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Porque não podemos deixar de falar do que temos visto e ouvido. Atos 4: 20

  Entre canibais Oscar Michelsen (1844-1936) foi um pioneiro missionário norueguês. Ele deixou sua terra natal para levar o evangelho aos moradores de um grupo de ilhas no Pacífico Sul — o que hoje é Vanuatu. Ele relatou: “Quando nosso navio se aproximou da ilha onde eu iria desembarcar, os nativos vieram correndo para a praia — armados até os dentes. O capitão do navio disse: ‘Sr. Michelsen, não posso assumir a responsabilidade de deixá-lo desarmado em um lugar como esse’. Eu respondi: ‘Mas, capitão, foi por causa dessas pessoas que deixei minha casa e meus amigos! Se um de seus marinheiros estiver disposto a me levar voluntariamente até a margem, então eu irei!’ O capitão concordou e um barco foi lançado ao mar. Enquanto eu estava na proa e nos aproximávamos dos canibais, eu segurava em minhas mãos a Palavra de Deus aberta. Quando viram que eu não estava armado, permitiram que eu desembarcasse. O bote e o navio foram embora — mas Deus e a sua Palavra permaneceram. Michelsen apren...
  E eis que, no mesmo dia, iam dois deles para uma aldeia que distava de Jerusalém sessenta estádios, cujo nome era Emaús. E, na mesma hora, levantando-se, voltaram para Jerusalém. Lucas 24: 13, 33 Aqui estão dois discípulos que tinham vivido os últimos dias em Jerusalém e agora estão a caminho de casa. Pensativos, decepcionados, abatidos. Mas também cheios de perguntas, pois o túmulo está vazio. Anjos disseram que Jesus vive. Mas quem pode crer nisso ou até mesmo entender? Eles, pelo menos, ainda não. Mas o Senhor não deixa eles irem embora assim, pois Ele quer trazê-los de volta ao grupo dos discípulos. E assim Ele vai atrás deles, fala com eles, pergunta, escuta com paciência. E por fim lhes explica “o que dele se achava em todas as Escrituras” (v. 27). Quanto esforço o Senhor faz para alcançar esses dois! Porque Ele não quer que eles apenas ouçam falar da sua ressurreição. Ele quer que eles a compreendam — com a mente, mas também com o coração. E que vejam com os próprios olhos...

Eis que nós subimos a Jerusalém, e o Filho do Homem será entregue aos príncipes dos sacerdotes e aos escribas, e o condenarão à morte, e o entregarão aos gentios, e o escarnecerão, e açoitarão, e cuspirão nele, e o matarão; mas, ao terceiro dia, ressuscitará. Marcos 10: 33 - 34

Um anúncio dos sofrimentos Já faz mais de três anos que o Senhor Jesus está com seus discípulos. Eles vão de lugar em lugar por Israel. Nesse tempo eles percebem que o seu ministério não está sendo aceito e que o ódio dos líderes do povo está aumentando. Por isso os discípulos ficam com medo quando o Senhor os leva novamente para Jerusalém. O próprio Senhor, porém, permanece completamente calmo. Ele descreve aos discípulos os acontecimentos que eles deveriam esperar nos próximos dias: Ele seria preso e levado a julgamento pelos principais sacerdotes e escribas. O processo terminaria com uma sentença de morte. Em seguida Ele seria entregue à jurisdição romana. Ali seria zombado e maltratado, até chegar a uma terrível flagelação e à crucificação. Mas o Senhor não se limita a anunciar apenas a sua morte. Logo em seguida Ele também prediz a sua ressurreição. Sim, a sua morte não seria o fim, mas seria necessária para que Ele pudesse executar o plano de salvação de Deus para nós. Os discípu...

Eu sou a voz do que clama no deserto. João 1: 23

O que tem a noiva é o noivo; o amigo do noivo que está presente e o ouve muito se regozija por causa da voz do noivo. João 3: 29 João Batista “pregava o batismo do arrependimento para perdão dos pecados” (Lucas 3: 3). E Deus colocou sua bênção sobre isso: muitas pessoas se arrependeram e confessaram isso publicamente através do batismo no Jordão. Esses resultados impressionantes fizeram João chamar a atenção dos fariseus, e eles enviaram mensageiros até ele para perguntar quem ele era. As respostas desse pregador fiel mostram de forma exemplar a atitude humilde de um verdadeiro servo de Deus. Ele rejeita toda pergunta feita a respeito da sua pessoa (João 1: 19 - 22) e confessa por fim que não é nada além da voz de alguém maior. A pessoa do pregador fica em segundo plano; toda a atenção deve estar no conteúdo da sua pregação: o próprio Cristo. Vez após vez João aponta para “o que havia de vir”, para “o Cordeiro de Deus”. Esse era o seu chamado da parte de Deus e o desejo do seu coração....

E disse-lhes: Que aconselhais vós que respondamos a este povo, que me falou...? 1 Reis 12: 9

  De quem você busca conselho? O reinado do rei Salomão havia chegado ao fim. Agora o seu filho Roboão deveria subir ao trono em Siquém. Mas logo no início do seu governo Roboão enfrentou um grande desafio: o povo começou a murmurar. Olhando para o governo de Salomão, muitos achavam o trabalho forçado imposto pesado demais. Eles pediram ao novo rei alívio. Roboão se viu diante de uma decisão difícil. Primeiro ele buscou o conselho dos homens mais velhos que tinham servido ao seu pai, e depois o conselho dos jovens com quem havia crescido. Por fim, infelizmente, seguiu o conselho dos jovens e decidiu aumentar ainda mais a carga sobre o povo.  Dessa história podemos aprender: Os mais velhos aconselharam o rei a servir o povo e a diminuir a carga (v. 7). Infelizmente Roboão não estava disposto a isso. Mas quem quer liderar e guiar o povo de Deus precisa estar disposto a servir (Marcos 9: 35). Roboão seguiu o conselho dos jovens : colocou ainda mais peso sobre o povo, para assim ...

Levantai os vossos olhos e vede as terras, que já estão brancas para a ceifa. João 4: 35

  Já é tempo de colheita! Nos campos deste mundo há muito o que fazer! Isso foi o que o próprio Jesus Cristo, “o Senhor da seara”, disse (Mateus 9:37-38). E, como sempre, Ele deu o melhor exemplo aos seus discípulos. Todos os dias servia a Deus com dedicação total. Certo dia “era-lhe necessário passar por Samaria” (v. 4). Para Ele isso era certo. Não podia adiar, se quisesse encontrar aquela mulher “por volta da hora sexta” no poço de Sicar. Essa mulher, a quem Ele podia levar a graça de Deus, fazia parte dessa “colheita”, era um “fruto para a vida eterna” (v. 6, 36). Foi, portanto, um dia de colheita cansativo para o Senhor Jesus. Por isso suas palavras aos discípulos devem ter sido ainda mais enfáticas: “Não dizeis vós: Ainda há quatro meses até que venha a ceifa?” (v. 35). Ele se referia ao trigo dos campos pelos quais eles tinham passado na viagem. Dava para ver claramente que ainda faltava um tempo até a colheita. Ou seja: humanamente falando, não havia pressa. Mas o Senhor di...

Porque a criação ficou sujeita à vaidade. Romanos 8: 20

  Por que Deus permite isso? Certa noite, Mareike, uma jovem estudante crente, estava levando uma irmã mais velha para casa de carro, quando de repente ouviu-se um barulho alto de metal: ela não viu um murinho pequeno que avançava para o retorno. Foi apenas um dano na lataria, mas o conserto custou várias centenas de euros — fora toda a dor de cabeça burocrática! “Por que esse prejuízo?”, Mareike se perguntava. Ela poderia ter usado esse dinheiro de forma muito mais útil. Deus não poderia ter evitado o acidente? Ela tinha pedido a Ele proteção. De vez em quando acontecem conosco esses imprevistos — às vezes pequenos, com consequências mínimas; outras vezes mais sérios, com grandes prejuízos financeiros ou de saúde. Por que Deus permite coisas assim? É claro que não existe uma resposta geral para tudo. E muitas vezes aqui na terra não encontraremos resposta alguma. Mesmo assim podemos aprender algo com essas experiências. Primeiro, elas nos lembram de como tudo o que é terreno é pas...