Ministério da Graça
O atual tempo da graça contrasta com o tempo da lei no Antigo Testamento. Este tempo da graça perdurará até que Jesus Cristo volte para arrebatar a sua igreja (congregação) para si.
Paulo não inventou por conta própria o ensinamento sobre esta nova dispensação - o tempo da igreja. Deus lho revelou e o encarregou da “administração desta verdade”, para que a proclamasse. Este tempo especial de salvação é chamado de “mistério”, porque a verdade sobre a igreja ainda estava oculta no Antigo Testamento. Embora já existam ali indícios na forma de figuras — como a noiva de Cristo, a casa de Deus ou o sacerdócio —, a verdade de que existe um único corpo (cap. 4: 4) era desconhecida. Na Antiga Aliança, judeus e gentios permaneceram sempre dois grupos separados.
Somente após a obra consumada na cruz, no tempo da graça, Paulo recebeu a revelação de que também os crentes das nações são “co-herdeiros” em Cristo Jesus. Eles pertencem agora — assim como os crentes judeus — ao único corpo e são “participantes da promessa em Cristo pelo evangelho”. Uma unidade totalmente nova entre judeus e não judeus havia surgido.
Como judeu, Paulo era especialmente apto para transmitir essa nova verdade. No entanto, ele também estava ciente: “A mim, o mínimo de todos os santos, me foi dada esta graça de anunciar entre os gentios, por meio do evangelho, as riquezas incompreensíveis de Cristo” (cap. 3: 8). Ele nunca esqueceu que a graça de Deus o havia chamado para fora de uma vida orgulhosa e rebelde, para que agora anunciasse a riqueza dessa graça entre as nações.
Leitura bíblica diária: Jeremias 26: 1 - 24; Romanos 2: 17 - 29