O corpo humano criado por Deus é um organismo maravilhoso. Quando consideramos quais partes do corpo estão envolvidas em um único movimento, não podemos deixar de nos surpreender. O que parece tão simples é possibilitado por uma interação complexa, mas harmoniosa, entre os membros. Paulo usa essa imagem para se referir ao corpo espiritual — a congregação (igreja), composta por todos os filhos de Deus. Nela, há uma variedade de membros com diferentes tarefas, que devem ser realizadas para o bem de todo o corpo. Isso parece plausível e simples. Mas, na prática da convivência, existem dois perigos principais:
1. Sentimentos de inferioridade: quem realiza serviços que são pouco valorizados pelos outros não deve ter inveja dos outros. Toda tarefa é importante! Pensemos no corpo: o rim é sem importância só porque não é visível? Além disso, é Deus mesmo quem determina os dons e as tarefas, como lhe agrada (v. 18). Portanto, não devemos avaliá-los segundo padrões humanos. O importante é que os aceitemos de Deus e os executemos fielmente. Somente por isso seremos recompensados mais tarde — não pelo dom da graça em si!
2. Arrogância: Nenhum membro deve dizer a outro: “Não preciso de você”. Por exemplo, quando os dedos querem agarrar um objeto, eles dependem dos olhos para não agarrar o vazio. O mesmo ocorre no corpo espiritual. Todos são necessários — mesmo aqueles que não estão em primeiro plano. Não devemos ignorá-los! Pelo contrário, somos até mesmo exortados a dar-lhes atenção especial, para que não haja divisão no corpo de Cristo (v. 24, 25).
Não pensemos em nós mesmos, mas na cabeça, em Cristo, e no bem de todo o corpo! Então, o organismo espiritual funcionará — para a glória do Senhor e para a bênção de todos os membros.
Leitura bíblica diária: Êxodo 20: 1 - 7; Lucas 8: 26 - 39
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