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Passemos para a outra margem. Marcos 4: 35

O Senhor Jesus ordena a seus discípulos que atravessem de barco o Mar da Galileia. Esta ordem contém dois aspectos que também são importantes para nós hoje. Eles são como duas barreiras de proteção que podem nos dar segurança e sustentação. Em primeiro lugar, a iniciativa para esta travessia parte do Senhor. Ele dá a ordem. Ele diz o que deve ser feito, e os discípulos obedecem a Ele. Mas então eles caem em uma violenta tempestade - tão forte, que temem por sua vida. Nesse momento pode consolá-los o fato de que não partiram por decisão própria, mas sim por ordem do Senhor. Ou talvez fiquem inseguros, porque esta tempestade tão forte os pegou justamente quando estão a caminho em sua missão? Não é o próprio caminho deles, não é a própria decisão deles - mas Ele mesmo os conduziu por esse caminho! Além disso, o Senhor diz: "Passemos". É uma travessia em conjunto; Ele está com eles no barco. Eles não estão sozinhos a caminho. Juntos partiram, juntos caem nesta tempestade. Será qu...

Porque todas as coisas sujeitou debaixo de seus pés. 1 Coríntios 15: 27

Sujeito aos pés de Cristo Cristo ressuscitou dos mortos - disso estamos firmemente convencidos! Sua ressurreição como Homem tem consequências de grande alcance até a glória eterna: Pois Deus futuramente estabelecerá o Senhor ressuscitado como Cabeça sobre todo poder e domínio. Cristo então reinará sobre toda a criação, tudo estará sujeito a seus pés, como Paulo cita em nosso versículo do dia, do Salmo 8:7. Excetuado disso está o próprio Deus, pois foi Ele quem sujeitou tudo a Cristo, o Homem ressuscitado (v. 28). Uma segunda exceção Paulo menciona na carta aos Efésios: Deus "sujeitou todas as coisas a seus pés e, sobre todas as coisas, o constituiu como cabeça da igreja, que é o seu corpo, a plenitude daquele que cumpre tudo em todos" (Efésios 1:22,23). Assim como outrora, Adão e Eva foram colocados juntos sobre a criação, assim no futuro Cristo reinará sobre a criação com sua igreja - ela será então sua esposa. Além disso, a igreja como Corpo de Cristo está inseparavelmente ...

E o SENHOR levantou o espírito de Zorobabel, ... e o espírito de Josué ... e o espírito do resto de todo o povo, e vieram e trabalharam na Casa do SENHOR dos Exércitos, seu Deus. Ageu 1: 14

O avivamento no tempo de Ageu O rei persa Ciro convocou os judeus a reconstruírem o templo destruído em Jerusalém. Porém vizinhos hostis perturbaram e impediram o projeto - com sucesso. Sob Artaxerxes, que havia tomado o poder ilegitimamente na Pérsia, eles conseguiram o decreto para "proibir os judeus, para que esta cidade não seja reconstruída" (Esdras 4:21). E embora o decreto de Ciro se referisse ao Templo, enquanto a ordem de Artaxerxes se referia à cidade, os judeus interromperam a atividade de construção no Templo. Além disso: O decreto de Ciro não poderia simplesmente ter sido revogado, pois a lei dos medos e persas era considerado como "irrevogável" e "não podia ser mudado" (Daniel 6:9). Pelo profeta Ageu ficamos sabendo que, no fim das contas, não foram obstáculos externos que levaram à paralisação da construção, mas sim a mudança de atitude do povo. Suas próprias casas haviam se tornado mais importantes para eles do que a Casa de Deus (v. 9). Po...
  Como obreiro que não tem de que se envergonhar. Um vaso..., preparado para toda boa obra. Um servo..., manso para com todos. 2 Timóteo 2: 15, 21, 24 Três figuras para um serviço fiel Na segunda carta a Timóteo, um servo já idoso - Paulo - dá a um jovem servo - Timóteo - orientações fundamentais para o serviço cristão. No segundo capítulo ele usa três figuras: obreiros, vasos e servos. O decisivo para um obreiro do Senhor é que ele tenha a aprovação de Deus. Para isso, é preciso que ele não se perca em discussões inúteis de palavras (v.16), mas estude a Palavra de Deus com cuidado e dedicação. Assim ele se torna capaz de manejar e aplicar corretamente a "palavra da verdade". Ele se mostra como um "obreiro que não tem de que se envergonhar", cujo trabalho receberá recompensa. O decisivo para um vaso é a sua pureza. No tempo do apóstolo Paulo, homens como Himeneu e Fileto falsificaram a verdade e seduziram outros. Hoje tais falsos mestres levam outros nomes, mas su...

Vós sois a nossa carta, escrita em nossos corações, conhecida e lida por todos os homens, porque já é manifesto que vós sois a carta de Cristo, ministrada por nós e escrita não com tinta, mas com o Espírito do Deus vivo, não em tábuas de pedra, mas nas tábuas de carne do coração. 2 Coríntios 3: 2, 3

Uma carta de Cristo O pintor e gravador francês Gustave Doré (1832-1883) ilustrou algumas obras importantes da literatura mundial, bem como a Bíblia. Durante uma viagem ao exterior, uma vez numa cidade lhe pediram para apresentar seu passaporte. Como não o tinha consigo, teve que ir à delegacia para registrar seus dados pessoais. Quando ele disse ser Gustave Doré de Paris, o oficial respondeu: “Isso qualquer um pode dizer. Eu conheço os desenhos de Doré! Como o senhor pode se identificar?” Como o artista não portava mais nenhum documento que pudesse comprovar sua identidade, ele foi sem rodeios até a janela. De lá se tinha uma vista maravilhosa da catedral da cidade, e Doré a desenhou em poucos minutos numa folha de papel. Admirado, o oficial exclamou: “Só Doré sabe desenhar assim! O senhor se identificou de forma excelente.” Depois disso Doré pôde continuar sua viagem. Como nós nos identificamos como filhos de Deus num mundo que não nos conhece? Não somos avaliados tanto por nossas pa...

Assim diz o SENHOR contra os profetas que fazem errar o meu povo, que mordem com os seus dentes e clamam: Paz! Mas contra aquele que nada lhes mete na boca preparam guerra. Miquéias 3: 5

Palavras por dinheiro – ou palavras de Deus? São palavras fortes e claras que Miquéias lança aqui contra os profetas do seu tempo. Ele fala de pessoas que desviam o povo, clamando “paz” quando lhes dão algo para comer – e conclamando guerra quando não lhes dão nada. Um pouco mais adiante Miquéias volta a essa prática e descreve as anomalias no povo de Deus: “Os seus chefes dão as sentenças por presentes, e os seus sacerdotes ensinam por interesse, e os seus profetas adivinham por dinheiro” (v. 11). Tais condições não são novas: Diversos relatos do tempo de Acabe ou do profeta Amós comprovam a mesma desfaçatez (1 Reis 22; Amós 7). Paulo, por outro lado, exorta os servos a servirem “não servindo só quando observados, como para agradar homens”, mas como servos de Cristo, que com simplicidade de coração e com temor de Deus fazem a vontade de Deus (Efésios 6:6; Colossenses 3:22). Ao mesmo tempo ele adverte contra pessoas que não servem ao Senhor Cristo, “mas ao seu próprio ventre”, e que “c...

Vem e vê! João 1: 46

Vir – ver – crer O Evangelho de João relata várias pessoas que são convidadas a ir até Jesus para formar uma opinião própria sobre Ele. Seus encontros pessoais com o Senhor Jesus as convencem: elas creem no Filho de Deus. Primeiro há dois discípulos de João Batista. Quando Jesus passa por eles, eles o seguem – e Ele os convida: “Vinde e vede!” Eles aceitam o convite com prazer e ficam o dia inteiro com Ele (v. 37-39). No dia seguinte Jesus encontra Filipe e o chama para segui-lo. Este, por sua vez, conta a Natanael que eles encontraram o Messias anunciado no Antigo Testamento. Quando Natanael expressa dúvidas no início, Filipe o convida a vir e ver por si mesmo (v. 45,46). Mais tarde o Senhor Jesus encontra uma mulher junto ao poço de Jacó em Sicar e começa a conversar com ela. Ela fica tão impressionada que corre para a cidade e exorta o povo: “Vinde, vede um homem que me disse tudo quanto tenho feito” (cap. 4:29). Esses encontros mostram: O contato direto com Jesus transforma pessoas...