Na verdade, somos culpados acerca de nosso irmão, pois vimos a angústia de sua alma, quando nos rogava; nós, porém, não ouvimos. Gênesis 42: 21
A angústia de alma de José
Já se passaram muitos anos, mas os irmãos de José ainda veem diante de si como se fosse ontem: o medo de seu irmão quando o agarraram, o lançaram em uma cova e finalmente o venderam como escravo. — Será que não pensaram nisso todos esses anos? Ou será que reprimiram isso, sempre evitando uma conversa sobre o assunto? Agora a lembrança os alcança. Tudo vem à tona novamente — e isso os deixa consternados: Naquela época eles viram e ouviram a angústia de alma de seu irmão — e mesmo assim a ignoraram e não deram ouvidos!
José é uma prefiguração de outro, de alguém Maior: do Senhor Jesus. Quando nosso Salvador estava no jardim do Getsêmani, Ele disse aos seus discípulos: "A minha alma está profundamente triste, até a morte." Mas diante de sua angústia de alma, Ele esperou em vão por compaixão e consolo. Como era esmagador o peso das aflições e angústias que jaziam sobre sua alma quando exclamou: "Minha alma está cheia de angústias!" Que aflição fala em seu pedido suplicante na cruz: "Livra a minha alma da espada e a minha predileta, da força do cão!" (Mateus 26:38; Salmos 22:20; 69:21; 88:4).
Os irmãos de José confessam: "Vimos a angústia de alma de nosso irmão e 'não ouvimos'." Hoje vemos a angústia de alma de nosso Salvador, que Ele suportou por causa de nossos pecados. Isso toca nossos corações? Sentimos algo da aflição de sua alma? Podemos — mesmo que apenas em fracos começos — ter compaixão, sentir junto? Nossas palavras e também nossa silenciosa compaixão mostram quão conscientes estamos de sua angústia de alma?
Certamente também nosso sentimento por Ele e seus profundos sofrimentos faz parte do fruto do qual Ele se sacia — agora e na eternidade (Isaías 53: 11).
Leitura bíblica diária:
📖 Juízes 9: 26 - 57
📖 2. Coríntios 9: 1 - 15
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