Também seis anos semearás tua terra e recolherás os seus frutos; mas, ao sétimo, a soltarás e deixarás descansar, para que possam comer os pobres do teu povo, e do sobejo comam os animais do campo. Êxodo 23:10,11
Um ano de descanso para a terra cultivável
Na Lei de Moisés, Deus havia regulamentado o comportamento dos israelitas tanto em relação a Ele quanto em relação ao próximo. Mesmo que nós, crentes do tempo da graça, não estejamos sob a Lei daquela época, mas Cristo mesmo é nossa regra de vida, ainda assim encontramos nas ordenanças de Deus ao seu povo princípios valiosos para nossa vida prática.
Nosso versículo dá instruções para a agricultura. A cada sete anos Israel deveria deixar a terra em pousio, para que o solo pudesse se recuperar.
Mas, notavelmente, Deus dá aqui uma outra explicação para o ano sabático: no sétimo ano, os pobres deveriam colher o que crescia por si só no campo. Os israelitas deveriam orientar seu pensamento e agir econômico segundo a vontade de Deus. Não deveria ser a busca por lucro pessoal que os motivasse, mas sim generosidade e amor ao próximo. Deus é misericordioso - especialmente para com os necessitados - e o mesmo espera também do seu povo.
Os crentes hoje são abençoados com bens espirituais e também materiais. Não devemos guardar essa bênção para nós. O verdadeiro amor cristão ao próximo busca oportunidades para ser generoso, tanto em sentido material quanto espiritual. A palavra do Senhor: "Os pobres sempre os tendes convosco", vale até hoje (João 12:8). Além disso, muitas pessoas desanimadas e solitárias esperam por consolo e amor. Temos um olhar para elas? Inserimos "fases de descanso econômico", para empregar tempo e força como bênção para nossos semelhantes? O lema de Jesus era "Mais bem-aventurado é dar do que receber" (Atos 20:35). Isso é o que nossa sociedade egoísta mais precisa do que nunca.
Leitura bíblica diária:
📖 Juízes 21: 1 - 25
📖 Salmo 77: 1 - 10
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