terça-feira, 18 de agosto de 2026

Não faleis mal uns dos outros. Tiago 4: 11

 Língua maligna / Fofoca

Quando os crentes falam mal uns dos outros, isso gera desunião e sofrimento e prejudica a obra do Senhor. A língua maligna é um pecado sério diante de Deus.


John e Charles Wesley, dois pregadores conhecidos do século 18, concordaram com alguns outros cristãos em evitar de forma consistente toda forma de língua maligna. Eles decidiram seguir as seguintes regras: Combinamos que:


  1. não daremos ouvidos a nenhuma língua maligna sobre um de nós, nem a seguiremos;

  2. não acreditaremos precipitadamente em um mau boato sobre um de nós;

  3. comunicaremos a língua maligna o mais rápido possível à própria pessoa envolvida, de forma verbal ou por escrito;

  4. enquanto isso não for feito, não repassaremos nem uma palavra disso, verbalmente ou por escrito, a outra pessoa;

  5. não mencionaremos o boato a mais ninguém — mesmo depois de termos comunicado à pessoa envolvida;

  6. não faremos exceção a essas regras, a menos que nos sintamos absolutamente obrigados em nossa consciência.


Enquanto esses pontos ajudam a evitar a língua maligna, Filipenses 4:8 nos mostra a direção positiva do nosso pensamento: 


Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai.


Leitura bíblica diária: 

📖 Josué 18: 1 - 28

📖 1 Coríntios 14: 13 - 25

segunda-feira, 17 de agosto de 2026

Mas Deus escolheu as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias; e Deus escolheu as coisas fracas deste mundo para confundir as fortes. E Deus escolheu as coisas vis deste mundo, e as desprezíveis, e as que não são para aniquilar as que são; para que nenhuma carne se glorie perante ele. 1 Coríntios 1: 27 - 29

 Instrumentos fracos


Pessoas sem Deus pensam que coisas grandes só podem ser alcançadas por meios grandiosos. Mas Deus pensa diferente. Ele gosta especialmente de usar pessoas pequenas, fracas e sem destaque, para que fique claro que foi Deus quem agiu, não o homem. Ele diz: “A minha glória, pois, a outrem não darei” (Isaías 42: 8).  


Que pessoas Deus usou na Bíblia, e como elas se viam?


  • Moisés, o líder do povo de Israel, não se considerava “homem eloqüente ” (Êxodo 4: 10).


  • Sangar derrotou 600 filisteus com uma arma aparentemente ridícula: uma aguilhada de bois (Juízes 3: 31).


  • Gideão se sentia totalmente incapaz de ser comandante do exército: “A minha família é a mais pobre em Manassés, e eu, o menor na casa de meu pai.” Deus só deixou com ele 300 homens, com os quais Gideão venceu os midianitas (Juízes 6: 15; 7: 7).


  • Amós, o profeta, não tinha sido discípulo de profetas, mas era boieiro e cultivador de sicômoros (Amós 7: 14).


  • Pedro e João, os discípulos do Senhor, eram pescadores e foram considerados “homens sem letras e indoutos” (Atos 4: 13).


  • De Paulo — seu nome significa “o Pequeno” — diziam que “a presença do corpo é fraca, e a palavra, desprezível” (2 Coríntios 10: 10).


Até hoje vale o mesmo: O Senhor usa especialmente os “fracos”; pois “o seu poder se aperfeiçoa na fraqueza” (2 Coríntios 12: 9). Se nós confiássemos menos em nós mesmos e em vez disso esperássemos tudo de Deus!


Leitura bíblica diária

📖 Josué 17:1 - 18

📖 1 Coríntios 14: 1 - 12

domingo, 16 de agosto de 2026

E seguia-o grande multidão de povo e de mulheres, as quais batiam nos peitos e o lamentavam. Lucas 23: 27

 Compaixão ou Amor?

Era uma visão terrível quando Jesus foi conduzido ao local da execução: na sua cabeça a coroa de espinhos que doía, exausto por tantos interrogatórios, marcado por golpes e ferido pelos açoites — assim Ele ia, cercado por uma multidão zombadora, em direção à cruz. Todos sabiam o que o esperava ali: um dos modos de morrer mais dolorosos que os homens inventaram. É compreensível que algumas mulheres demonstrassem compaixão por Jesus, seguindo atrás dEle lamentando e chorando. E como a compaixão é, em princípio, uma boa qualidade, não vamos condenar essas mulheres. Mas a simples compaixão por Cristo sofredor é pouco.


Um outro grupo de mulheres, porém, nos mostra amor e devoção: mulheres da Galileia, que já tinham seguido Jesus fielmente durante a sua vida e o servido com os seus bens (Lucas 8: 3). Mais tarde elas ficam junto à cruz e participam do seu sofrimento.


O que nos move quando refletimos sobre os sofrimentos de Cristo? São os acontecimentos dramáticos ao redor da crucificação, os fatos chocantes sobre a brutalidade dos homens? Sim, isso também pode nos tocar. Mas não devemos parar por aí. Queremos sempre lembrar que Ele sofreu por amor a nós. O seu amor foi tão disposto a sofrer, que nem muitas águas puderam apagá-lo, nem rios puderam afogá-lo (Cantares 8: 6 - 7). E quando pensamos nos sofrimentos expiatórios no juízo de Deus, não podemos esquecer que o Senhor teve que sofrer assim por causa dos nossos pecados. Então, ao meditarmos no Cristo sofredor, nasce em nós um amor profundo pelo nosso Salvador e Senhor, e não fica — como acontece com muitas pessoas — apenas em compaixão por um mártir.


Leitura bíblica diária: 

📖 Josué 15: 20 - 16: 10  

📖 1 Coríntios 13: 1 - 13

sábado, 15 de agosto de 2026

Para sempre, ó SENHOR, a tua palavra permanece no céu. Salmo 119:89

 A Palavra de Deus é imutável


Tanto no Antigo quanto no Novo Testamento é enfatizado várias vezes que as afirmações da Bíblia têm validade atemporal. Assim, o Senhor Jesus diz, por exemplo, a respeito da lei que Deus deu ao seu povo terreno Israel: “Até que o céu e a terra passem, nem um jota ou um til se omitirá da lei” (Mateus 5:18).


Na nossa sociedade estamos acostumados a que as leis do Estado mudem com frequência. Conforme a necessidade ou sob influência de correntes políticas e sociais, elas são adaptadas. Os pensamentos de Deus, porém, permanecem imutáveis, porque os seus princípios morais nunca mudam. A responsabilidade do homem de se orientar pelo padrão de Deus continuará existindo enquanto existirem o céu e a terra — e até além disso! Pois o Senhor amplia a sua afirmação: “O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não hão de passar” (Mateus 24: 35). Como o Senhor Jesus é o eterno Filho de Deus, a sua palavra permanece para sempre.


Quão gratos podemos ser por essa Palavra de Deus de validade eterna! Podemos compartilhar da estima de Davi pelas Escrituras Sagradas. Ele reconhecia que a palavra do SENHOR é perfeita e alegra o coração. É clara e compreensível e, portanto, uma excelente ajuda para agirmos com sabedoria. Quando não temos certeza do que é verdadeiro e justo, encontramos orientação na Bíblia — ela nos mostra como Deus pensa a respeito das coisas e como devemos viver (cf. Salmo 19: 8 - 12).


Para isso é necessário que leiamos a Palavra de Deus e a investiguemos. Justamente também no Antigo Testamento encontramos, nos retratos de vida e nas histórias, muitos ensinamentos valiosos. Embora o nosso ambiente de vida seja totalmente diferente do das pessoas bíblicas, elas enfrentaram os mesmos problemas e desafios fundamentais que nós.


Leitura bíblica diária: 

📖 Josué 15: 1 - 19  

📖 1 Coríntios 12: 14 - 31

sexta-feira, 14 de agosto de 2026

Mas, pela graça de Deus, sou o que sou; e a sua graça para comigo não foi vã. 1 Coríntios 15:10

Pela graça de Deus


Quando Paulo escreveu aos coríntios, ele já era conhecido por muitos cristãos como um apóstolo e mestre de destaque — por causa das suas viagens missionárias e das cartas inspiradas por Deus. No lugar dele, nós provavelmente teríamos enfatizado isso para dar mais peso às nossas palavras. Mas Paulo não fez isso. Ele não queria ser visto como “Primus inter Pares” (“o primeiro entre iguais”) — pelo contrário: ele se chamava de “o menor dos apóstolos” (v. 9), porque antes da sua conversão ele tinha perseguido “em demasia” a igreja de Deus — e com isso o próprio Senhor (cf. Gálatas 1: 13). Essa consciência o mantinha humilde.


Assim Paulo sempre ligava o seu chamado como apóstolo à graça de Deus. Pois somente por essa graça ele era o que era: Pela graça ele, que era “o principal dos pecadores” (1 Timóteo 1:15), foi salvo. Pela graça Cristo ganhou em seu coração uma importância tão grande, que ele passou a considerar todas as realizações da sua vida anterior como “esterco” (Filipenses 3:7-8). Pela graça Deus o chamou para anunciar o Filho de Deus entre as nações (Gálatas 1:15-16). Tudo o que ele tinha se tornado e tudo o que pôde fazer para Deus era para ele nada além de graça imerecida.


Essa atitude não nos faz refletir? Com que rapidez nos colocamos em primeiro plano — seja com a nossa origem ou nossa família, seja com a nossa maturidade espiritual ou com as nossas tarefas. Mas uma coisa não podemos esquecer: Tudo o que somos, e todas as bênçãos que temos, e todo serviço no Reino de Deus que temos o privilégio de fazer — tudo isso é unicamente graça de Deus. E essa graça não operou em vão em nós.


Leitura bíblica diária: 

📖 Josué 14: 1 - 15  

📖 1 Coríntios 12: 1 - 13

quinta-feira, 13 de agosto de 2026

Porque a graça de Deus se há manifestado, trazendo salvação a todos os homens, ensinando-nos que, renunciando à impiedade e às concupiscências mundanas, vivamos neste presente século sóbria, justa e piamente. Tito 2: 11 - 12

 Sob bandeira falsa

Muitos navios mercantes navegam sob bandeira de outro país. Também na frota mercante alemã a maioria dos navios está “bandeirada” e navega sob as bandeiras dos chamados “países de bandeira barata”, como Panamá, Libéria ou Bahamas. Por trás disso há, na maioria das vezes, motivos econômicos: custos de pessoal mais baixos, impostos menores e a possibilidade de contornar algumas normas e fiscalizações. 


Esse exemplo leva à reflexão, pois também os cristãos podem “navegar sob bandeira falsa”. Todo aquele que crê no Senhor Jesus Cristo e O confessa (Romanos 10:10) de certa forma “hasteou a bandeira”. Paulo usa uma imagem notável para isso na carta aos Gálatas: “todos quantos fostes batizados em Cristo, de Cristo vos revestistes” (Gálatas 3:27). “Revestidos de Cristo” — isso significa que Ele deve se tornar visível na nossa vida. Ele é a bandeira no navio da vida do crente.


Mas com que facilidade o nosso estilo de vida pode tomar uma direção totalmente diferente, que não condiz com o fato de pertencermos a Cristo: buscamos a autorrealização em vez de servir com dedicação; amamos o conforto em vez de estar dispostos a sacrifícios; ajuntamos tesouros para a terra em vez de para o céu (Mateus 6:19-20). Em resumo: vivemos como pessoas que não conhecem a Deus. Quem, como filho de Deus, vive assim, está navegando sob bandeira falsa. Quer aproveitar as supostas vantagens da “bandeira barata” do mundo — e esquece que, para o mundo, nós fomos crucificados (Gálatas 6:14).


Se pertencemos a Cristo, a nova vida em nós também deveria ser vista em nós. Isso devemos ao nosso Senhor. Por isso, que sempre “hasteemos a bandeira correta”!


Leitura bíblica diária:

📖 Josué 13: 14 - 33  

📖 1 Coríntios 11: 20 - 34

quarta-feira, 12 de agosto de 2026

Tu, SENHOR, me alegraste com os teus feitos; exultarei nas obras das tuas mãos. Quão grandes são, SENHOR, as tuas obras! Mui profundos são os teus pensamentos! Salmo 92: 5 - 6

Nosso tempo é acelerado e cheio de compromissos. Quando foi a última vez que prestamos atenção, de forma consciente, ao agir e aos milagres do nosso Deus, que nos admiramos deles e nos alegramos…

com um esquilo que enterra uma noz?

com um nascer do sol que avança pouco a pouco para o dia?

com um pôr do sol que pinta todas as cores no céu?

com o concerto despreocupado e alegre dos pássaros pela manhã?

com uma rosa que se abre; com uma cereja que cresce e amadurece?

com um casamento que aumenta em profundidade, intensidade e intimidade?

com o milagre da gravidez e do nascimento?

com uma criança pequena que brinca, fala e ri?

com a paciência com que alguém suporta uma doença?

com uma conversa encorajadora e cheia de confiança?

com um filho de Deus que experimenta a Deus, confia nEle e caminha com Ele?

com a salvação de um pecador da morte para a vida; com o milagre do novo nascimento?

com as promessas de Deus; com a sua proximidade e a comunhão com Ele?

com Aquele que nos ama e se entregou a si mesmo por nós?

com Aquele que se tornou nosso Pai?“


Cantarei ao SENHOR enquanto eu viver; cantarei louvores ao meu Deus, enquanto existir” (Salmo 104: 33).


Leitura bíblica diária:

📖 Josué 13: 1 - 13

📖 1 Coríntios 11: 1 - 19

terça-feira, 11 de agosto de 2026

E louvou aquele senhor o injusto mordomo por haver procedido prudentemente. Lucas 16: 8

Pensar hoje no amanhã

Numa parábola o Senhor Jesus conta sobre um administrador injusto, que tinha desperdiçado os bens do seu senhor. Quando este ficou sabendo, anunciou-lhe a demissão. Então veio ao administrador esperto uma ideia de como poderia garantir o seu futuro: “Eu sei o que hei de fazer, para que, quando for desapossado da mordomia, me recebam em suas casas” (v.4). Ele mandou chamar os devedores do seu senhor e perdoou-lhes uma parte considerável das dívidas — naturalmente sem a permissão do seu senhor.


Por que o Senhor Jesus elogia esse homem? Por acaso Ele aprova o desvio de bens? Claro que não! Por isso a demissão do administrador continua valendo. Jesus não elogia a desonestidade dele, mas a sua prudência. O administrador tinha reconhecido e colocado em prática um princípio importante: ele tinha agido com visão de futuro, ele pensou hoje no futuro, no amanhã. E mais ainda: com os bens que de fato nem lhe pertenciam, ele administrou com sabedoria em favor do seu próprio futuro.


Essa lição diz respeito a todos nós: Primeiro, deveríamos refletir se o que fazemos hoje também faz sentido tendo em vista a eternidade. Segundo, deveríamos lidar com os bens terrenos de modo que eles nos tragam proveito na eternidade e que sejamos elogiados por isso pelo Senhor. Pois, afinal, os bens não nos pertencem, porque um dia deixaremos tudo aqui.


Poucos versículos depois lemos sobre um homem rico que desconsiderou totalmente esse princípio (v.19). Depois da sua morte ele se viu nos tormentos do Hades, porque viveu apenas para esta vida e não buscou a Deus. Deixemos que sejamos exortados a agir hoje tendo em vista o amanhã!


Leitura bíblica diária

📖Josué 12: 1 - 24

📖1 Coríntios 10: 23 - 33

segunda-feira, 10 de agosto de 2026

Antes, crescei na graça e conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. A ele seja dada a glória, assim agora como no dia da eternidade. Amém! 2 Pedro 3:18

Crescer na Graça


No fim de sua vida e do seu serviço para Cristo, o apóstolo Pedro tem no coração lembrar mais uma vez aos crentes da graça de Deus. Ele mesmo tinha experimentado essa graça de maneiras múltiplas e maravilhosas. Agora ele deseja que também seus irmãos na fé vivam nessa graça — sim, que cresçam nela. Sua exortação vale até hoje, inalterada, também para nós! Aqui certamente se trata da graça nas circunstâncias da vida, e não da graça salvadora que experimentamos na nossa conversão.


O que significa, concretamente, crescer na graça? Significa viver cada vez mais da graça. A graça divina está à nossa disposição de forma ilimitada e diária. E deveríamos usar essa fonte de ajuda com mais intensidade. Crescer na graça significa também tomar consciência dela cada vez mais. Pois tudo o que possuímos como filhos de Deus, em bênção espiritual e natural, nos foi dado de forma totalmente imerecida.


Mas como então tiramos do oceano da graça de Deus? Em primeiro lugar, por meio da oração. Não existe situação de vida em que a graça de Deus não seja suficiente. O “Deus de toda graça” (1 Pedro 5:10) nos oferece exatamente o apoio de que precisamos na nossa situação. E Ele quer te dar abundantemente. A Sua graça está disponível — só precisamos pedi-la em oração. Infelizmente é nisso que muitas vezes falhamos. “Nada tendes, porque não pedis” (Tiago 4: 2). Por isso: tire com diligência e muito da fonte da graça divina; ela jamais secará (cf. Salmo 65: 10)!“


Aproximemo-nos, portanto, com confiança do trono da graça, para que recebamos misericórdia e encontremos graça para socorro oportuno” (Hebreus 4: 16).


Leitura bíblica diária:

📖Josué 11: 12 - 23

📖1 Coríntios 10: 14 - 22

domingo, 9 de agosto de 2026

E disse Naamã: Seja assim; contudo, dê-se a este teu servo uma carga de terra de um jugo de mulas; porque nunca mais oferecerá este teu servo holocausto nem sacrifício a outros deuses, senão ao SENHOR. 2 Reis 5:17

Naamã


Naamã poderia ter pulado de alegria! Pouco antes ele ainda era leproso, estava mortalmente doente; agora estava curado — um homem novo. Agradecido, voltou ao profeta Eliseu, que lhe havia mostrado o caminho para a cura. Os deuses anteriores de Naamã tinham sido impotentes, não puderam ajudá-lo. Foi somente por meio de Eliseu que o verdadeiro Deus falou com ele e lhe concedeu cura. E isso totalmente de graça, sem nenhuma contrapartida.


Da mesma forma o pecador é “justificado gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus; a quem Deus propôs como propiciação, pela fé, no seu sangue” (Romanos 3: 24, 25). Antes de o curado Naamã voltar para sua terra, na Síria, ele ainda fez um pedido estranho a Eliseu: Queria muito levar consigo uma carga de terra da carga de duas mulas! O que havia por trás desse desejo? Pela graça de Deus ele havia se tornado um “homem novo”. Por gratidão, portanto, ele queria levar “um pedaço de Israel” para sua terra e, nesse “novo solo”, adorar ao SENHOR, o Deus de Israel, e oferecer-Lhe sacrifícios.


Acaso Naamã não nos dá com isso um sermão? Não deveria ser também o nosso desejo adorar a Deus? Quem foi salvo pela graça está de fato sobre um “solo totalmente novo”, sobre um novo fundamento: Ele pode chamar de Pai o grande Deus, a quem antes precisava temer por causa do seu pecado. E como filho de Deus ele está em condição de adorá-Lo “em espírito e em verdade” — assim como Deus se revelou a nós em seu amado Filho (João 4: 23).


Por isso deveria ser um desejo do coração de todo cristão oferecer “sacrifícios espirituais”, dizendo a Deus em louvor e adoração o quão glorioso Ele é e quão maravilhoso é o seu Filho (1 Pedro 2: 5).


Leitura bíblica diária

📖Josué 11: 1 - 11

📖1 Coríntios 10: 1 - 13

sábado, 8 de agosto de 2026

Conjuro- te, pois, diante de Deus e do Senhor Jesus Cristo, que há de julgar os vivos e os mortos, na sua vinda e no seu Reino, que pregues a palavra. 2 Timóteo 4: 1 - 2

 Prega a Palavra

Paulo exorta Timóteo a pregar a Palavra de Deus, e liga isso a três eventos futuros:


  1. O Juízo do Senhor sobre vivos e mortos: Os vivos serão julgados quando o Senhor aparecer na terra, se assentar no trono da sua glória e as nações que vivem na terra receberem a sua sentença. Os mortos, por outro lado, serão julgados após o seu reino de 1000 anos — no “grande trono branco”. Como é necessário que a Palavra de Deus ainda alcance muitos, para que não venham a esse juízo (cf. Mateus 25: 31 - 46; Apocalipse 20: 11 - 15).


  1. A manifestação do Senhor: Esse é o momento em que o Senhor virá à terra, visível a todos, depois da tribulação. - Já antes da tribulação os crentes foram arrebatados a Ele e compareceram diante do seu tribunal. De acordo com a sua fidelidade no serviço, receberam ali a sua recompensa — uma recompensa que contribui para a sua glorificação. Isso também é um incentivo para pregar a Palavra com fidelidade! (cf. 2 Tessalonicenses 1: 10; 1 Pedro 1: 7).


  1. O Reino do Senhor: Então Cristo estabelecerá na terra o seu Reino de paz. Nesse Reino os crentes ocuparão uma posição correspondente à sua fidelidade no serviço para Ele. Esse pensamento também deve nos motivar a pregar a sua Palavra (cf. Lucas 19: 12 - 27).


Nem todos são chamados a proclamar publicamente a Palavra de Deus, mas todos podem vivê-la e transmiti-la no dia a dia. Lembremo-nos sempre: é somente “a Palavra” que serve para a salvação do incrédulo e para o nosso bem espiritual e crescimento, nós que cremos.


Leitura bíblica diária:

📖 Josué 10: 28 - 43

📖 1 Coríntios 9: 16 - 27

 

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sexta-feira, 7 de agosto de 2026

Não vos esqueçais da hospitalidade. Hebreus 13: 2

Hospitalidade — uma forma de amor


Ronny visita pela primeira vez uma congregação cristã em seu novo lugar de moradia. Ainda se sente estranho no ambiente desconhecido, mas está agradecido por ter encontrado um lugar onde pode ouvir regularmente a Palavra de Deus e ter comunhão com outros crentes. Isso é muito importante para ele.


Após a reunião, vários presentes cumprimentam o pregador, que — pelo que Ronny percebe nas partes de conversa ao redor — aparentemente também não é da região. As pessoas ainda conversam um pouco em pequenos grupos. Mas aos poucos os grupos vão se dispersando e os visitantes vão para casa. Um deles parece ter convidado o pregador, pois eles vão juntos para o carro.


E Ronny? A maioria passa por ele sem lhe dar atenção. Apenas alguns acenam com a cabeça em silêncio. Talvez pensem que ele veio com alguém ou que outra pessoa vai cuidar dele... Assim, não lhe resta outra opção a não ser ir para casa também. "Pelo visto vou ter que passar a tarde sozinho de novo", pensa ele com tristeza, enquanto se vira para ir embora.


É notável que a palavra usada no Novo Testamento grego para hospitalidade significa literalmente "amor aos estrangeiros". É fácil voltarmo-nos para conhecidos e amigos, conversar com eles e convidá-los. Mas o Senhor nos chama justamente a abrir nosso coração e nossa casa para aqueles que não conhecemos.


A hospitalidade oferece uma oportunidade maravilhosa de conhecer outras pessoas, participar da vida delas, fazer o bem a elas — em resumo: demonstrar amor. E para isso fomos chamados como filhos de Deus. "Porque Deus não é injusto para se esquecer da vossa obra e do trabalho da caridade que, para com o seu nome, mostrastes, enquanto servistes aos santos e ainda servis" (Heb 6:10).


Leitura Bíblica Diária:

📖 Josué 10: 12 - 27

📖 1 Coríntios 9: 1 - 15

quinta-feira, 6 de agosto de 2026

Este achou primeiro a seu irmão Simão e disse-lhe: Achamos o Messias ... E levou-o a Jesus. João 1: 41 - 42

Contar aos outros sobre Jesus

André tinha acabado de conhecer pessoalmente o Senhor Jesus. A exclamação de João Batista: "Eis o Cordeiro de Deus!" o levou, a ele e ao seu amigo, a seguir Jesus. Poucas horas na presença de Jesus foram suficientes para convencê-lo: Jesus é de fato o Messias prometido.


Imediatamente André teve o desejo de levar outras pessoas a Jesus e apresentá-las ao Salvador. Seu primeiro objetivo, compreensivelmente, foi com seus parentes mais próximos. Seu irmão Simão, que provavelmente também estava com João Batista, foi encontrado rapidamente.


O testemunho que André deu a Simão foi curto e claro: "Achamos o Messias." Ele não disse: "Pode ser que...". Não. André estava totalmente convencido - o que aparentemente impressionou tanto seu irmão Simão, que ele deixou André levá-lo até Jesus.


A atitude de André é completamente "normal". Quem teve um encontro pessoal com Cristo quer ganhar outros para Ele. Filipe, que no dia seguinte foi encontrado pelo Senhor, age da mesma forma: todo cheio de alegria ele conta a Natanael sobre seu encontro com o Messias. Diferente de André, ele formula de maneira mais detalhada — e diferente de Simão, Natanael primeiro expressa dúvidas. Mas ele também acaba aceitando o convite.


Sem dúvida, esses quatro homens já esperavam o Messias; seus corações, portanto, estavam preparados para receber o Senhor Jesus. E ainda assim surge para nós a pergunta: Quando foi a última vez que nos esforçamos para levar uma pessoa ao Senhor Jesus? Esse é o nosso desejo - e oramos concretamente por isso?


Leitura Bíblica Diária:  

📖 Josué 10: 1 - 11

📖 1 Coríntios 8: 9 - 13

quarta-feira, 5 de agosto de 2026

Porque, ainda dentro de pouco tempo, aquele que vem virá e não tardará. Hebreus 10: 37

Não desista — Perto está o Senhor

Este breve versículo provém de uma carta dirigida a cristãos fiéis que se converteram do judaísmo ao Senhor Jesus — e que agora eram perseguidos por causa de sua fé. Muitos haviam perdido seus bens, mas sua fé em Cristo os capacitou a aceitar essa perda “com alegria” (v. 34).


O autor da Carta aos Hebreus, porém, sabe: uma vitória na fé, uma vez conquistada, não é garantia de que a vida espiritual continuará sempre vitoriosa. Quando o sofrimento persiste, cresce o risco de se cansar e desistir. É exatamente contra isso que se dirigem as exortações e encorajamentos desta carta.


Os crentes são advertidos a não recair no judaísmo sob a pressão da perseguição, mesmo que isso aconteça apenas externamente, no que diz respeito à “confissão de fé”. Em vez disso, vale para todo crente: perseverar até o fim e “conservar firme a confissão de fé” (cap. 4: 14) . Capítulo após capítulo, o autor deixa claro o quanto eles haviam encontrado no Senhor Jesus o “melhor”: Cristo é o cumprimento de tudo o que na Antiga Aliança era apenas “figura e sombra” (cap. 8: 5).


Por fim, o autor apresenta aos crentes a esperança da vinda do Senhor Jesus. Essa perspectiva é fonte de consolo, força e alegria. — “Ainda um pouquinho de tempo”, escreve ele. Isso mostra o quanto ele próprio estava impressionado com a vinda do Senhor! Seu coração estava cheio de Cristo. E isso fazia com que o tempo restante lhe parecesse curto — porque a meta estava tão próxima. Também a expressão “aquele que vem” deixa claro que o Senhor Jesus já está prestes a voltar para nos levar para a sua glória.


“Certamente, cedo venho. Amém! Ora, vem, Senhor Jesus!” (Apocalipse 22: 20).


Leitura bíblica diária: 

📖 Josué 9: 17 - 26

📖 1 Coríntios 8: 1 - 8



terça-feira, 4 de agosto de 2026

Este [Quis] tinha um filho, cujo nome era Saul, jovem e tão belo, que entre os filhos de Israel não havia outro homem mais belo do que ele; desde os ombros para cima, sobressaía a todo o povo. 1 Samuel 9: 2

Qualificações para servos

Quem se candidata a um cargo ou a um ofício precisa ter certas qualificações para corresponder às exigências. Quanto mais exigente for a atividade, maiores habilidades o candidato precisa demonstrar.


Em Israel também havia um cargo importante a ser preenchido: o mais alto do país. Pela primeira vez, por insistência do povo, um rei deveria ser estabelecido. A escolha recaiu sobre Saul, filho de Quis. E assim ele se tornou o primeiro rei sobre Israel.


Mas que requisitos Saul trazia consigo? Ele vinha de uma família respeitada, era jovem, era bonito e de aparência imponente — mais alto do que todo o povo. Eram de fato características marcantes, porém apenas exteriores. Seriam suficientes para a tarefa responsável que estava diante dele? A história posterior de Saul mostra claramente que não. O que lhe faltava era um relacionamento pessoal com Deus.


Bem diferente foi a vocação do seu sucessor, Davi. O profeta Samuel deveria ungir um dos filhos de Jessé como rei, mas Deus precisou adverti-lo para não olhar a aparência: “Porque o SENHOR não vê como vê o homem. Pois o homem vê o que está diante dos olhos, porém o SENHOR olha para o coração”. Assim Davi, o mais jovem e menos considerado dos filhos, foi ungido rei. Ele era “um homem segundo o coração de Deus” (1 Sm 16:7; 13:14).


Também hoje não são as habilidades naturais ou características exteriores atraentes que contam no serviço a Deus e ao seu povo, mas sim o temor a Deus, a dedicação ao Senhor e o amor pelo seu povo.


Leitura bíblica diária

📖 Josué 9:1-15

📖 1 Coríntios 7:25-40

segunda-feira, 3 de agosto de 2026

Lança o teu pão sobre as águas, porque, depois de muitos dias, o acharás. Eclesiastes 11: 1

 A bênção da oração

Nos anos 1990, uma sociedade missionária na Ásia do Sul publicou um cartaz que convocava à oração pelos cristãos perseguidos na China. Ele mostrava uma foto bonita de cerca de dez crianças chinesas — um instantâneo tirado em algum lugar daquele país enorme. Uma única imagem de uma população de mais de um bilhão de pessoas.


Muitos anos depois, o chinês Jim, um funcionário dessa sociedade missionária, foi transferido para os EUA. Enquanto isso as fronteiras da China tinham se aberto aos poucos, mas a perseguição aos cristãos continuava. Um dia Jim está dirigindo seu carro quando vê uma jovem chinesa na beira da estrada pedindo carona. Por amor aos seus compatriotas ele para e a leva com ele.


Durante a viagem a conversa se desenvolve — e para sua grande alegria Jim descobre que a jovem é uma cristã. Há algum tempo ela tinha conseguido sair da China e emigrar para os EUA. Jim conta a ela sobre sua sociedade missionária e sobre como, por muitos anos, ele se dedicou pelos cristãos perseguidos na China. Por fim ele para por um momento, abre a carteira e tira uma foto antiga — a imagem do cartaz de oração de antigamente.


A jovem olha para ela — e de repente grita! Ela aponta para uma das crianças e diz emocionada: “Ali, essa sou eu!”


Que encorajamento para Jim — e para nós! Vamos orar com insistência pelos nossos irmãos na fé que vivem em países onde o Evangelho é combatido! O nosso Deus é um “Ouvinte de orações” (Salmos 65: 2).


Leitura bíblica diária

📖 Josué 8:24-35

📖 1 Coríntios 7:12-24

domingo, 2 de agosto de 2026

João respondeu-lhes, dizendo: ...:no meio de vós, está um a quem vós não conheceis ... No dia seguinte João estava outra vez ali … E, vendo passar a Jesus, disse: Eis aqui o Cordeiro de Deus! João 1:26, 29, 35, 36

Depois que o Senhor Jesus foi batizado por João, o Espírito o levou ao deserto, onde foi tentado pelo diabo. Depois disso o Senhor voltou novamente ao Jordão, onde João Batista continuava ministrando.

Os nossos versículos descrevem o ministério de João em três dias seguidos. Em cada um desses dias ele vê Jesus, o Filho de Deus; e parece que a cada dia o percebe de forma mais intensa.


No primeiro dia, os judeus perguntam a João se ele era o Cristo, ou Elias, ou o Profeta que Moisés havia anunciado (v. 25). João nega com firmeza e, em vez disso, aponta para o Senhor Jesus, que estava no meio deles. Ele era tão grande que João não se considerava digno nem de desamarrar a correia das suas sandálias (v.27) — sendo que João era, afinal, o maior dentre os nascidos de mulher (Mateus 11: 11).


No dia seguinte, João vê Jesus vindo em sua direção. Quanto mais perto Ele chegava, mais enchia o seu campo de visão. João exclama: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!” (v. 29). Com isso ele anuncia a morte expiatória de Cristo e os resultados únicos dessa obra! No terceiro dia, João vê o Senhor novamente — desta vez no meio da multidão. Admirado ele exclama: “Eis o Cordeiro de Deus!” Agora não é mais a obra de Cristo, mas somente a pessoa de Cristo que enche o seu coração.


Que nós também olhemos cada dia com os olhos do coração para o nosso Senhor! Quanto mais o contemplamos, menores nós mesmos ficamos — e maior se tornam a sua obra e a sua pessoa incomparável para nós. “E, erguendo eles os olhos, ninguém viram, senão a Jesus” (Mateus 17: 8).


Leitura bíblica diária

📖 Josué 8:14-23

📖 1 Coríntios 7:1-11

sábado, 1 de agosto de 2026

Porque falou, e tudo se fez; mandou, e logo tudo apareceu. Salmos 33:9

O poder da sua Palavra


Em Salmos 19, Davi descreve a criação como obra do Deus todo-poderoso. Deus fez os céus e “o firmamento anuncia a obra das suas mãos” (Salmos 19: 2). Assim como um trabalhador pega firme com as mãos, o Criador colocou o universo no seu lugar com poder, com as suas mãos.


Em Salmos 8, Davi também tem os céus diante dos olhos, mas ali escreve: “Quando vejo os teus céus, obra dos teus dedos” (Salmos 8:3-4). Aqui pensamos mais num oleiro, que com cuidado e delicadeza molda um vaso. Uma obra dos dedos — delicada, sutil e artística, quase frágil.


Já o salmista do Salmo 33 não dirige o olhar para as mãos ou para os dedos de Deus, mas para a palavra que sai da sua boca: “Pela palavra do SENHOR foram feitos os céus; e todo o exército deles, pelo espírito da sua boca” (v.6). Nenhum movimento, nenhum esforço visível de força — apenas uma ordem. Deus fala e acontece. Pouco depois o poeta resume o agir criador de Deus: “Porque falou, e tudo se fez; mandou, e logo tudo apareceu”. Dizer mais curto, mais direto e ao mesmo tempo mais poderoso é difícil.


No Novo Testamento, a carta aos Hebreus diz assim: “Pela fé, entendemos que os mundos, pela palavra de Deus, foram criados; de maneira que aquilo que se vê não foi feito do que é aparente” (Hebreus 11: 3). O universo não evoluiu, nem surgiu por acaso — a palavra do Deus todo-poderoso o criou. E Deus não deu apenas o impulso inicial, nem criou apenas as condições para o desenvolvimento. Não, Ele mesmo o fez. E o fez perfeito desde o início. Como diz no relato da criação: “E viu Deus tudo quanto tinha feito, e eis que era muito bom” (Gênesis 1: 31).


Leitura bíblica diária

📖 Josué 8: 1 - 13

📖 1 Coríntios 6: 12 - 20