Quando tudo parece menor
Essas três perguntas vão direto ao cerne do problema em Jerusalém. O remanescente de Judá, que havia retornado do exílio, havia interrompido a reconstrução do Templo. No entanto, as perguntas de Deus não tinham o objetivo de desanimá-los, mas sim de revelar pensamentos ocultos e sentimentos equivocados — pois eram exatamente esses que lhes roubavam a coragem e a força para continuar a construção do templo.
Para todos estava claro que o novo templo jamais alcançaria a grandiosidade do antigo. Eles não tinham condições de decorá-lo com tanta magnificência quanto Salomão outrora, sobretudo porque o centro de tudo — a Arca da Aliança — havia se perdido.
É claro que não adianta construir castelos no ar. Mas quem, em tempos de decadência, apenas lamenta o que se perdeu, corre o risco de ficar cego para o que Deus, em Sua graça, ainda concede — e, acima de tudo, para o que Ele próprio deseja ser para Seu povo.
Os judeus estavam abatidos e desanimados. Sim, diz Deus, é verdade. O templo atual é insignificante em comparação com o anterior. Vocês têm razão: isso é desanimador! Mas saibam disso: Eu sou convosco! E isso muda tudo. Além disso, eu, Deus, voltarei a encher esta casa de glória no futuro — isso eu lhes prometo (v. 4, 7).
A congregação, a atual “Casa de Deus” (1 Timóteo 3:15), parece modesta em comparação com a época dos primeiros cristãos; pouco resta de sua “glória de outrora”. Reuniões simples, de acordo com os ensinamentos do Novo Testamento, podem parecer insignificantes aos nossos olhos. Mas não nos esqueçamos: o Senhor associa seu nome e sua presença a essas reuniões, que aos nossos olhos podem parecer fracas. Isso não muda nossa perspectiva?
Leitura bíblica diária:
📖 Josué 7:16-26
📖 1 Coríntios 6:1-11