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Então, Abraão tornou aos seus moços, e levantaram-se e foram juntos para Berseba; e Abraão habitou em Berseba. Gênesis 22: 19

Comunhão com o Pai e com o Filho Nosso verso é precedido pelo impressionante acontecimento na terra de Moriá: ali Abraão deveria sacrificar seu amado filho Isaque em um dos montes. Mas, afinal, Isaque não precisou morrer — Abraão encontrou um animal que foi sacrificado em seu lugar. O que aconteceu há mais de 4.000 anos em Moriá ilustra de forma comovente como Deus deu seu Filho unigênito e foi com Ele até a cruz do Gólgota. A Ele, porém, Deus não pôde poupar; Jesus Cristo teve de morrer por pecadores perdidos.  Depois que o animal foi sacrificado no lugar de Isaque, Abraão voltou com seu filho aos dois servos. Eles haviam ficado ao pé do monte e não tinham visto o que acontecera lá em cima. Agora todos foram juntos para Berseba. Será que Abraão e Isaque lhes contaram no caminho de volta o que havia acontecido no monte? Não sabemos. Mas uma coisa eles devem ter experimentado: a íntima comunhão e amor entre pai e filho. Essa comunhão já é enfatizada duas vezes na ida: "foram ambos ...

Assim está escrito que o Cristo havia de padecer e ressuscitar dentre os mortos no terceiro dia e que em seu nome se pregasse arrependimento para remissão de pecados a todas as nações, começando de Jerusalém. Lucas 24: 46, 47

Começando por Jerusalém Pouco antes de sua ascensão, o Senhor disse que o evangelho deveria ser pregado em todo o mundo, e isso "começando por Jerusalém". Mas por que justamente Jerusalém? Betânia não seria um ponto de partida muito mais óbvio para a proclamação? Afinal, o Senhor levaria os discípulos para lá pouco depois [v. 50], e de lá Ele subiria ao céu. A primeira resposta é evidente: o Senhor havia ordenado aos apóstolos que, após sua ascensão, esperassem em Jerusalém pelo Espírito Santo,"a promessa do Pai" [v. 49.52]. Mas na instrução do Senhor há evidentemente ainda uma intenção mais profunda. Pensemos apenas no que havia acontecido em Jerusalém: justamente Lucas descreve de forma impressionante como Jesus foi zombado e escarnecido, embora fosse completamente sem pecado, como o próprio Pilatos testificou várias vezes [cap. 23: 4, 14, 22]. E, no entanto, foi justamente essa cidade sobre a qual o Senhor outrora lamentou: "Jerusalém, Jerusalém, que matas o...

O que também aprendestes, e recebestes, e ouvistes, e vistes em mim, isso fazei; e o Deus de paz será convosco. Filipenses 4: 9

A paz de Deus e o Deus da paz Quando agimos em obediência à Palavra de Deus, há sempre grande bênção sobre isso. O versículo de hoje nos promete como recompensa que "o Deus da paz" estará conosco quando agirmos como a Bíblia nos ensina. O resultado: experimentamos paz interior, descanso e segurança. Mas ainda muito mais maravilhoso é que o próprio Deus da paz estará conosco. E isso traz verdadeira felicidade e profunda alegria. Poucos versículos antes, Paulo escreve aos filipenses que "a paz de Deus" guardará seus corações e seus pensamentos em Cristo Jesus, quando eles levarem todos os seus pedidos com confiança e com ações de graças diante de Deus [v.6-7]. Essa promessa é incondicional — não precisamos e nem podemos contribuir com nada para isso, exceto que nosso coração seja sincero diante de Deus e que depositemos nossa confiança nele. Mas, se queremos que "o Deus da paz" ande conosco, precisamos também viver de modo que "adornemos a doutrina de D...

Oferecei holocaustos por vós, e o meu servo Jó orará por vós ... Então, foram Elifaz, o temanita, e Bildade, o suíta, e Zofar, o naamatita, e fizeram como o SENHOR lhes dissera; e o SENHOR aceitou a face de Jó. Jó 42: 8, 9

Orai uns pelos outros! Este é um princípio importante que encontramos aqui: não devemos pensar apenas em nós mesmos na oração, mas também orar uns pelos outros! Deus exige aqui que os três amigos de Jó não ofereçam apenas um holocausto por si mesmos, mas também peçam a Jó que interceda por eles. Somente quando ele orasse por eles Deus perdoaria seus pecados — caso contrário Deus lhes faria “conforme a sua loucura” (v. 8). E assim acontece: Jó ora por seus amigos e Deus lhes perdoa. Que lição impressionante! Às vezes nossa vida espiritual — ou a de nossos parentes e amigos — empobrece. Será que isso acontece porque subestimamos a oração e não nos damos ao trabalho de orar uns pelos outros? É bonito ver que Jó aqui ora por seus amigos — sem amargura, sem nenhum vestígio de rancor, sem desejo de vingança pelo mal que sofreu. Ainda hoje é uma grande contradição ter recebido o perdão de Deus e experimentado o amor fraternal — e ao mesmo tempo se recusar a falar com outros e mostrar-se frio ...

Sabemos isto: que o nosso velho homem foi crucificado com ele.” Romanos 6:6

Crucificado com Ele Por meio da obra de redenção do Gólgota, nós, cristãos, não recebemos apenas o perdão dos nossos pecados. Ali, na cruz, também a nossa vida anterior como pecadores, “o nosso velho homem”, encontrou o seu fim. Cristo não morreu apenas “pelos nossos pecados”, mas nós também fomos “crucificados com Cristo” (1 Coríntios 15:3; Gálatas 2:19). Por isso devemos ser muito gratos! Pois se aos olhos de Deus ainda fôssemos os mesmos de antes, então — apesar do perdão — teríamos que viver constantemente inquietos por causa da nossa condição pecaminosa. Mas agora podemos saber que Deus nos vê como mortos, porque fomos crucificados com Cristo. “Crucificado” é uma formulação radical; ela mostra quão fundamental é a mudança que experimentamos: “Se alguém está em Cristo, nova criatura é: as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo” (2 Coríntios 5:17). Na nossa vida de fé, porém, é justamente neste ponto que muitas vezes temos dificuldades. Pois experimentamos que ainda pec...

Porque não podemos deixar de falar do que temos visto e ouvido. Atos 4: 20

  Entre canibais Oscar Michelsen (1844-1936) foi um pioneiro missionário norueguês. Ele deixou sua terra natal para levar o evangelho aos moradores de um grupo de ilhas no Pacífico Sul — o que hoje é Vanuatu. Ele relatou: “Quando nosso navio se aproximou da ilha onde eu iria desembarcar, os nativos vieram correndo para a praia — armados até os dentes. O capitão do navio disse: ‘Sr. Michelsen, não posso assumir a responsabilidade de deixá-lo desarmado em um lugar como esse’. Eu respondi: ‘Mas, capitão, foi por causa dessas pessoas que deixei minha casa e meus amigos! Se um de seus marinheiros estiver disposto a me levar voluntariamente até a margem, então eu irei!’ O capitão concordou e um barco foi lançado ao mar. Enquanto eu estava na proa e nos aproximávamos dos canibais, eu segurava em minhas mãos a Palavra de Deus aberta. Quando viram que eu não estava armado, permitiram que eu desembarcasse. O bote e o navio foram embora — mas Deus e a sua Palavra permaneceram. Michelsen apren...
  E eis que, no mesmo dia, iam dois deles para uma aldeia que distava de Jerusalém sessenta estádios, cujo nome era Emaús. E, na mesma hora, levantando-se, voltaram para Jerusalém. Lucas 24: 13, 33 Aqui estão dois discípulos que tinham vivido os últimos dias em Jerusalém e agora estão a caminho de casa. Pensativos, decepcionados, abatidos. Mas também cheios de perguntas, pois o túmulo está vazio. Anjos disseram que Jesus vive. Mas quem pode crer nisso ou até mesmo entender? Eles, pelo menos, ainda não. Mas o Senhor não deixa eles irem embora assim, pois Ele quer trazê-los de volta ao grupo dos discípulos. E assim Ele vai atrás deles, fala com eles, pergunta, escuta com paciência. E por fim lhes explica “o que dele se achava em todas as Escrituras” (v. 27). Quanto esforço o Senhor faz para alcançar esses dois! Porque Ele não quer que eles apenas ouçam falar da sua ressurreição. Ele quer que eles a compreendam — com a mente, mas também com o coração. E que vejam com os próprios olhos...