

Então, Abraão tornou aos seus moços, e levantaram-se e foram juntos para Berseba; e Abraão habitou em Berseba. Gênesis 22: 19

Comunhão com o Pai e com o Filho

Nosso verso é precedido pelo impressionante acontecimento na terra de Moriá: ali Abraão deveria sacrificar seu amado filho Isaque em um dos montes. Mas, afinal, Isaque não precisou morrer — Abraão encontrou um animal que foi sacrificado em seu lugar.


O que aconteceu há mais de 4.000 anos em Moriá ilustra de forma comovente como Deus deu seu Filho unigênito e foi com Ele até a cruz do Gólgota. A Ele, porém, Deus não pôde poupar; Jesus Cristo teve de morrer por pecadores perdidos. 


Depois que o animal foi sacrificado no lugar de Isaque, Abraão voltou com seu filho aos dois servos. Eles haviam ficado ao pé do monte e não tinham visto o que acontecera lá em cima. Agora todos foram juntos para Berseba. Será que Abraão e Isaque lhes contaram no caminho de volta o que havia acontecido no monte? Não sabemos. Mas uma coisa eles devem ter experimentado: a íntima comunhão e amor entre pai e filho. Essa comunhão já é enfatizada duas vezes na ida: "foram ambos juntos" [v. 6, 8]. E agora, na volta, também os servos foram incluídos nessa comunhão. Que atmosfera especial na qual os quatro homens foram juntos em seu caminho para casa!


Os dois "moços" são figura de nós, crentes. Deus quer nos incluir na comunhão entre Ele e seu Filho, especialmente no que diz respeito ao sacrifício de Jesus na cruz. O que "o fogo e o cutelo" significaram em sua profundidade, nunca poderemos sondar - assim como os moços não puderam subir ao monte. Mas, com base na morte sacrificial consumada de Cristo, o Pai agora nos leva consigo: já no caminho para o lar celestial podemos experimentar plena alegria na comunhão com o Pai e com o Filho [1 João 1:  3, 4].


Leitura bíblica diária: 

📖 Juízes 2: 6 - 23

📖 2 Coríntios 2: 1 - 17

sábado, 29 de agosto de 2026

Assim está escrito que o Cristo havia de padecer e ressuscitar dentre os mortos no terceiro dia e que em seu nome se pregasse arrependimento para remissão de pecados a todas as nações, começando de Jerusalém. Lucas 24: 46, 47

Começando por Jerusalém

Pouco antes de sua ascensão, o Senhor disse que o evangelho deveria ser pregado em todo o mundo, e isso "começando por Jerusalém". Mas por que justamente Jerusalém? Betânia não seria um ponto de partida muito mais óbvio para a proclamação? Afinal, o Senhor levaria os discípulos para lá pouco depois [v. 50], e de lá Ele subiria ao céu. A primeira resposta é evidente: o Senhor havia ordenado aos apóstolos que, após sua ascensão, esperassem em Jerusalém pelo Espírito Santo,"a promessa do Pai" [v. 49.52]. Mas na instrução do Senhor há evidentemente ainda uma intenção mais profunda.


Pensemos apenas no que havia acontecido em Jerusalém: justamente Lucas descreve de forma impressionante como Jesus foi zombado e escarnecido, embora fosse completamente sem pecado, como o próprio Pilatos testificou várias vezes [cap. 23: 4, 14, 22]. E, no entanto, foi justamente essa cidade sobre a qual o Senhor outrora lamentou: "Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas e apedrejas os que te foram enviados!" [cap. 13: 34]. Que pensamentos de graça o moviam — apesar do ódio dos homens, especialmente dos líderes religiosos!


Quanto deve ter doído ao Senhor que as pessoas em Jerusalém acompanhassem sua crucificação com satisfação [Salmo 22: 18]. E, no entanto, as primeiras palavras que os curiosos ouviram da boca do Crucificado foram: "Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem!" [cap. 23: 34]. E agora ouvimos que justamente a essas pessoas deveria ser anunciada primeiro a boa notícia. Quão grande é a sua graça!


Leitura bíblica diária: 

📖 Juízes 1: 27 - 2: 5

📖 2 Coríntios 1: 15 - 24

sexta-feira, 28 de agosto de 2026

O que também aprendestes, e recebestes, e ouvistes, e vistes em mim, isso fazei; e o Deus de paz será convosco. Filipenses 4: 9

A paz de Deus e o Deus da paz

Quando agimos em obediência à Palavra de Deus, há sempre grande bênção sobre isso. O versículo de hoje nos promete como recompensa que "o Deus da paz" estará conosco quando agirmos como a Bíblia nos ensina. O resultado: experimentamos paz interior, descanso e segurança. Mas ainda muito mais maravilhoso é que o próprio Deus da paz estará conosco. E isso traz verdadeira felicidade e profunda alegria.


Poucos versículos antes, Paulo escreve aos filipenses que "a paz de Deus" guardará seus corações e seus pensamentos em Cristo Jesus, quando eles levarem todos os seus pedidos com confiança e com ações de graças diante de Deus [v.6-7]. Essa promessa é incondicional — não precisamos e nem podemos contribuir com nada para isso, exceto que nosso coração seja sincero diante de Deus e que depositemos nossa confiança nele.


Mas, se queremos que "o Deus da paz" ande conosco, precisamos também viver de modo que "adornemos a doutrina de Deus, nosso Salvador" (Tito 2: 10).


Que maravilhoso acompanhamento temos com o Deus da paz ao nosso lado — especialmente em meio aos desafios do dia a dia! Isso não significa que seremos poupados de preocupações ou tempos difíceis. Mas em sua mão estamos seguros e fortes — nada pode nos tirar do caminho.


Os filipenses tinham em Paulo um exemplo vivo. "O que vistes em mim", ele pôde escrever-lhes. Sem esse exemplo, eles não teriam entendido tão claramente o que ele queria dizer. Para nós também vale: os exemplos bíblicos querem ser vividos. Por isso a ordem é: "Isso fazei!"


Leitura bíblica diária: 

📖 Juízes 1:16 - 26 - 

📖 2 Coríntios 1: 8 - 14

quinta-feira, 27 de agosto de 2026

Oferecei holocaustos por vós, e o meu servo Jó orará por vós ... Então, foram Elifaz, o temanita, e Bildade, o suíta, e Zofar, o naamatita, e fizeram como o SENHOR lhes dissera; e o SENHOR aceitou a face de Jó. Jó 42: 8, 9

Orai uns pelos outros!

Este é um princípio importante que encontramos aqui: não devemos pensar apenas em nós mesmos na oração, mas também orar uns pelos outros! Deus exige aqui que os três amigos de Jó não ofereçam apenas um holocausto por si mesmos, mas também peçam a Jó que interceda por eles. Somente quando ele orasse por eles Deus perdoaria seus pecados — caso contrário Deus lhes faria “conforme a sua loucura” (v. 8). E assim acontece: Jó ora por seus amigos e Deus lhes perdoa.


Que lição impressionante! Às vezes nossa vida espiritual — ou a de nossos parentes e amigos — empobrece. Será que isso acontece porque subestimamos a oração e não nos damos ao trabalho de orar uns pelos outros?


É bonito ver que Jó aqui ora por seus amigos — sem amargura, sem nenhum vestígio de rancor, sem desejo de vingança pelo mal que sofreu. Ainda hoje é uma grande contradição ter recebido o perdão de Deus e experimentado o amor fraternal — e ao mesmo tempo se recusar a falar com outros e mostrar-se frio e irreconciliável.


Não preciso esperar até que meu irmão ou minha irmã venha até mim e peça perdão. Não, eu mesmo darei o primeiro passo e irei até ele ou ela (Mateus 18:15). E levarei este assunto não apenas em seu nome diante do trono da graça; é importante para mim mesmo falar com o Senhor sobre isso. Pois não se trata apenas do outro, trata-se também do meu próprio coração. Só assim posso deixar o fardo com o Senhor — e encontrar graça para perdoar, misericórdia e paz interior.


Leitura bíblica diária: 

📖 Juízes 1: 1 - 15

📖 2 Coríntios 1: 1 - 7

quarta-feira, 26 de agosto de 2026

Sabemos isto: que o nosso velho homem foi crucificado com ele.” Romanos 6:6

Crucificado com Ele

Por meio da obra de redenção do Gólgota, nós, cristãos, não recebemos apenas o perdão dos nossos pecados. Ali, na cruz, também a nossa vida anterior como pecadores, “o nosso velho homem”, encontrou o seu fim. Cristo não morreu apenas “pelos nossos pecados”, mas nós também fomos “crucificados com Cristo” (1 Coríntios 15:3; Gálatas 2:19).


Por isso devemos ser muito gratos! Pois se aos olhos de Deus ainda fôssemos os mesmos de antes, então — apesar do perdão — teríamos que viver constantemente inquietos por causa da nossa condição pecaminosa. Mas agora podemos saber que Deus nos vê como mortos, porque fomos crucificados com Cristo. “Crucificado” é uma formulação radical; ela mostra quão fundamental é a mudança que experimentamos: “Se alguém está em Cristo, nova criatura é: as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo” (2 Coríntios 5:17).


Na nossa vida de fé, porém, é justamente neste ponto que muitas vezes temos dificuldades. Pois experimentamos que ainda pecamos. E assim a nossa experiência entra em conflito com o nosso conhecimento. Mas observe: o nosso versículo em Romanos 6 não diz que experimentamos que “o nosso velho homem foi crucificado”, mas que nós o “sabemos”. Esse “saber” ou “conhecer” baseia-se somente na Palavra de Deus, não no nosso sentimento ou na nossa condição momentânea.


Por isso vale: quando pecamos e o confessamos ao Senhor, podemos ao mesmo tempo agradecer que “o nosso velho homem foi crucificado” — e continua crucificado. Esse “saber” em nossos corações nos faz crescer na graça e nos preserva de retroceder — por exemplo, tentando em vão melhorar o nosso velho homem. 


“Nosso velho homem” não pode ser melhorado; só precisamos deixar visível que ele foi crucificado — e viver no poder da nova vida.


Leitura bíblica diária: 

Josué 24:16-33

1 Coríntios 16:10-24

terça-feira, 25 de agosto de 2026

Porque não podemos deixar de falar do que temos visto e ouvido. Atos 4: 20

 Entre canibais


Oscar Michelsen (1844-1936) foi um pioneiro missionário norueguês. Ele deixou sua terra natal para levar o evangelho aos moradores de um grupo de ilhas no Pacífico Sul — o que hoje é Vanuatu.


Ele relatou: “Quando nosso navio se aproximou da ilha onde eu iria desembarcar, os nativos vieram correndo para a praia — armados até os dentes. O capitão do navio disse: ‘Sr. Michelsen, não posso assumir a responsabilidade de deixá-lo desarmado em um lugar como esse’. Eu respondi: ‘Mas, capitão, foi por causa dessas pessoas que deixei minha casa e meus amigos! Se um de seus marinheiros estiver disposto a me levar voluntariamente até a margem, então eu irei!’ O capitão concordou e um barco foi lançado ao mar. Enquanto eu estava na proa e nos aproximávamos dos canibais, eu segurava em minhas mãos a Palavra de Deus aberta. Quando viram que eu não estava armado, permitiram que eu desembarcasse. O bote e o navio foram embora — mas Deus e a sua Palavra permaneceram.


Michelsen aprendeu rapidamente a língua dos nativos, e Deus abençoou sua Palavra entre eles. Muitos abandonaram sua vida anterior, chegaram à fé em Jesus Cristo — e o missionário pôde celebrar muitas vezes a Ceia do Senhor com eles, no mesmo lugar onde antes eles celebravam suas festas canibais.


Até 1933 Michelsen permaneceu em Tongoa e serviu os nativos. Conhecido por sua maneira empática e sua compreensão da cultura deles, ele se tornou um instrumento de Deus para mudanças profundas na sociedade. Onde antes se falava de “canibais perigosos”, logo viviam pessoas conhecidas por sua paz e hospitalidade.


O evangelho ainda hoje tem o mesmo poder de transformar corações — também na Europa ocidental!


Leitura bíblica diária: 

📖 Josué 24: 6 - 15

📖 1 Coríntios 16: 1 - 9

segunda-feira, 24 de agosto de 2026

 

E eis que, no mesmo dia, iam dois deles para uma aldeia que distava de Jerusalém sessenta estádios, cujo nome era Emaús. E, na mesma hora, levantando-se, voltaram para Jerusalém. Lucas 24: 13, 33


Aqui estão dois discípulos que tinham vivido os últimos dias em Jerusalém e agora estão a caminho de casa. Pensativos, decepcionados, abatidos. Mas também cheios de perguntas, pois o túmulo está vazio. Anjos disseram que Jesus vive. Mas quem pode crer nisso ou até mesmo entender? Eles, pelo menos, ainda não.


Mas o Senhor não deixa eles irem embora assim, pois Ele quer trazê-los de volta ao grupo dos discípulos. E assim Ele vai atrás deles, fala com eles, pergunta, escuta com paciência. E por fim lhes explica “o que dele se achava em todas as Escrituras” (v. 27).


Quanto esforço o Senhor faz para alcançar esses dois! Porque Ele não quer que eles apenas ouçam falar da sua ressurreição. Ele quer que eles a compreendam — com a mente, mas também com o coração. E que vejam com os próprios olhos a Ele, o Ressuscitado.


E de fato — o Senhor os alcança: eles O reconhecem e os seus corações ardiam. Profundamente comovidos e cheios de alegria, eles se levantam imediatamente e voltam para Jerusalém. Lá eles contam aos outros discípulos o que tinham vivido — e enquanto ainda falam, o próprio Senhor entra no meio deles e lhes mostra as suas mãos e o seu lado.


Quanto esforço o Senhor faz ainda hoje para nos trazer de volta! Com os dois discípulos de Emaús foram horas, com Tomé uma semana, com Davi foram meses e com João Marcos talvez anos. E com você e comigo? Nós não conhecemos também esses tempos, sejam mais curtos ou mais longos, em que nos afastamos dEle? E ainda assim Ele foi atrás de nós, com uma paciência e um amor admiráveis! Certamente os dois discípulos nunca esqueceram esse encontro. E nós, como estamos?


Leitura bíblica diária: 

📖 Josué 23: 14 - 24: 5

📖 1 Coríntios 15: 50 - 58

domingo, 23 de agosto de 2026

Eis que nós subimos a Jerusalém, e o Filho do Homem será entregue aos príncipes dos sacerdotes e aos escribas, e o condenarão à morte, e o entregarão aos gentios, e o escarnecerão, e açoitarão, e cuspirão nele, e o matarão; mas, ao terceiro dia, ressuscitará. Marcos 10: 33 - 34

Um anúncio dos sofrimentos


Já faz mais de três anos que o Senhor Jesus está com seus discípulos. Eles vão de lugar em lugar por Israel. Nesse tempo eles percebem que o seu ministério não está sendo aceito e que o ódio dos líderes do povo está aumentando. Por isso os discípulos ficam com medo quando o Senhor os leva novamente para Jerusalém. O próprio Senhor, porém, permanece completamente calmo. Ele descreve aos discípulos os acontecimentos que eles deveriam esperar nos próximos dias: Ele seria preso e levado a julgamento pelos principais sacerdotes e escribas. O processo terminaria com uma sentença de morte. Em seguida Ele seria entregue à jurisdição romana. Ali seria zombado e maltratado, até chegar a uma terrível flagelação e à crucificação.


Mas o Senhor não se limita a anunciar apenas a sua morte. Logo em seguida Ele também prediz a sua ressurreição. Sim, a sua morte não seria o fim, mas seria necessária para que Ele pudesse executar o plano de salvação de Deus para nós.


Os discípulos não entendem o que o Senhor lhes diz, porque os seus pensamentos e esperanças estão indo em outra direção. Eles ainda esperam que Jesus seja reconhecido como Rei e estabeleça o seu reino de paz. Nós, como cristãos, hoje olhamos para trás e reconhecemos que tudo se cumpriu exatamente como o Senhor havia anunciado. Com coração grato nós O louvamos por ter percorrido esse caminho de sofrimento por nós.


Leitura bíblica diária: 

📖 Josué 23:1-13

📖 1 Coríntios 15:35-50

sábado, 22 de agosto de 2026

Eu sou a voz do que clama no deserto. João 1: 23

O que tem a noiva é o noivo; o amigo do noivo que está presente e o ouve muito se regozija por causa da voz do noivo. João 3: 29

João Batista “pregava o batismo do arrependimento para perdão dos pecados” (Lucas 3: 3). E Deus colocou sua bênção sobre isso: muitas pessoas se arrependeram e confessaram isso publicamente através do batismo no Jordão. Esses resultados impressionantes fizeram João chamar a atenção dos fariseus, e eles enviaram mensageiros até ele para perguntar quem ele era.


As respostas desse pregador fiel mostram de forma exemplar a atitude humilde de um verdadeiro servo de Deus. Ele rejeita toda pergunta feita a respeito da sua pessoa (João 1: 19 - 22) e confessa por fim que não é nada além da voz de alguém maior. A pessoa do pregador fica em segundo plano; toda a atenção deve estar no conteúdo da sua pregação: o próprio Cristo. Vez após vez João aponta para “o que havia de vir”, para “o Cordeiro de Deus”. Esse era o seu chamado da parte de Deus e o desejo do seu coração.


Em João 3 lemos como os discípulos de João Batista chamaram a atenção dele para o fato de que agora o próprio Jesus também batizava e que muitos iam até Ele. — Como é fácil, numa situação dessas, a inveja ou o ciúme surgir no coração de um servo de Deus! — Mas mais uma vez reconhecemos em João, pela graça de Deus, um exemplo de atitude verdadeiramente humilde. Ele se alegrou com o início do ministério do seu Senhor e com “a voz do noivo”. João podia perceber que o seu próprio ministério preparatório estava chegando ao fim e que Deus começava a falar “no Filho” (Hebreus 1: 2). Isso encheu a medida da sua alegria.


Leitura bíblica diária: 

📖 Josué 22: 10 - 34

📖 1 Coríntios 15: 20 - 34

sexta-feira, 21 de agosto de 2026

E disse-lhes: Que aconselhais vós que respondamos a este povo, que me falou...? 1 Reis 12: 9

 De quem você busca conselho?


O reinado do rei Salomão havia chegado ao fim. Agora o seu filho Roboão deveria subir ao trono em Siquém. Mas logo no início do seu governo Roboão enfrentou um grande desafio: o povo começou a murmurar. Olhando para o governo de Salomão, muitos achavam o trabalho forçado imposto pesado demais. Eles pediram ao novo rei alívio.


Roboão se viu diante de uma decisão difícil. Primeiro ele buscou o conselho dos homens mais velhos que tinham servido ao seu pai, e depois o conselho dos jovens com quem havia crescido. Por fim, infelizmente, seguiu o conselho dos jovens e decidiu aumentar ainda mais a carga sobre o povo. 


Dessa história podemos aprender:


  1. Os mais velhos aconselharam o rei a servir o povo e a diminuir a carga (v. 7). Infelizmente Roboão não estava disposto a isso. Mas quem quer liderar e guiar o povo de Deus precisa estar disposto a servir (Marcos 9: 35).


  1. Roboão seguiu o conselho dos jovens: colocou ainda mais peso sobre o povo, para assim firmar o seu poder. Será que nós também não pensamos muitas vezes só em nós mesmos e no nosso progresso, no nosso bem-estar — em vez de pensar no bem-estar dos crentes?


  1. Não lemos que Roboão orou e pediu conselho a Deus. E Deus é o melhor Conselheiro! Deus “é maravilhoso em conselho e grande em sabedoria” (cf. Isaías 9: 5; 28: 29).


  1. É importante que conheçamos bem a Palavra de Deus, pois as Sagradas Escrituras são as que podem “tornar-te sábio para a salvação pela fé em Cristo Jesus” (2 Timóteo 3: 15). Só assim podemos tomar decisões segundo a mente de Deus e exercer liderança da maneira correta — na família, no trabalho e na igreja.


Leitura bíblica diária: 

📖 Josué 21: 27 - 22: 9

📖 1 Coríntios 15: 12 - 19

quinta-feira, 20 de agosto de 2026

Levantai os vossos olhos e vede as terras, que já estão brancas para a ceifa. João 4: 35

 Já é tempo de colheita!


Nos campos deste mundo há muito o que fazer! Isso foi o que o próprio Jesus Cristo, “o Senhor da seara”, disse (Mateus 9:37-38). E, como sempre, Ele deu o melhor exemplo aos seus discípulos. Todos os dias servia a Deus com dedicação total.


Certo dia “era-lhe necessário passar por Samaria” (v. 4). Para Ele isso era certo. Não podia adiar, se quisesse encontrar aquela mulher “por volta da hora sexta” no poço de Sicar. Essa mulher, a quem Ele podia levar a graça de Deus, fazia parte dessa “colheita”, era um “fruto para a vida eterna” (v. 6, 36).


Foi, portanto, um dia de colheita cansativo para o Senhor Jesus. Por isso suas palavras aos discípulos devem ter sido ainda mais enfáticas: “Não dizeis vós: Ainda há quatro meses até que venha a ceifa?” (v. 35). Ele se referia ao trigo dos campos pelos quais eles tinham passado na viagem. Dava para ver claramente que ainda faltava um tempo até a colheita. Ou seja: humanamente falando, não havia pressa.


Mas o Senhor direcionou a atenção dos discípulos para a colheita espiritual. Ali não havia adiamento; Ele mesmo estava a cada instante a serviço do seu Pai. Nós, porém, talvez pensemos que podemos deixar isto ou aquilo para depois. Não, “o tempo está abreviado” (1 Coríntios 7:29). E exatamente nesse sentido o Senhor nos exorta a olhar para os campos. Eles já estão “brancos para a ceifa”: estão maduros. Se esperarmos, há o risco de as espigas caírem no chão e se perderem. Por isso queremos nos lembrar diariamente de que as pessoas ao nosso redor têm sede de alma que não foi saciada, mesmo que só algumas admitam isso — como aquela mulher em Samaria.


Como é encorajador que o Senhor não apenas nos chama para o trabalho, mas também promete alegria: “o que ceifa recebe galardão... para que, assim o que semeia como o que ceifa, ambos se regozijem” (v. 36).


Leitura bíblica diária: 

📖 Josué 20: 1 - 21: 26

📖 1 Coríntios 15: 1 - 11