Assim diz o SENHOR contra os profetas que fazem errar o meu povo, que mordem com os seus dentes e clamam: Paz! Mas contra aquele que nada lhes mete na boca preparam guerra. Miquéias 3: 5

Palavras por dinheiro – ou palavras de Deus?

São palavras fortes e claras que Miquéias lança aqui contra os profetas do seu tempo. Ele fala de pessoas que desviam o povo, clamando “paz” quando lhes dão algo para comer – e conclamando guerra quando não lhes dão nada. Um pouco mais adiante Miquéias volta a essa prática e descreve as anomalias no povo de Deus: “Os seus chefes dão as sentenças por presentes, e os seus sacerdotes ensinam por interesse, e os seus profetas adivinham por dinheiro” (v. 11). Tais condições não são novas: Diversos relatos do tempo de Acabe ou do profeta Amós comprovam a mesma desfaçatez (1 Reis 22; Amós 7).


Paulo, por outro lado, exorta os servos a servirem “não servindo só quando observados, como para agradar homens”, mas como servos de Cristo, que com simplicidade de coração e com temor de Deus fazem a vontade de Deus (Efésios 6:6; Colossenses 3:22). Ao mesmo tempo ele adverte contra pessoas que não servem ao Senhor Cristo, “mas ao seu próprio ventre”, e que “com suaves palavras e lisonjas, enganam o coração dos símplices” (Romanos 16:18).


Também nós hoje não podemos nos dizer livres de agir de modo semelhante aos falsos profetas do tempo de Miquéias – seja na vida profissional ou no convívio entre crentes. Como é abençoado seguir o exemplo do apóstolo Paulo: “Como como fomos aprovados de Deus para que o evangelho nos fosse confiado, assim falamos, não como para agradar aos homens, mas a Deus, que prova o nosso coração. Porque, como bem sabeis, nunca usamos de palavras lisonjeiras, nem houve um pretexto de avareza; Deus é testemunha. E não buscamos glória dos homens” (1 Tessalonicenses 2:4-6)!


Leitura bíblica diária: 

📖 Juízes 16:1-12

📖 Salmo 73:1-8

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