Falar é prata, calar é ouro (2)
Ontem vimos que, às vezes, é melhor ficar em silêncio do que falar. No entanto, isso não se aplica sempre, como já nos diz o sábio Salomão no livro de Eclesiastes. Há situações em que devemos falar, sim, até mesmo precisamos falar.
Encontramos um exemplo impressionante em 2 Reis 7: Samaria havia sido sitiada por um exército sírio por tanto tempo que uma grande fome assolava a cidade. Mas Deus veio em auxílio do seu povo e expulsou os sírios durante a noite. Na manhã seguinte, foram quatro leprosos os primeiros a perceber que o inimigo havia fugido. Eles não quiseram guardar essa notícia para si mesmos, mas disseram uns aos outros: “Não fazemos bem; este dia é dia de boas-novas, e nos calamos; se esperarmos até à luz da manhã, algum mal nos sobrevirá” (2 Reis 7: 9). Em seguida, foram à cidade e levaram a boa notícia.
O mesmo se aplica a nós: quando surge a oportunidade de transmitir o Evangelho a pessoas incrédulas, o silêncio não é “ouro”, mas sim inadequado — e pode até ser pecado! Peçamos a Deus, nesses momentos, pensamentos adequados e palavras corajosas.
E, ao mesmo tempo, agradeçamos a Ele pelo fato de que, em muitos países, ainda existe a liberdade de proclamar a boa nova. Quando os apóstolos Pedro e João foram proibidos de ensinar em nome de Jesus, eles responderam com firmeza que lhes era impossível não falar do que tinham visto e ouvido (Atos 4: 20). Eles sabiam que era hora de falar. E quanto a nós?
A propósito: devemos abrir a boca também quando a verdade bíblica é atacada ou Deus é ridicularizado. Isso requer coragem - mas honra a Deus.
Leitura bíblica diária: Jeremias 44: 11 - 23; Romanos 11: 22 - 36