quinta-feira, 14 de maio de 2026

E levou-os fora, até Betânia; e, levantando as mãos, os abençoou. E aconteceu que, abençoando-os ele, se apartou deles e foi elevado ao céu. Lucas 24: 50, 51

A Ascensão de Jesus

Quarenta dias após sua ressurreição, o Senhor Jesus voltou ao céu. Lucas descreve de forma comovente como Jesus passa os últimos momentos no meio de seus discípulos — e então é levado para o céu diante dos olhos deles. Não em Jerusalém, mas em Betânia, um lugar onde Ele gostava de passar o tempo durante sua vida, Ele se despede. Com as mãos erguidas — as mãos que foram perfuradas na cruz por nós — Ele abençoa os discípulos. Enquanto isso, Ele é levado ao céu com dignidade.


Suas mãos erguidas em sinal de bênção são uma indicação de que o Senhor Jesus ainda hoje cuida dos Seus. Do céu, Ele está presente para nós! Por ter vivido Ele mesmo nesta terra, Ele conhece todos os desafios da vida. Agora, Ele ascendeu ao céu como ser humano e ali atua como Sumo Sacerdote por nós. “Porque não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; porém um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado” (Hebreus 4: 15).


Os discípulos ficaram impressionados: prostraram-se diante de Cristo que ascendia. Eles não estavam tristes com a partida Dele, mas “tornaram com grande júbilo para Jerusalém. E estavam sempre no templo, louvando e bendizendo a Deus.” (v. 52, 53). Eles amavam seu Senhor e, por isso, podiam se alegrar por Ele ter ido para junto de Seu Pai (cf. João 14: 28).


Nós, hoje, sabemos que Cristo cumpriu tudo o que a obra de Deus previa para Ele. Por isso, nos alegramos ainda mais por Ele estar vivo e já ter sido “coroado de glória e honra” (Hebreus 2: 9).


Leitura bíblica diária: Jeremias 43: 1 - 13; Romanos 11: 1 - 10

quarta-feira, 13 de maio de 2026

Lava-te, pois, e unge-te, e veste as tuas vestes, e desce à eira. Rute 3: 3

Noemi deseja que sua nora viúva, Rute, volte a casar-se. Ela deseja para ela a bênção e a paz de um casamento. 1. Para Noemi, apenas seu parente de sangue, Boaz, entra em consideração — ele tinha tanto o direito quanto uma certa obrigação de gerar descendentes para seu filho falecido. Por isso, Noemi incentiva sua nora a pedir a Boaz que se case com ela. Para isso, ela dá a Rute, em nosso versículo do dia, quatro conselhos sobre como ela deve se comportar diante de Boaz. Esses conselhos também contêm lições importantes para nosso relacionamento com o Senhor Jesus, de quem Boaz é um antecipador.


Lava-te: Se quisermos ter comunhão com o Senhor, precisamos nos purificar, o que significa alinhar nossos pensamentos, palavras e ações com a Palavra de Deus (Efésios 5: 26; 1 Pedro 1: 22).


Unge-te: Em princípio, já recebemos a unção pelo Espírito Santo (1 João 2: 27), mas também somos responsáveis por permitir que nossa vida seja realmente guiada pelo Espírito Santo. Por isso, é dito aos efésios: “Enchei-vos do Espírito” (Efésios 5: 18).


Veste as tuas vestes: as vestes simbolizam nossos hábitos, nosso comportamento, tudo o que se pode ver em nós. Será que nos revestimos das virtudes de Cristo (Colossenses 3: 12 - 14)? Um ditado diz: as roupas fazem a pessoa.


Desce à eira: Se colocamos em prática espiritualmente as três primeiras exortações, talvez pensemos que agora tudo está bem. Mas ainda falta o quarto passo: o caminho para a eira. É um caminho de descida, um caminho de humilhação. Como na eira o joio é separado do trigo, ela simboliza que devemos examinar a nós mesmos e remover de nossa vida tudo o que não agrada a Deus. Davi trilhou esse caminho (em sentido figurado) quando disse: “Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração; prova-me e conhece os meus pensamentos!” (Salmo 139: 23).


Leitura bíblica diária: Jeremias 42: 7 - 22; Romanos 10: 14 - 21

terça-feira, 12 de maio de 2026

Vós sois o sal da terra; e, se o sal for insípido, com que se há de salgar? Para nada mais presta, senão para se lançar fora e ser pisado pelos homens. Mateus 5: 13

 Flamingos brancos


No arquipélago das Antilhas há uma pequena ilha cujos lagos e lagoas são habitados por uma espécie especial de flamingos cor-de-rosa. Uma grande cidade americana quis, certa vez, introduzir algumas dessas aves em seu zoológico e criou para elas um ambiente que correspondia amplamente aos seus hábitos naturais. Mas logo se percebeu que suas penas estavam perdendo a cor. Os flamingos rosados se tornaram brancos!


Os especialistas chegaram à conclusão de que a mudança de cor se devia à alimentação. Como não era possível garantir a dieta específica no local, decidiu-se levar as aves de pernas longas de volta à sua ilha natal. Lá, elas logo recuperaram sua aparência original.


Esse acontecimento nos faz lembrar que a Palavra de Deus é o único alimento que faz bem ao crente (1 Pedro 2: 2). O profeta Jeremias diz: “Tuas palavras estavam lá, e eu as comi” (Jeremias 15: 16). Quem negligencia a Palavra de Deus definha espiritualmente; perde sua “cor”. Nada mais o distingue daqueles que se dizem cristãos sem terem nascido de novo. Sua força vital, seu propósito de vida e sua esperança se desvanecem. Ele perde a alegria de sua salvação.


A nova vida que recebemos pela fé no Senhor Jesus precisa ser alimentada e cultivada. Para isso, precisamos ler e meditar diariamente na Palavra de Deus, bem como cultivar, em oração, uma comunhão de confiança com Deus. Só assim nossa vida espiritual permanecerá viva e colorida.


Leitura bíblica diária: Jeremias 41: 11 - 42: 6; Romanos 10: 1 - 13

segunda-feira, 11 de maio de 2026

Bendito seja o Senhor, que de dia em dia nos cumula de benefícios; o Deus que é a nossa salvação. Salmo 68: 19

 Uma ajuda sob medida


No versículo de hoje, o autor do salmo afirma que o Senhor carrega diariamente os nossos fardos e nos salva em situações difíceis — uma promessa reconfortante.


No entanto, não é dito que o Senhor já carrega hoje os fardos de amanhã. Pois: “Basta a cada dia o seu mal” (Mateus 6: 34). Assim, Ele carrega hoje o fardo de hoje — e amanhã o fardo de amanhã. Sua ajuda não pode ser estocada nem guardada para mais tarde. Mas ela está à nossa disposição a cada novo dia.


A força de Deus também não precisa de “prazo de entrega”; Ele promete nos ouvir assim que clamarmos a Ele: “E invoca-me no dia da angústia; eu te livrarei, e tu me glorificarás!” (Salmo 50: 15). Não há um único dia em que o Senhor não queira nos ouvir — nem um único momento em que Ele não tenha tempo para nós. Nem sempre Ele nos salva imediatamente, mas sempre nos dá força para perseverar.


O Senhor não carrega apenas o meu fardo — Ele carrega o seu também. Ele conhece a situação pessoal de cada um. E Ele não faz distinções: Sua promessa vale para os mais velhos e os mais jovens, para homens e mulheres, para filhos de Deus com forte confiança e para aqueles que duvidam e vacilam. O Senhor não favorece ninguém.


O fato de Ele nos carregar diariamente também não é uma recompensa pela fidelidade (embora o Senhor deseje e recompense a fidelidade: cf. 1 Coríntios 4:2, 5). Se acreditarmos que Suas promessas dependem da nossa fidelidade, corremos o risco de duvidar da veracidade de Sua Palavra.


O Senhor carrega nosso fardo diariamente. Mas Ele faz ainda mais: Ele nos dá tudo o que realmente precisamos. E isso todos os dias, imediatamente e para todos, pois Ele está sempre conosco: “Eis que eu estou convosco todos os dias, até à consumação dos séculos” (Mateus 28: 20).


Leitura bíblica diária: Jeremias 40: 13 - 41: 10; Romanos 9: 30 - 33

domingo, 10 de maio de 2026

Cristo, que, pelo Espírito eterno, se ofereceu a si mesmo imaculado a Deus. Hebreus 9: 14

 O sacrifício incomparável


A Carta aos Hebreus compara vários elementos do culto judaico com a pessoa de Jesus Cristo e sempre chega à conclusão: Cristo é, em todos os aspectos, superior. Aqui nos é apresentado por que também seu sacrifício na cruz é superior aos sacrifícios de animais do Antigo Testamento:


1. Ele se ofereceu a si mesmo pelo Espírito eterno. O Espírito Santo não foi apenas a fonte de força na vida do Senhor Jesus, mas também em seu sofrimento e morte. O que lhe custou se colocar como sacrifício no altar de Deus ultrapassa nossa capacidade de compreensão. Mas mesmo nos momentos mais difíceis na cruz, Cristo recebeu a força necessária por meio do Espírito Santo.


2. Ele se sacrificou a si mesmo. Para que Deus pudesse perdoar nossos pecados, era necessário um sacrifício que pudesse expiar. Mas nem um animal nem um ser humano jamais poderia cumprir as exigências sagradas de Deus para esse sacrifício — apenas o seu próprio Filho. Por isso, Ele se fez homem e se entregou na cruz por Deus.


3. Ele se sacrificou sem mancha. O homem Jesus Cristo não cometeu pecado (1 Pedro 2: 22), não conheceu o pecado (2 Coríntios 5: 21) e nele não havia pecado (1 João 3: 5). ASSIM, em nenhum momento de sua vida houve o menor traço de mancha nele — nem mesmo em seu sofrimento e morte na cruz. Ele sempre foi um aroma agradável perfeito para o seu Deus.


Porque o Senhor Jesus permaneceu puro até o fim e se entregou à morte, Deus pôde aceitar seu sacrifício. Foi tão perfeito que, por meio dele, pudemos ser tornados “perfeitos” (cap. 10: 14). Que nunca nos esqueçamos de seu sacrifício incomparável!


Leitura bíblica diária: Jeremias 40: 1 - 12; Romanos 9: 14 - 29

sábado, 9 de maio de 2026

Aquele, pois, que cuida estar em pé, olhe que não caia. 1 Coríntios 10: 12

O orgulho precede a queda

Como reagimos quando um cristão do nosso círculo tropeça em um pecado?


É claro que ficamos tristes, às vezes até surpresos, porque não esperávamos por isso. Mas com que facilidade tendemos a pensar que algo assim não poderia acontecer conosco! Mesmo que não tenhamos uma opinião elevada de nós mesmos, mas apenas demonstremos compaixão pela pessoa em questão, isso já pode dar a impressão de que nos consideramos imunes a tais deslizes. Como disse o fariseu? “Ó Deus, graças te dou, porque não sou como os demais homens” (Lucas 18: 11). Se pensamos assim, não nos conhecemos bem o suficiente!


Por isso, a Palavra de Deus nos adverte: “Aquele, pois, que cuida estar em pé, olhe que não caia.” E em outro trecho está escrito: “E tu estás em pé pela fé; então, não te ensoberbeças, mas teme” (Romanos 11: 20). A confiança na própria força é muitas vezes o primeiro passo para a queda. Seria melhor se nos deixássemos alertar pela queda do outro e nos examinássemos à luz de Deus: será que na minha vida também há rumos que estão equivocados?


Como podemos ser preservados do pecado? A fonte de ajuda é a fé, que confia exclusivamente no poder de Deus e não em si mesma: “Esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé” (1 João 5: 4). Somente pela confiança no poder de Deus o Espírito Santo pode assumir a direção de nossa vida. Afinal, Paulo nos ensina em Romanos 8 que somente pelo Espírito somos capazes de “mortificar as obras do corpo” (Romanos 8: 13). E em Gálatas 5, ele acrescenta: “Andai em Espírito e não cumprireis a concupiscência da carne” (Gálatas 5: 16).


Leitura bíblica diária: Jeremias 39: 1 - 18; Romanos 9: 1 - 13



sexta-feira, 8 de maio de 2026

O deserto e os lugares secos se alegrarão com isso; e o ermo exultará e florescerá como a rosa. Abundantemente florescerá e também regorgitará de alegria e exultará. Isaías 35: 1, 2

Considerai os lírios, como eles crescem; não trabalham, nem fiam; e digo-vos que nem ainda Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como um deles. E, se Deus assim veste a erva, que hoje está no campo e amanhã é lançada no forno, quanto mais a vós, homens de pequena fé?! Lucas 12: 27.28

O que as flores podem nos ensinar (2)


Os profetas do Antigo Testamento frequentemente traçavam, em suas mensagens de julgamento, a imagem de paisagens devastadas, nas quais não se ouve mais vozes nem o canto dos pássaros. Mas então — como nesta palavra do profeta Isaías — fala-se também de esperança: Deus faz o deserto florescer novamente.


Nenhuma devastação é grande demais, nenhuma região está tão morta a ponto de não haver mais esperança. Assim, Deus pode transformar, ainda hoje, vidas humanas devastadas em jardins floridos, quando as pessoas se voltam para Ele e se submetem ao Seu domínio. Assim, a reosa no deserto torna-se um sinal da graça de Deus.


Outra lição nos é dada pelo lírio em Lucas 12. Quando os discípulos olhavam para o futuro com preocupação, o Senhor Jesus os exortou a observar mais de perto os lírios e a compará-los com a magnificência do rei Salomão. Mas mesmo as vestes magníficas de Salomão pareciam grosseiras e rústicas ao lado de uma única flor.


E como as flores, além de sua beleza, também simbolizam a transitoriedade, uma coisa fica ainda mais clara: se Deus veste de forma tão gloriosa plantas de vida curta, quanto mais Ele cuidará de nós, seres humanos! A breve mensagem do lírio é, portanto: quem tem esse Deus como Pai não precisa se preocupar nem temer.


Leitura bíblica diária: Jeremias 38: 14 - 28; Romanos 8: 31 - 39

quinta-feira, 7 de maio de 2026

Plantados na Casa do SENHOR, florescerão nos átrios do nosso Deus. Na velhice darão ainda frutos, serão cheios de seiva e de verdor, para anunciar que o SENHOR é reto. Ele é a minha rocha. Salmo 92: 13 - 15

Quanto ao homem, os seus dias são como a relva; como a flor do campo, assim ele floresce; pois, soprando nela o vento, desaparece; e não conhecerá, daí em diante, o seu lugar. Salmo 103: 15, 16

O que as flores podem nos ensinar (1)


Em nossa primeira passagem do Salmo, os homens que se deixam moldar por Deus são comparados a flores. Eles estão plantados em solo fértil, onde Deus habita. Aí reside o segredo de seu florescimento magnífico — e também de sua segurança, pois Deus é a sua rocha.


E assim como as flores exalam seu perfume, também esses homens transmitem algo do que Deus opera neles, sim, da própria essência de Deus. Sua presença é orientadora e benéfica para os outros.


A mensagem desta primeira flor é, portanto: aproxime-se de Deus e permaneça em sua comunhão. Assim, sua vida refletirá um pouco da beleza de Deus. E os outros a reconhecerão em você.


A flor na segunda passagem do Salmo representa a transitoriedade do ser humano. Assim como uma flor desabrocha e depois murcha, também a vida do ser humano é passageira. Mas há uma forte âncora de esperança: no Salmo 103, é a “misericórdia do Senhor”, que “de eternidade a eternidade” cuida dos tementes a Deus (v. 17).


Também em Isaías 40: 8 encontramos essa imagem: seca-se a erva, e cai a sua flor — mas “a palavra do nosso Deus permanece eternamente”. Ela é a nossa esperança e nos dá um apoio seguro além de toda a transitoriedade.


Leitura bíblica diária: Jeremias 38: 1 - 13; Romanos 8: 26 - 30

quarta-feira, 6 de maio de 2026

O amor não se ufana, não se ensoberbece. Seja outro o que te louve, e não a tua boca. 1 Coríntios 13: 4; Provérbios 27: 2

 A humildade do amor

William Carey (1761-1834) era um homem culto que, além dos estudos botânicos, dedicou-se especialmente à filologia. Ele empregou seus dons para o Reino de Deus. Como missionário pioneiro na Índia, teve participação decisiva nas traduções da Bíblia para cerca de 34 línguas e dialetos indianos.


Em sua juventude, Carey havia trabalhado como sapateiro. Durante um jantar oferecido pelo governador-geral inglês em Calcutá, perguntaram-lhe certa vez com desdém: “Sr. Carey, o senhor não trabalhava como sapateiro antigamente?” — “Não”, respondeu Carey com sinceridade, “eu não fabricava sapatos; eu era apenas um remendador.”


Quem está ciente de suas próprias limitações e fraquezas com honestidade e sem timidez já deu o primeiro passo para a humildade. Mas a humildade vai além: para o crente, ela é o profundo desejo de que não seja ele mesmo, mas Cristo, a ser visto e glorificado em sua vida. Somente o amor divino pode suscitar tal atitude de coração. Pois o amor não se vangloria, não se orgulha de seus sucessos, não se exalta, não pensa em si mesmo, não se compara aos outros — ele serve.


O segredo da verdadeira humildade está em estar ocupado com o Senhor Jesus e servir aos seus interesses. Um crente tinha o hábito de orar: “Senhor, dá-me força para falar sempre de Ti, quando eu puder determinar o tema da conversa.”


Quando outro missionário, no leito de morte de Carey, elogiou a obra de sua vida, Carey pediu em voz baixa que não falassem dele, mas de seu Salvador.


Leitura bíblica diária: Jeremias 37: 1 - 21; Romanos 8: 18 - 25

terça-feira, 5 de maio de 2026

Eu me regozijarei de ti no Senhor … Escrevi-te confiado na tua obediência, sabendo que ainda farás mais do que digo. Filemom 20: 21

 Duas características de um servo fiel


A carta do apóstolo Paulo a Filemom, de Colossos, é a carta mais pessoal que nos foi transmitida por Paulo. No centro está o pedido para que receba de volta o escravo fugitivo Onésimo, que havia fugido para Roma e ali se convertido à fé em Cristo — não mais como mero escravo, mas como irmão amado no Senhor (v. 16).


É notável que Paulo use várias vezes nesta carta as palavras “útil” e “inútil” — talvez justamente porque o nome Onésimo significa “útil”. Ser útil aos outros é uma característica de um escravo.


Antes da conversão, Onésimo era inútil, mas agora tornou-se um servo útil para o apóstolo Paulo durante o cativeiro — e o seria igualmente para Filemon.


Mas Paulo vai ainda mais longe: o próprio Filemon também deve ser útil — por meio de sua obediência. Por isso, Paulo escreve: “Eu me regozijarei de ti no Senhor; reanima o meu coração, no Senhor.” A obediência é outra característica de um servo fiel.


Os exemplos de Onésimo e Filemon devem motivar todo cristão a não viver de forma egocêntrica, mas a “ser diligente nas boas obras”, examinando, ao mesmo tempo, “qual é a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Tito 2: 14; Romanos 12: 2). Conhecemos essas duas perspectivas: olhar para cima e obedecer ao Senhor — e, ao mesmo tempo, olhar ao redor para servir ao próximo?


O exemplo perfeito de tal vida é o próprio Senhor Jesus: Seu “alimento” era fazer a vontade de Seu Pai, para que os pecadores pudessem ser salvos (João 4: 34). Quão obediente era o seu coração e quão útil a sua dedicação!


Leitura bíblica diária: Jeremias 36: 16 - 32; Romanos 8: 12 - 17

segunda-feira, 4 de maio de 2026

E da sua plenitude todos nós temos recebido, graça sobre graça. João 1: 16

 Graça sobre graça

Ao descrever o que caracterizou o Senhor Jesus em sua vida na Terra, o evangelista João usa quatro palavras: “cheio de graça e de verdade” (v. 14). Em seguida, ele acrescenta como experimentou pessoalmente essa graça: Nos anos em que, como um dos discípulos mais próximos de Jesus, acompanhava seu Mestre, ele recebeu da plenitude do Senhor “graça sobre graça”. Mais tarde também, quando o Cristo glorificado agia do céu, ele experimentou a mesma graça. Graça que marcou sua vida e o fez feliz.


Agora, já como um discípulo idoso, João escreve o Evangelho sobre o Filho de Deus. Ele olha para trás e se lembra da plenitude da graça que está escondida em seu Senhor.


Vale a pena refletir sobre a expressão “da sua plenitude”. Ao ouvir o termo “plenitude”, pensamos em um recipiente cheio até a borda — sim, transborda (cf. Salmo 23: 5). Isso ilustra a imensa “reserva” de graça que nos espera no céu. João quer dizer, por assim dizer: Dessa fonte inesgotável do coração de Cristo flui para nós “graça sobre graça”; ou seja, uma graça segue a outra; uma graça substitui a outra. Este fato deixa claro duas coisas:


1º O Senhor nos concede sua graça ininterruptamente. O apóstolo João testemunha, no final de sua longa vida: o coração amoroso de Jesus nunca deixa de nos presentear com graça sempre nova.


2º O Senhor nos concede sua graça sempre na quantidade de que precisamos para o próximo passo, e não antecipadamente para vários passos. Não recebemos a sua graça a crédito, mas sempre para o momento em que precisamos (cf. Salmo 84: 7). Isso nos mantém dependentes do Senhor e nos ensina a confiar plenamente Nele.


Leitura bíblica diária: Jeremias 36: 1 - 15; Romanos 8: 1 - 11