quarta-feira, 25 de março de 2026

Mas tu estás no meio de nós, ó SENHOR, e nós somos chamados pelo teu nome; não nos desampares! Jeremias 14: 9

Eles são o seu povo!


Israel estava sofrendo com uma severa fome. O Senhor deixou claro ao profeta Jeremias que essa dificuldade era um julgamento sobre a infidelidade do povo. Jeremias reconheceu o pecado do povo e o confessou diante de Deus (v. 20). Mas não era apenas a miséria do povo que o afligia — seus compatriotas israelitas também lhe causavam dificuldades. Os falsos profetas o odiavam, embora ele amasse o povo de todo o coração. O "profeta que chora", como Jeremias também é conhecido, experimentou como o Senhor o fortaleceu. As palavras do Senhor se tornaram alegria em seu coração (Jeremias 15:16).


Há paralelos com os nossos dias? Ainda hoje, há muitas falhas lamentáveis ​​entre o povo de Deus, muitas deficiências nas assembleias locais (congregações): indiferença, mundanismo, problemas interpessoais como a falta de amor, inveja, contendas, falhas morais ou vícios em substâncias viciantes.


Isso pode facilmente levar ao desânimo. Talvez nós mesmos sintamos a necessidade, mas tenhamos a impressão de que muitos permanecem espiritualmente mornos e nenhum avivamento está à vista. Então, há o perigo da resignação ou do afastamento. Mas cuidado: com Elias, aprendemos como é fácil se enganar: ele pensou que somente ele havia permanecido fiel, embora houvesse muitos outros fiéis.


A atitude de Jeremias pode nos encorajar. Ele se voltou para o Senhor, que deu nome ao povo, derramou seu coração diante Dele e encontrou consolo, até mesmo alegria, em Sua palavra. Nós também não queremos nos exaltar acima de nossos irmãos cristãos, mas sim nos unir ao povo de Deus. E, como Jeremias, queremos pedir a Deus que intervenha por amor ao Seu nome — para que Ele não nos abandone, mas nos ajude:


“Não nos despreze por causa do teu nome” (Jeremias 14:21).


Leitura bíblica diária: Jeremias 7: 1 - 34; Lucas 21: 1 - 11

Ora, pois, esforça-te, Zorobabel, diz o SENHOR, e esforça-te, Josué … e esforçai-vos, todo o povo da terra, diz o SENHOR, e trabalhai; porque eu sou convosco, diz o SENHOR dos Exércitos Todo-Poderoso. Ageu 2: 4

Esforçai-vos e trabalhai!


Deus nos encoraja antes de nos chamar para o trabalho. E Ele nos fortalece prometendo estar conosco. Aprendemos ambas as coisas aqui.


Deus nos encoraja antes de nos enviar para o trabalho: Os judeus que haviam retornado do cativeiro estavam desanimados com a resistência contínua e haviam parado de trabalhar no templo. Mas Deus falou com eles: primeiro aos seus ouvidos, depois às suas mãos. Ele primeiro encorajou seus corações antes de exortá-los a continuar trabalhando com as mãos. — Não é assim também hoje? Quando estamos desanimados e impotentes, Ele primeiro nos chama: “Sede fortes!” antes de nos exortar: “Trabalhem!” Pois o trabalho feito sem convicção muitas vezes permanece ineficaz — como uma fogueira de palha que brilha intensamente, mas logo se apaga. Nosso Senhor quer mover primeiro nossos corações, depois nossas mãos. Essa é a Sua ordem — e é sábia, saudável e sustentável.


Deus nos fortalece ao nos lembrar de Sua presença: aos judeus que retornavam, Ele clama: “Sejam fortes!” e explica: “Pois eu estou com vocês”. Ele não motiva superficialmente, mas profundamente; Ele conecta a promessa à Sua própria pessoa. Existe motivação mais confiável e poderosa do que a certeza de Sua presença? — Se Ele nos diz hoje: “Eu estou com vocês”, isso não deveria também nos inspirar em nosso trabalho?


Vamos levar essas duas afirmações conosco para hoje: antes de cada tarefa está o encorajamento de Deus. E por trás de cada encorajamento está a promessa de Sua presença.


Leitura bíblica diária: Jeremias 6: 1 - 30; Lucas 20: 41 - 47

terça-feira, 24 de março de 2026

E, servindo eles ao Senhor e jejuando, disse o Espírito Santo: Apartai-me a Barnabé e a Saulo para a obra a que os tenho chamado. Atos 13: 2

Pioneiros


O Espírito Santo comissionou Barnabé e Saulo (o futuro Paulo) para embarcarem em sua primeira viagem missionária a partir de Antioquia. Levaram consigo o jovem João Marcos. Juntos, viajaram aproximadamente 1.000 quilômetros a pé e a mesma distância de navio.


Como se prepararam para essa viagem? O que levaram em suas malas? Quanto dinheiro levaram? E quanto tempo viajariam? Tudo isso permanece sem menção. Apenas uma coisa é certa: eles não partiram despreparados — confiaram-se ao fiel guardião de suas almas.


Não há indicação de um itinerário detalhado: nenhuma rota fixa, nenhuma lista de paradas planejadas. Eles confiam na orientação do Espírito Santo e partem. Seu desejo sincero é fazer a vontade de Deus, proclamar o evangelho de Jesus Cristo e alcançar o maior número possível de pessoas com as boas novas.


Onde dormem, como está o tempo — também não lemos nada sobre isso. Mas, entre cada etapa de sua jornada, certamente oram juntos regularmente para discernir claramente o que o Senhor quer a seguir. Por que permanecem mais tempo em alguns lugares do que em outros? Isso também permanece um mistério. O que é certo é que sua jornada é uma verdadeira aventura, rica em experiências de fé: semear, regar, esperar até que Deus conceda o crescimento (cf. 1 Coríntios 3:6)... e repetir isso várias vezes. Assim é o trabalho missionário.


Ninguém deve embarcar nessa jornada sem um chamado pessoal. Mas aqueles que são chamados devem ir — confiando no Espírito Santo, que chama. Ele proverá tudo o que for necessário. Devemos manter a serenidade e não esquecer que este ministério também traz muitos desafios, mas também muitas bênçãos.


Leitura bíblica diária: Jeremias 5: 1 - 31; Lucas 20: 19 - 40

segunda-feira, 23 de março de 2026

Vós, maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela. Efésios 5:25

Casamento Cristão - Um Lugar de Amor


Nosso versículo de hoje é dirigido aos maridos. Isso significa que as esposas não devem amar? Claro que não! Deus é amor, e a Bíblia nos exorta repetidamente a amar uns aos outros — até mesmo nossos inimigos. O amor é a característica central de um cristão. É assim que os outros devem reconhecer que pertencemos a Cristo (João 13: 34-35).


Mas por que essa exortação é direcionada especificamente aos homens? Há duas razões importantes:


Primeiro, uma esposa precisa da certeza de que seu marido a ama. Isso faz parte de sua própria natureza como mulher. Ela pode ser feliz sem ser rica. Mas se ela não se sente amada por seu marido, não pode ser verdadeiramente feliz no casamento. O Cântico dos Cânticos expressa isso perfeitamente: “Ainda que alguém desse toda a fazenda de sua casa por este amor, certamente a desprezariam” (Cântico dos Cânticos 8: 7). As palavras “Eu te amo” são música para os ouvidos de uma mulher e bálsamo para o seu coração — mas elas não devem ser apenas ditas, e sim, sobretudo, demonstradas por meio de ações concretas. Isso é bom para ambos: “Assim devem os maridos amar a sua própria mulher… Quem ama a sua mulher ama-se a si mesmo” (v. 28).


Em segundo lugar, os homens muitas vezes tendem a se concentrar intensamente em seu trabalho ou interesses pessoais — e, ao fazer isso, perdem de vista as necessidades de suas esposas. Muitos seguem a falsa noção de que quanto mais possuímos, mais felizes seremos. Mas isso é uma mentira. O amor é muito mais precioso do que o dinheiro — ele nos sustenta nas tempestades da vida, enquanto a riqueza e o sucesso se esvaem. Alguns casais têm poucos bens materiais, mas têm casamentos plenos e felizes porque se amam incondicionalmente. E seus filhos são equilibrados e alegres porque veem e sentem o amor de seus pais.


Leitura Bíblica Diária: Jeremias 4: 1 – 31; Lucas 20: 9 – 18

domingo, 22 de março de 2026

José é um ramo frutífero, ramo frutífero junto à fonte; seus ramos correm sobre o muro. Gênesis 49: 22

José — um modelo de Jesus Cristo


As palavras citadas referem-se, em primeiro lugar, a José, filho de Jacó. Elas fazem parte de uma série de bênçãos e promessas que Jacó deixou para seus doze filhos — os patriarcas de Israel — pouco antes de sua morte. Algumas dessas declarações notáveis não apenas apontam para o futuro das respectivas tribos, mas também contêm profecias a respeito do Senhor Jesus. Isso se aplica especialmente a José, cujo caminho conduziu do sofrimento à glória e que, por isso, representa uma antecipação incrivelmente preciso de Cristo. As palavras de bênção sobre José contêm inúmeros aspectos da beleza de nosso Salvador que nos comovem.


Quando Jacó se refere ao seu filho José como “separado de seus irmãos” (v. 26), pensamos espontaneamente em Cristo, que levou uma vida sem pecado, “separado dos pecadores” (cf. Hebreus 7: 26). A “árvore frutífera junto à fonte” ilustra que o Senhor Jesus vivia em comunhão constante com seu Pai celestial — essa ligação era a fonte de sua força e alegria. Ela marcou profundamente suas palavras e ações, de modo que Deus teve nEle um prazer sem limites. Quantos frutos para Deus Cristo produziu durante sua vida! A figura de uma árvore frutífera plantada junto à água também se encontra no Salmo 1 — ali, também, trata-se de um prenúncio profético de Cristo e de sua vida perfeita, que Deus honrou e glorificou de maneira tão singular.


O fato de os ramos da árvore crescerem por cima do muro talvez indique que, no futuro Reino Milenar, as bênçãos do Messias não se limitarão a Israel. Também as nações experimentarão o reinado abençoado de Cristo — sim, toda a terra será abençoada pelo Messias naquele tempo glorioso.


Leitura bíblica diária: Jeremias 3: 1 - 25; Lucas 20: 1 - 8

sábado, 21 de março de 2026

A tua palavra é a verdade. João 17: 17

Verdade ou ficção?


Thomas Betterton (1635-1710) foi um famoso ator do século XVII. Certa vez, o arcebispo de Canterbury perguntou-lhe por que os atores conseguem, muitas vezes, cativar o público muito melhor do que os pregadores. A resposta surpreendente de Betterton foi: “Os atores apresentam coisas inventadas como se fossem verdadeiras, enquanto os pregadores, com demasiada frequência, falam de coisas verdadeiras como se fossem inventadas.”


Essa afirmação nos dá o que pensar. Perguntemo-nos a nós mesmos:


É verdade para nós que Deus é o Criador e Senhor do mundo? — Então, tratamos a criação de forma consciente e responsável. E confiamos Nele em todas as situações, mesmo diante dos muitos acontecimentos assustadores em nosso planeta. Pois é Ele quem “sustenta todas as coisas pela palavra do seu poder” (Hebreus 1: 3).


É verdade para nós que as pessoas que não conhecem o Senhor Jesus como seu Salvador irão para a separação eterna de Deus? — Então, deve ser nossa preocupação sermos testemunhas fiéis do Evangelho em nosso entorno.


É verdade para nós que Deus é amor? — Então, as situações difíceis da vida não nos tiram a confiança; confiamos que todas as coisas na vida nos servirão para o bem (Romanos 8: 28).


É verdade para nós que a Bíblia é a Palavra viva de Deus? — Então, reservamos tempo diariamente para lê-la com atenção e conhecer os pensamentos de Deus.


É verdade para nós que o Senhor Jesus, conforme Sua promessa, voltará para levar os Seus para a glória? — Então, não apegamos nosso coração aos bens terrenos, mas O esperamos com dedicação e anseio.


Leitura bíblica diária: Jeremias 2: 1 - 37; Lucas 19: 39 - 48

sexta-feira, 20 de março de 2026

Ah! Se tivesses dado ouvidos aos meus mandamentos! Então, seria a tua paz como o rio, e a tua justiça, como as ondas do mar. Isaías 48: 18

O casamento cristão — um compromisso


Essas palavras divinas foram originalmente dirigidas ao povo de Israel, mas também se aplicam ao casamento cristão. Por que falta hoje, em tantos casamentos, uma atmosfera de paz e fidelidade? Nosso versículo bíblico dá a resposta: porque as pessoas se afastaram de Deus e de Sua Palavra. Onde os pensamentos de Deus são desprezados ou ignorados, a paz sofre.


Embora os fundamentos bíblicos do casamento sejam explicados de forma compreensível em muitos bons livros e palestras, o número de casamentos desfeitos e famílias desestruturadas continua aumentando constantemente, mesmo entre cristãos fiéis. Por quê? Porque as instruções de Deus para o casamento não são levadas a sério. Muitos casais perseguem objetivos mundanos: carreira, prosperidade material e auto-realização estão no centro, enquanto a oração em conjunto, a leitura da Bíblia e o serviço no Reino de Deus são negligenciados. E então, em algum momento, os casais percebem com horror que construíram sua casa sobre areia.


Todo casamento cristão deve ser fundamentado em quatro pilares: compromisso mútuo, amor mútuo, respeito mútuo e a autoridade de Cristo.


Compromisso significa respeitar a aliança matrimonial como uma união sagrada e indissolúvel. Ela é celebrada perante Deus e é muito mais do que um documento oficial. Um marido ou uma esposa crente sabe que essa promessa não se aplica apenas ao cônjuge, mas também foi feita a Deus — e que deve ser cumprida. Pois Deus é santo, e o casamento é uma instituição que Ele mesmo estabeleceu. O Senhor Jesus diz: “E serão dois numa só carne. ... O que Deus ajuntou não separe o homem” (Mateus 19: 5, 6).


Leitura bíblica diária: Jeremias 1: 1 - 19; Lucas 19: 28 - 38

quinta-feira, 19 de março de 2026

E, vendo-a, o Senhor moveu-se de íntima compaixão por ela. Lucas 7: 13

Confiem seus filhos ao Senhor


No Evangelho de Lucas, são relatados três acontecimentos em que o Senhor Jesus ajuda pais que estão em grande angústia por causa de seus filhos.


Primeiro, há uma viúva que está a caminho para enterrar seu único filho. O Senhor a vê, demonstra sua profunda compaixão e ressuscita o jovem (v. 11-15).


Em seguida, lemos sobre o chefe da sinagoga, Jairo. Ele pede ao Senhor Jesus que cure sua filha, que está à beira da morte. No entanto, a caminho de sua casa, o Senhor faz uma parada para ajudar outra mulher que sofre — uma perda de tempo amarga para Jairo. Quando o Senhor finalmente chega, a filha já havia falecido — mas o Senhor a traz de volta à vida (cap. 8,41-56).


Outro pai clama ao Senhor por socorro, pois seu filho está sendo atormentado por um demônio. Os discípulos não conseguiram expulsar o demônio, e a situação é de risco de vida. Mas o Senhor intervém: Ele expulsa o espírito impuro, cura a criança e a devolve ao pai (cap. 9,38-42; cf. Marcos 9,22).


Em todos os três casos, do ponto de vista humano, toda a esperança parece perdida: em um deles é tarde demais, em outro demora demais, e no terceiro os socorristas estão no limite de suas possibilidades. Mas, para o Senhor Jesus, não existe “tarde demais” nem “difícil demais”. Sua compaixão é profunda, Seu poder é ilimitado, e Sua ajuda chega na hora certa — mesmo que muitas vezes nos pareça o contrário.


Nossos filhos também podem passar por situações difíceis. Talvez pareça que qualquer ajuda chega tarde demais. Talvez nos perguntemos por que o Senhor hesita. Mas podemos ter certeza: Ele vê, Ele sabe e Ele age — com amor e sabedoria. O Senhor é perfeito e sabe melhor do que ninguém como e quando ajudar.


Vamos aprender a confiar no Senhor em todas as circunstâncias — inclusive, e especialmente, no que diz respeito aos nossos filhos.


Leitura bíblica diária: Êxodo 40: 17 - 38; Lucas 19: 11 - 27

quarta-feira, 18 de março de 2026

Os jovens se cansarão e se fatigarão, e os jovens certamente cairão. Mas os que esperam no SENHOR renovarão as suas forças e subirão com asas como águias; correrão e não se cansarão; caminharão e não se fatigarão. Isaías 40: 30, 31

Novas forças


Os rapazes costumam ter muita força. No entanto, até eles acabam por ficar cansados e exaustos, por exemplo, após um longo dia de trabalho. O cansaço diz respeito mais à diminuição da energia física, enquanto a exaustão se refere ao enfraquecimento da motivação interior.


Não apenas em nossa vida cotidiana, mas também em nossa vida de fé podemos ficar cansados e exaustos. Adquirimos novas forças na fé — assim diz o profeta Isaías — quando confiamos em nosso Senhor. Mas como isso funciona concretamente?


Nosso versículo do dia explica isso usando o exemplo da águia. As águias têm asas muito grandes, com envergadura de até 2,5 metros. Ao contrário de muitas aves menores, que se mantêm no ar com batidas rápidas de asas, as águias costumam usar o voo planado para avançar.


Quando o sol aquece o solo, o ar quente sobe. As águias aproveitam essas correntes ascendentes de ar quente para subir sem esforço a grandes altitudes e, então, planar por longas distâncias. Para isso, elas quase não precisam de força muscular — basta abrir as asas e deixar-se levar. A força que as faz subir não vem delas mesmas, mas de fora.


Essa figura nos mostra: a força para nossa jornada de fé não vem de nós mesmos. Ela vem de fora, do nosso grande Deus. Ele a coloca à nossa disposição. Assim como as águias buscam as correntes térmicas para serem levadas, assim também devemos buscar a proximidade de Deus para viver em Sua força.


“Buscai o SENHOR e a sua força; buscai a sua face continuamente!” (1 Crônicas 16: 11).


Leitura bíblica diária: Êxodo 40: 1 - 16; Lucas 19: 1 - 10

terça-feira, 17 de março de 2026

Desde o ano treze de Josias, filho de Amom, rei de Judá, até este dia (que é o ano vinte e três), veio a mim a palavra do SENHOR, e vo-la anunciei a vós, madrugando e falando; mas vós não escutastes. Jeremias 25: 3

Perseverança no ministério


O profeta Jeremias foi chamado pelo Senhor ainda em tenra idade. Após 23 anos de serviço ao Senhor, ele faz um balanço desanimador: seus ouvintes não lhe deram ouvidos, embora ele lhes tenha transmitido as palavras do Senhor. Apesar dessa experiência frustrante, Jeremias não desiste. Por pelo menos mais 17 anos, ele fala em nome do SENHOR — mais uma vez sem resultados visíveis. Pelo contrário: ele é hostilizado, acusado de mentir, agredido fisicamente e lançado na prisão. Mas nada pode impedi-lo de transmitir a verdade.


Também o nosso ministério para o Senhor Jesus pode, por vezes, permanecer sem resultados visíveis. Talvez já distribuamos folhetos evangelísticos há anos ou oremos persistentemente por determinadas pessoas — e, ainda assim, não vejamos nenhuma mudança visível. Às vezes, o nosso empenho chega até a suscitar rejeição ou resistência. É justamente nessas horas que Jeremias se torna um exemplo encorajador de perseverança e fidelidade!


E mais ainda: o esforço de Jeremias não foi, de forma alguma, em vão. Mesmo que ele próprio não tenha mais testemunhado isso, o profeta Daniel, por meio dos escritos de Jeremias, reconheceu quando o exílio babilônico terminaria e, em seguida, proferiu uma oração impressionante (Daniel 9). Quão valioso é, além disso, que seus escritos constituam uma parte essencial da Palavra de Deus e sejam úteis a muitos leitores até hoje.


Nós também podemos ter certeza de que o Senhor abençoará e recompensará todo serviço que realizarmos dependendo Dele.


Leitura bíblica diária: Êxodo 39: 32 - 43; Lucas 18:31 - 43

segunda-feira, 16 de março de 2026

Porque para mim o viver é Cristo. Filipenses 1:21

Cristo, o verdadeiro sol


Isaac Newton (1642-1726) foi um astrônomo, físico e matemático inglês — e um homem de fé. Conta-se que, certa vez, para investigar um fenômeno óptico, ele ficou olhando para o sol sem proteção por tanto tempo que, depois disso, passou a ver o sol em todos os lugares: nos móveis, nas roupas das pessoas ao seu redor, na comida — simplesmente em toda parte. Levou dias até que essa imagem gravada em sua retina desaparecesse.


O fariseu Saulo de Tarso, mais tarde conhecido como o apóstolo Paulo, viu o seu “sol” no caminho para Damasco. Ele relata que uma luz — mais brilhante do que o sol — o ofuscou e o derrubou no chão (Atos 26:13,14; cf. Apocalipse 1:16).


Esse encontro com o Cristo glorificado marcou Paulo tão profundamente que, a partir de então, ele passou a considerar tudo o que antes lhe era importante como “lixo” — em comparação com o conhecimento de Cristo (Filipenses 3:8). Além disso, a luz resplandecente de Cristo mostrou-lhe que sua suposta piedade era, na verdade, sem valor.


A conversão transformou Paulo radicalmente. Pois ele recebeu uma impressão tão avassaladora do Senhor no céu que, a partir daquele momento, cada respirada, toda a sua força e todo o seu interesse pertenciam a Cristo. Assim, ele pôde afirmar com plena convicção: “Para mim, viver é Cristo.”


É claro que não vimos o Senhor Jesus da mesma forma que Paulo naquela ocasião, diante de Damasco. Mas também nós podemos nos dedicar ao Cristo glorificado, podemos contemplá-Lo na fé — e isso também nos transformará. Isso direcionará nosso olhar para Cristo e nos conduzirá a um seguimento coerente.


“Mas todos nós, com cara descoberta, refletindo, como um espelho, a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória, na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor” (2 Coríntios 3:18).


Leitura bíblica diária: Êxodo 39: 22 - 31; Lucas 18: 18 - 30