domingo, 16 de agosto de 2026

E seguia-o grande multidão de povo e de mulheres, as quais batiam nos peitos e o lamentavam. Lucas 23: 27

 Compaixão ou Amor?

Era uma visão terrível quando Jesus foi conduzido ao local da execução: na sua cabeça a coroa de espinhos que doía, exausto por tantos interrogatórios, marcado por golpes e ferido pelos açoites — assim Ele ia, cercado por uma multidão zombadora, em direção à cruz. Todos sabiam o que o esperava ali: um dos modos de morrer mais dolorosos que os homens inventaram. É compreensível que algumas mulheres demonstrassem compaixão por Jesus, seguindo atrás dEle lamentando e chorando. E como a compaixão é, em princípio, uma boa qualidade, não vamos condenar essas mulheres. Mas a simples compaixão por Cristo sofredor é pouco.


Um outro grupo de mulheres, porém, nos mostra amor e devoção: mulheres da Galileia, que já tinham seguido Jesus fielmente durante a sua vida e o servido com os seus bens (Lucas 8: 3). Mais tarde elas ficam junto à cruz e participam do seu sofrimento.


O que nos move quando refletimos sobre os sofrimentos de Cristo? São os acontecimentos dramáticos ao redor da crucificação, os fatos chocantes sobre a brutalidade dos homens? Sim, isso também pode nos tocar. Mas não devemos parar por aí. Queremos sempre lembrar que Ele sofreu por amor a nós. O seu amor foi tão disposto a sofrer, que nem muitas águas puderam apagá-lo, nem rios puderam afogá-lo (Cantares 8: 6 - 7). E quando pensamos nos sofrimentos expiatórios no juízo de Deus, não podemos esquecer que o Senhor teve que sofrer assim por causa dos nossos pecados. Então, ao meditarmos no Cristo sofredor, nasce em nós um amor profundo pelo nosso Salvador e Senhor, e não fica — como acontece com muitas pessoas — apenas em compaixão por um mártir.


Leitura bíblica diária: 

📖 Josué 15: 20 - 16: 10  

📖 1 Coríntios 13: 1 - 13

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