segunda-feira, 2 de março de 2026

O SENHOR está convosco, enquanto vós estais com ele, e, se o buscardes, o achareis; porém, se o deixardes, vos deixará. 2 Crônicas 15:2

Rei Asa: Encorajado e Advertido


Os inimigos de Israel avançavam com um exército quase duas vezes maior que o dos israelitas. A derrota parecia inevitável. Mas o rei Asa confiou em Deus. Com sua oração: “Porque em ti confiamos e no teu nome viemos contra esta multidão”, ele lidou com a situação corretamente. Por essa confiança, Asa e seu povo foram ricamente recompensados. Deus não apenas interveio dramaticamente e derrotou o inimigo, mas Israel também obteve um enorme despojo (2 Crônicas 14:8-14).


Imediatamente após essa experiência de fé, Deus enviou uma mensagem a Asa e ao povo por meio do profeta Azarias, uma mensagem muito encorajadora: “O SENHOR está convosco, enquanto vós estais com ele”. Se continuassem a buscá-lo em oração, Ele se deixaria encontrar. Se eles continuassem a trilhar o caminho com Ele, Ele estaria com eles.


Isso também se aplica a nós hoje. Se tivermos consciência de que nada podemos fazer sem o nosso Deus, e se confiarmos nEle e quisermos trilhar o Seu caminho, Ele estará conosco — sempre. Às vezes, Ele nos protege das dificuldades; outras vezes, Ele as permite, mas nos concede paz interior e tranquilidade em meio a elas. Em qualquer caso, experimentaremos: Ele está conosco!


Contudo, não devemos ignorar a advertência. Se seguirmos o nosso próprio caminho, o caminho errado, não podemos contar com o Seu apoio. O rei Asa experimentou isso mais tarde, quando não confiou em Deus, mas na ajuda humana (capítulo 16). Em Sua graça, Deus o buscou; mas, infelizmente, Asa não se arrependeu. Devemos, antes, fazer como Asa fez no início: confiar unicamente em nosso Deus e seguir em frente com Ele.


Leitura bíblica diária: Êxodo 33:1-11; Lucas 14:1-11

domingo, 1 de março de 2026

E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade. João 1: 14

O Evangelho de João nos apresenta, primeiramente, o Senhor Jesus como o Verbo eterno, que estava com Deus no princípio e era o próprio Deus (vv. 1-3). “O Verbo se fez carne” — isso descreve, em linguagem simbólica, que o Filho de Deus se tornou humano. O Filho eterno “tabernaculou” temporariamente entre a humanidade, cheio de graça e de verdade. Por volta dos 30 anos, começou a ensinar como mestre e a reunir discípulos ao seu redor. Seus dois primeiros discípulos eram originalmente seguidores de João Batista, mas logo seguiram Jesus, o Cordeiro de Deus (vv. 35-39). Quando lhe perguntaram “onde moras”, ele respondeu: “Vinde e vede!” E eles vieram — e viram. E o que viram nos anos que se seguiram! Seus discípulos viram a sua glória; na verdade, contemplaram-na (cf. 1 João 1:1). Ao fazerem isso, descobriram sobretudo a sua glória “como o unigênito do Pai”.

O termo "primogênito" aponta para a preeminência de Cristo em comparação com os outros. Por exemplo, Ele é "o primogênito entre muitos irmãos" e "o primogênito dentre os mortos" (Romanos 8:29; Colossenses 11:18). A expressão "unigênito", contudo, enfatiza a Sua singularidade — Ele é o único; não há outro. Ele é incomparável! Ele é o "Filho unigênito, que está no seio do Pai", a quem o Pai deu, em quem devemos crer e por meio de quem Deus revelou o Seu amor (João 1:18; 3:16, 18; 1 João 4:9).


Uma vez que possuímos a Palavra perfeita de Deus e o Espírito Santo hoje, compreendemos mais do que os discípulos compreendiam naquela época. E, ainda assim, mesmo agora, nossa compreensão permanece incompleta (1 Coríntios 13:9-12). Somente quando estivermos com Ele contemplaremos a plenitude da glória de Cristo (João 17:24).


Leitura bíblica diária: Êxodo 32: 21 - 35; Lucas 13: 31 - 35

sábado, 28 de fevereiro de 2026

Aconselho-te que de mim compres ouro provado no fogo, para que te enriqueças, e vestes brancas, para que te vistas, e não apareça a vergonha da tua nudez; e que unjas os olhos com colírio, para que vejas. Apocalipse 3:18

Riqueza verdadeira

 

Os crentes da antiga cidade de Laodicéia se consideravam ricos, mas, segundo o julgamento do Senhor, eram pobres. Não se trata aqui de bens materiais, mas espirituais. Ao contrário do que eles pensavam, a congregação era, na verdade, pobre espiritualmente. Por isso, o Senhor Jesus lhes aconselha, em primeiro lugar, que comprem ouro dele. Tudo o que adquirimos Dele é um investimento espiritual. — “sem dinheiro e sem preço” (Isaías 55:1). O ouro é uma figura da glória de Deus; o ouro purificado pelo fogo enfatiza ainda mais sua santidade absoluta. Isso se manifesta tanto em seu amor por tudo o que é bom quanto em sua aversão por tudo o que é mau.


Em segundo lugar, o Senhor lhes oferece “vestes brancas”. Estas contrastam com os “trapos da imundícia” de Isaías 64:4 — uma figura das próprias “justiças” com as quais Laodicéia se adornava. As vestes brancas, por outro lado, simbolizam Cristo, que é a própria “justiça de Deus” (2 Coríntios 5:21) — a única vestimenta que satisfaz a Deus.


Em terceiro lugar, o “colírio para os olhos” refere-se à unção do Espírito Santo, que pode curar nossa cegueira espiritual. Só podemos receber essa unção pela fé.


Tudo isso direciona nossa atenção para a majestosa grandeza de Deus — como Pai, Filho e Espírito Santo. Reconhecemos o caráter do Pai especialmente no ouro purificado pelo fogo; o Filho é representado pelas vestes brancas e o Espírito Santo na unção. Que riqueza maravilhosa!


Leitura bíblica diária: Êxodo 32: 11 - 20; Lucas 13: 22 - 30


sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

E disse Deus: Haja luminares na expansão dos céus, para haver separação entre o dia e a noite; e sejam eles para sinais e para tempos determinados e para dias e anos. E sejam para luminares na expansão dos céus, para alumiar a terra!” Gênesis 1:14-15

Perfeitamente criados


Quando Deus criou os corpos celestes, Ele lhes deu uma extensa “instrução de trabalho”:


* Eles devem separar “o dia da noite”. “Deus fez as duas grandes luzes: a grande luz para governar o dia, e a pequena luz para governar a noite — e as estrelas” (v. 16). O sol, a lua e as estrelas estruturam nosso “dia de 24 horas” e dão ordem ao ritmo natural da vida.


* Eles devem ser “sinais”. Os corpos celestes não são apenas úteis, mas também de beleza sublime. Eles são concebidos como símbolos, monumentos e sinais milagrosos para admirar, glorificar e louvar o Deus criador.


* Eles devem servir para “determinar épocas, dias e anos”. Já as culturas mais antigas desenvolveram calendários com base nisso — muitas vezes para planejar a agricultura. Assim, por exemplo, os antigos egípcios calculavam, com base nos astros, a data mais precoce possível para a cheia anual do Nilo. Os “especialistas” da época eram muito respeitados.


* Eles devem “iluminar a Terra”. Uma vida sem corpos celestes é impensável. Precisamos de sua luz e seu calor. Antigamente, as pessoas também precisavam deles para se orientar. Lucas descreve uma cena dramática durante a viagem de barco para Roma: uma tempestade se abate, durante dias não se vê nem o sol nem as estrelas — e toda esperança de salvação parece perdida, pois falta orientação (Atos 27:20).


“Deus disse” e “assim foi” — “e Deus viu que era bom” (v. 15.18). Impressionante e grandioso!


Leitura bíblica diária: Êxodo 32: 1 - 11; Lucas 13: 18 - 21

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

E o varão … calando-se, para saber se o SENHOR havia prosperado a sua jornada ou não. Do SENHOR procedeu este negócio. Gênesis 24: 21, 50



Duas diretrizes para a tomada de decisões


O servo de Abraão acabou de orar e agora observa atentamente como a situação em torno de Rebeca se desenvolve. Ele deseja perceber se o que vê é uma resposta à sua oração. Ele não intervém, nem se impõe, mas espera pacientemente.


Pouco depois, ele se senta diante de Betuel, pai de Rebeca, e de seu irmão Labão, e lhes relata que sua oração foi atendida. Quando ele chega ao fim e expressa sua convicção de que vê em Rebeca a futura esposa de Isaque, os dois precisam reconhecer que “do SENHOR procedeu este negócio”.


Esses versículos não nos oferecem duas “diretrizes” em nossa jornada com o Senhor? Primeiro: o servo observa, espera e permanece em silêncio para reconhecer a vontade de Deus. Isso também é importante para nossas decisões: observar, esperar e então — primeiro para nós mesmos — chegar à convicção de qual é a vontade do Senhor para nós. Essa é a primeira “diretriz”.


Em seguida, vem a segunda: o servo relata sua convicção. E seu relato é tão claro, tão compreensível, que também seus ouvintes ficam convencidos e reconhecem nele a vontade do Senhor. A segunda “barreira de proteção” mostra que nossa convicção deve convencer os outros. A ação de Deus é tão evidente que ninguém pode escapar à conclusão. É assim também conosco? Outros crentes conseguem compreender minhas decisões de fé?


Desejo isso a você — decisões que você toma com o Senhor e nas quais os outros podem reconhecer: “A obra veio do Senhor”.


Leitura bíblica diária: Êxodo 31: 12 - 18; Lucas 13: 10 - 17

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

E, chegando-se Jesus, falou-lhes, dizendo: … “Portanto, ide”. Mateus 28:18-19

O adesivo


O adesivo para o carro é excelente: fácil de fixar com uma película adesiva, tamanho ideal, material resistente. O código QR ilustrado leva a um site que responde a perguntas essenciais e refuta objeções contra a fé em Jesus Cristo e sua palavra. Abaixo, em letras pequenas, está escrito “Jesus salva”. O adesivo é uma boa maneira de indicar o Salvador Jesus às pessoas perdidas.


O único problema: o adesivo está dentro de um livro. Ele foi usado como marcador de página e esquecido entre as páginas. Agora, porém, é hora de agir. Colado de forma bem visível na tampa traseira de um pequeno carro, ele finalmente encontra seu verdadeiro propósito. O carro circula pelas ruas, as pessoas leem a mensagem e assim conhecem o Filho de Deus.


De certa forma, isso é um exemplo ilustrativo para nós, cristãos. Às vezes, nos escondemos atrás de livros repletos de conhecimento, em vez de sermos uma luz para o mundo. Não que ler seja algo negativo — muito pelo contrário! Devemos ler com prazer e bastante, especialmente a Bíblia. Mas não podemos esquecer a missão que nosso Senhor nos deu: “Ide agora”. É necessária nossa iniciativa, pois como as pessoas “crerão naquele de quem não ouviram falar” (Romanos 10:14)? Por isso, devemos “ir para lhes levar a boa nova”. Aproveitamos nossos contatos no dia a dia para falar sobre nossa fé? Nossas atividades, porém, não devem se limitar ao evangelho; alguns irmãos e irmãs na fé também precisam que os ajudemos em questões práticas ou os encorajemos com uma palavra da Bíblia.


Não importa o que seja: ore sem cessar e faça isso com amor (1 Tessalonicenses 5:17; 1 Coríntios 16:14). Tenha coragem e siga em frente. Faça algo pelo Senhor hoje. Vá!


Leitura bíblica diária: Êxodo 31: 1 - 11; Lucas 13: 1 - 9

terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

Como purificará o jovem o seu caminho? Observando-o conforme a tua palavra. Salmo 119: 9

A base da preservação


Muitos leitores da Bíblia conhecem este versículo notável; e pais crentes sempre o recomendaram aos seus filhos adolescentes, pois os jovens estão expostos a muitas influências malignas em um mundo sem Deus.


A preservação tem dois lados: por um lado, o lado de Deus, que pode nos preservar porque Ele tem todo o poder. Judas escreve que Deus pode nos preservar “sem tropeçar” (Judas 24). Por isso, pedimos a Deus que nos preserve. Mas há também o outro lado, o nosso lado, o lado da nossa responsabilidade. Somos exortados a nos preservar – e é disso que se trata aqui: o jovem deve “preservar-se”, ou seja, viver com cuidado e vigilância.


Mesmo ao fiel Timóteo, “do qual davam bom testemunho” (Atos 16: 2), foi dito, diante dos pecados dos outros: “Conserva-te a ti mesmo puro” (1 Timóteo 5: 22) . A advertência vale, portanto, também para aqueles com “bom testemunho” e não apenas para os “vulneráveis”. Ela vale para todos — inclusive para os fiéis.


Preservar-se “segundo a palavra de Deus” pressupõe conhecer e valorizar a palavra, para que ela molde o coração. Assim, nossos valores, nosso pensamento e nossas ações são moldados por Deus. Nossos sentimentos e afetos também são imperceptivelmente guiados pela verdade da Bíblia. Isso protege os jovens cristãos de que seus pensamentos e sentimentos tomem um rumo errado, por exemplo, em relação ao namoro e ao casamento.


Além disso, a Palavra de Deus, por meio do Espírito Santo, desenvolve um poder que nos capacita a vivê-la no dia a dia. E quando nos desviamos e nos contaminamos, encontramos purificação e renovação na Palavra de Deus (Efésios 5: 25, 26).


Leitura bíblica diária: Êxodo 30: 17 - 38; Lucas 12: 49 - 59

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

Porque para mim tenho por certo que as aflições deste tempo presente não são para comparar com a glória que em nós há de ser revelada. Romanos 8: 18

Sofrimento e glória


O apóstolo Paulo está convencido de que os sofrimentos do tempo presente não têm importância quando pensamos na glória “que há de ser revelada” — ou seja, a gloriosa aparição do Senhor Jesus, quando Ele vier à Terra conosco e pudermos participar de seu reinado no reino da paz. Em Colossenses 3: 4, Paulo descreve esse momento com mais detalhes: “Quando Cristo, que é a nossa vida, se manifestar, então, também vós vos manifestareis com ele em glória”.


Essa perspectiva grandiosa do futuro fez com que todas as aflições do presente fossem insignificantes para Paulo. Suas palavras têm um peso especial, pois Paulo teve que sofrer extraordinariamente pelo Senhor durante sua vida. Logo após sua conversão, o Senhor anunciou a Ananias: “E eu lhe mostrarei quanto deve padecer pelo meu nome” (Atos 9: 16). O próprio Paulo relata isso retrospectivamente em 2 Coríntios 11: 23: “Em trabalhos, muito mais; em açoites, mais do que eles; em prisões, muito mais; em perigo de morte, muitas vezes”. Ele foi repetidamente açoitado, uma vez apedrejado, frequentemente maltratado e injustamente acusado. Além disso, ele teve que sofrer com um “espinho na carne” (2 Coríntios 12: 7) — não uma pequena “lasca”, mas sim uma “estaca” que o prejudicava consideravelmente em seu ministério. Três vezes ele implorou ao Senhor que o livrasse disso.


Mas, apesar de todas essas provações, os sofrimentos passavam completamente para segundo plano quando Paulo pensava na glória vindoura.


Nós também podemos encontrar consolo e encorajamento em qualquer situação, se nos apoiarmos firmemente na fé nas promessas de Deus.


Leitura bíblica diária: Êxodo 30: 1 - 16; Lucas 12: 35 - 48

domingo, 22 de fevereiro de 2026

Eu sou o homem que viu a aflição pela vara do seu furor. Ele me levou e me fez andar em trevas e não na luz. Deveras se tornou contra mim; virou contra mim de contínuo, a mão todo o dia. Lamentações 3: 1 - 3

De que homem o profeta Jeremias está falando? Primeiramente, ele fala de si mesmo. Ele descreve sua profunda dor ao ver a cidade de Jerusalém destruída, que foi conquistada pelos babilônios em 586 a.C. 

Embora Deus tivesse anunciado com muito antecedência esse julgamento como consequência da desobediência obstinada de seu povo, Jeremias, que pessoalmente não tinha culpa alguma, sente a ira de Deus como se ela o atingisse diretamente.


No entanto, sua lamentação vai muito além de sua própria pessoa. Pois, profeticamente, esses versículos falam de outro homem: Jesus Cristo, o homem do Gólgota. Ele é aquele que realmente e completamente sentiu o castigo da ira de Deus quando, na cruz — carregado com nossos pecados —, enfrentou o santo Juiz. Por esses pecados, o julgamento não recaiu sobre nós, mas sobre Ele. Ele é o homem de quem o Deus santo teve que se afastar por três horas, porque Ele é santo demais para olhar para o pecado (cf. Habacuque 1:13). Por isso, Cristo foi levado às trevas mais profundas, por isso Deus teve que dar o golpe. Essa mão não se voltou contra nós, que o merecíamos, mas “contra o homem que é seu companheiro” (Zacarias 13:7) — contra o seu próprio Filho. Quão terrível foi o sofrimento do Salvador neste julgamento punitivo, que Ele suportou por amor a nós.


As maiores profundezas de todos os sofrimentos

atingiram a tua alma ali.

Como ondas que inundam,

a ira atingiu-te no lugar sombrio.


Senhor Jesus, o Teu grande amor

toca profundamente o meu coração de novo.

Por mim, Tu Te entregaste —

adoração a Ti, homem de dores.


Leitura bíblica diária: Êxodo 29: 31 - 46; Lucas 12: 22 - 34

sábado, 21 de fevereiro de 2026

Sei estar abatido e sei também ter abundância; em toda a maneira e em todas as coisas, estou instruído, tanto a ter fartura como a ter fome, tanto a ter abundância como a padecer necessidade. Posso todas as coisas naquele que me fortalece. Filipenses 4: 12, 13

Sobre o doador e as dádivas


Conta-se a história de um príncipe oriental que prometia a seu filho uma quantia fixa de dinheiro para seu sustento, que era paga no início de cada ano. Nessa ocasião, o jovem ia à capital, visitava seu pai e — o que era mais importante para ele — recebia o dinheiro. Durante o resto do ano, ele não aparecia mais.


Triste com esse comportamento, o príncipe ordenou um dia que o dinheiro não fosse mais pago anualmente, mas semanalmente. A partir de então, ele passou a ver seu filho todas as semanas.


Esta pequena história pode nos ajudar a entender por que Deus não nos concede todas as Suas bênçãos de uma só vez. Ele conhece nossa tendência de valorizar mais a dádiva do que o doador. Nosso Pai Celestial sabe que Seus filhos muitas vezes se interessam mais pelas dádivas de Sua graça do que por Ele mesmo, a quem as devem.


Ele também sabe como nossa fé é frequentemente fraca. Pois, assim que recebemos o que precisamos — seja dinheiro, saúde ou qualquer outra coisa —, geralmente nos apoiamos mais no que recebemos do que Nele. Portanto, quando Ele nos dá apenas o que precisamos, dia após dia, Ele sabe o que está fazendo. Dessa forma, Ele nos leva a olhar sempre para Ele, para pedir o que precisamos e agradecer-Lhe quando o recebemos.


“Toda boa dádiva e todo dom perfeito vêm do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não há mudança, nem sombra de variação” (Tiago 1: 17).


Leitura bíblica diária: Êxodo 29: 19 - 30; Lucas 12: 13 - 21

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

E por que reparas tu no argueiro que está no olho do teu irmão e não vês a trave que está no teu olho? Mateus 7:3

Trave e argueiro


Uma passagem bíblica muito conhecida! Tão conhecida que é citada repetidamente — muitas vezes por pessoas que acabaram de receber uma advertência que não lhes agrada. “Primeiro tire a trave do teu olho, antes de pensar que pode me dizer alguma coisa!”


Algumas advertências da Palavra de Deus são frequentemente usadas contra os outros. Por exemplo, um homem pode lembrar repetidamente à sua esposa o versículo: “Mulheres, sujeitai-vos a vosso marido”, enquanto ela pode responder: “Maridos, amai vossa mulher” (Efésios 5: 22, 25). Sim, muitas vezes sei exatamente em que pontos meu interlocutor está agindo de forma inadequada e, ao mesmo tempo, ignoro deliberadamente as admoestações que Deus dirige diretamente a mim. Assim, o versículo bíblico de hoje não se dirige ao “irmão com o argueiro”, mas ao “irmão com a trave”, ou seja, àquele que acha que deve tirar o argueiro do olho do outro, mas tem uma trave no próprio olho. 


Quando desejo chamar a atenção de alguém para seu comportamento inadequado, mesmo as melhores palavras e citações bíblicas não têm peso se não estiver ciente de meus próprios erros e não os julgar à luz de Deus. Quantas vezes tenho a tendência de minimizar meus próprios pecados e exagerar os dos outros. Essa parece ser a razão pela qual minhas falhas são chamadas de “traves” e não — como no caso do irmão — de “argueiro”. É exatamente isso que o Senhor Jesus deseja me mostrar pessoalmente neste versículo.


No entanto, quem usa este versículo para se defender de críticas justificadas ao seu próprio comportamento deve perguntar ao Senhor se não há em seu olho — além do argueiro — uma trave que o impede de reconhecer corretamente sua própria condição. “ Hipócrita! Tira primeiro a trave do teu olho e, então, verás claramente” (v. 5).


Leitura bíblica diária: Êxodo 29: 1 - 18; Lucas 12: 1 - 12