Costumamos citar esse provérbio quando queremos justificar ou dar uma razão para o nosso silêncio. E, de fato, muitas vezes fazemos bem em ficar calados, em vez de dizer coisas desnecessárias ou mesmo rudes. Davi estava ciente desse perigo, como mostra o versículo de hoje.
Também Tiago adverte enfaticamente: com nossa língua podemos causar muito mal; ele a compara a um fogo que pode incendiar uma grande floresta (Tiago 3: 5, 6). Quantas vezes uma palavra leva a outra — e surge a contenda: “Os lábios do tolo entram na contenda, e a sua boca brada por açoites” (Provérbios 18: 6).
O Senhor Jesus nos ensina: “O que contamina o homem não é o que entra na boca, mas o que sai da boca, isso é o que contamina o homem” (Mateus 15: 11). Não se trata apenas de ferir, ofender ou falar mal dos outros com nossas palavras. Muitas vezes falamos demais sobre nós mesmos e nos vangloriamos — por falta de humildade — de “grandes coisas” (Tiago 3: 5). Nesses casos, o silêncio seria realmente melhor — e muitas vezes verdadeiramente “ouro”!
Isso vale não apenas para as palavras faladas, mas talvez ainda mais para as escritas. Na era dos e-mails e das redes sociais (como o WhatsApp), as mensagens são escritas rapidamente e enviadas ainda mais rápido. Quantas vezes enviamos uma resposta espontânea e imprudente ou repassamos desnecessariamente uma mensagem negativa? Não estamos, com isso, frequentemente desconsiderando o apelo de Tiago: “Irmãos, não faleis mal uns dos outros” (Tiago 4: 11)?
Em vez disso, devemos seguir o conselho de Paulo: “Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai” (Filipenses 4: 8).
Leitura bíblica diária: Jeremias 44: 1 - 10; Romanos 11: 11 - 21