Dois bons amigos: João e Gaio
Embora o apóstolo João não mencione seu nome, não há dúvida de que ele é o autor desta breve carta a Gaio. Bastam os temas centrais, como verdade, amor e alegria, para apontar para João, já que justamente esses conceitos-chave aparecem com frequência em seu Evangelho. Já a forma de tratamento mostra a relação íntima, familiar e amorosa entre João e Gaio. Quatro vezes, ao longo da breve carta, João chama seu amigo Gaio de “amado” (v. 1, 2, 5, 11). É claro que se trata de um amor no Senhor, de uma ligação de corações entre dois irmãos na fé. Por isso, João enfatiza que ama Gaio “na verdade”.
João não escreve a Gaio na qualidade de apóstolo e não invoca sua autoridade oficial. Em vez disso, ele se autodenomina “o presbítero”, o que indica sua idade avançada. Ao mesmo tempo, essa designação também é uma referência ao ministério de um ancião na congregação (igreja), que sempre tem em vista o bem dos crentes. Seu desejo de ver Gaio em breve e falar pessoalmente com ele (v. 14) também ressalta a relação de amizade entre os dois.
Na Palavra de Deus, encontramos outros exemplos dessas amizades valiosas: Jônatas e Davi, os amigos de Daniel, João e Pedro, bem como Paulo e Timóteo. Amizades verdadeiras, baseadas na fé comum no Senhor Jesus, são extremamente valiosas e enriquecem a vida cristã.
O mais bonito, porém, é que o Senhor Jesus chama seus discípulos — e, portanto, também a nós — de seus amigos (João 15: 14, 15).
Leitura bíblica diária: Lamentações 3: 25 - 51; Salmo 44: 17 - 26
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