Crucificado com Ele
Por meio da obra de redenção do Gólgota, nós, cristãos, não recebemos apenas o perdão dos nossos pecados. Ali, na cruz, também a nossa vida anterior como pecadores, “o nosso velho homem”, encontrou o seu fim. Cristo não morreu apenas “pelos nossos pecados”, mas nós também fomos “crucificados com Cristo” (1 Coríntios 15:3; Gálatas 2:19).
Por isso devemos ser muito gratos! Pois se aos olhos de Deus ainda fôssemos os mesmos de antes, então — apesar do perdão — teríamos que viver constantemente inquietos por causa da nossa condição pecaminosa. Mas agora podemos saber que Deus nos vê como mortos, porque fomos crucificados com Cristo. “Crucificado” é uma formulação radical; ela mostra quão fundamental é a mudança que experimentamos: “Se alguém está em Cristo, nova criatura é: as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo” (2 Coríntios 5:17).
Na nossa vida de fé, porém, é justamente neste ponto que muitas vezes temos dificuldades. Pois experimentamos que ainda pecamos. E assim a nossa experiência entra em conflito com o nosso conhecimento. Mas observe: o nosso versículo em Romanos 6 não diz que experimentamos que “o nosso velho homem foi crucificado”, mas que nós o “sabemos”. Esse “saber” ou “conhecer” baseia-se somente na Palavra de Deus, não no nosso sentimento ou na nossa condição momentânea.
Por isso vale: quando pecamos e o confessamos ao Senhor, podemos ao mesmo tempo agradecer que “o nosso velho homem foi crucificado” — e continua crucificado. Esse “saber” em nossos corações nos faz crescer na graça e nos preserva de retroceder — por exemplo, tentando em vão melhorar o nosso velho homem.
“Nosso velho homem” não pode ser melhorado; só precisamos deixar visível que ele foi crucificado — e viver no poder da nova vida.
Leitura bíblica diária:
Josué 24:16-33
1 Coríntios 16:10-24