Não é coincidência
O livro de Ester descreve a situação do povo judeu no exílio persa durante o reinado do rei Assuero (485-464 a.C.). É notável que o nome de Deus não seja mencionado nenhuma vez em todo o livro. Parece que o povo se afastou de Deus — e que Deus, por isso, também não pode mais se declarar ao seu povo.
Então, de repente, surge um grande perigo: o ministro persa Hamã, que odeia o temente a Deus Mardoqueu, convence o rei a matar todos os judeus do reino! No entanto, aparentemente por uma série de coincidências, ocorre uma reviravolta dramática. Lemos sobre isso no capítulo que começa com o versículo do dia. Mas foram realmente coincidências?
Foi coincidência que o rei não conseguisse dormir justamente na noite em que Hamã planejava enforcar Mardoqueu?
Foi coincidência que lhe lessem justamente uma crônica do império como “leitura de cabeceira”?
Foi coincidência que nela aparecesse justamente o relato de como Mardoqueu havia frustrado um atentado contra o rei?
Foi coincidência que Hamã entrasse na corte exatamente naquele momento — e Assuero o encarregasse de honrar Mardoqueu publicamente?
Não, não foram coincidências! Deus dirigiu tudo com mão invisível para salvar seu povo. E isso foi pura graça, pois o relacionamento de seu povo com Ele havia atingido um ponto baixo. Também em nossa vida há momentos difíceis, em que pouco se sente de um relacionamento vivo com o Senhor. Mas mesmo assim Deus não nos abandona. Pelo contrário, Ele age — muitas vezes de forma oculta — para nossa restauração. Quando experimentamos essa fidelidade silenciosa de Deus, isso deve nos motivar a levar nossa vida conscientemente com Ele.
Leitura bíblica diária: Êxodo 21: 7 - 36; Lucas 8: 49 - 56