terça-feira, 30 de junho de 2026

Portanto, se já ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas que são de cima, onde Cristo está assentado à destra de Deus. Pensai nas coisas que são de cima e não nas que são da terra. Colossenses 3: 1, 2

A orientação correta

Todo iniciante na profissão precisa aprender que o sucesso profissional depende essencialmente de estabelecer os alvos corretos. – Para traçar sulcos retos, um lavrador precisa, ao arar, manter os olhos firmemente fixos em um ponto distante e imóvel. Se ficar olhando constantemente para o lado, logo andará em zigue-zague. – É aqui como na vida em geral: sobre sucesso ou fracasso decide a orientação correta.


Esse princípio vale igualmente para a vida espiritual. A todo crente estão abertos dois mundos, pelos quais ele pode se orientar: “as coisas que são de cima” ou “as que são da terra”; o mundo invisível da fé ou o mundo visível, terreno. O centro do primeiro mundo é “Cristo, assentado à direita de Deus”. Depois de haver consumado no Gólgota a obra da redenção e morrido, Deus O ressuscitou e — em sentido espiritual — também a nós com Ele. Ele é agora “a nossa vida” (v. 4). O segundo mundo, ao contrário, é passageiro; Deus um dia lhe porá fim, trazendo juízo sobre ele.


William Kelly, um erudito mestre da Bíblia do século 19, foi certa vez lembrado por um professor de que ele, como acadêmico, poderia adquirir uma fortuna na universidade. Kelly respondeu com a simples contrapergunta: “Para qual mundo?”


Para o que queremos viver? O que buscamos, em que pensamos? Cristo nos uniu a si mesmo. Podemos então ainda viver para um mundo que O levou à cruz?


Leitura Bíblica Diária 

📖Levítico 14: 33 - 57

📖Salmo 62: 1 - 12

segunda-feira, 29 de junho de 2026

Porque ele estabeleceu um testemunho em Jacó, e pôs uma lei em Israel, e ordenou aos nossos pais que a fizessem conhecer a seus filhos, para que a geração vindoura a soubesse, e os filhos que nascessem se levantassem e a contassem a seus filhos; para que pusessem em Deus a sua esperança e se não esquecessem das obras de Deus. Salmo 78: 5 - 7


Por favor, repasse adiante!


Antes da invenção da imprensa, pouquíssimos cristãos possuíam uma Bíblia própria ou mesmo uma parte dela. A Palavra de Deus era transmitida predominantemente de forma oral, de geração em geração. Hoje a Palavra de Deus é o livro mais impresso do mundo e muitos de nós possuem até vários exemplares. Mas o melhor livro não serve para nada se não for lido. Por isso continua sendo importante transmitir oralmente a mensagem bíblica: a pessoas não crentes que não leem a Bíblia por si mesmas, e a crianças que ainda não sabem ler.


Para pais e avós é uma tarefa bela e valiosa ler e explicar às suas crianças e netos as histórias da Bíblia, para que cheguem a uma fé pessoal. Pois fé não se herda. Cada geração precisa tomar por si mesma a decisão de viver com Deus. Tanto mais proveitoso é quando crianças e jovens são familiarizados cedo com o conteúdo da Bíblia.


Todo cristão que leva uma vida de fé viva fez experiências próprias com Deus — experiências de como a fé se provou em tempos difíceis e a fidelidade de Deus se tornou visível. Quando contamos aos nossos filhos tais experiências, eles são incentivados a também colocar sua confiança em Deus. Nisso não se trata de vivências espetaculares – testemunhos simples da Sua fidelidade no dia a dia bastam para motivar a enfrentar os próprios desafios com Deus. Pois Ele prometeu cuidar de todos os que O amam e nEle confiam.


Leitura Bíblica Diária: 

📖Levítico 14: 14 - 32 

📖Salmo 61: 1 - 8

domingo, 28 de junho de 2026

Deus nunca foi visto por alguém. O Filho unigênito, que está no seio do Pai, este o fez conhecer João 1: 18

“Deus nunca foi visto por alguém” — assim escreve João não só em seu evangelho, mas o repete em sua primeira carta (1 João 4: 12). Também Paulo testifica que Deus “habita na luz inacessível; a quem nenhum dos homens viu nem pode ver” (1 Timóteo 6:16).

É verdade que Deus se mostrou a algumas pessoas em forma visível — por exemplo como homem (p.ex. Gênesis 18) ou como o Anjo do SENHOR (p. ex. Gênesis 16:7-14) — mas visto que Deus é espírito, Ele permanece fundamentalmente oculto ao olho humano. Quando Moisés uma vez quis ver a glória de Deus, Deus lhe disse que ele não poderia ver Sua face, “porquanto homem nenhum verá a minha face e viverá” (Êxodo 33:20).


E, contudo, Deus se revelou completamente — nenhum dos Seus atributos permaneceu oculto. O Filho unigênito O revelou, quando Ele se fez homem. A palavra usada no grego para “unigênito” não tem nada a ver com nascimento; significa “único em sua espécie”. Como Filho de Deus, Jesus Cristo é único e incomparável. Ele mesmo é o Deus eterno, exatamente como Deus, o Pai. E esse Filho único está “no seio do Pai” — uma expressão de proximidade imediata e de intimidade mais profunda (cf. Lucas 16:22). Ele estava no seio do Pai antes de se fazer homem; Ele permaneceu ali enquanto viveu como homem na terra; e Ele está agora como o homem glorificado no céu ali. E Ele estará ali por toda a eternidade!


Porque o Filho encarnado mesmo é “o verdadeiro Deus” e está em união mais íntima com o Pai, Ele é o Único que pôde revelar Deus completamente. Sim, Ele é “a imagem do Deus invisível” e “o resplendor da sua glória” (Colossenses 1:15; Hebreus 1:3). Só Ele pôde dizer: “Quem me vê a mim, vê o Pai” (João 14:9).


Leitura Bíblica Diária: 

Levítico 14:1-13 

Salmo 60:6-12


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sábado, 27 de junho de 2026

Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele. Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo. 1 João 2:15,16

“O que há no mundo” (2) – A concupiscência da carne

Quando aqui se fala de “carne”, não se refere ao corpo, mas ao pecado, à natureza má que todo ser humano tem em si — também um crente. Ela é a fonte de nossos maus pensamentos, palavras e ações. Ela é a raiz da cobiça — e é disso que se trata na “concupiscência da carne”. Esta “concupiscência” descreve o esforço do homem de querer ter algo a todo custo. Não se trata simplesmente de desejos ou necessidades — mas do anseio por algo que Deus não nos deu. Quando então mesmo assim estendemos a mão para isso, embora Deus em sua sabedoria nos retenha — exatamente isso é a “concupiscência da carne”.


No mundo esse comportamento é totalmente normal. Quem não conhece a Deus vive de modo totalmente natural segundo o lema: “Eu quero o que eu quero – e agora mesmo.” Somos nós diferentes? Como filhos de Deus queremos levar a sério a advertência de Deus e fazer diferença. Isso começa em nossos pensamentos e convicções. Prossegue com aquilo que nos ocupa diariamente. E se mostra finalmente em nossas palavras e ações. Quando nosso Pai no céu olha para nossa vida — Ele reconhece que não vivemos como o mundo?


Em uma canção se diz: “Tu nunca me envergonharás, porque me amas intensamente. Eu tomarei abundantemente o que é bom, que Tu me dás.” Essa é a atitude que deve nos marcar: confiar em Deus. Ele nos dá o que precisamos — e o que realmente é bom para nós. E quando Ele nos retém algo, há um bom motivo. Ele é sábio e nos conduz pelo melhor caminho. Nele queremos continuar confiando — até chegarmos ao alvo: junto Dele, em Sua casa.


Leitura Bíblica Diária: 

📖Levítico 13: 45 - 59

📖Salmo 60: 1 - 5

sexta-feira, 26 de junho de 2026

José, cognominado, pelos apóstolos, Barnabé (que, traduzido, é Filho da Consolação). Atos 4: 36

Barnabé — o Filho da Consolação

Ao nascer ele recebeu o nome José. Porém, no decorrer de sua vida, ele foi tão fortemente marcado pelo amor e pelo cuidado com os outros, que os apóstolos o chamaram Barnabé: “Filho da Consolação”. Eles haviam percebido: Este homem pensa nos outros — não em si mesmo.


Sempre que Barnabé aparece em Atos dos Apóstolos, nós o encontramos como alguém que encoraja seus irmãos na fé: Primeiro ele vende sua propriedade e dá o dinheiro ao Senhor — um exemplo na generosidade de dar (cap. 4:36,37). Mais tarde ele encoraja Paulo através de sua confiança e amizade: Quando Paulo, após sua conversão, quer se unir aos crentes em Jerusalém, muitos o recebem com desconfiança — seu passado como perseguidor de cristãos pesa demais. Então Barnabé o toma consigo e o leva aos apóstolos — uma abertura de porta decisiva para Paulo. Mais tarde, ambos viajam juntos muitos quilômetros no serviço ao Senhor (cap. 9:26-30).


Barnabé também encoraja seu sobrinho João Marcos: Este havia abandonado a primeira viagem missionária antes do tempo. Quando surge uma nova viagem, Barnabé quer lhe dar uma segunda chance, mas Paulo recusa. Em consequência disso, os caminhos deles se separam. Aparentemente os irmãos em Antioquia se colocam ao lado de Paulo, mas uma coisa fica clara: Barnabé não desiste de ninguém precipitadamente. Ele poderia ter dito: “Marcos falhou; o que ele ainda pode fazer na obra do Senhor?” Contudo, sua atitude parece ter sido: “Ele falhou; o que eu ainda posso fazer por ele?” (cap. 13:13; 15:36-41).


E o resultado? Anos mais tarde Paulo escreve sobre Marcos: “Toma Marcos e traze-o contigo, pois me é útil para o ministério” (Colossenses 4:10; 2 Timóteo 4:11).


Se os cristãos que te conhecem devessem te dar um apelido — como eles te chamariam? “Filho do Consolo”?!


Leitura Bíblica Diária: 

📖Levítico 13: 29 - 44

📖Salmo 59: 10 - 17


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quinta-feira, 25 de junho de 2026

Antes, sede uns para com os outros benignos, misericordiosos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou em Cristo. Efésios 4: 32

Recusa de falar

O caso enigmático ocupou a polícia: Uma jovem desconhecida, com ótima saúde, recusava-se obstinadamente a dizer sequer uma única palavra. Tinham-na encontrado perto de um banco de praça. Ela não apresentava nenhum ferimento, e exames médicos constataram que também não era surda-muda. Ela conseguia acompanhar conversas, reagia com os olhos a perguntas ou repreensões — mas permanecia em silêncio. Estranho! Qual era a causa do seu comportamento, que motivos estavam por trás, não sabemos. E também não nos cabe julgar isso.


Mas será que filhos de Deus, em sentido figurado, às vezes não se comportam de modo semelhante? Alguém não fala mais com o irmão, com a irmã, com a esposa ou com o marido, porque aconteceu algo que entre cristãos não deveria ter acontecido. As pessoas se evitam, porque assim não precisam se cumprimentar. Talvez um contato antes bom tenha sido rompido há muito tempo. E a cada semana que passa fica mais difícil quebrar o silêncio. Ao longo de meses e anos surgem amargura e endurecimento.


O nosso versículo bíblico mostra a saída dessa situação: Pensemos de novo em quanto o Senhor Jesus sofreu pelos nossos pecados para que Deus pudesse nos perdoar! Então também nos tornamos conscientes de quão infinitamente maiores são a bondade e o perdão de Deus — em comparação com a bondade e o perdão que agora são esperados de nós (veja Mateus 18: 21 - 35).


Uma atitude benigna e perdoadora é bálsamo para a convivência entre cristãos: “...suportando-vos uns aos outros e perdoando-vos uns aos outros, se algum tiver queixa contra outro; assim como Cristo vos perdoou, assim fazei vós também” (Colossenses 3: 13).


Leitura bíblica diária: 

📖Levítico 13: 9 - 28

📖Salmo 59: 1 - 9

quarta-feira, 24 de junho de 2026

Humilhai-vos, pois, debaixo da potente mão de Deus, para que, a seu tempo, vos exalte, lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós. 1 Pedro 5: 6, 7

Humilhar-se

Humilhar a si mesmo é impensável na sociedade de hoje. Não combina com o espírito da época de liberdade e autodeterminação. Hoje se espera uma autoconfiança bem desenvolvida.


Ora, o versículo do dia não nos pede que nos humilhemos diante de homens, mas diante de Deus. Contudo, isso também não nos é fácil, mas é bom e necessário para nós. Quando lançamos nossas ansiedades sobre Deus, reconhecemos com humildade que Ele, em Sua onipotência, está acima de tudo e que não conseguimos resolver nossos problemas sozinhos.


Para que Deus possa agir sem impedimento, precisamos admitir nossa fraqueza.


O texto bíblico não nos promete “ajuda imediata”. Mas promete: quando lançamos sobre Ele nossas ansiedades, não precisamos mais carregá-las conosco como um fardo. E Deus tem a intenção de nos “exaltar a seu tempo”. Quando esse tempo virá, não sabemos. Isso também faz parte da humilhação diante de Deus: não Lhe impor nossos cronogramas! Deixamos com Ele o como e o quando.


Nem sequer sabemos se ainda na terra experimentaremos que Ele nos tire da nossa aflição ou nos “exalte”. O mais tardar junto dEle na glória, estaremos livres de todas as aflições.


Tiago escreve: “Meus irmãos, tomai por exemplo de aflição e paciência os profetas que falaram em nome do Senhor” (Tiago 5: 10). Muitos deles não foram exaltados em vida, mas ainda assim experimentaram que Deus “tinha cuidado” deles.


Leitura bíblica diária: 

📖Levítico 12: 1 – 13: 8 

📖Salmo 58: 1 - 11

terça-feira, 23 de junho de 2026

...conservando a fé e a boa consciência. 1 Timóteo 1:19

 Uma árvore – derrubada pela tempestade! 

Essa imagem nós vemos com frequência. Uma vez, porém, uma árvore não foi arrancada com as raízes, mas quebrou a 1,5 m de altura.


Estranho, o tronco bastante forte e de aparência saudável havia se quebrado como um palito de fósforo. Como isso foi possível? As outras árvores ao seu redor tinham conseguido resistir à tempestade!


Um arame de ferro exatamente no ponto da quebra finalmente deu a explicação. Esse arame havia sido colocado ao redor da árvore quando ela ainda era fina, muitos anos atrás. Com o passar dos anos o tronco engrossou; com isso, o anel de ferro foi penetrando cada vez mais fundo na árvore e preparou assim a catástrofe. Ela veio então de repente, quando a tempestade a sacudiu.


Quantos cristãos tiveram um belo começo e se desenvolveram bem por um tempo. Talvez até tenham sido muito ativos para o Senhor Jesus, e mesmo assim um dia estavam caídos no chão como essa árvore. Por quê? — O domínio do pecado, do qual não se deixaram libertar! Para um pode ser a imoralidade, que mais cedo ou mais tarde vem à tona; para outro a avareza, que já trouxe muito mal; ou é o orgulho, a ambição, a teimosia.


Todo pecado pesa na consciência e turva a comunhão com Deus. Se não confessarmos o pecado abertamente diante de Deus e não o abandonarmos, sua influência perigosa sobre nossa vida espiritual aumentará e mais cedo ou mais tarde se tornará visível. Por isso é tão importante que, quando os pecados acontecem, os confessemos sinceramente diante de Deus e recorramos à Sua ajuda e libertação. Só assim podemos “conservar uma boa consciência”.


Leitura bíblica diária: 

📖Levítico 11: 1 - 28 

📖Salmo 56: 8 - 13




segunda-feira, 22 de junho de 2026

Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele. Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo. 1 João 2: 15, 16

 “O que no mundo há” (1) – Três motores que impulsionam o mundo

João descreve de forma compacta “o que no mundo há”. Sua descrição é como um raio-X que torna visíveis as estruturas ocultas desse sistema sem Deus. Mostra o que acontece sob a superfície brilhante e que não é perceptível à primeira vista. Essa descrição nos ajuda, abre nossos olhos para os perigos que procedem do mundo.


João menciona três princípios que determinam o pensamento e a ação do mundo — três “motores” que o mantêm incessantemente em movimento. O diabo não concede aos homens nenhum descanso, nenhuma reflexão verdadeira; ele os mantém constantemente ocupados. Esses três “motores” são:


- A “concupiscência da carne”, isto é: o homem se esforça para _ter_ algo.


- A “concupiscência dos olhos”, isto é: o homem se esforça para _ver_ algo.


- A “soberba da vida”, isto é: o homem se esforça para _ser_ algo.


É bom e sábio da parte de Deus que Ele nos possibilite esse olhar sob a superfície. Ao mesmo tempo, é uma séria advertência para nós: essas três forças não impulsionam apenas o mundo — elas também querem atingir a nós, os filhos de Deus!


Por isso, somos chamados a nos examinar à luz da Palavra de Deus e, onde for necessário, nos corrigir. Só quando vivemos pela fé podemos, com a ajuda de nosso Senhor Jesus Cristo, vencer o mundo.


“Porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé” (cap. 5: 4).


Leitura bíblica diária: 

📖Levítico 11: 29 - 47 

📖Salmo 57: 1 - 11

domingo, 21 de junho de 2026

Procuro meus irmãos. Gênesis 37: 16

 Interesse pelos irmãos


Para José, de quem provém a declaração do versículo de hoje, essa busca significou que ele foi atrás de seus irmãos até finalmente encontrá-los — só para, logo em seguida, se ver numa cova, da qual mais tarde foi vendido como escravo para o Egito. Para nosso Senhor Jesus Cristo, essa declaração significou: 

- que Ele veio da glória do céu à terra e Se fez homem (João 1:14); 

- que Ele não começou Seu caminho no palácio de um rei, mas numa manjedoura em Belém (Lucas 2:7);


- que Seu ministério não foi aceito pelos homens e que Lhe sobrevieram, cada vez mais, indiferença, rejeição e ódio;


- que Ele não interrompeu Sua missão, mas a prosseguiu incansavelmente — da manjedoura até a cruz;


- que Ele enfrentou o escárnio do Sinédrio, os açoites e maus-tratos dos soldados, a sentença injusta de Pilatos e a decisão da multidão em favor do ladrão Barrabás;


- que esse caminho finalmente O levou à cruz.


Nosso Salvador — de forma muito mais completa e perfeita que José — não desistiu da busca, mas foi atrás de homens perdidos até alcançá-los. Quando os nossos pecados estavam sobre Ele, quando Ele foi feito pecado — ali Ele os “alcançou”. Só ali Ele chegou ao alvo. Que ponto mais baixo no fim dessa busca!


Adorável Salvador! A que profundidade, a que juízo o Teu caminho por nós Te conduziu. Profundamente comovidos, permanecemos diante do Teu amor, no qual disseste: “Procuro meus irmãos!”


*Leitura bíblica diária* 

📖Levítico 10: 1 - 20

📖Salmo 56: 1 - 7

sábado, 20 de junho de 2026

E disse ele: Bendita sejas tu do SENHOR, minha filha; melhor fizeste esta tua última beneficência do que a primeira, pois após nenhuns jovens foste, quer pobres quer ricos. Rute 3:10

Rute havia pedido a Boaz que “estendesse a sua aba sobre ela” (v. 9), uma forma figurada de pedir que ele se casasse com ela. Nosso versículo de hoje mostra a resposta positiva de Boaz e o quanto ele se alegrou com o pedido de Rute. Por causa desse pedido, ela deveria ser abençoada pelo SENHOR — Boaz estava disposto a aceitar de bom grado sua proposta de casamento.

Que sentimentos de gratidão e felicidade essa resposta deve ter despertado no coração de Rute!

O que chama especialmente a atenção nas palavras de Boaz é que ele considera o desejo de Rute como uma bondade que ela lhe demonstrava. Primeiro, ele fala da sua “primeira beneficência”, que consistiu em cuidar amorosamente de sua sogra Noemi. Ele já havia mencionado isso no primeiro encontro que tiveram no campo de cevada (Rute 2:11-12). Mas, aos seus olhos, a sua “última beneficência” superava ainda mais a anterior.

Certamente Rute deve ter se admirado com essas palavras. Ela jamais teria imaginado que Boaz interpretaria seu pedido como um ato de bondade; provavelmente temia que sua iniciativa pudesse ser vista como ousadia ou atrevimento.

Mas Boaz explica em que consistia essa beneficência: Rute não havia corrido atrás de jovens — “nem pobres nem ricos”. Durante as sete semanas da colheita, provavelmente não faltaram oportunidades para isso. No entanto, ela permaneceu ao lado de Boaz e dirigiu toda a sua atenção para ele.

Também nós amamos o Senhor Jesus, a quem Boaz aponta de forma profética. Com gratidão, podemos dizer como a noiva do Cântico dos Cânticos: “Eu sou do meu amado.” Mas não nos maravilhamos ao pensar que Cristo também deseja comunhão conosco? Assim, a noiva declara com alegria: “Ele tem saudades de mim” ou “ele me tem afeição” (Cântico dos Cânticos 6:3; 7:10).

Leitura bíblica diária:
📖 Levítico 9:1–24
📖 Salmo 55:16–23

sexta-feira, 19 de junho de 2026

Amarrai-o de pés e mãos, levai-o e lançai-o nas trevas exteriores; ali, haverá pranto e ranger de dentes. Mateus 22:13

Inferno

Ninguém gosta de falar sobre o inferno, o destino eterno dos perdidos. No entanto, o Senhor Jesus considera importante chamar a atenção para essa terrível realidade. Por isso, em seus discursos no Evangelho de Mateus, encontramos seis vezes a expressão: “Ali haverá choro e ranger de dentes.”

A partir dessas palavras, aprendemos algumas características essenciais do inferno: ele existirá para sempre e ninguém poderá sair de lá. Não haverá qualquer liberdade de movimento — a própria condição não poderá ser mudada. Reinará uma escuridão absoluta, sem o menor lampejo de luz. O inferno é um lugar de eterna separação de Deus; nunca mais se experimentará algo da bondade do seu ser. Também não haverá contato verdadeiro com outras pessoas — a solidão eterna será o destino daqueles que estiverem ali.

Entretanto, cada pessoa no inferno saberá que está ali com justiça, porque rejeitou durante sua vida a oferta da graça de Deus. Isso levará a terríveis e intermináveis acusações contra si mesma. Além disso, o inferno é um lugar de medo constante, onde o “choro” não tem fim. Também os sofrimentos e a angústia, expressos pelo “ranger de dentes”, jamais cessarão. Certamente essa descrição não é completa — a realidade será pior do que podemos imaginar.

É impressionante que o Senhor Jesus tenha dito: “Larga é a porta, e espaçoso, o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela” (Mateus 7:13). Contudo, Ele continua convidando cada pessoa a voltar-se para Ele e entrar na vida eterna. Para isso, deseja usar também os que creem nele: advertamos os nossos semelhantes e mostremos-lhes o caminho pelo qual podem ser salvos da condenação eterna.

Leitura bíblica diária:
📖 Levítico 8:22–36
📖 Salmo 55:9–16

quinta-feira, 18 de junho de 2026

(Cristo) é a cabeça do corpo da igreja; é o princípio e o primogênito dentre os mortos, para que em tudo tenha a preeminência. Colossenses 1:18

 A Igreja (5) - Reuniões como Igreja


No que diz respeito ao conteúdo e à forma dos cultos, encontramos pelo menos três ocasiões diferentes entre os primeiros cristãos para as quais os crentes se reuniam: para oração, para a Santa Ceia e para edificação (sermão/estudo bíblico). Tudo girava em torno do glorificado Senhor Jesus Cristo: Ele era o centro e o padrão de seus encontros. O desejo deles era fazer tudo conforme a Sua vontade. Como o Senhor ainda pode ser o centro e o padrão de nossas reuniões hoje?


Primeiro, tendo reverência pela Bíblia. A Palavra de Deus é nosso guia suficiente e único para entender os pensamentos de Deus.


As reuniões são moldadas pelo ensino bíblico — não por tentativas de adaptá-las a preferências pessoais. Confiamos que o Espírito Santo pode operar livremente na assembleia (congregação), especialmente nos cultos, sem procedimentos rigidamente planejados e sem sacerdotes ordenados realizando rituais religiosos. Hinos e orações, a Ceia do Senhor e o ensino bíblico formam o núcleo do culto cristão. Nenhum desses elementos deve ser negligenciado. Quando todos os presentes estão concentrados no Senhor Jesus Cristo, experimentaremos a Sua presença entre nós (ver 1 Coríntios 14: 25). 


Então, os cultos não serão percebidos como vazios, mas como uma grande bênção. Dessa forma, os crentes são nutridos espiritualmente por Cristo, sua Cabeça, e ao mesmo tempo experimentam uma comunhão abençoada.


Leitura bíblica diária: Levítico 8: 1 - 21; Salmo 55: 1 - 8

quarta-feira, 17 de junho de 2026

Mas o que para mim era ganho reputei-o perda por Cristo. E, na verdade, tenho também por perda todas as coisas, pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; pelo qual sofri a perda de todas estas coisas e as considero como esterco, para que possa ganhar a Cristo. Irmãos, quanto a mim, não julgo que o haja alcançado; mas uma coisa faço, e é que, esquecendo-me das coisas que atrás ficam e avançando para as que estão diante de mim, prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus. Filipenses 3:7-8, 13-14

Perder e Esquecer

 

Paulo tinha muitas vantagens naturais: nascimento, educação e ambição. Em Filipenses 3, ele descreve vividamente como lidou com elas como discípulo do Senhor:


* Paulo considerou suas forças pessoais, que lhe haviam trazido ganho, como perda (versículo 7).


* Ele também não mudou sua atitude posteriormente. Não, ele ainda considerava seu ganho anterior como perda (v. 8).


* E não era uma consideração teórica para ele; Isso lhe custou algo: por amor a Cristo, ele perdeu tudo (v. 8).


* Foi difícil para ele? Para muitos, teria sido. Mas não para Paulo. Pois ele considerava tudo como esterco (v. 8). E ninguém se lamenta por esterco.


* Mas há ainda mais: Paulo esqueceu tudo o que havia deixado para trás (v. 13). Ele nem sequer pensava mais nisso.


Quando decidimos seguir a Cristo, talvez tenhamos que abrir mão de algumas coisas neste mundo. Será que lamentamos o tempo em que usamos nossas forças para progredir no mundo? Ou será que nós — como Paulo — realmente mantemos Cristo em mente?


Leitura bíblica diária: Levítico 7:22-38; Salmo 54:1-7

E disse ele: Bendita sejas tu do SENHOR, minha filha; melhor fizeste esta tua última beneficência do que a primeira, pois após nenhuns jovens foste, quer pobres quer ricos. Rute 3:10

Rute havia pedido a Boaz que “estendesse a sua aba sobre ela” (v. 9), uma forma figurada de pedir que ele se casasse com ela. Nosso versículo de hoje mostra a resposta positiva de Boaz e o quanto ele se alegrou com o pedido de Rute. Por causa desse pedido, ela deveria ser abençoada pelo SENHOR — Boaz estava disposto a aceitar de bom grado sua proposta de casamento.

Que sentimentos de gratidão e felicidade essa resposta deve ter despertado no coração de Rute!

O que chama especialmente a atenção nas palavras de Boaz é que ele considera o desejo de Rute como uma bondade que ela lhe demonstrava. Primeiro, ele fala da sua “primeira beneficência”, que consistiu em cuidar amorosamente de sua sogra Noemi. Ele já havia mencionado isso no primeiro encontro que tiveram no campo de cevada (Rute 2:11-12). Mas, aos seus olhos, a sua “última beneficência” superava ainda mais a anterior.

Certamente Rute deve ter se admirado com essas palavras. Ela jamais teria imaginado que Boaz interpretaria seu pedido como um ato de bondade; provavelmente temia que sua iniciativa pudesse ser vista como ousadia ou atrevimento.

Mas Boaz explica em que consistia essa beneficência: Rute não havia corrido atrás de jovens — “nem pobres nem ricos”. Durante as sete semanas da colheita, provavelmente não faltaram oportunidades para isso. No entanto, ela permaneceu ao lado de Boaz e dirigiu toda a sua atenção para ele.

Também nós amamos o Senhor Jesus, a quem Boaz aponta de forma profética. Com gratidão, podemos dizer como a noiva do Cântico dos Cânticos: “Eu sou do meu amado.” Mas não nos maravilhamos ao pensar que Cristo também deseja comunhão conosco? Assim, a noiva declara com alegria: “Ele tem saudades de mim” ou “ele me tem afeição” (Cântico dos Cânticos 6:3; 7:10).

Leitura bíblica diária:
📖 Levítico 9:1–24
📖 Salmo 55:17–24

terça-feira, 16 de junho de 2026

Seguindo a verdade em amor. Efésios 4: 15

Falar a verdade em amor

 

A expressão “seguir a verdade” significa, na verdade, “ser verdadeiro ou íntegro” e é traduzida em Gálatas 4:16 como “dizer a verdade”. Em nosso versículo de hoje, Paulo complementa essa exortação à veracidade com a lembrança de que devemos fazê-lo “em amor”. Ambos são importantes: verdade e amor! Não nos falta, muitas vezes, justamente esse equilíbrio?


Falar a verdade é mais fácil quando não nos importamos muito com a outra pessoa. Mas a verdade sem amor parece fria e pode ferir. Por outro lado, às vezes — por um senso equivocado de amor — evitamos falar a verdade completamente. Então, nossas palavras permanecem agradáveis ​​e evasivas (“politicamente corretas”) ou sentimentais, em vez de declarar aberta e claramente como as coisas realmente são — e como Deus as vê.


O desafio está em falar a verdade com amor para que nosso testemunho seja crível.


Para aprendermos isso, precisamos olhar para o Senhor Jesus, que viveu entre nós “cheio de graça e verdade” (João 1:14). Ele revelou ambas perfeitamente. Quando os judeus lhe perguntaram quem Ele era, Ele respondeu: “Isso mesmo que já desde o princípio vos disse” (João 8:25). Tudo nele era verdade; Ele personificava a verdade e podia dizer: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida” (João 14:6). Ao mesmo tempo, Ele era cheio de amor e tratava as pessoas com compaixão e bondade. Nele, verdade e amor nunca estiveram separados — eles moldavam todas as suas palavras e ações em perfeito equilíbrio. Que Ele seja o nosso exemplo!


“[O amor] não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade” (1 Coríntios 13:6).


Leitura bíblica diária: Levítico 6: 24 - 7: 21; Salmo 53: 1 - 6

segunda-feira, 15 de junho de 2026

Esta palavra é verdadeira e digna de toda a confiança: Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores, dos quais eu sou o primeiro. 1 Timóteo 1:15

Se alguém está em Cristo, é uma nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que tudo se fez novo. 2 Coríntios 5:17


Deus pode usar os marginalizados


O Dr. Thomas Guthrie (1803-1873) foi um reformador social escocês que se dedicou apaixonadamente à criação das chamadas “escolas para os marginalizados”. Essas escolas se encarregavam do ensino, bem como do acolhimento e da educação de jovens em situação de vulnerabilidade — crianças que dificilmente poderiam ser alcançadas pelas escolas públicas ou pelas escolas dominicais cristãs. Certa vez, quando Guthrie estava angariando doações para suas “escolas de marginalizados”, um homem levantou-se e perguntou com sarcasmo: “O senhor realmente acredita, Dr. Guthrie, que essas pessoas se tornarão cidadãos respeitáveis? Até mesmo os trapos à beira da estrada, sobre os quais o senhor pisa, são melhores do que essas pessoas.” O Dr. Guthrie reagiu com indignação. Ele pegou uma folha de papel, ergueu-a e disse: “Este papel não foi feito a partir desses trapos? Se as fábricas de papel conseguem transformar trapos descartados em papel branco — quanto mais Jesus, nosso Senhor, pode transformar pessoas indesejáveis à Sua imagem abençoada! Pois Ele veio para salvar pecadores!”


Este pensamento também pode encorajar e consolar a nós, crentes. Quando tropeçamos, duvidamos ou corremos o risco de sucumbir às nossas fraquezas, a promessa de Deus nos é dirigida: “Eis que farei uma coisa nova, e, agora, sairá à luz; porventura, não a sabereis?” (Isaías 43: 19). Eis que, como o barro na mão do oleiro, assim sois vós na minha mão” (Jeremias 18: 6). Cristo pode criar algo maravilhoso a partir de material sem valor!


“É inimaginável o que Deus pode fazer com os fragmentos de nossa vida, se os entregarmos inteiramente a Ele” (Blaise Pascal, 1623-1662).


Leitura bíblica diária: Levítico 6: 8 - 23; Salmo 52: 1 - 9

domingo, 14 de junho de 2026

“Eis que lhes suscitarei um profeta do meio de seus irmãos, como tu, e porei as minhas palavras na sua boca, e ele lhes falará tudo o que eu lhe ordenar.” Deuteronômio 18:18

Um profeta como Moisés

Essas palavras Deus dirigiu a Moisés no Monte Horebe. Lá, Moisés recebeu a Lei de Deus para transmiti-la ao povo de Israel. Esse é o ministério de um profeta: ser o porta-voz de Deus — proclamar as Suas palavras aos homens.


O próprio Moisés foi um profeta extraordinário: “E nunca mais se levantou em Israel profeta algum como Moisés, a quem o SENHOR conhecera face a face” (cap. 34:10). No entanto, já naquela época o Senhor anunciou que um dia suscitaria um profeta especial em Israel — um profeta como Moisés. Desde então, judeus tementes a Deus aguardavam esse profeta anunciado — o Messias. Assim, perguntaram a João Batista: “És tu o profeta?” (João 1: 21). Mas João negou, pois ele era apenas o precursor do Messias. Mais tarde, Pedro e Estêvão citam essa promessa do quinto livro de Moisés e a aplicam ao Senhor Jesus (Atos 3:23; 7:37). Assim fica claro: o profeta prometido, o Messias, é o Senhor Jesus.


Deus diz que O suscitaria “do meio de seus irmãos” — uma indicação de que o Senhor Jesus se fez homem e pertencia ao povo judeu. Além disso, diz-se que Deus colocaria Suas palavras na boca Dele — e esse Profeta transmitiria tudo fielmente. Isso também se cumpriu na vida de Jesus. Ele mesmo testemunhou: “Porque eu não tenho falado de mim mesmo, mas o Pai, que me enviou, ele me deu mandamento sobre o que hei de dizer e sobre o que hei de falar ... o que eu falo, falo-o como o Pai mo tem dito” (João 12:49,50).


Por maior que Moisés tenha sido — Cristo o supera de longe.


Leitura bíblica diária: Levítico 5: 14 - 6: 7; Salmo 51: 12 - 19



sábado, 13 de junho de 2026

Porque onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles. Mateus 18: 20

Jesus devia morrer;... para reunir em um corpo os filhos de Deus que andavam dispersos. João 11: 51, 52

A Congregação (4) — Não fique sozinho!


O Novo Testamento deixa claro: Deus deseja que seus filhos se reúnam. Alguns cristãos, no entanto, não sentem necessidade de frequentar os cultos da igreja. Uma vida como cristão solitário parece não lhes incomodar. No entanto, eles estão perdendo algo essencial e deixando de receber a bênção que Deus deseja conceder.


Uma reunião de cristãos com o Senhor Jesus Cristo no centro é um momento de alegria e paz — algo que não se encontra em nenhum outro lugar. Permanecer sozinho significaria também privar o Senhor da alegria de “cantar louvores no meio da congregação”; Ele próprio deseja suscitar esse louvor e essa alegria, assim como fez no dia da Sua ressurreição. Ele deseja revelar-Se aos crentes, e estes devem lembrar-se da Sua morte e da Sua ressurreição (cf. Hebreus 2: 12; João 20: 19, 20).


Nem sempre a preguiça ou a indiferença são a razão pela qual os filhos de Deus se ausentam das reuniões como congregação. Frequentemente, há experiências concretas e dolorosas: comportamento sem amor por parte de irmãos na fé; pregações que permanecem superficiais ou são incompreensíveis, bem como tensões, disputas de poder ou divergências de opinião. Esta é, de fato, uma triste realidade.


Mas não nos deixemos desanimar. Em vez disso, peçamos a Deus que nos mostre a Sua vontade. Expressemos a Ele nosso desejo sincero de nos reunirmos como igreja. Quem ama o Senhor e deseja honrá-Lo por meio da obediência e da dedicação não precisa permanecer sozinho. Ele encontrará aqueles “que invocam o Senhor com coração puro” (2 Timóteo 2: 22). Confiemos Nele!


Leitura bíblica diária: Levítico 5: 1 - 13; Salmo 51: 1 - 12

sexta-feira, 12 de junho de 2026

E logo a boca se lhe abriu, e a língua se lhe soltou; e falava, louvando a Deus. Lucas 1: 64

Do silêncio ao louvor

A interessante história de Zacarias ilustra um princípio importante: a dúvida quanto às promessas de Deus faz com que nosso louvor a Deus se cale; a fé verdadeira, por outro lado, abre o coração e a boca. O ancião sacerdote Zacarias teve dificuldade em acreditar nas palavras do anjo, que lhe anunciou o nascimento de um filho. O resultado foi que ele ficou mudo por nove meses. O que a princípio parecia um castigo severo fazia, na verdade, parte da educação amorosa de Deus para com esse homem de fé. E, de fato: Zacarias cresceu na fé.


Como Zacarias deve ter esperado ansiosamente pelo nascimento! Então, ele e sua esposa finalmente segurariam nos braços o filho pelo qual ansiavam há décadas; e então ele também poderia voltar a falar (v. 20)! Quando esse dia chegou, reinou grande alegria pela criança — mas Zacarias continuava mudo. Somente oito dias depois, quando a criança foi circuncidada e recebeu seu nome, o milagre aconteceu. 


Contrariando as expectativas dos vizinhos e parentes, Zacarias chamou seu filho de “João” — assim como o anjo lhe havia dito. Ele escreveu esse nome de forma bem legível em uma pequena tábua.


Será que Zacarias também reivindicou para si o significado desse nome - “O Senhor é bom”? Certamente! A partir daquele momento, sua língua se soltou e ele pôde voltar a falar. Ele foi cheio do Espírito Santo, profetizou e louvou a Deus por sua misericórdia (v. 67-79).


Nós também experimentamos, por vezes, a mão educadora de nosso Pai amoroso. Isso pode, no sentido mais literal da palavra, nos deixar sem palavras. Mas será que nossa fé também cresce? Zacarias não se rebelou, não ficou amargurado, mas trouxe louvor e adoração a Deus. Ele exaltou a misericórdia de Deus, que Cristo traria ao seu povo.


Leitura bíblica diária: Levítico 4: 27 - 35; Salmo 50: 16 - 23

quinta-feira, 11 de junho de 2026

E sucedeu que, pela meia-noite, o homem estremeceu e se voltou; e eis que uma mulher jazia a seus pés. E disse ele: Quem és tu? E ela disse: Sou Rute, tua serva; estende, pois, tua aba sobre a tua serva, porque tu és o remidor. Rute 3: 8, 9

Tudo aconteceu exatamente como Noemi havia previsto a Rute (v. 1-5): Boaz estava na eira, ventilando a cevada. Depois de terminar seu trabalho, ele comeu e bebeu e, em seguida, deitou-se ao lado do monte de grãos para dormir. Certamente Rute se animou ao ver que tudo estava ocorrendo conforme o planejado. 

Agora, à meia-noite, Boaz acorda — e fica surpreso: uma mulher está deitada a seus pés. Quando ele pergunta quem ela é, ela responde: “Sou Rute, sua serva.” Ele reconhece essa voz! Ele já havia conversado com Rute em seu campo. Já no primeiro encontro ela lhe havia agradado, tendo “encontrado graça aos seus olhos” (cap. 2:10). Naquela ocasião também ela se identificara como sua serva (cap. 2:13). E dissera que viera para “buscar refúgio sob as asas do Deus de Israel” (cap. 2:12). Agora ela usa palavras semelhantes: “Estenda suas asas sobre a sua serva” — um pedido de segurança e proteção. O que ela quer dizer com isso é: “Faça de mim sua esposa.”


A reação de Boaz no versículo seguinte mostra que ele se alegra com o pedido de Rute. Ele ama Rute — e o desejo dela é também o seu desejo.


Já nos entregamos totalmente ao Senhor Jesus? Como está o nosso afeto por Cristo? Como demonstramos ao nosso Salvador que desejamos pertencer inteiramente a Ele? Buscamos a Sua proximidade? Ela nos oferece muito mais do que apenas segurança e proteção: é a chave para uma vida cristã plena.


Leitura bíblica diária: Levítico 4: 13 - 26; Salmo 50: 1 - 19

quarta-feira, 10 de junho de 2026

Porque andamos por fé e não por vista. 2 Coríntios 5: 7

 Voar sem visibilidade


Um piloto muitas vezes precisa voar sem visibilidade — por exemplo, em caso de neblina, tempestade ou nuvens densas. Nesses momentos, ele não tem nenhum ponto de referência no solo ou no céu. Ele depende inteiramente de seus instrumentos. Somente eles lhe mostram com segurança onde seu avião se encontra no momento.


No entanto, para pilotos inexperientes, isso pode levar à insegurança. Sua intuição lhes diz algo totalmente diferente do que o painel de instrumentos indica. A dúvida em relação à tecnologia cresce. Alguns então começam a preferir confiar em suas sensações — e conduzem o avião na direção errada. As consequências podem ser devastadoras!


Você também, como crente, tem um “instrumento” que lhe mostra sua posição, sua situação diante de Deus: é a Bíblia. Ela testifica que, pela fé em Jesus Cristo, você tem “paz com Deus” para sempre e está em sua graça, e que “não há condenação para aqueles que estão em Cristo Jesus”. A Bíblia lhe garante que você é um filho amado de Deus e que o Senhor Jesus estará com você “todos os dias até o fim dos tempos” (Romanos 5: 1, 2; 8: 1, 16; Mateus 28: 20).


E, no entanto, há momentos em que nossos sentimentos nos dizem outra coisa: Você se sente imperfeito, fraco, um fracassado — e começa a duvidar: será que ainda estou realmente nas boas graças de Deus? Ou você espera em vão por ajuda em uma situação sem saída e se pergunta: será que o Senhor Jesus está realmente comigo? Ou será que Ele se esqueceu de mim? Tal atitude pode se tornar perigosa para o equilíbrio emocional a longo prazo. Além disso, desonramos a Deus quando não acreditamos em Suas promessas. Portanto: não confie em seus sentimentos! Eles podem mudar rapidamente, dependendo do seu humor ou da situação. Confie na Palavra de Deus; ela é o alicerce confiável da sua fé — mesmo quando a “visibilidade é nula”!


Leitura bíblica diária: Levítico 4: 1 - 12; Salmo 49: 13 -  20

terça-feira, 9 de junho de 2026

Porque, assim como o corpo é um e tem muitos membros, e todos os membros, sendo muitos, são um só corpo, assim é Cristo também. Mas, agora, Deus colocou os membros no corpo, cada um deles como quis. 1 Coríntios 12:12, 18

A Igreja (3) — um organismo

A congregação ou igreja de Deus é composta por todos aqueles que crêem em Jesus Cristo e estão unidos a Cristo pelo Espírito Santo. Por meio disso, os crentes também estão unidos entre si. A igreja de Deus é um organismo vivo — um corpo composto de muitos membros. Por isso, a Bíblia compara a igreja ao corpo humano. Este ilustra o funcionamento harmonioso dos membros, que estão intimamente ligados entre si e agem em interdependência, enquanto formam juntos um único corpo. O Espírito Santo assume a liderança nesse organismo. Ele colocou os membros — ou seja, os crentes — onde deseja que estejam e atribuiu a cada um habilidades e uma responsabilidade específica. Assim como no corpo humano, nenhum membro é inútil. Todos os membros, mesmo aqueles cuja ação não é imediatamente visível, são indispensáveis para o funcionamento do todo. Cada membro cumpre suas tarefas para o bem-estar de todo o corpo.


Infelizmente, nós, homens, tendemos a organizar as coisas de acordo com nossas próprias ideias. Certamente, muitas vezes a intenção é boa ao introduzir estruturas hierárquicas com regras e tradições; afinal, o objetivo é zelar por uma igreja viva. Mas, ao fazê-lo, não estaremos, em parte, interferindo nos direitos de Deus? E isso não acaba, por vezes, bloqueando o organismo criado por Deus? Se todos os crentes se apegarem a Jesus Cristo, a “Cabeça do seu Corpo” (Colossenses 1,8; 2,19), confiando Nele e buscando a Sua vontade em todas as questões, então ainda hoje é possível vivenciar o “Corpo de Cristo” como um organismo vivo, guiado por Ele.


Leitura bíblica diária: Levítico 3:1-17; Salmo 49:1-12

segunda-feira, 8 de junho de 2026

No SENHOR, Deus de Israel, confiou, de maneira que, depois dele, não houve seu semelhante entre todos os reis de Judá, nem entre os que foram antes dele. 2 Reis 18: 5

A confiança em Deus

Quem confia no Senhor, O honra! Isso fica claro no notável testemunho que a Palavra de Deus aqui presta ao rei Ezequias: nenhum outro rei depositou sua confiança em Deus como ele.


Assim como Ezequias naquela época, também nós hoje honramos o Senhor quando confiamos Nele. Para isso, não precisamos sempre compreender os caminhos que Ele traça para nós. Basta nos agarrarmos à certeza de que o Senhor nunca permite nada que, em última instância, nos prejudique; pelo contrário, Ele sempre tem o melhor para nós em mente.


Nossa confiança no Senhor se manifesta especialmente quando Lhe apresentamos nossos anseios em oração. Podemos ter certeza de que o Senhor sempre nos ouve. A questão não é se Ele responde, mas se aceitamos Sua resposta com confiança — especialmente quando Sua resposta não corresponde às nossas expectativas ou desejos.


Por isso, é importante que eu esteja sempre ciente de em quem confio: é o próprio Senhor, Aquele que criou o céu e a terra, incluindo a mim. Ele se entregou por mim, me resgatou com Seu sangue. Na cruz do Gólgota, Ele pagou, em meu lugar, o preço necessário para satisfazer as exigências da justiça divina. Ele não poderia ter pago um preço mais alto. Isso me dá a certeza de que Ele me ama e me dará exatamente o que eu preciso.


Não há ninguém em quem possamos confiar tão plenamente em todas as circunstâncias da vida como Nele, nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Por isso, procuremos honrá-Lo diariamente por meio de nossa confiança!


Leitura bíblica diária: Levítico 2:1-16 : Salmo 48:1-14