Tenda e Altar
Abraão foi chamado por Deus de sua terra natal, a Mesopotâmia, e conduzido à terra prometida de Canaã. Ao chegar lá, algo surpreendente aconteceu: depois de muitos anos de viagem, seria de se esperar que o desejo por um lar permanente fosse tão forte que ele construísse uma casa em sua nova terra natal — assim como a conhecera em Ur, na Caldeia. Em vez disso, Abraão simplesmente armou uma tenda e permaneceu sem residência fixa pelo resto da vida. “Pela fé, habitou na terra da promessa, como em terra alheia, morando em cabanas com Isaque e Jacó, herdeiros com ele da mesma promessa. Porque esperava a cidade que tem fundamentos, da qual o artífice e construtor é Deus” (Hebreus 11: 9 - 10).
Depois, Abraão construiu um altar e invocou o nome do Senhor. Ele buscou a presença de Deus — como evidenciado pelas montanhas — e o adorou. Imediatamente antes, Deus lhe apareceu (Atos 7: 10) e, mesmo antes disso, Deus havia se revelado a ele como o Senhor da glória (Atos 7: 2). Esse conhecimento de Deus despertou a adoração de Abraão.
A tenda, portanto, simboliza a condição de Abraão como estrangeiro e descreve seu relacionamento com o mundo, enquanto o altar é um símbolo de adoração e descreve seu relacionamento com Deus. Ambos são exemplos para nós: quantas vezes cultivamos um relacionamento falso com o mundo — e, na mesma medida, nosso relacionamento com Deus sofre? A tenda de Abraão nos encoraja a voltar nosso olhar para o nosso lar celestial; seu altar nos lembra de buscar a presença de Deus e adorá-lo como nosso Deus e Pai — pois Ele se revelou plenamente em seu Filho, Jesus Cristo.
Leitura bíblica diária: Jeremias 29: 15 – 32; Romanos 4: 9 – 15