No dia seguinte, João viu a Jesus, que vinha para ele, e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo! João 1:29
João Batista aponta para Jesus com um "Eis" – e repete no dia seguinte: "Eis o Cordeiro de Deus!" (v. 35, 36). O próprio Deus também nos convida com um "Eis" a contemplar Seu Filho: "Eis o meu Servo" (Isaías 42:1). O Filho de Deus é o centro do seu plano. Ele é digno de que tomemos tempo para contemplá-Lo, para reconhecer quão glorioso Ele é.
João designa o Senhor Jesus como "o Cordeiro de Deus". Em outras passagens, Cristo também é descrito como o Cordeiro. Assim, Pedro escreve sobre o "cordeiro imaculado e incontaminado", por cujo sangue fomos redimidos (1 Pedro 1:19). Mas somente João Batista chama Ele, o Cordeiro de Deus. Jesus é o sacrifício que o próprio Deus providenciou.
Já no Antigo Testamento encontramos a figura do cordeiro sacrificial, que aponta para a morte expiatória de Cristo; pensemos apenas no cordeiro pascal em Êxodo 12, cujo sangue deveria ser passado nos umbrais das portas dos israelitas e que os salvou do juízo de Deus.
João Batista menciona em seu clamor o que o Cordeiro de Deus faz: Ele tira o pecado do mundo! Reparemos que a palavra pecado aqui está no singular. Não se trata, portanto, da multidão dos nossos pecados – que Cristo carregou na cruz – mas do pecado como princípio, que entrou no mundo através da queda e manchou tudo. Enquanto este mundo existir, o homem não estará livre do pecado – nem mesmo no Reino Milenar, embora então a própria criação "será libertada da escravidão da corrupção" (Romanos 8:19-22).
Mas que perspectiva gloriosa: o pecado será um dia completamente abolido (cf. Hebreus 9: 26). No novo céu e na nova terra ele não existirá mais.
Leitura bíblica diária:
📖 1 Crônicas 17: 1 - 27
📖 Salmos 89: 20 - 28
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