Essas palavras foram proferidas por Jesus depois de ter deixado o Cenáculo com os onze discípulos restantes e de ter-se dirigido ao Jardim do Getsêmani (cap. 14: 31). É a última das sete declarações “Eu sou” — com exceção da afirmação no capítulo 18: 5.
Quando Cristo se designa como a verdadeira videira, Ele está fazendo alusão a outra videira: ao povo de Israel, que no Antigo Testamento também é chamado de videira: “Trouxeste uma vinha do Egito; lançaste fora as nações e a plantaste” (Salmo 80: 8). Apesar de todo o cuidado de Deus, essa videira, no entanto, não produziu o fruto esperado. E uma videira que não dá fruto é inútil — nem mesmo sua madeira serve para nada (cf. Isaías 5: 2; Ezequiel 15: 3).
Jesus Cristo, por outro lado, é a verdadeira videira, que não produz bagas ruins, mas frutos verdadeiros para Deus.
Em seguida, o Senhor amplia a imagem: o Pai é o viticultor, e os discípulos são os ramos. Os ramos são os galhos da videira nos quais crescem as uvas. No entanto, um ramo só pode dar fruto se permanecer unido à videira — pois é dela que recebe todos os nutrientes essenciais à vida. Por isso, o Senhor diz: “Quem está em mim, e eu nele, este dá muito fruto, porque sem mim nada podereis fazer” (v. 5).
O tema central aqui é: “dar fruto”. Trata-se menos do que fazemos e mais de como fazemos. Deus busca em nosso comportamento — sim, em toda a nossa vida — a essência de Cristo. Todos os que professam Jesus Cristo — mesmo que apenas por meio do batismo — estão em uma certa conexão com a videira. E Deus espera que neles se manifestem a humildade e a mansidão, a graça e a misericórdia, bem como a santidade e a justiça — para sua alegria.
Leitura bíblica diária: Levítico 1: 1 - 17; Salmo 47: 1 - 9