O Evangelho de João nos apresenta, primeiramente, o Senhor Jesus como o Verbo eterno, que estava com Deus no princípio e era o próprio Deus (vv. 1-3). “O Verbo se fez carne” — isso descreve, em linguagem simbólica, que o Filho de Deus se tornou humano. O Filho eterno “tabernaculou” temporariamente entre a humanidade, cheio de graça e de verdade. Por volta dos 30 anos, começou a ensinar como mestre e a reunir discípulos ao seu redor. Seus dois primeiros discípulos eram originalmente seguidores de João Batista, mas logo seguiram Jesus, o Cordeiro de Deus (vv. 35-39). Quando lhe perguntaram “onde moras”, ele respondeu: “Vinde e vede!” E eles vieram — e viram. E o que viram nos anos que se seguiram! Seus discípulos viram a sua glória; na verdade, contemplaram-na (cf. 1 João 1:1). Ao fazerem isso, descobriram sobretudo a sua glória “como o unigênito do Pai”.
O termo "primogênito" aponta para a preeminência de Cristo em comparação com os outros. Por exemplo, Ele é "o primogênito entre muitos irmãos" e "o primogênito dentre os mortos" (Romanos 8:29; Colossenses 11:18). A expressão "unigênito", contudo, enfatiza a Sua singularidade — Ele é o único; não há outro. Ele é incomparável! Ele é o "Filho unigênito, que está no seio do Pai", a quem o Pai deu, em quem devemos crer e por meio de quem Deus revelou o Seu amor (João 1:18; 3:16, 18; 1 João 4:9).
Uma vez que possuímos a Palavra perfeita de Deus e o Espírito Santo hoje, compreendemos mais do que os discípulos compreendiam naquela época. E, ainda assim, mesmo agora, nossa compreensão permanece incompleta (1 Coríntios 13:9-12). Somente quando estivermos com Ele contemplaremos a plenitude da glória de Cristo (João 17:24).
Leitura bíblica diária: Êxodo 32: 21 - 35; Lucas 13: 31 - 35
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