sábado, 30 de junho de 2012

POÇAS DE LAMA


Aquele que comete pecado é servo do pecado

(João 8:34).

POÇAS DE LAMA

Em certo sábado choveu o dia inteiro. No dia seguinte, as ruas estavam secas, exceto por algumas poças de lama. Havia uma mulher que caminhava com seus dois filhos pela avenida. O mais novo estava em um carrinho de bebê, o mais velho caminhava alegremente, às vezes ao lado, às vezes à frente do carrinho. Eles se aproximavam de uma grande poça de lama, mas havia espaço suficiente de cada lado dela para passarem com tranqüilidade. A mãe percebeu a tempo que o menino estava correndo rumo à sujeira e gritou: “Não pule nessa água suja!” O menino ficou constrangido e perguntou: “Mas o que é que eu posso fazer?” Será que ele não percebeu que havia um espaço seco ao redor da poça? Não, ele não percebeu, porque tudo o que queria era brincar na lama.
Aquele menino era somente uma criança. Mas me fez pensar nos milhões que gostam da sujeira, da imundície do pecado. Muitos se corrompem e se mancham simplesmente por não desejarem evitar a tentação com que se deparam. Depois, quando as conseqüências vêm, suspiram e fazem um voto – que jamais cumprem – de não fazer aquilo de novo. Só que isso não é verdade; eles amam o pecado e a liberdade de dar vazão às concupiscências de seu coração maligno.
Não é vontade de Deus que sejamos escravos do pecado. Jesus Cristo, o Salvador do mundo, abriu o caminho para a libertação e para a vida aos que gemem sob o peso da escravidão. No entanto, há um preço a pagar, há renúncias a fazer, há uma trilha a ser percorrida. E isso requer coragem e total dependência de Deus!

sexta-feira, 29 de junho de 2012

A JANELA E O ESPELHO


Porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda a espécie de males.
O rico… passará como a flor da erva. Porque sai o sol com ardor, e a erva seca, e a sua flor cai, e a formosa aparência do seu aspecto perece; assim se murchará também o rico em seus caminhos
(1 Timóteo 6:10; Tiago 1:10-11).

A JANELA E O ESPELHO

Dinheiro é algo muitíssimo importante para a maioria. Os pobres querem tê-lo. Os ricos querem mais. Existe alguma coisa com maior poder de atração? Quantos já sacrificaram tudo, até a própria vida, por esses pedaços de papel? Quantas atrocidades cometidas, na esfera individual e coletiva, em nome do dinheiro?
Certa vez um jovem perguntou a um sábio: “Por que, em geral, os pobres são mais simpáticos e amáveis que os ricos?” O sábio respondeu: “Olhe pela janela. O que você vê?” –“Vejo uma mulher caminhando com uma criança, um homem andando de bicicleta…” – “Está bem, mas você está vendo através de um pedaço de vidro. Agora olhe naquele espelho. O que você vê?” – “Vejo o meu rosto.” E o sábio concluiu: “E qual a diferença entre a janela e o espelho? Ambos são feitos de vidro. Mas para tornar um vidro em um espelho é necessário um pouco de prata na parte de trás, e então você só conseguirá enxergar a si mesmo!”
Não há nada de errado em ser rico, mas amar a riqueza e ser cobiçoso são armadilhas que levam à ruína e à destruição aqui e na eternidade. É por isso que muitos confiam em suas riquezas e acham que não precisam de Deus. Porém, a mensagem da Bíblia não é essa. E quem pode dizer quanto tempo a riqueza dura? Os verdadeiros ricos não são os “ricos na fé, e herdeiros do reino que [Deus] prometeu aos que o amam?” (Tiago 2:5).

quinta-feira, 28 de junho de 2012

O QUE É PECADO?


Não me compraste por dinheiro cana aromática, nem com a gordura dos teus sacrifícios me satisfizeste, mas me deste trabalho com os teus pecados, e me cansaste com as tuas iniqüidades. Eu, eu mesmo, sou o que apago as tuas transgressões por amor de mim, e dos teus pecados não me lembro
(Isaías 43:24-25).

O QUE É PECADO?

Pecado não é um conceito moral. Não significa simplesmente a transgressão de algum regulamento, como quando burlamos uma dieta prescrita pelo médico. O pecado abrange toda a forma do mal.
É possível pecar contra Deus e contra os semelhantes. Isso é difícil de entender em nossa sociedade contemporânea, onde tal palavra é vista com maus olhos ou considerada obsoleta. Muitas pessoas gostariam de vê-la desaparecer do vocabulário. Outras, embora afirmem que não acreditam em Deus, ainda reconhecem certas obrigações morais para com o próximo que, se violadas, poderiam ser chamadas de pecado. Então por que a aversão à palavra “pecado”?
A razão é: no momento em que descartamos Deus e Suas leis, perdemos a medida pela qual nosso comportamento será julgado. No que se refere às leis terrenas, as pessoas vivem de acordo com o lema: seja feliz, faça o que lhe dá prazer, mas não seja pego com a boca na botija!
Um real, puro e objetivo padrão moral tem de se originar fora do domínio humano: tem de vir do próprio Deus. Ele é a autoridade que julga o pecado. Mas que também o perdoa. Essa é a mensagem do versículo de hoje.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Basta


Ele mesmo, porém, se foi ao deserto, caminho de um dia, e veio, e se assentou debaixo de um zimbro; e pediu para si a morte e disse: Basta; toma agora, ó SENHOR, a minha alma, pois não sou melhor do que meus pais. 1 Reis 19:4

Basta

O homem que falou assim para Deus não foi ninguém menos que o profeta Elias. Há pouco ainda testemunhava corajosamente. Mas agora estava desanimado, fugindo pela sua vida. Ele pôde vir á presença do rei, dos profetas de Baal e diante de todo o povo de Israel; mas não estava preparado para ver seu serviço malograr.
Todo o seu sacrifício, para trazer o povo de volta à Deus, fracassou. Sua vida era um fracasso, como pensava. Por isso, lhe parecia ser melhor morrer.
Ás vezes, não nos acontece o mesmo? Achamos que tudo não faz mais sentido. Todos os nossos sacrifícios pelo Senhor e seus interesses parecem á toa. Nossa vida se tornou sem sentido. Em nosso desânimo, os nossos pensamentos só giram em torno de nós mesmos, e nosso desalento cresce cada vez mais.
Deus não atendeu á oração de seu servo – Elias não devia morrer como homem desapontado em qualquer lugar no deserto. Segundo os planos de Deus, ele devia subir ao céu num redemoinho. Deus respondeu à oração insensata de Elias, com delicado cuidado. Deu-lhe um sono de descansado. Anjos vigiavam sobre ele, e o supriram de comida e bebida. Antigamente, quando Elias estava forte, corvos o alimentaram. Mas no dia da tribulação, anjos vigiavam sobre ele, e Deus mesmo o alimentava. Que Deus nós temos!
”As suas misericórdias não têm fim” –“pois, ainda que entristeça a alguém, usará de compaixão segundo a grandeza das suas misericórdias”. Foi o que Elias experimentou, e nós também podemos fazê-lo.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

MISTÉRIO INSONDÁVEL!


Eu subo para meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus

(João 20:17).

MISTÉRIO INSONDÁVEL!

A grandeza pessoal do Senhor é o tema principal do evangelho de João. Vamos analisar como Cristo fala sobre esse assunto nesse livro. Por exemplo: “Ora, ninguém subiu ao céu, senão o que desceu do céu, o Filho do homem, que está no céu” (João 3:13). Isso é consistente com o que lemos em Efésios 4 acerca da descida e subida de Cristo, mas João enfatiza em seu relato da conversa do Senhor com Nicodemos que Aquele que subiu era a mesma Pessoa, que já estava lá: mistério insondável!
Nicodemos viu Cristo como um realizador de milagres e não O reconheceu em Sua verdadeira grandeza, embora Isaías tenha escrito sobre Ele muitos séculos antes. Como podemos chegar à profundidade da declaração do Senhor a Nicodemos? No mesmo instante em que Ele falava com o fariseu na terra, Ele estava no céu! Ele estava lá antes de Sua encarnação e continuará a estar ali porque é sobre todas as coisas, e Deus O abençoou para sempre (Romanos 9:5). Isso é confirmado na afirmação do Senhor Jesus em Cafarnaum: “Que seria, pois, se vísseis subir o Filho do homem para onde primeiro estava?” (João 6:59, 62).
Após Sua ressurreição, o Senhor Jesus disse a Maria: “Não me detenhas, porque ainda não subi para meu Pai, mas vai para meus irmãos, e dize-lhes que eu subo para meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus”. Maria precisava entender que seu Senhor ressurreto pertencia agora a uma nova ordem de coisas, na qual Ele subiria como Homem glorificado para onde estava antes e onde estará para sempre. Um maravilhoso vínculo existe entre o Senhor Jesus na ressurreição e Seus discípulos na terra: uma nova geração agora é identificada com Ele e com Seu Pai (João 20:19-22). Como somos privilegiados!

domingo, 24 de junho de 2012

1 Samuel 19:19-24; 20:1-4


Assim, Davi fugiu, e escapou, e veio a Samuel, a Ramá, e lhe participou tudo quanto Saul lhe fizera; e foram, ele e Samuel, e ficaram em Naiote
(1 Samuel 19:18).

MEDITAÇÕES SOBRE O LIVRO DE 1 SAMUEL (Leia 1 Samuel 19:19-24; 20:1-4)

Até agora, Davi levava uma vida boa: genro do rei, comandante do exército, herói popular… parecia que ele não tinha nada mais a fazer que esperar tranqüilamente a vez de suceder Saul no trono. Nada disso! O plano de Deus para Davi previa anos difíceis, tendo em vista prepará-lo para o trono. O teste do crente tem exatamente o mesmo objetivo: treiná-lo aqui para reinar com o Senhor Jesus no futuro.
Davi teve de deixar tudo – sua casa, seu trabalho, seus meios de sobrevivência. Porém, diante das tribulações que o aguardavam, ele passou alguns dias com Samuel em Naiote. Era um privilégio para esse jovem, no começo de sua carreira, receber instrução e exortação do ancião que está no fim da jornada dele. Jovens cristãos, vocês também devem procurar a companhia de cristãos mais velhos. Aproveitem a experiência deles. Timóteo foi instruido por Paulo. A instrução que vocês receberão dessa maneira não os isenta de ter experiências pessoais, como Davi teve. Porém, isso poderá e irá prepará-los para passar pelas provações sem dano.

sábado, 23 de junho de 2012

AS LEIS DE DEUS NÃO MUDAM


Porventura o trono de iniqüidade te acompanha, o qual forja o mal por uma lei?
(Salmo 94:20).

AS LEIS DE DEUS NÃO MUDAM

Será que perdemos todo o senso do que é iniqüidade? Iniqüidade é pecado, ou seja, tudo o que não está de acordo com a mente de Deus. O modo como julgamos as coisas não tem qualquer influência sobre os padrões que Deus estabeleceu antes da fundação do mundo. O mal que o homem aceita e até ignora, Deus não aceita e muito menos ignora. A sociedade em geral está se tornando extremamente tolerante e já promulga leis acerca de temas que por séculos foram considerados imorais e/ou criminosos: a elevação da fornicação à condição de casamento, adultério, “casamento” homossexual, aborto, eutanásia, etc. Hoje o que Deus chama de mal já é permitido legalmente em muitos países. Tais leis só podem ter sido originadas no “trono de iniqüidade”, uma aliança com Satanás. Os governos podem minimizar o mal, ou travesti-lo de bem, mas não têm jamais a autoridade de perdoá-lo.
O fato de uma prática não mais ser ilegal não a justifica se o próprio Deus declara que ela é um pecado contra Si mesmo. Lembremos que os tribunais terrenos não determinarão nosso futuro eterno. Se deliberadamente voltarmos as costas para as leis de Deus, mais estaremos próximos de Sua severa sentença: eternidade no inferno!
Que responsabilidade têm os que advogam uma atitude liberal em relação ao pecado. Que nenhum dos nossos leitores caia no engano de acreditar que o mundo está evoluindo, que a sociedade está progredindo. A Bíblia fala expressamente que “nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos. Porque haverá homens amantes de si mesmos… cruéis, sem amor para com os bons, traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus” (2 Timóteo 3:1-4). “O salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus nosso Senhor” (Romanos 6:23). E esse dom ainda está disponível para os que, pela fé, crêem no Senhor Jesus e em Sua obra redentora na cruz.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

CRER E “CRER”


Aquele que crê no Filho tem a vida eterna
(João 3:36).

CRER E “CRER”

O que “crer” realmente significa? Alguns acham que “crer não é saber”. É comum se ouvir: “Creio que vai fazer sol amanhã”. Portanto, o verbo “crer” é entendido como “supor”. Relaciona-se com aquilo que sentimos, desejamos e aguardamos.
Também usamos a palavra quando acreditamos totalmente em alguém, estando convencidos da integridade e fidelidade de tal pessoa. Esse é o sentido no qual o verbo é utilizado na Bíblia. Deus espera que creiamos nEle, e nos ordena que creiamos em Seu Filho. Isso torna o crer uma atitude que permeia toda a nossa vida.
A genuína fé bíblica não admite nenhum vestígio de incredulidade. Se Deus ordena que as pessoas creiam no Senhor Jesus, fica subentendido que Ele é inteiramente confiável. Qualquer um pode comprovar a veracidade do que a Bíblia afirma sobre o próprio Deus, Seu filho, a humanidade e o plano divino para ela, pois as Escrituras nos dão fatos que podem ser verificados; por exemplo, a ressurreição do Senhor Jesus. Podemos ainda experimentar a verdade dos ensinamentos do Senhor Jesus e reconhecê-Lo como Filho de Deus.
Quando Deus enviou Seu Filho ao mundo, Ele falou conosco. Crer, portanto, é escutar o que Deus nos diz e agir de acordo. Quem crê no Filho tem a vida eterna e vive de maneira diferente, pois a fé no Senhor Jesus transforma uma pessoa inteiramente de dentro para fora. Se isso não acontece, não adianta declararmos em alta voz que “cremos” no Senhor Jesus.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

ATITUDE DE AVESTRUZ


Bem-aventurados aqueles cujas maldades são perdoadas, e cujos pecados são cobertos
(Romanos 4:7).

ATITUDE DE AVESTRUZ

A obesidade é uma epidemia mundial. Quantas pessoas estão muito acima do peso! E como se esforçam para poder reduzir a gordura extra. Dietas variadas, exercícios físicos e internações em spas. Alguns conseguem um sucesso relativo, mas a maioria vive de dieta e não alcança nenhum resultado permanente. O excesso de peso continua, e o desapontamento cresce! Muitos decidem não mais subir em balanças para se poupar da frustração.
É até compreensível, mas tal atitude é a mesma do avestruz que enfia a cabeça na areia. Não soluciona o problema! Um dia o corpo reage, com uma linguagem nada agradável.
Ignorar as diretrizes humanas é uma coisa; fechar os olhos para os padrões morais é outra. Encontramos os padrões divinos na Bíblia. Ali Ele mostra o que espera de nós. Pense apenas nos requisitos mínimos: os dez mandamentos. Será que temos vivido isso? Tal pensamento nos incomoda, e a tendência é ignorá-lo. As pessoas param de ler a Bíblia e fecham seus ouvidos às advertências de sua consciência. Mas isso não resolve o problema. Chegará o dia em que terão de comparecer diante de Deus e responder por seus atos.
O que podemos fazer então? Temos de nos aproximar de Deus, confessando nossos pecados, nos arrepender deles e implorar o perdão divino, crendo na obra do Senhor Jesus na cruz. Se os revelarmos perante Deus, Ele nos perdoará e jamais nos acusará por eles novamente.
Se ganhar peso é algo que não exige esforço, perder peso exige muito esforço, no entanto, produz benefícios incontáveis. Pecar também não exige esforço; andar em santidade exige muito esforço, porém, suas conseqüências são eternas e maravilhosas.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

NO MOMENTO CERTO


Porque também vos compadecestes das minhas prisões, e com alegria permitistes o roubo dos vossos bens, sabendo que em vós mesmos tendes nos céus uma possessão melhor e permanente

(Hebreus 10:34).

NO MOMENTO CERTO

É realmente possível ser roubado ou ter as posses confiscadas e ainda assim ter alegria? O contexto aqui deixa isso bem claro. O escritor da epístola lembra os hebreus de dias passados e felizes. Quando o amor deles pelo Senhor era novo e inabalável, os hebreus suportaram o sofrimento e a perseguição. O Senhor lhes deu força necessária, enchendo o coração deles com alegria, a alegria da comunhão Consigo mesmo, que, como eles, também tinha sofrido neste mundo.
Se tivéssemos de suportar sofrimentos e aflições por amor ao Senhor como as que os hebreus suportaram, teríamos de admitir, com vergonha, que não estamos preparados. Mas isso é algo que pode nos acontecer.
Quando necessário, a força para enfrentar a dificuldade nos será dada. Não devemos temer tribulações imaginárias. Provar alguém é uma prerrogativa do Senhor, e Ele prova de acordo com a medida da fé de cada um. Porém, ao mesmo tempo, Ele nos dá alegria.
Viver em paz ou em tribulação não é uma escolha que cabe aos filhos de Deus. O Senhor espera que os Seus confiem nEle, e se apóiem em Sua Palavra, independente das situações exteriores. E Ele nos concede tudo o que precisamos no momento certo!

terça-feira, 19 de junho de 2012

SEM TEMPO?


Eis aqui agora o tempo aceitável, eis aqui agora o dia da salvação.
Se ouvirdes hoje a sua voz, não endureçais os vossos corações
(2 Coríntios 6:2; Hebreus 3:7-8).

SEM TEMPO?

A vida em sociedade hoje é impensável sem os relógios. O homem moderno tem muitos aparelhos para lhe contar o tempo, mas vive sem tempo para fazer o que quer.
Quem tenta falar com os outros acerca do evangelho às vezes ouve a resposta: “Não tenho tempo para conversar agora. Vou pensar sobre o Senhor Jesus quando estiver mais velho”. Na verdade, todos temos tempo para isso, portanto, seria mais correto dizer: “Não tenho a menor intenção em pensar sobre isso nem agora e nem nunca”.
Os que crêem em Deus reservam tempo para Ele, pois tudo o que têm e são vem do próprio Deus. E quem pensa que não precisa dEle, porque viveu muito bem até agora, deveria meditar no assunto. Ninguém sabe quando será o seu tempo de partir para a eternidade. E o que acontecerá lá? Uma coisa é certa: hoje pode ser o dia da salvação; hoje Deus ainda oferece a salvação por meio de Cristo Jesus a todos.
Os que recusam tal oferta e não têm tempo para Deus aqui neste mundo descobrirão que Deus não terá tempo para eles na eternidade. Serão julgados e condenados a nunca mais ver Sua face por todo o sempre. Jamais poderão se encontrar com Ele para Lhe pedir misericórdia ou “um minutinho a mais”. Essa é a pior coisa que pode acontecer a alguém: passar a eternidade no inferno, separado de Deus.
É neste mundo que se escolhe nosso futuro eterno. Aqui e agora temos de tomar a mais importante decisão de nossa existência: receber a salvação em Cristo Jesus

segunda-feira, 18 de junho de 2012

FIGURAS DO AMOR DE CRISTO


E veio a mim um dos sete anjos… e falou comigo, dizendo: Vem, mostrar-te-ei a esposa, a mulher do Cordeiro
(Apocalipse 21:9).

FIGURAS DO AMOR DE CRISTO

A Igreja, ou Assembléia de Deus (estamos falando da Igreja no sentido bíblico, não no sentido denominacional), é composta de todos os crentes unidos a Cristo na glória pelo Espírito Santo na terra. A Igreja veio a existir na descida do Espírito Santo no dia de Pentecostes, e estará completa na vinda do Senhor no dia do arrebatamento.
Sabemos também que a Igreja é vista sob diferentes aspectos e apresentada sob várias figuras no Novo Testamento: como a Casa de Deus (1 Timóteo 3:15); como um só Corpo (1 Coríntios 12:12-13); como Candeeiro (Apocalipse 1:20); e finalmente como a Noiva do Cordeiro (2 Coríntios 11:2; Apocalipse 21:9).
Em todos os casos se trata do mesmo grupo de pessoas, porém apresentado de distintas maneiras para revelar distintas verdades. Vista sob a figura da Casa de Deus, a Igreja é o lugar de habitação de Deus e do Espírito Santo na terra, onde a verdade permanece, servindo de testemunho da graça de Deus ao mundo. Como o Corpo, do qual Cristo é a Cabeça, a Igreja é vista como um grupo sustentado pela Cabeça, e no qual a plenitude de Cristo é demonstrada. Enquanto Candeeiro, a Igreja é vista sob a sua responsabilidade de prestar testemunho nesse mundo tenebroso.
Como Noiva do Cordeiro, a Igreja é o objeto de Seu amor, cuidado e deleite, inteiramente dEle. Este aspecto da Igreja, de maneira especial, mostra com toda a clareza o amor de Cristo, e por essa razão comove profundamente nosso coração. Não há relacionamento mais íntimo que o de um noivo e uma noiva.
Todas essas figuras são perfeitamente adequadas para mostrar o surpreendente amor de Cristo por Sua Igreja.

domingo, 17 de junho de 2012

1 Samuel 19:1-18


Portanto, qualquer que me confessar diante dos homens, eu o confessarei diante de meu Pai, que está nos céus
(Mateus 10:32).

MEDITAÇÕES SOBRE O LIVRO DE 1 SAMUEL (Leia 1 Samuel 19:1-18)

Jônatas gostava muito de Davi. Agora surge a ocasião em que ele teria de interceder em favor de seu amigo diante de seu pai Saul!
Se amamos ao Senhor, não nos envergonhamos de falar sobre Ele, especialmente para nossos familiares. Sem temer, confessaremos que Ele não teve pecado, venceu o grande Inimigo e, por meio dEle, Deus trouxe um grande livramento (vv. 4-5).
Em resposta à intervenção de Jônatas, Saul jura pelo nome do Senhor que Davi não seria morto – uma promessa que logo cairia no esquecimento. No mesmo instante em que Davi estava ocupado tocando para aliviar Saul do tormento que o espírito mau lhe infligia, o rei tenta novamente matá-lo. Quão grande é a ingratidão do coração humano para com os que lhe fazem o bem, principalmente para com o Salvador, do qual Davi é um tipo (Salmo 109:4)!
Então o infeliz rei, cheio de inveja, persegue seu próprio genro na casa dele, até na cama dele (ver título do Salmo 59). Mical protege seu marido, mas não como seu irmão, com uma confissão corajosa, e sim com uma mentira e artifício enganoso.
Davi foge pela janela. Paulo, objeto da ira dos judeus, também escapou pela janela em Damasco (Atos 9:25; 2 Coríntios 11:32-33).

sábado, 16 de junho de 2012

SALVO PELO CORDEIRO


Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.

O castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados
(João 1:29; Isaías 53:5).

SALVO PELO CORDEIRO

No distrito de Essen, Alemanha, existe uma igreja rural em cujo telhado foi colocado um cordeiro esculpido em pedra.
A história dessa escultura é a seguinte. Enquanto a igreja estava sendo construída, um dos operários que cobria o telhado perdeu o equilíbrio quando as cordas que sustentavam o andaime se romperam. Ele caiu e teria morrido se não houvesse caído miraculosamente em cima de um cordeiro que pastava por ali. O cordeiro morreu para que o operário sobrevivesse. Em gratidão por tal milagre, o operário colocou esse pequeno monumento no telhado para testificar o ocorrido.
 Isso não nos lembra a história de Jesus Cristo, chamado de “Cordeiro de Deus”? Por intermédio de Sua morte, Ele salvou milhões de pessoas. Mas, ao contrário do animal descrito acima, Ele não foi uma vítima passiva dos acontecimentos; Ele agiu por Sua própria vontade a fim de nos salvar. Antes de nascer, Ele sabia que viria para morrer na cruz. E a razão disso era Seu amor pelos seres humanos. Foi um sacrifício voluntário. A vida que agora o Senhor Jesus nos concede está disponível a todos os que crêem nEle e não se restringe a este mundo: é eterna.
Sua morte, entretanto, não vale para quem O rejeita. Ele deseja ser o Salvador de todos, porém, de todos os que reconhecem sua culpa diante dEle e recebem Seu perdão.

sexta-feira, 15 de junho de 2012

SEGUINDO O EXEMPLO


Antes sede uns para com os outros benignos, misericordiosos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou em Cristo

(Efésios 4:32).

SEGUINDO O EXEMPLO

Benjamin, um irmão negro que vivia na África do Sul, dizia constantemente: “Não temos de odiar ninguém, porque Jesus nos ama a todos”. Sempre algum retrucava: “Você, sendo negro, quer realmente que os brancos sejam amados?”
Certa noite, uns bandidos pararam seu carro e ele foi espancado até a morte. Os assassinos pegaram sua Bíblia e a sujaram de sangue. Seu filho de doze anos conseguiu escapar, evitando ser morto nesse crime brutal.
Alguns anos mais tarde, em uma reunião cristã, a viúva de Benjamin e seu filho testificaram das dificuldades pelas quais passaram, mas também da abundante medida de consolo que o Senhor lhes concedeu. Os presentes ficaram bastante emocionados e muitos lhes pediram oração. Entre eles, um homem hesitava. A impressão era de que estava constrangido, até mesmo atormentado. “Eu preciso do seu Jesus, porque eu fui um dos que mataram seu marido.”
A viúva depois relatou: “Horrorizada, eu comecei a tremer. O que fazer? O Senhor mostrou-me. Abracei o assassino e disse que o perdoava assim como o Senhor Jesus nos perdoou”.
Temos de admirar a atitude daquela mulher. Ela verdadeiramente seguiu o exemplo do Senhor. Mas temos de admirar o Senhor ainda mais. “Nisto está o amor, não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou a nós, e enviou seu Filho para propiciação pelos nossos pecados” (1 João 4:10).

quinta-feira, 14 de junho de 2012

INSTINTO


Ah! se tu conhecesses também, ao menos neste teu dia, o que à tua paz pertence! Mas agora isto está encoberto aos teus olhos

(Lucas 19:42).

INSTINTO

Certos pássaros migratórios mantidos em cativeiro se tornam irrequietos assim que o outono começa. Sabem por instinto que é tempo de voar para climas mais quentes. Eles se agitam na gaiola e, se a porta estivesse aberta, voariam para lugares ensolarados. Mas como permanecem fechadas, sua inquietação desaparece assim que o período migratório acaba. Eles não mais demonstram inclinação para voarem, mesmo se as portas da gaiola fossem abertas.
Há momentos em que o Espírito Santo age poderosamente em nossa alma e espírito. Sentimos o desejo de escaparmos da escravidão do pecado, de quebrar as cadeias das paixões mundanas, e encontrar segurança e aconchego nos braços amorosos do Senhor Jesus Cristo. Mas se o amor pelo mundo, o temor do homem, ou o prazer fugaz do pecado forem mais fortes que o desejo por salvação e libertação, os esforços da bondade de Deus que nos levam ao arrependimento (Romanos 2:4) cessam, e a oportunidade se perde para sempre. A voz do Espírito Santo, que adverte e incentiva, se cala, todo o anseio por salvação some, e voltamos à velha rotina. E qual será o fim disso?
Quem ouvir a voz do Espírito Santo falando hoje é chamado para segui-Lo hoje, para que o Senhor Jesus não tenha de chorar sobre você e dizer: “Pois não conheceste o tempo da tua visitação” (Lucas 19:44). “Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais os vossos corações” (Hebreus 3:15).

quarta-feira, 13 de junho de 2012

A INCOMPREENSÍVEL ESCOLHA DE DEUS

Também nos elegeu nele antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante dele em amor
(Efésios 1:4).

A INCOMPREENSÍVEL ESCOLHA DE DEUS

Deus escolheu os pecadores arrependidos e santificados da era da graça para estarem “diante dEle” na eternidade, ou seja, em Sua presença. Essa é uma das bênçãos inestimáveis que Ele nos concedeu em Cristo, e pela qual O louvaremos eternamente.
Para estar na presença de Deus, o estado moral do homem tem de corresponder ao caráter e natureza do próprio Deus, pois somente o que é moralmente similar a Ele mesmo pode agradá-Lo. Portanto, todos os que foram escolhidos para ocuparem tal posição devem ser “santos e irrepreensíveis”.
Mas o amor de Deus não se satisfaz apenas com isso. Fazer os seres humanos habitarem no mais alto e sublime lugar imaginável para uma criatura, diante dEle sem vergonha ou medo, não é suficiente para o amor divino, que deseja lhes dar uma natureza capaz de apreciar e corresponder aos Seus próprios sentimentos. Por isso fomos escolhidos para sermos “santos e irrepreensíveis diante dele em amor”.
Como Deus pôde escolher pessoas como nós para um tão maravilhoso propósito, antes da fundação do mundo? Nós que éramos pecadores perdidos, inimigos de Deus, mortos em delitos e pecados? A resposta é: Cristo e o que Ele faria por nós, e o que nós seríamos nEle.
Estamos “em Cristo”; O recebemos como nossa vida. Posicionalmente, portanto, estamos diante de Deus em um estado de perfeição e desfrutamos de Seu favor. O fato dEle ter nos escolhido não se relaciona em nada com nosso caráter anterior, nem com o que fizemos de “bom” ou mau. Foi, e é, por Seu incompreensível amor!

terça-feira, 12 de junho de 2012

ENQUANTO TEMOS O CONTROLE


Lembra-te também do teu Criador nos dias da tua mocidade.
Lembra-te de que Jesus Cristo… ressuscitou dentre os mortos
(Eclesiastes 12:1; 2 Timóteo 2:8).

ENQUANTO TEMOS O CONTROLE

Certo homem foi visitar um asilo. Encontrou os idosos na sala de convivência, mas a maioria deles não tinha condições de participar de nenhuma conversa. Alguns eram completamente dependentes da assistência da equipe de enfermagem, que os empurravam em cadeiras de rodas por toda parte. O visitante tentou cumprimentar uns velhinhos, encorajando-os com palavras animadoras, mas foi difícil fazer contato.
Agradeçamos a Deus por estarmos no pleno controle de nossas faculdades físicas e mentais, pois Ele tem nos preservado. Mas, além de agradecer, temos de ser cuidadosos e responsáveis no uso delas. Vivemos somente para nós mesmos, pensando unicamente nas coisas materiais e nos prazeres desta vida? Ou lembramos do que a Bíblia diz: “Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus” (Mateus 4:4).
Durante nossa vida temos de absorver o alimento para nossa alma que a Palavra de Deus providencia para nós. Quem lê as Sagradas Escrituras encontra a suprema mensagem de Jesus Cristo, o Filho de Deus, que Se tornou Homem para nos libertar do mal. Ele carregou a culpa dos pecados de todos os que crêem nEle pela fé. E Deus aceitou o Seu perfeito sacrifício, ressuscitando-O de entre os mortos e O elevando à glória. Portanto, Deus é perfeitamente justo quando declara justificados os que crêem em Jesus (Romanos 3:26).
Você esperará até a velhice para conhecer o Salvador, Jesus Cristo? Talvez você não tenha mais o controle de nada!

segunda-feira, 11 de junho de 2012

A OFERTA DE ALIMENTOS VISTA NA CRUZ


Esta é a lei do holocausto, da oferta de alimentos
(Levítico 7:37).

A OFERTA DE ALIMENTOS VISTA NA CRUZ

À medida que aprendemos a valorizar a obra que o Salvador fez, nos encontraremos gradualmente mais ocupados com a Pessoa que realizou tal obra. No início era o valor do sangue que nos dava a paz com relação ao nosso pecado, mas depois aprendemos a desfrutá-Lo pelo que Ele é. Essa é a oferta de alimentos (grãos); vemos Cristo em toda a Sua perfeição, e nos alimentamos dEle.
Nenhum outro aspecto da Pessoa e da obra do nosso Senhor é anunciada na oferta queimada. Mesmo se nunca tivéssemos sido salvos pela obra de Cristo, haveria algo nessa obra de tremenda importância que significaria mais para Deus do que a salvação dos pecadores.
Ele criou o homem para Sua glória. Mas, infelizmente, não se pôde encontrar alguém que jamais tenha desonrado a Deus de alguma maneira. A imagem de Deus tem sido continuamente deturpada desde o primeiro homem e por toda a descendência deste, e foi imperativo que algum homem pudesse viver uma vida totalmente santa para a glória divina. O caráter de Deus tinha de ser defendido; o Senhor Jesus Cristo, o segundo Homem, foi o Único que conseguiu fazer isso. Em Sua perfeita obediência até à morte, vemos que cumpriu inteiramente todos os requisitos da natureza divina e glorificou a Deus na plenitude. Esse é o aspecto da oferta queimada na cruz. Por meio da cruz, mais glória resultou para Deus do que a glória que a queda poderia Lhe tirar. Podemos afirmar que, mesmo se nenhum pecador fosse salvo por meio do sacrifício de nosso Senhor sobre o madeiro, ainda assim Deus teria sido completamente glorificado no tocante ao pecado, e mancha alguma poderia ser imputada ao Seu caráter, e nunca mais haverá qualquer questão relativa ao ódio que Deus sente quanto ao pecado e ao Seu prazer na santidade.

domingo, 10 de junho de 2012

1 Samuel 18:10-30


E notou que o Senhor era com Davi
(1 Samuel 18:28).

MEDITAÇÕES SOBRE O LIVRO DE 1 SAMUEL (Leia 1 Samuel 18:10-30)

O amor de Jônatas por Davi era tão profundo quanto a aversão de Saul por Davi. O rei começou a odiá-lo por causa de inveja (v. 8), então surgiu em seu coração o desejo de matar Davi, seguido pelo próprio ato em si: uma tentativa de assassinato. Os capítulos seguintes relatam várias tentativas de matar Davi. Isso é exatamente o que as Escrituras querem dizer com a expressão “o caminho de Caim” (Judas 11). Ele começou ficando enfurecido contra seu irmão e acabou assassinando-o. Ira e inveja são apenas os dois primeiros passos desse terrível caminho.
O rei prometera sua filha para o homem que vencesse os filisteus, mas não manteve sua palavra. Então tentou usar sua filha mais nova, Mical, para executar Davi pela mão do inimigo. Talvez suspeitasse que o vitorioso sobre Golias triunfaria novamente sobre os filisteus. Além disso, Saul não ignorava o segredo da força de Davi e isso certamente o amedrontava: “o Senhor era com Davi” (vv. 12, 14, 28). Davi escreveu no Salmo 23:4: “Não temerei mal nenhum, porque tu estás comigo”.
Esse também é o seu segredo? Você também tem experimentado a coragem que o Senhor nos dá?

sábado, 9 de junho de 2012

UM MAPA PARA O CÉU


E que desde a tua meninice sabes as sagradas Escrituras, que podem fazer-te sábio para a salvação, pela fé que há em Cristo Jesus
(2 Timóteo 3:15).

UM MAPA PARA O CÉU

Um marinheiro idoso entrou em uma livraria e perguntou ao vendedor:
– Você tem um mapa para eu poder achar o caminho?
– Certamente! Para onde o senhor deseja ir?
– Eu quero um mapa que me mostre o caminho para o céu.
– “O caminho para o céu?”, espantou-se o vendedor. – Ah, entendi! O senhor quer uma Bíblia, não é?
– Exatamente. Você entendeu direitinho o que eu quis dizer, respondeu o marinheiro, sorrindo.
O marinheiro pegou a Bíblia, pagou e, antes de ir embora, fez mais uma pergunta ao vendedor: – Você conhece este mapa?
– Sim. Eu leio de vez em quando.
– Isso é bom, respondeu o idoso. – Fico feliz em ouvir isso, mas lembre-se de uma coisa: simplesmente ler não é suficiente. É preciso crer e obedecer.
Ler a Bíblia é bom, pois ela é a Palavra de Deus. Por meio de sua leitura, passamos a nos conhecer, sabendo como Deus nos vê, e a conhecer o Senhor Jesus. Mas crer na mensagem que ela traz é infinitamente melhor. “De sorte que a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus” (Romanos 10:17). Ela nos diz que somos “salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie” (Efésios 2:8-9).
Crer na mensagem da Bíblia e viver de acordo com os preceitos dela é o que Deus espera de cada um de nós. Essa é a verdadeira obediência. “De tudo o que se tem ouvido, o fim é: Teme a Deus, e guarda os seus mandamentos; porque isto é o dever de todo o homem” (Eclesiastes 12:13).

sexta-feira, 8 de junho de 2012

ALGO PARA NOS MARAVILHARMOS

Que é o homem, para que tanto o engrandeças, e ponhas nele o teu coração?
(Jó 7:17).

ALGO PARA NOS MARAVILHARMOS

Como a Terra é pequena quando comparada à extensão do universo! E o que dizer de nós, habitantes dela? É útil sentirmos nossa própria insignificância e não nos levarmos tão a sério. Por outro lado, não devemos nos menosprezar e achar que somos nada. Não é assim que o Deus Todo-poderoso, Sublime e Majestoso nos considera. “Deus é Espírito” (João 4:24). Isso quer dizer que está além das coisas visíveis, todas criadas por Ele, sejam grandes ou pequenas.
 A expressão de surpresa de Jó no versículo de hoje é compreensível. Em outra passagem, Jó afirma: “O homem, nascido da mulher, é de poucos dias e farto de inquietação… foge também como a sombra, e não permanece. E sobre este tal abres os teus olhos” (14:1-3), não para nos julgar, como Jó imaginava; mas porque “Deus é mui grande, contudo a ninguém despreza” (36:5).
Davi ficou igualmente maravilhado quando contemplava o céu estrelado: “Que é o homem mortal para que te lembres dele? e o filho do homem, para que o visites?” (Salmo 8:4). “Senhor, que é o homem, para que o conheças, e o filho do homem, para que o estimes?” (Salmo 144:3).
Mas Deus Se importa conosco. Tanto que enviou Seu Filho, Jesus Cristo, para nos salvar. Ele não O poupou do julgamento que cabia a nós, e baseado na obra que Ele fez na cruz, Deus perdoa todos os que nEle crêem. Somos Seus filhos, aos quais concedeu Seu Espírito e nos uniu a Cristo.
Não há a menor possibilidade de imaginarmos o que Deus preparou para nós, frágeis seres humanos. A natureza e a criação são apenas sombras do que Deus tem para os que O amam.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

EXPERIÊNCIA INDESCRITÍVEL


Porque este meu filho estava morto, e reviveu, tinha-se perdido, e foi achado. E começaram a alegrar-se
(Lucas 15:24).

EXPERIÊNCIA INDESCRITÍVEL

Para o filho pródigo foi uma experiência indescritível, uma mudança além de qualquer explicação, quando ele saiu das profundezas da miséria para ser recebido com festa na casa de seu pai. Usando roupas novas e nobres, ele se sentou à mesa e desfrutou de tudo o que seu pai havia preparado especialmente para ele. Houve grande júbilo naquela casa.
Ah, se cada pessoa neste planeta soubesse como o amor do Pai é imenso, e o que significa desfrutar de um relacionamento com Ele! Haveria uma alegria infindável. Quem se volta para Deus, confessando seus pecados e crê no Redentor Jesus Cristo, experimenta isso diariamente.
Não há espaço para dúvidas ou questionamentos aqui! Será que o filho pródigo, depois de tudo, poderia dizer: “Não estou certo se posso acreditar mesmo nessas coisas e nem nos sentimentos de meu pai”? Ele podia falar de seu passado pecaminoso, da miséria que sofreu, de seu retorno e confissão e de como desperdiçou tempo precioso. E teria de falar com muito mais entusiasmo do comovente amor de seu pai, que o perdoou de todas as humilhantes ofensas que cometera, e o recebeu como a um príncipe.
Tudo isso ilustra a experiência de quem se arrepende e volta para Deus Pai por meio de Jesus Cristo. Ele está esperando para receber todos os que ainda não tomaram essa decisão!

quarta-feira, 6 de junho de 2012

UM ADIANTAMENTO


Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não é manifestado o que havemos de ser
(1 João 3:2).

UM ADIANTAMENTO

Precisamos enfatizar que o título de “filhos de Deus” não designa apenas um grupo particular de cristãos. O apóstolo João, escritor dessa epístola, não restringiu o “nós somos” a si mesmo e aos outros apóstolos, mas incluiu todos os que receberam Jesus Cristo como Redentor. Ele contrasta o que nós, os que cremos, somos no presente com o que seremos: ou seja, o que acontecerá com os filhos de Deus no futuro. Não há dúvida que o futuro dos redimidos será na glória e nem se poderá comparar com as bênçãos que já possuem!
A razão disso é dada pelo apóstolo imediatamente após: quando Ele for revelado, seremos como Ele é, pois “assim como é o veremos” (v. 2). Note que João sabia acerca do que estava escrevendo. Quando o Senhor viveu aqui, João chamou a si mesmo de “aquele a quem Jesus amava” (João 13:23). Certa vez teve o privilégio de ver o Senhor Jesus glorificado no monte onde ocorreu a transfiguração. E também viu o Senhor após a ressurreição. Nessa ocasião, os discípulos não O reconheceram de imediato. Uma glória O cercava, a qual não haviam visto antes.
Quando se trata do futuro dos redimidos na glória celestial, a imaginação humana é totalmente incompetente para alcançar o que Deus tem preparado para os Seus. Está fora da capacidade de nossa mente. E o apóstolo João, já bem idoso, ansiava por conhecer tais coisas.
A bênção de ser filho de Deus é um dom da graça. Em outras palavras, é como se fosse um adiantamento da futura bênção de vê-Lo como Ele é.

terça-feira, 5 de junho de 2012

PUNIÇÃO CERTA, MAS NÃO IMEDIATA


Porquanto não se executa logo o juízo sobre a má obra, por isso o coração dos filhos dos homens está inteiramente disposto para fazer o mal
(Eclesiastes 8:11).

PUNIÇÃO CERTA, MAS NÃO IMEDIATA

O sistema legal das nações exige que se definam leis para que os culpados sejam não somente condenados, mas sentenciados justa e rapidamente. Isso não nos surpreende.
Contudo, tratamos as ofensas contra Deus de maneira inteiramente diferente! Pelo fato de Deus não interferir imediatamente, muitos esquecem que Seu julgamento é infalível e inevitável. Ele vê não apenas os atos exteriores, mas a fonte de onde eles procedem e a motivação pela qual são realizados.
A maioria interpreta mal a paciência de Deus. Acham que, porque Ele não age na mesma hora, tudo está resolvido. Mas Deus não deixa passar nada! A Bíblia nos diz que tudo está registrado e que um dia Ele revelará todas as coisas. Ele é perfeitamente justo.
E qual a razão de Deus adiar a punição? Porque em Jesus Cristo, Seu Filho, Ele preparou uma saída para que todos escapem desse juízo. Ele julgou Seu Filho na cruz por nossas transgressões. Agora cada um de nós pode obter o perdão. Mas temos de ir até Ele e confessar nossos pecados. Esconder nossas culpas nos levará à destruição, pois o julgamento certamente virá. Mas o perdão ainda está disponível.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

AQUELE QUE SUBIU


E, estando com os olhos fitos no céu, enquanto ele subia, eis que junto deles se puseram dois homens vestidos de branco. Os quais lhes disseram: Homens galileus, por que estais olhando para o céu? Esse Jesus, que dentre vós foi recebido em cima no céu, há de vir assim como para o céu o vistes ir
(Atos 1:10-11).

AQUELE QUE SUBIU

Que maravilhoso: um Homem subindo ao céu! De fato, Cristo “subiu” ou ascendeu (João 20:17), como Atos 1:10 relata: “enquanto ele subia”. Portanto, é verdade que Cristo foi elevado e recebido (v. 9), e é verdade também que Ele subiu (v. 10). Aqui vemos a grandeza de Cristo: Ele era capaz de subir por Si mesmo, de ir para o céu! O mesmo verbo é usado pelos anjos em Atos 1:11, ao dizerem: “como para o céu o vistes ir”.
Os anjos também confirmaram o futuro retorno de Cristo a este mundo de forma visível, da mesma maneira e no mesmo monte (Zacarias 14:4), quando Israel finalmente estará pronto para recebê-Lo (Mateus 23:39). Mais tarde, Paulo cita o Salmo 68 para descrever a vitória de Cristo em Sua ascensão: “Subindo ao alto, levou cativo o cativeiro, e deu dons aos homens” (Efésios 4:8). Em um breve parêntese, Paulo comenta: “Ora, isto – ele subiu – que é, senão que também antes tinha descido às partes mais baixas da terra? Aquele que desceu é também o mesmo que subiu acima de todos os céus, para cumprir todas as coisas” (Efésios 4:9-10).
Paulo enfatizou a glória de Cristo em, no mínimo, quatro pontos: 1) Ele subiu, 2) ao alto, 3) acima de todos os céus, 4) para que Ele cumprisse todas as coisas. Este último ponto implica o fato de que um dia o universo inteiro trará a marca de Cristo e refletirá as belezas de Sua Pessoa. Ele foi Aquele rejeitado pelos homens, sobre o qual lemos que “subiu”, ou “foi elevado”, mas que também foi “recebido” por Deus.

domingo, 3 de junho de 2012

1 Samuel 17:55-58; 18:1-9


Eu e o Pai somos um
(João 10:30).

MEDITAÇÕES SOBRE O LIVRO DE 1 SAMUEL (Leia 1 Samuel 17:55-58; 18:1-9)

Davi, o vitorioso, dirige-se mais uma vez à presença do rei, carregando a cabeça do gigante nas mãos. E vemos com surpresa que Saul não mais sabia quem era o pai de Davi. Há uma cegueira semelhante em relação ao Senhor Jesus. Os judeus não sabiam quem Ele era, nem quem era Seu Pai (João 8:19). E hoje isso ainda acontece nos países ditos cristãos, onde as pessoas não reconhecem Jesus como Filho de Deus (1 João 4:14-15).
 Para Jônatas, por outro lado, não havia dúvida quanto a Davi. Aquele que libertou Israel de forma tão maravilhosa só podia ser o ungido do Senhor. E sua alma se uniu à de Davi não por causa de gratidão ou admiração, mas com laços de um amor pessoal e íntimo. Que belo exemplo para o crente, que não apenas se alegra com sua salvação, mas ama O que lhe salvou. E amor é um sentimento que se revela por meio de atos. Jônatas se despe dos símbolos de seu poder e glória e os dá a Davi, a quem ama. Estamos preparados para fazer o mesmo? Será que reconhecemos o Senhor Jesus como nosso Salvador, Aquele que possui todos os direitos sobre nossa vida e nossos bens?

sábado, 2 de junho de 2012

SANTO? EU?


PAULO e Timóteo, servos de Jesus Cristo, a todos os santos em Cristo Jesus, que estão em Filipos.
Saudai a todos os santos em Cristo Jesus… Todos os santos vos saúdam
(Filipenses 1:1-2; 4:21-22).

SANTO? EU?

“Eu não sou santo!” Quem diz isso admite que existem coisas em sua vida que não são como deveriam ser e também que não tem o menor desejo de ser comparado com os que foram considerados “santos” pela tradição religiosa.
O uso do termo “santo” na Bíblia, a Palavra de Deus, significa algo totalmente diferente. Primeiro porque ela afirma que “não há um justo, nem um sequer” (Romanos 3:10). Porém, o apóstolo Paulo se dirige da seguinte maneira aos que crêem verdadeiramente no Senhor Jesus: “aos santificados em Cristo Jesus, chamados santos”. Depois de mencionar uma lista de pecados, continua: “Mas haveis sido lavados, mas haveis sido santificados, mas haveis sido justificados em nome do Senhor Jesus, e pelo Espírito do nosso Deus” (1 Coríntios 1:2; 6:11).
Vemos que ser chamado de santo não é um privilégio de um mártir ou de pessoas extremamente piedosas. É uma qualificação de todos os que crêem no Senhor e na obra de redenção que Ele realizou na cruz. Qualquer pessoa pode participar do grupo dos santos, basta crer (Atos 26:18).
É possível um santo pecar? Infelizmente sim! O fato de alguém ser redimido pelo Senhor não significa que suas inclinações pecaminosas deixaram de existir, mas o Espírito Santo que habita no crente tem o poder de vencê-las. Quando um crente peca, ainda tem um recurso: confessar o pecado ao Senhor, pedir perdão, abandoná-lo e retornar ao caminho da santidade. Deus não espera perfeição de Seus santos, mas que eles tenham um coração quebrantado e disposto a amá-Lo acima de tudo.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

UM PAPEL AMASSADO


Porque, se anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar, pois me é imposta essa obrigação; e ai de mim, se não anunciar o evangelho!
(1 Coríntios 9:16).

UM PAPEL AMASSADO

Cada funcionário da fábrica tinha seu armário e escaninho. Um dos empregados costumava colocar folhetos evangelísticos nos escaninhos. Certo colega se sentiu ofendido e tratou o jovem cristão muito mal. Então veio a guerra de 1939, e todos foram demitidos.
Em 1965, um grupo de crianças em uma plataforma cantava um hino enquanto esperava o trem que as levaria a um acampamento. Havia um homem que as observou por um tempo, e depois se aproximou do líder do grupo e perguntou: “Você me reconhece? Sou aquele seu colega de trabalho que se incomodava quando você colocava folhetos nos escaninhos. Vou lhe contar minha história”.
Ele se tornou um prisioneiro de guerra e foi forçado a trabalhar sob condições terríveis como lenhador. Ele era tão maltratado que certo dia resolveu reunir suas coisas e dar fim à sua vida. De repente, seu olhar recaiu sobre um pedaço de papel sujo e amassado no qual estavam as palavras: “Creia no Senhor Jesus e serás salvo”. Era um dos folhetos que ele havia recebido. “Oh, Deus, se existes, então me mande notícias da minha família!”
Dois dias se passaram. Um guarda o pegou pelo braço e lhe entregou um maço de cartas e um pacote da Cruz Vermelha.
Quando retornou para casa, vários meses depois, não era o mesmo homem. Ele havia tido uma experiência com Jesus Cristo e O recebeu como Senhor e Salvador.