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UM CASO PERDIDO?

Toda a cabeça está enferma e todo o coração fraco. Desde a planta do pé até a cabeça não há nele coisa sã. Porque isto é bom e agradável diante de Deus nosso Salvador, que quer que todos os homens se salvem, e venham ao conhecimento da verdade (Isaías 1:5-6; 1 Timóteo 2:3-4). UM CASO PERDIDO? O profeta Isaías começa seu livro com um diagnóstico do estado moral do ser humano. Essa é a conclusão: o homem está doente da cabeça à planta dos pés. Os pés infectados apontam para o estilo de vida humano: um total fracasso em atingir os padrões divinos. A cabeça é o centro dos pensamentos e do entendimento, completamente tomados pelo mal. O coração fraco completa a figura da miséria. O ser humano não tem nem mesmo a motivação correta: faz apenas o que lhe interessa, é egoísta e hostil a Deus. O laudo final é desalentador: “Deixai-vos do homem cujo fôlego está nas suas narinas; pois em que se deve ele estimar?” (2:22). A doença incurável que acometeu a humanidade desde a concepção é o pecado, o ...

UM EXEMPLO DO QUE NAO FAZER

E o rei Herodes, ouvindo isto, perturbou-se, e toda Jerusalém com ele (Mateus 2:3). UM EXEMPLO DO QUE NÃO FAZER   Mateus apresenta Jesus como o Cristo, o Rei enviado por Deus ao Seu povo terreno. Isso suscita uma questão interessante: será que o povo, tanto líderes quanto liderados, satisfez as demandas correspondentes ao Rei e ao Seu reinado? Como os escritores dos outros evangelhos, Mateus primeiro descreve um sombrio, porém exato, quadro da situação no mundo no momento da chegada do Senhor. Ele faz isso tendo em vista o assunto central de seu evangelho. O escuro cenário ressalta ainda mais a glória do Senhor Jesus como Rei. Quando o Filho de Deus veio ao mundo, o povo de Deus estava sob o domínio dos gentios. A terra de Israel havia sido incorporada ao império romano, e um gentio governava Jerusalém: Herodes, descendente de Esaú. O povo de Deus decaiu tão profundamente da justiça estabelecida na lei que se tornaram dependentes dos líderes não-judeus! Herodes ficou abalado qu...

1 Samuel 16:14-23

Desde aquele dia em diante, o Espírito do Senhor se apoderou de Davi (1 Samuel 16:13). MEDITAÇÕES SOBRE O LIVRO DE 1 SAMUEL (Leia 1 Samuel 16:14-23) O Espírito de Deus se apossou de Davi (v. 13) e se retirou do infeliz Saul, abrindo espaço para um espírito mau atormentá-lo. Deus usou isso para introduzir Davi na corte. Ele era harpista, um músico talentoso que mais tarde se tornou “o suave em salmos de Israel” (2 Samuel 23:1). E nessa ocasião um excelente testemunho é dado sobre ele (v. 18), mostrando que até na corte do rei havia pessoas que conheciam o ungido do Senhor. A passagem de Filipenses 4:22 nos relata um fato similar: havia cristãos na casa de César, o imperador romano. Assim Deus assegura que haja testemunhas em todos os lugares. Cada detalhe mencionado no versículo 18 nos traz à memória Aquele do qual Davi é um tipo: Cristo é o verdadeiro “rebento do tronco de Jessé”. Acerca dEle está escrito: “Repousará sobre ele o Espírito do Senhor, o Espírito de sabedoria e de enten...

EU? CULPADO? DE JEITO NENHUM!

Então disse Adão: A mulher que me deste por companheira, ela me deu da árvore, e comi (Gênesis 3:12). EU? CULPADO? DE JEITO NENHUM! Deus perguntou a Adão: “Comeste tu da árvore de que te ordenei que não comesses?” (v. 11). A resposta de Adão nos mostra que o pecado nos torna covardes. Ele deveria simplesmente ter dito: “Deus, fiz a pior coisa que podia ter feito: comi da árvore em vez de obedecer ao Teu mandamento. Como posso consertar as coisas?” Adão falou algo totalmente diferente, algo que transparece o caráter desprezível e maligno do pecado: a acusação. Adão colocou a culpa parte em Deus, parte em Eva. Ele havia ficado feliz em receber sua esposa das mãos de Deus, e como ele se alegrou quando a viu! Então, como poderia agora exclamar: “A mulher que me deste…?” Que temeridade! Com que freqüência ousamos colocar a culpa de nossos erros em outras pessoas? Isso é um recurso muito usado. E que desaforo as criaturas demonstram para com Deus quando afirmam: “Se Ele não tivesse permit...

PORTAS ABERTAS

E tudo quanto pedirdes em meu nome eu o farei, para que o Pai seja glorificado no Filho (João 14:13). PORTAS ABERTAS Maravilhoso Jesus! Ele destravou as portas da oração para Seu povo. Foi a Sua morte expiatória na cruz que as abriu; é a Sua obra intercessória no céu que as mantém abertas. Como a promessa é ilimitada: tudo quanto nós pedirmos! Ele parece dizer: “Escreva uma requisição com o que você deseja e Eu assinarei”. Temos que fazer isso em Seu nome porque, assim como nas relações terrenas, alguns nomes têm mais influência em conseguir favores que outros. Nosso Pai Se deleita em nos dar “tudo muito mais abundantemente além daquilo que pedimos ou pensamos” (Efésios 3:20). Contudo, é igualmente necessário não nos esquecermos das condições necessárias enumeradas nos versículos anteriores em João 14, cuja leitura recomendamos a todos. Você conhece a bênção de confiar cada necessidade e preocupação, cada dor e dificuldade às mãos do Senhor? Com uma compaixão extraordinária, Ele pod...

PAU, PEDRA, MATÉRIA

Como fica confundido o ladrão quando o apanham, assim se confundem os da casa de Israel; eles, os seus reis, os seus príncipes, e os seus sacerdotes, e os seus profetas, que dizem ao pau: Tu és meu pai; e à pedra: Tu me geraste; porque me viraram as costas, e não o rosto; mas no tempo da sua angústia dirão: Levanta-te, e livra-nos (Jeremias 2:26-27). PAU, PEDRA, MATÉRIA Historicamente, esse versículo se refere aos profetas que abandonaram o Deus de Israel e se voltaram para a adoração dos ídolos de pau e pedra. Mas também tem uma aplicação atual: descreve nossa atitude materialista com exatidão. E tudo isso começa com o fato de estarmos longe de Deus, tentando explicar filosoficamente a vida e o mundo sem o Criador. O conceito de ‘profeta’ não está deslocado aqui, pois as declarações básicas dos materialistas são afirmações de uma crença não-cristã. Não está cientificamente provado que a matéria é eterna. No entanto, muitas teorias vigentes também não podem ser comprovadas: são simp...

O SUPREMO PRIVILÉGIO

Estava no mundo, e o mundo foi feito por ele, e o mundo não o conheceu. Veio para o que era seu, e os seus não o receberam. Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que crêem no seu nome (João 1:10-12). O SUPREMO PRIVILÉGIO Uma barulhenta passeata agitava cartazes e enchia a rua. As pessoas olhavam os participantes com uma mistura de medo e indiferença. De todos os lados ouviam-se exigências, e havia representantes dos mais diversos interesses. Os homens insistiam em seus direitos, ou no que pensavam ser seus direitos. Não nos cabe discutir aqui o mérito dessa questão. No meio da multidão que clamava por seus direitos, um cristão percebeu que vivia em um mundo marcado pela injustiça, mas seu Mestre jamais clamou ou exigiu qualquer coisa. Muito tempo antes do Senhor Jesus nascer já estava registrado: “Não clamará, não se exaltará, nem fará ouvir a sua voz na praça” (Isaías 42:2). Embora estivesse no mundo que criou, o mundo se recusou a r...