Suplemento alimentar
A jornada do povo de Israel pelo deserto, do Egito até Canaã, durou quarenta anos. Durante esse longo período, Deus os sustentou de maneira sobrenatural com o maná do céu. Todas as manhãs, esse “pão do céu” (Salmo 105:40) aparecia fresco no chão e precisava ser recolhido para suprir as necessidades diárias. Em todas as refeições, havia sempre o mesmo para comer.
Quem hoje tem uma alimentação desequilibrada, mais cedo ou mais tarde adoece, a menos que tome suplementos alimentares. As prateleiras dos supermercados estão repletas deles: vitaminas, óleos, oligoelementos... — há algo disponível para cada necessidade. Os israelitas no deserto não precisavam disso, pois o maná continha, evidentemente, tudo o que o corpo necessitava — Deus cuidou disso.
O maná é um tipo do Senhor Jesus. Ele diz a respeito de si mesmo: “O pão de Deus é aquele que desce do céu e dá vida ao mundo” (João 6: 33). E Ele explica ainda que não apenas dá a vida, mas também a mantém, à medida que nos “alimentamos” Dele. Não se trata aqui de nossa vida natural, mas de nossa vida espiritual.
Alimentar-se de Cristo é, portanto, uma imagem que representa o fato de o crente se dedicar diariamente a Cristo por meio da leitura da Bíblia. Para permanecermos espiritualmente fortes e saudáveis, não precisamos de nada além da verdade bíblica, que tem Cristo como centro. E isso não é uma alimentação desequilibrada!
Já nos primórdios da história do cristianismo, tentou-se introduzir “suplementos espirituais” — e até hoje nada mudou nesse sentido. Os colossenses são expressamente advertidos a não se envolverem com ensinamentos cujo conteúdo não seja Cristo. Isso inclui pensamentos filosóficos ou correntes judaicas, assim como visões e práticas ascéticas (Colossenses 2:8-23). Somente Cristo é o alimento saudável para nossa alma.
Leitura bíblica diária:
📖Josué 2:14-24;
📖1 Coríntios 1:18-31
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