Quem deseja consolar um coração triste precisa de sabedoria e deve procurar se colocar no lugar do outro. Muitas vezes isso não é fácil, especialmente quando estamos bem. Gostaríamos então que nosso bom estado de espírito “contagiasse” o outro. Mas essa é a abordagem errada, e o resultado muitas vezes é uma rejeição interior, como o borbulhar do vinagre sobre o bicarbonato de sódio. Assim, só se causou dor ao triste.
Jó, o homem provado pela dor, recebeu a visita de seus amigos quando eles souberam de sua miséria. Durante sete dias, eles não ousaram dizer uma palavra, “porque viam que a dor era muito grande” (Jó 2:13). Com isso, certamente o consolaram mais do que com as muitas palavras que vieram depois e que apenas causaram amargura.
O Senhor Jesus, cuja voz ouvimos através da palavra profética de Isaías, é também aqui o nosso grande modelo. Ele falava sempre a partir da comunhão direta com Deus. Por isso, tinha a palavra certa para cada um, que correspondia à sua necessidade. Para quem estava cansado, Ele tinha uma palavra revigorante, e para quem estava triste, Ele assegurava consolo (Mateus 5:4). Todos sentiam que Ele falava “palavras de graça” (Lucas 4:22). E quantas vezes lemos que Ele estava “comovido” com as necessidades ao seu redor e, movido por essa emoção, ajudava!
Assim, também nós queremos levar ao coração todos os dias o pedido: Senhor, dá-me a sensibilidade certa para as necessidades do meu próximo e permite-me lidar com elas com empatia. Faz com que a Tua graça se torne mais visível na minha vida!
Leitura bíblica diária: Êxodo 25: 23 - 40; Lucas 9: 51 - 62