sexta-feira, 31 de agosto de 2012

IRA PODEROSA, BONDADE PODEROSA


Quem parará diante do seu furor, e quem persistirá diante do ardor da sua ira? A sua cólera se derramou como um fogo, e as rochas foram por ele derrubadas. O Senhor é bom, ele serve de fortaleza no dia da angústia, e conhece os que confiam nele
(Naum 1:6-7).

IRA PODEROSA, BONDADE PODEROSA

Quando um chefe enérgico tem uma explosão de ira, os funcionários temem. Imagine quando o eterno Deus, que é longânimo, se ira contra a rebelião pecaminosa de Suas criaturas! “Quem persistirá diante do ardor da sua ira?” Os homens não deveriam tremer de medo e terror? Até as rochas são despedaçadas por Ele. Se o coração humano se torna duro como rocha, não haverá proteção possível, pois Ele facilmente transforma tudo em pó.
Mas tal poder indescritível contrasta com a sua própria atividade no julgamento. “O Senhor é bom, ele serve de fortaleza no dia da angústia, e conhece os que confiam nele.” É maravilhoso perceber que o infinito poder do Deus dos céus e da terra não é apenas demonstrado na severidade de Sua ira e julgamento, mas também em Sua misericórdia. Ele é “fortaleza no dia da angústia”, mas não para os corações endurecidos da humanidade rebelde. Enquanto estes serão feitos em pedaços, os que confiam nEle, o Senhor da glória, experimentarão em todas as tribulações que Ele é uma fortaleza.
Portanto, a bondade e a força do Deus vivo estão perfeitamente unidas para abençoar os que confiam nEle. Isso é visto de maneira bela no sacrifício do Senhor Jesus no Calvário. Em Sua morte voluntária pelos culpados, a bondade de Deus é docemente revelada. Mas no mesmo sacrifício, o poder de Deus transparece – poder que subjugou todo o poder do inimigo, poder que julgou o pecado e libertou os pecadores arrependidos da culpa e da escravidão, poder que lhes dá uma herança incorruptível e incontaminada, reservada para eles no céu.

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

RENDENDO-SE ÀS PRESSÕES


Por que buscais o vivente entre os mortos? Não está aqui, mas ressuscitou… E iam falando entre si de tudo aquilo que havia sucedido. E aconteceu que, indo eles falando entre si, e fazendo perguntas um ao outro, o mesmo Jesus se aproximou, e ia com eles… E ele lhes disse: Que palavras são essas que, caminhando, trocais entre vós, e por que estais tristes?… E eles lhe disseram: As que dizem respeito a Jesus Nazareno… E como os principais dos sacerdotes e os nossos príncipes o entregaram à condenação de morte, e o crucificaram
(Lucas 24:5-6; 14-15; 17, 19-20).

RENDENDO-SE ÀS PRESSÕES

Ao invés de ouvir apenas o claro testemunho do Espírito na Palavra de Deus, esses dois discípulos permitiram que sua mente vagasse sob a pressão das circunstâncias exteriores. Ao invés de permanecerem firmes na rocha inabalável da revelação divina, submergiam nas ondas tempestuosas do mar da vida. Em outras palavras, deram vazão para que a mente deles os fizesse cair sob o poder da morte, e, portanto, não é de se estranhar que o coração e a comunicação estivessem endurecidos e obscurecidos.
Você e eu já experimentamos momentos em que nos rendemos ao poder das coisas visíveis e temporais, em vez de vivermos por fé na luz do que é eterno e invisível. Mesmo os que declaram conhecer o Salvador ressurreto – que crêem estar mortos e ressuscitados com Ele, que têm o Espírito Santo habitando neles, às vezes se prostram e caem. Não é nesses momentos que precisamos de um desafio do Salvador?
Ao nos reunirmos ou ao andarmos pelo caminho, é bastante comum que nossas “comunicações” sejam tudo o que não deveriam ser. Certamente é deprimente ficar lamentando juntos sobre as obscuras situações que nos cercam: as variações extremas do clima, as previsões pessimistas dos economistas, a saúde precária, a violência – enfim, todos os assuntos, menos o tema correto, que é “o próprio nosso Senhor Jesus Cristo e nosso Deus e Pai, que nos amou, e em graça nos deu uma eterna consolação e boa esperança” (2 Tessalonicenses 2:16).

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

MORTOS TÊM DE SER SEPULTADOS


De sorte que fomos sepultados com ele pelo batismo na morte
(Romanos 6:4).

MORTOS TÊM DE SER SEPULTADOS

Por que uma pessoa é batizada? Ou, em outras palavras, por que uma pessoa é sepultada? Não porque está viva, mas porque está morta. Apenas o Senhor Jesus sabe com toda certeza se alguém nasceu de novo, e, portanto, se vive. Mas João 4:2 nos diz que “Jesus mesmo não batizava, mas os seus discípulos”. Por que isso? Se o Senhor Jesus batizasse, o povo poderia ter a impressão errada de que esse era o meio dEle dar vida. Seus discípulos estavam em posição de entender, como todos os crentes, que cada indivíduo na terra está morto em “ofensas e pecados” (Efésios 2:1), e devido a isso deve ser sepultada. Não é um erro batizar.
Alguns acham que Filipe errou ao batizar Simão, o mágico (Atos 8:9-24). Simão não deveria ser sepultado? Certamente que sim, pois era notório que estava morto em seus pecados. Isso é um triunfo para o cristianismo, pois, apesar dele ter se mostrado um falso cristão, foi para sua própria vergonha que o fez. De fato, Filipe estava sendo obediente à palavra do Senhor Jesus dada em Mateus 28:19: “Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo”. E hoje existem multidões que são batizadas, sem jamais terem recebido verdadeiramente Jesus como Senhor em seu coração, sem jamais O terem conhecido por experiência pessoal.
Você é um desses? Batizado em nome de Cristo, mas ainda morto em seus pecados? Então se arrependa e busque desesperadamente conhecê-Lo de verdade, crer nEle, e aí obterá perdão. Não permaneça mais um minuto sequer como um ‘cristão’ nominal, um hipócrita religioso, trilhando o caminho da perdição eterna! “Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo” (Romanos 10:9).

terça-feira, 28 de agosto de 2012

SOB O SANGUE HÁ PAZ


Eu sou o Senhor. E aquele sangue vos será por sinal nas casas em que estiverdes; vendo eu sangue, passarei por cima de vós
(Êxodo 12:12-13).

SOB O SANGUE HÁ PAZ

A Páscoa celebrada no Egito é um tipo bem conhecido de Cristo desviando de Seu povo o julgamento que recaiu sobre os ímpios. O anjo destruidor passou sobre a terra do Egito e matou o primogênito de cada família. Israel escapou pela morte do cordeiro e somente por isso. O sangue aspergido sobre os umbrais da porta dizia ao destruidor que a sentença de morte já havia sido executada, e, portanto, ele passava por cima daquela casa. Era uma questão de vida ou morte, e o sangue, somente o sangue, fixou a linha demarcatória: “Vendo eu sangue, passarei por cima de vós”. Esse foi o memorial de Deus, exibido pela obediência da fé. O sangue estava no exterior da casa, e Israel no interior, e, dessa maneira, não podiam ver o sangue, e nem isso era necessário. O que de fato era necessário era a fé na ordem de Deus, e quanto mais simples a fé, maior a paz. O privilégio de Israel era comer o cordeiro dentro das casas, enquanto o destruidor passava, executando o terrível julgamento sobre todos os que não se abrigaram debaixo do sangue.
Como isso é simples! Surpreendente! Como aprendemos com tal episódio. O meio de salvação que Deus estabeleceu é simples, tão simples quanto completo: “Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo” (Romanos 10:9). Cristo é a salvação de Deus, e o amor de Deus por Cristo forma a base da paz do crente.
Muitos sofrem demais por ficar olhando para a própria fé, e não para o Objeto a que ela se dirige. A fé é a única coisa que nos possibilita agarrarmos o dom de Deus. A genuína fé jamais contempla a si mesma. Olha para o Senhor Jesus. “Vendo eu sangue, passarei”. Nada mais tem proveito, a não ser o sangue do Cordeiro!

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

SAIA DE SUA ZONA DE CONFORTO!


Porque Deus não nos deu o espírito de temor, mas de fortaleza, e de amor, e de moderação. Portanto, não te envergonhes do testemunho de nosso Senhor… Deus… nos salvou, e chamou com uma santa vocação; não segundo as nossas obras, mas segundo o seu próprio propósito e graça

(2 Timóteo 1:7-9).

SAIA DE SUA ZONA DE CONFORTO!

Com freqüência receamos falar da salvação oferecida por nosso Senhor Jesus Cristo! Talvez porque não nos sintamos confiantes o suficiente para responder alguma eventual pergunta difícil que possa surgir. Mas o poder não está em nossa habilidade de convencimento; está em Seu Espírito Santo que habita em nós. Talvez imaginemos que nem uma alma sequer jamais nascerá de novo por meio da nossa proclamação do evangelho, mas isso não é humildade; é dúvida. Nunca deveríamos duvidar de Seu poder. Afinal de contas, Ele foi capaz de usar uma jumenta (Números 22:28-31), um galo (Mateus 26:34) e uma sarça ardente (Êxodo 3:2). Será que não pode usar você?
Por onde quer que olhemos, há pecados e pecadores. A questão é: o que faremos além de lamentar? O Senhor diz: “A seara é realmente grande, mas poucos os ceifeiros” (Mateus 9:37). Quando nascemos de novo, da “água e do Espírito” (João 3:3-5), não temos condições de ficar inoperantes e nem de pregar o evangelho só para quem já o conhece! Irmãos e irmãs, temos de pregar o evangelho para os que estão perdidos!
Gaste uns minutos e olhe ao redor de sua zona de conforto. Você perceberá quantos necessitam desesperadamente do Salvador, mesmo que não os conheça. Já não é tempo de sairmos da clausura das paredes da nossa congregação e nos aproximarmos dos pecadores como o próprio Senhor fez? “O fruto do justo é árvore de vida, e o que ganha almas é sábio” (Provérbios 11:30).

domingo, 26 de agosto de 2012

1 Samuel 25:1-17


Quem é Davi, e quem é o filho de Jessé?… Tomaria eu, pois, o meu pão, e a minha água, e a carne das minhas reses que degolei para os meus tosquiadores e o daria a homens que eu não sei de onde vêm?
(1 Samuel 25:10-11).

MEDITAÇÕES SOBRE O LIVRO DE 1 SAMUEL (Leia 1 Samuel 25:1-17)

Samuel morre, e com isso cessam suas fiéis orações em favor do povo (12:23). Moisés e Samuel são dois grandes exemplos de intercessores (Jeremias 15:1). É muito sério quando o Senhor recolhe um homem ou mulher de oração, quando uma voz é silenciada… talvez após muita oração a nosso favor. Contudo, a intercessão do Senhor Jesus jamais acaba. “Por isso, também pode salvar totalmente os que por ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles” (Hebreus 7:25).
 Davi, o verdadeiro rei, o salvador de Israel, está no meio do povo como um fiel pastor. Ele cuidava dos rebanhos de Nabal com o mesmo zelo que tratava os seus próprios animais. Agora envia uns jovens com uma mensagem de paz para a casa daquele homem (v. 6; Lucas 10:5). Mas Nabal despreza Davi e o trata com escárnio (v. 10). Nabal é como aqueles fariseus que disseram sobre Jesus: “Este nem sabemos donde é” (João 9:29). Nabal rejeitou tanto o rei como os mensageiros dele. Isso é também o que o Senhor declarou aos Seus discípulos: “Quem vos der ouvidos ouve-me a mim; e quem vos rejeitar a mim me rejeita” (Lucas 10:16).

sábado, 25 de agosto de 2012

A LIBERDADE CRISTÃ


Em espírito estou convosco, regozijando-me e vendo a vossa ordem e a firmeza da vossa fé em Cristo.
Por esta causa te deixei em Creta, para que pusesses em boa ordem as coisas que ainda restam
(Colossenses 2:5; Tito 1:5).

A LIBERDADE CRISTÃ: UM TESOURO A SER PRESERVADO

Tito não apenas deveria designar outros para cuidar da ordem e da moral dos cristãos, mas, estando em Creta e investido com autoridade dada pelo apóstolo, ele mesmo tinha de fazer isso. Tito estava encarregado de verificar que cada um, de acordo com sua posição, andasse em harmonia com as instruções de Cristo e de maneira adequada aos que proclamam Seu nome. Isso é uma coisa importante que nos protege dos ataques de Satanás e da confusão na assembléia.
A verdadeira liberdade reina na assembléia; a ordem moral assegura isso. A negligência da graça e da santa ordem entre os cristãos é uma oportunidade ímpar para o inimigo desonrar o Senhor, arruinar o testemunho, e instalar o caos, dando chance e motivos ao mundo de blasfemar o nome de Cristo. Não nos enganemos: se tais coisas não forem mantidas, então a maravilhosa liberdade cristã, ignorada pelo mundo que não conhece a graça divina, cederá lugar à libertinagem e à confusão total.
Geralmente, quando se percebe que a fraqueza humana causa desordem onde a liberdade cristã reina, ao invés de procurar o verdadeiro remédio, as pessoas tendem a destruir a liberdade. Os homens eliminam o poder e o agir do Espírito – pois “onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade” (2 Coríntios 3:17) – e, conseqüentemente, a alegria de novos relacionamentos no qual todos são um. “Extinguir o Espírito” (1 Tessalonicenses 5:19) é o meio mais eficiente e mortífero de abrir as portas para o reinado de Satanás dentro da assembléia cristã!
“Portanto, cingindo os lombos do vosso entendimento, sede sóbrios” (1 Pedro 1:13), lembrando que “o Senhor corrige o que ama, e açoita a qualquer que recebe por filho… Mas, se estais sem disciplina, da qual todos são feitos participantes, sois então bastardos, e não filhos” (Hebreus 12:6 e 8).

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

COISAS QUE ACOMPANHAM A SALVAÇÃO: SUBMISSÃO E OBEDIÊNCIA

Esse Jesus, a quem vós crucificastes, Deus o fez Senhor e Cristo.
Para que ao nome de Jesus se dobre todo o joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra, e toda a língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai
(Atos 2:36; Filipenses 2:10-11).

COISAS QUE ACOMPANHAM A SALVAÇÃO: SUBMISSÃO E OBEDIÊNCIA

O Senhor Jesus falou a Saulo de Tarso na estrada de Damasco: “Eu sou Jesus, a quem tu persegues” (Atos 9:5). Saulo respondeu: “Senhor, que farei?” (Atos 22:10). Dirigindo-se a Jesus como Senhor no momento de sua conversão, Saulo reconheceu Sua autoridade e manifestou rendição, submissão a Jesus como Senhor e Mestre, e sua disposição de obedecê-Lo e servi-Lo.
Render-se a Cristo como Salvador, submeter-se e obedecer é a essência do cristianismo. A palavra ‘cristão’ significa que alguém se tornou seguidor e discípulo de Cristo. Portanto, obediência e submissão a Cristo são coisas que definitivamente acompanham a salvação e têm de ser encontradas em todos os que dizem ser cristãos.
Você já parou para pensar que Deus constituiu Jesus Cristo como Senhor de tudo, e não somente como Salvador dos pecados e do julgamento divino? Aquele a quem temos recebido como Salvador é o mesmo a quem Deus colocou sobre tudo. Algo está muito errado se considerarmos Cristo como Salvador e nos beneficiarmos dos frutos de Sua obra na cruz e depois nos recusarmos a nos submetermos a Ele como Senhor e Mestre em obediência total.
Receber ou aceitar Jesus como Senhor significa reconhecer Seus direitos e autoridade sobre minha vida, significa render minha vontade a Ele, viver para agradá-Lo e servi-Lo. Isso é evidente na declaração do Senhor: “E por que me chamais, Senhor, Senhor, e não fazeis o que eu digo?” (Lucas 6:46). E o que Ele quer de nós está expressamente registrado na Bíblia.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

A MARCA DE BARNABÉ


José, cognominado pelos apóstolos, Barnabé (que, traduzido, é Filho da consolação)
(Atos 4:36).

A MARCA DE BARNABÉ

Ele nasceu José, mas por causa de sua vida marcada pelo amor e cuidado com os demais, ganhou o apelido de Filho da consolação. Os apóstolos observaram sua maneira de viver e viram que Barnabé era altruísta, e não egoísta.
Toda vez que nos deparamos com Barnabé no Novo Testamento, ele está encorajando alguém. Em Atos 4:37, ele encoraja outros com a oferta obtida com a venda de uma propriedade sua. Vemos também Barnabé encorajando seu amigo Paulo. Quando Paulo veio a Jerusalém após sua conversão, os santos tinham medo dele, Barnabé foi o único que o aceitou e o levou aos apóstolos (Atos 9:26-30). Os dois formaram uma equipe que viajou junto milhares de quilômetros a serviço do Senhor.
Barnabé também agiu da mesma forma quando seu sobrinho, João Marcos (Colossenses 4:10), que viajava com Barnabé e Paulo na primeira viagem missionária deles, resolveu deixá-los no meio da missão (Atos 13:1-3). Mais tarde Barnabé quis lhe dar uma segunda chance,  mas Paulo recusou terminantemente a idéia. Então Barnabé tomou Marcos e partiu em outra direção (Atos 15:36-41). Diz-se que “Paulo teve a aprovação dos irmãos, mas Barnabé conquistou o veredito da História”. Barnabé se tornou mentor de João Marcos, o qual, por sua vez, um verdadeiro servo de Cristo (Colossenses 4:10-11). Tanto que o próprio Paulo mais tarde instrui Timóteo: “Toma Marcos, e traze-o contigo, porque me é muito útil para o ministério” (2 Timóteo 4:11). Marcos falhou, e gravemente, e a pergunta de Paulo foi “o que ele pode fazer pela obra?”; no entanto, a atitude de Barnabé foi “o que eu posso fazer por ele?”
Se você recebesse um apelido dos que lhe conhecem, qual seria? Qual marca você tem deixado na vida das pessoas?

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Um Em Nome De Jesus

Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que crêem no seu nome; os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus. João 1:12-13


Duas pessoas, dois universos. De um lado a velha camponesa polonesa em seu país, marcado pelas muitas feridas da sangrenta guerra; por outro lado o jovem soldado alemão, que encontrou abrigo na modesta casa da velhinha.
Cada um com suas próprias preocupações: Que trará o dia de amanhã? Como vai continuar? Que nos espera? Eles mal podiam se comunicar. Ele só falava poucas palavras em polonês, e ela não entendia o alemão. Mas quando ela viu o jovem lendo uma vez seu novo testamento em sua simples cozinha, ela foi ao seu encontro, parou diante dele e perguntou apontando para o livro em suas mãos: “JESUS?”
E quando ele, surpreso e contente, balançou afirmativamente a cabeça, ela apontou para si e disse mais uma vez: “JESUS!”
O testemunho foi curto mas convincente. Dois universos bem diferentes – mas o nome do Senhor Jesus tinha ligado estas duas pessoas, transpondo tremendo abismo.
As suas pátrias estavam em guerra entre si; mas eles mesmos pertenciam, pela fé no Senhor Jesus, a um povo “tirado dentre os gentios”, “para o seu Nome”.
”Primeiramente Deus visitou os gentios para tomar dentre eles um povo para o seu Nome”
Atos 15:14

terça-feira, 21 de agosto de 2012

POMPÉIA

Se Deus… condenou à destruição as cidades de Sodoma e Gomorra, reduzindo-as a cinza, e pondo-as para exemplo aos que vivessem impiamente… Assim, sabe o Senhor livrar da tentação os piedosos, e reservar os injustos para o dia do juízo, para serem castigados
(2 Pedro 2:4, 6, 9).

POMPÉIA

Pompéia era uma típica cidade romana. Seus habitantes e incontáveis estrangeiros enchiam as ruas estreitas. Lojas, oficinas, tavernas e um grande mercado tornavam a cidade bastante atrativa, isso sem falar no belo anfiteatro. No ano eleitoral de 79 d.C. havia muito movimento. Mas o tempo da nova liderança duraria pouco.
No dia 20 de agosto, o primeiro estrondo ensurdecedor veio das partes profundas da terra. Era o início de uma terrível catástrofe. No dia 24 de agosto, o vulcão Vesúvio, inativo por algum tempo, cuspiu fogo e cinzas. Ao meio-dia tudo se tornou escuro e caíram grandes pedaços de rocha e milhares de pequenas pedras. Aquela próspera cidade desapareceu sob uma montanha de pedras, cinzas e lava.
Quando ocorre algo desse porte, surge a velha pergunta: como Deus permite que isso aconteça? Muitas respostas são dadas, mas no fundo ninguém pode explicar. Porém Deus não nos deixa no escuro quanto ao motivo da devastação de duas outras cidades. Sodoma e Gomorra foram varridas da terra por causa dos incontroláveis pecados de seus habitantes, os quais foram punidos por Deus para servir de exemplo. Isso é uma séria advertência para nós. Qualquer pessoa que pensa poder levar a vida sem Deus deveria reconsiderar!
Mas quem colocou a vida em ordem diante de Deus pode contar com Ele, e independente do que aconteça nesta vida tão passageira, possui uma segurança que vai além da eternidade. Deus cuida dos Seus.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Conflitos entre irmãos


Rogo a Evódia, e rogo a Síntique, que sintam o mesmo no Senhor
(Filipenses 4:2).
Conflitos entre irmãos
    Desde que o apóstolo Paulo escreveu estas palavras aos filipenses, Evódia e Síntique acharam muitos imitadores. Entre os filhos de Deus, elas não foram as únicas que tiveram discordâncias. A história da igreja até mesmo relata homens de Deus piedosos e honrados envolvidos em contendas onde não se evidenciou empenho algum por unanimidade.
    Em princípio não se trata de questões da doutrina correta, pois do contrário o próprio Paulo teria pronunciado uma palavra de esclarecimento. Trata-se, antes de mais nada, de uma advertência pessoal. O problema tampouco é o motivo da contenda, mas sim a atitude dos envolvidos. A incompatibilidade de gênios ou a diferença de pontos de vista pode atrapalhar a melhor cooperação, até mesmo entre crentes que estejam em pleno acordo quanto ao fim que têm em vista. O que importa não é se as coisas vão correr segundo a minha concepção, mas sim que a tarefa, na qual tenho a oportunidade de cooperar, seja encaminhada de uma maneira condizente com Deus; isto sim é relevante!
    Para isso temos que tomar o Senhor Jesus como exemplo. Ele não buscava a Sua vontade, mas a vontade de Deus, que o havia enviado (João 5:30). Agora, se o perdemos de vista, então corremos o perigo de dar muita ênfase até mesmo a coisas pequenas, e assim gerar tensões.
    Quanta paciência Paulo não tinha com aqueles que “pensavam um pouco diferente” dele! Ele confiava que o Senhor os iria encaminhar. Mas uma coisa lhe era relevante: que todos convivessem entre si de maneira condizente com o a fé comum, e que nada os afastasse deste bem precioso.

domingo, 19 de agosto de 2012

1 Samuel 24:1-22


Julgue o Senhor entre mim e ti e vingue-me o Senhor de ti; porém a minha mão não será contra ti
(1 Samuel 24:12).

MEDITAÇÕES SOBRE O LIVRO DE 1 SAMUEL (Leia 1 Samuel 24:1-22)

Davi e seus companheiros encontraram refúgio em outras cavernas: nas fortalezas de En-gedi. Hebreus 11:38 nos fala de “(homens dos quais o mundo não era digno), errantes pelos desertos, pelos montes, pelas covas, pelos antros da terra”. Então vemos Saul exalando ameaças e morte (exatamente como Saulo em Atos 9:1). Enquanto perseguia Davi, ele entrou na caverna onde seu inimigo estava escondido. Os companheiros de Davi viram nisso a mão de Deus: “O Senhor está lhe dando uma oportunidade de eliminar seu inimigo e ocupar seu lugar no trono”. Davi, contudo, não se vingou. Ele honrou o “ungido do Senhor”, a despeito da impiedade de Saul (1 Pedro 2:17). Ele também estava colocando em prática a exortação de Romanos 12:19: “Não vos vingueis a vós mesmos, amados”. A nobreza e a mansidão de Davi fazem-nos lembrar dAquele que não se vingou de Seus inimigos; pelo contrário, orou por eles: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem” (Lucas 23:34).
Confundido (ver Salmo 35:4) e humilhado, Saul teve de reconhecer os direitos de Davi ao reinado sobre Israel. Assim como os filhos de Deus, também os inimigos de Cristo, ou seja todos, terão de confessar que Ele é “Senhor, para glória de Deus Pai” (Filipenses 2:11; Isaías 49:7).

sábado, 18 de agosto de 2012

“HOJE”


E eis que havia ali um homem chamado Zaqueu; e era este um chefe dos publicanos, e era rico
(Lucas 19:2).

“HOJE”

Zaqueu estava realmente convicto do que queria. Queira Deus que você também esteja! Sem dúvida alguma, ele subiu naquela árvore certo de que ninguém o veria. É o que nosso coração diz até que experimentamos a graça de Cristo. Então, quando provamos do amor de Deus e conhecemos Sua salvação, queremos falar dessas coisas para todos. É sempre assim. Quando uma pessoa de fato conhece Cristo como seu Salvador, ela anseia por dizer isso ao mundo.
Quando o Senhor Jesus chegou ao lugar, olhou para cima e o viu. Zaqueu esperava não ser visto. Ele queria ver o Senhor Jesus, e enquanto Ele estava se movendo juntamente com a multidão, tudo corria dentro do figurino: havia conseguido alcançar seu objetivo que era ver o Salvador. Que felicidade! Porém, de repente, o Senhor Jesus “olhando para cima, viu-o”. O Senhor está com os olhos fixos em você também. Ele “disse-lhe: Zaqueu, desce depressa, porque hoje me convém pousar em tua casa”. Ele sabia o que havia no coração de Zaqueu. E sabe o que há no seu coração; sabe exatamente o que você deseja, precisa e teme. Sabe se você O deseja. E se de fato você quer ser lavado em Seu sangue, então terá de abrir caminho na multidão e se aproximar dEle.
“Hoje me convém pousar em tua casa.” A palavra “hoje” é bastante especial. Não a despreze. Agora mesmo, hoje, enquanto você está lendo esta folhinha, o maravilhoso Salvador te diz: “Hoje me convém pousar em tua casa”. O Senhor quer o seu coração inteiramente para Ele. Quer que seu coração seja cheio do conhecimento da graça dEle, por isso lhe convoca para se apressar e O receber alegremente, como fez Zaqueu. Isso não é impressionante? Não ignore tal chamado. Não protele até quando você julgar conveniente. Não diga que vai pensar sobre o assunto. O Senhor fala com você “Hoje”!

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

O JARDIM DO Senhor

Ah! entre o meu amado no jardim, e coma os seus frutos excelentes!
(Cantares 4:16).

O JARDIM DO Senhor

Provavelmente todos os crentes que possuem um coração aberto para compreender as Escrituras concordam que o Noivo, o “Amado”, de Cantares é uma bela figura de Cristo.
Se pudermos perceber nesse jardim as excelências que Cristo encontrará em Sua noiva celestial, ao mesmo tempo não descobriremos que tipo de amor Ele está procurando no coração dos que a compõem?
 Primeiro, percebemos que o Noivo sempre fala do jardim como “Meu jardim”; enquanto a noiva se delicia no “Teu jardim”. “Levanta-te, vento norte… assopra no meu jardim”, diz o Noivo. A noiva convida: “Ah! entre o meu amado no jardim”. O Noivo responde: “Já entrei no meu jardim”. A aplicação é simples: o Senhor quer nosso coração somente para Ele. “Dá-me, filho meu, o teu coração”, diz a Palavra de Deus (Provérbios 23:26).
O que o Senhor deseja não é simplesmente nosso tempo, talentos, serviço, dinheiro. Ele quer nosso coração. Podemos dar nossos bens aos pobres, podemos oferecer nosso corpo para ser queimado, mas sem amor nada disso teria proveito, como afirma o apóstolo Paulo. Se o Senhor requer que nosso coração seja um jardim para o Seu deleite, então ele tem de ser cultivado de acordo com as Suas instruções.

quinta-feira, 16 de agosto de 2012


Chegada, pois, a tarde daquele dia, o primeiro da semana, e cerradas as portas onde os discípulos, com medo dos judeus, se tinham ajuntado, chegou Jesus, e pôs-se no meio, e disse-lhes: Paz seja convosco. E, dizendo isto, mostrou-lhes as suas mãos e o lado. De sorte que os discípulos se alegraram, vendo o Senhor. Disse-lhes, pois, Jesus outra vez: Paz seja convosco; assim como o Pai me enviou, também eu vos envio a vós
(João 20:19-21).

TEMOS PAZ

No primeiro dia da semana, o dia da ressurreição, os discípulos estavam juntos e, de repente, o Senhor Jesus chegou. Não existem portas nem trancas capazes de impedir a passagem do corpo glorificado do Ressurreto! Ele diz: “Paz seja convosco”, e para lhes assegurar que agora tinham paz, a paz com Deus, o Senhor Jesus lhes mostra Seu lado perfurado e Suas mãos furadas. Essa é a base da paz com Deus: “Havendo por ele feito a paz pelo sangue da sua cruz” (Colossenses 1:20).
Paz com Deus! Em Gênesis 6:3, Deus diz que Seu Espírito não contenderia para sempre com o homem. Enquanto houver algo no homem oposto à santidade e justiça de Deus, é impossível haver paz com Ele. Porém, o Homem Jesus Cristo não apenas expiou os pecados de todos os que nEle crêem, mas também glorificou a Deus de maneira plena na cruz. O amor e a graça de Deus, a justiça e santidade de Deus, sim, todos os atributos de Deus foram gloriosamente revelados pela obra do Senhor Jesus. Agora os que crêem são vistos como sendo um com Ele, estão unidos com o Senhor. E o prazer que Deus tem no Filho por causa de Sua obra na cruz descansa sobre os que estão unidos a Ele. Temos paz com Deus!

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

ORIGEM DIVINA

Para criar em si mesmo dos dois um novo homem, fazendo a paz, e pela cruz reconciliar ambos com Deus em um corpo, matando com ela as inimizades
(Efésios 2:15-16)

ORIGEM DIVINA

A Igreja, corpo de Cristo, tem origem divina. Não há nada que possamos fazer para nos tornarmos membros do corpo de Cristo. O Espírito Santo tem formado o corpo e o mantido em perfeita união com Cristo, o Cabeça ressurreto nos céus.
Graças a Deus, nenhum esforço ou boa intenção humana e nenhum ataque de Satanás pode mudar, melhorar, anular, alterar ou destruir esse glorioso fato de sermos um com Cristo. Ele é a Cabeça, nós somos Seu corpo. E tem sido assim com cada santo comprado pelo sangue desde Pentecostes, não importa a raça, cultura, língua, nacionalidade, educação ou qualquer outra classificação. Maravilhosa verdade, maravilhosa graça!
Em Sua graça soberana, Deus chama cada indivíduo que faz parte da Igreja. E Ele nos tem chamado não porque nascemos em boa família, temos bons princípios, pensamos no que é bom, ou porque façamos qualquer coisa boa. Ao contrário! “Noutro tempo andastes segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que agora opera nos filhos da desobediência. Entre os quais todos nós também antes andávamos nos desejos da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos por natureza filhos da ira, como os outros também” (Efésios 2:2-3). Sua chamada foi por causa de Seu amor. Só podemos nos extasiar com esse amor derramado sobre nós. Por que eu?
Ele queria um povo a quem pudesse mostrar as riquezas de Sua graça e glória. Aceitar isso pela fé nos libertará e preservará de cada ardil que embaraça as pessoas em esquemas que apenas visam exaltar os homens e roubar de Cristo o que Lhe é devido. Todos os aditivos, atividades planejadas ou esforços humanos para melhorar a Igreja irão somente desfigurar seu caráter celestial. O corpo foi deixado neste mundo com o expresso objetivo de demonstrar as características morais de Cristo, o Cabeça, e não de peculiaridades culturais ou opiniões de líderes. No instante em que se tenta misturar coisas celestiais com coisas humanas, o resultado é um grande caos, como hoje se vê na cristandade.
“Todavia o fundamento de Deus fica firme, tendo este selo: O Senhor conhece os que são seus, e qualquer que profere o nome de Cristo aparte-se da iniqüidade” (2 Timóteo 2:19).

terça-feira, 14 de agosto de 2012

ENIGMA DOS SALVOS


E depois de alguns dias voltou ele para tomá-la; e… eis que nele havia um enxame de abelhas com mel. E tomou-o nas suas mãos, e foi andando e comendo dele; e foi a seu pai e a sua mãe, e deu-lhes do mel, e comeram… Disse-lhes, pois, Sansão: Eu vos darei um enigma para decifrar… E eles lhe disseram: Dá-nos o teu enigma a decifrar, para que o ouçamos. Então lhes disse: Do comedor saiu comida, e do forte saiu doçura. E em três dias não puderam decifrar o enigma
(Juízes 14:8-9, 12-14).

ENIGMA DOS SALVOS

Os filisteus que foram à festa de casamento não provaram o mel vindo da carcaça do leão, e a questão toda não passou de um mero enigma para eles. Tais filisteus representam aqueles que apenas professam a fé cristã sem possuí-la de fato, aqueles que aceitam a forma do cristianismo sem viver o poder nele contido. Para esses a verdade de Deus não passa de doutrinas a serem discutidas e enigmas a serem solucionados, pois “o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente” ( 1 Coríntios 2:14). Não há nada na morte de Cristo que interesse a tais indivíduos; não conseguem entender a bênção advinda dessa morte; não conseguem ver como comida pode sair do comedor ou doçura do forte. Cristo crucificado é “escândalo para os judeus, e loucura para os gregos” (1 Coríntios 1:23).
Mas o que é um perfeito enigma para o homem não regenerado, religioso ou incrédulo, para nós, os salvos, é poder e sabedoria de Deus. O poderoso comedor – a morte – nos produziu comida, e do forte fluiu doçura. Para a total glória de Deus, a morte do Senhor Jesus nos revelou todo o amor invencível e imutável do Pai. Esse é o enigma dos salvos.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012


E esta é a lei da oferta de alimentos: os filhos de Arão a oferecerão perante o Senhor diante do altar. E dela tomará um punhado… então o acenderá sobre o altar… E o restante dela comerão Arão e seus filhos; ázimo se comerá no lugar santo
(Levítico 6:14-16).

O SACERDOTE, O LUGAR E A PORÇÃO

Esses versículos nos apresentam três figuras nas quais devemos prestar atenção, a saber:
1.       O sacerdote
2.       O lugar
3.       A porção.
O sacerdote. Todos os filhos de Arão eram sacerdotes. Tinham tal destino desde o nascimento, não o conquistavam por esforço. Da mesma maneira, como filhos de Deus (Romanos 8:14), nascidos de Deus, somos “sacerdócio santo, para oferecer sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por Jesus Cristo” (1 Pedro 2:5). O fato de serem sacerdotes decorria necessariamente do fato de serem filhos de Arão; o fato de sermos sacerdotes é resultado de sermos filhos de Deus.
O lugar. Os sacerdotes deviam comer sua porção no lugar santo. Somente podemos fazer isso no poder da santidade pessoal, na presença de Deus. E isso é alcançado apenas pela graça. Tentar chegar a esse lugar pelo esforço humano é a mentira que o legalismo prega; negligenciar a santidade é a blasfêmia da impiedade.
A porção. A flor de farinha e o azeite (v. 15) tipificam Cristo como Homem perfeito, concebido e ungido pelo Espírito Santo. Nossa porção, como sacerdotes de Deus, é desfrutar a presença do Senhor. É totalmente impossível para nós desfrutarmos de Deus em qualquer outro lugar ou em qualquer outra condição que não seja a santidade pessoal. Pensar de outra forma é uma ilusão fatal.
Portanto, o lugar de todos os verdadeiros sacerdotes – todos os que crêem – é dentro dos sagrados recintos do santuário, oferecendo sacrifícios espirituais e se alimentando de Cristo no poder da santidade pessoal.

domingo, 12 de agosto de 2012

1 Samuel 23:14-29


Mas o rei se regozijará em Deus; qualquer que por ele jurar se gloriará; porque se tapará a boca dos que falam mentira
(Salmo 63:11).

MEDITAÇÕES SOBRE O LIVRO DE 1 SAMUEL (Leia 1 Samuel 23:14-29)

Saul, cego e obstinado, ousou dizer acerca de Davi no versículo 7: “Deus o entregou nas minhas mãos”. Mas no versículo 14 a verdade aparece, com uma dose de ironia: “Deus não o entregou nas suas mãos”. No entanto, o “amado”, o homem “segundo o coração de Deus”, tem de experimentar a amargura e a injustiça, como todos os proscritos da sociedade. Ele tinha de experimentar toda a impiedade, o ódio, a inveja, a ingratidão e até a traição contra si. Os zifenitas não se assemelham a Judas vendendo o Mestre? Sim, Jesus, o Rei rejeitado, conheceu infinitamente mais que Davi esse transbordar do mal, uma “tamanha oposição dos pecadores contra si mesmo” (Hebreus 12:3). Ele sofreu da maneira mais profunda possível.
O que Davi aprendeu depois ficou registrado em alguns salmos compostos no deserto (Salmos 54 e 63). A visita de Jônatas o encoraja e conduz seus pensamentos para o futuro. Mas o fiel amigo voltou para a casa dele (João 7:53), enquanto Davi, símbolo de Alguém maior que ele, continuou seus caminhos de rejeição com todos os que largaram tudo para segui-lo.

sábado, 11 de agosto de 2012

CURA PARA UMA DOENÇA INCURÁVEL


Não necessitam de médico os que estão sãos, mas, sim, os que estão enfermos; eu não vim chamar os justos, mas, sim, os pecadores, ao arrependimento
(Lucas 5:31-32).

CURA PARA UMA DOENÇA INCURÁVEL

Hoje existe uma crescente preocupação acerca das doenças e males causados pelo estresse, poluição e estilos inadequados de vida. Alguns profissionais da saúde estão procurando outras áreas de atuação, em parte por causa da baixa remuneração. No versículo de hoje, o Senhor enfatiza a parte dEle na cura de uma doença não física, mas espiritual: a doença do pecado.
Contudo, poucas pessoas estão dispostas a admitir sua condição de pecadores e, portanto, pensam que não precisam de remédio. Isso era verdade também nos dias de Jeremias, pois lamentou: “Porventura não há bálsamo…? Ou não há lá médico?” (Jeremias 8:22). E quando buscam cura, geralmente escolhem um remédio ineficaz: “Debalde multiplicas remédios” (Jeremias 46:11). As pessoas estão escolhendo remédios inúteis quando optam pelas boas obras – nada do que façamos jamais curará nem mesmo um de nossos infindáveis pecados (Isaías 64:6). Para que a cura se efetue em nosso corpo é necessário que o médico não apenas diagnostique corretamente o problema, mas que prescreva a medicação certa. O mesmo acontece com nossa doença espiritual.
Nosso Senhor Jesus é representado como o Maior Médico. E que médico Ele é! O remédio que o grande Médico oferece para a cura da enfermidade do pecado flui de Seu próprio corpo – “o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo o pecado” (1 João 1:7). A fé nEle é o “o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê” (Romanos 1:16). Cristo morreu para que “todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3:15). Ou seja, a cura do pecado está no próprio Médico!

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

PODEROSO TELESCÓPIO


Não o vendo agora, mas crendo, vos alegrais com gozo inefável e glorioso; alcançando o fim da vossa fé, a salvação das vossas almas.
 (1 Pedro 1:8-9).

PODEROSO TELESCÓPIO

O maior telescópio do mundo abrange uma área de 8 mil quilômetros de rádio telescópios localizados desde as Ilhas Virgens até o Havaí. Na verdade, esse telescópio consiste de uma série de dez antenas computadorizadas, cada uma pesando cerca de 220 toneladas, com 25 metros de diâmetro e cerca de 30 metros de altura. Esse sistema pode registrar imagens de alta resolução dos corpos celestiais que estão a bilhões de anos-luz. Com esse telescópio se pode ler perfeitamente um jornal que esteja a cinco mil quilômetros de distância!
Os cristãos também têm o mais poderoso telescópio de todos. F. B. Hole escreveu: “A fé é o telescópio da alma, trazendo para o nosso campo de visão espiritual o que é invisível aos olhos mortais”. Pela fé somos capazes de discernir as grandes bênçãos de nosso Deus e Pai para nós. Há três bênçãos que se destacam em meio às outras:
1.       Uma viva esperança por meio da ressurreição de Jesus Cristo dos mortos;
2.       Uma herança que jamais perecerá, mantida nos céus para nós;
3.       A salvação de nosso corpo, pronta para ser revelada na vinda do Senhor (1 Pedro 1:3-5).
Mas, quando lemos o versículo de hoje, percebemos que recebemos a salvação de nossa alma. Não é necessário um telescópio para vermos algo que está em nossa mão. Assim é com a salvação: é um fato consumado para sempre, algo que o crente não pode perder porque o preço da redenção foi pago inteiramente pelo próprio Cristo.
Use o telescópio da fé para focalizar as demais promessas e bênçãos que se referem à sua vida, focalizando suas lentes em “Jesus, autor e consumador da fé” (Hebreus 12:2), pois “a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não vêem” (Hebreus 11:1).

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

O MAIOR CRIME JÁ COMETIDO


E levaram-no ao lugar do Gólgota, que se traduz por lugar da Caveira… e o crucificaram
(Marcos 15:22, 25).

O MAIOR CRIME JÁ COMETIDO

Gólgota era o lugar onde a pena de morte era comumente aplicada. Os romanos o chamavam de Calvário; hoje talvez o chamássemos de Monte da Caveira. Ali, um suposto criminoso chamado Jesus foi crucificado. Quem era Ele? O Criador (Colossenses 1:16), o Filho de Deus, o qual se tornou um homem judeu.
Por volta dos 30 anos, deixou sua profissão e iniciou Seu ministério público. Foi aí que todos os problemas dEle com as autoridades religiosas começaram – Seus ensinos e declarações O colocaram em rota de colisão com eles. Eles O prenderam e, após um simulacro de julgamento, foi entregue às autoridades romanas para ser crucificado, pois os judeus não tinham autorização para fazer isso. O juiz romano não achou nEle culpa alguma, mas se rendeu à pressão e O colocou sob a tutela do grupo de execução (Mateus 27:20-26; Lucas 23:21-25).
Quem é culpado pelo maior crime já cometido? Certamente os líderes religiosos e o povo são culpados; as autoridades e os soldados romanos também, pois O crucificaram, mesmo sabendo que era inocente. Mas, acima de tudo, cada um de nós é culpado. Ele foi pregado na cruz por causa dos nossos pecados; Ele morreu pelos pecados do mundo inteiro (1 Pedro 3:18). Porém, a morte e a sepultura não O puderam reter – Ele ressuscitou!
E voltará novamente para nos buscar a fim de que passemos a eternidade com Ele. Deus tornou o maior crime já cometido no único meio para a salvação de todos os que crêem!

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

PRIVILÉGIO E OBRIGAÇÃO


Vós, maridos, amai vossas mulheres, como também Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela
(Efésios 5:25).

PRIVILÉGIO E OBRIGAÇÃO

Nessa passagem, o apóstolo está nos exortando no tocante à conduta que o crente deve ter no relacionamento conjugal. Ao fazer isso, ele nos revela a íntima característica do relacionamento. Ele afirma: “Serão dois numa carne”, e “Assim devem os maridos amar as suas próprias mulheres, como a seus próprios corpos”. Os dois são vistos como um só, por isso, o apóstolo argumenta que um homem que odeia sua esposa odeia sua própria carne, algo totalmente inédito. Por outro lado, quem ama sua esposa ama a si mesmo.
Para reforçar tais exortações e nos mostrar o verdadeiro caráter desse relacionamento, o apóstolo enfoca o eterno relacionamento de Cristo e Sua Igreja. Isso nos conduz a uma belíssima revelação do amor de Cristo por Sua Igreja, vista sob a forma de Noiva, da qual Eva no jardim do Éden é um notável tipo.
A fonte de todas as bênçãos para a Igreja é o amor incondicional de Cristo. Antes dela ser formada, Ele a amou com perfeito, divino, infinito amor. Ele não morreu por ela primeiro, a purificou e depois a amou; mas, ao invés disso, primeiro Ele a amou, morreu por ela e depois a purificou. Seu amor foi até o extremo: Ele deu Sua própria vida. E ao dá-la pela Igreja, o Senhor a comprou para Si mesmo eternamente.
Apesar do “casamento” ainda não ter sido realizado, o relacionamento entre Cristo e a Igreja já existe. Cristo os trouxe para um relacionamento Consigo por Sua obra, fruto de Seu amor. As responsabilidades e privilégios da Igreja fluem de um relacionamento já estabelecido. Pertencemos a Cristo, e nosso privilégio, bem como nossa obrigação, é sermos inteiramente dEle.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

TIPOS


Então disse o Senhor… Eis que eu estarei ali diante de ti sobre a rocha, em Horebe, e tu ferirás a rocha, e dela sairão águas e o povo beberá
(Êxodo 17:5-6).

TIPOS

Os israelitas precisavam de água, mas em vez de confiar em Deus para obtê-la, eles reclamaram e murmuraram. Apesar da reclamação e da incredulidade, Deus, em Sua grande graça, providenciou água para Seu povo. Ele mostrou a Moisés uma rocha e o instruiu a feri-la com a vara. Ao fazer isso, água pura fluiu miraculosamente da rocha para matar a sede deles.
A água e a rocha são “tipos”, símbolos. Um “tipo” no Antigo Testamento é uma pessoa, lugar, evento, ou outro item que ilustra uma verdade do Novo Testamento. Por exemplo, 1 Coríntios 10:4 diz que o povo no deserto bebeu uma “bebida espiritual” de uma “rocha espiritual”. Isso significa que a água e a rocha não eram reais? Absolutamente não! A rocha é um tipo do Senhor Jesus, a Fonte das águas vivas. Na cruz Ele foi ferido com a vara do julgamento de Deus contra nossos pecados. Como resultado, a vida espiritual, a água viva agora está disponível para todos os que estão espiritualmente sedentos.
A água que fluiu da rocha é um símbolo espiritual do Espírito Santo. O Senhor Jesus disse: “Quem crê em mim, como diz a Escritura, rios de água viva correrão do seu ventre. E isto disse ele do Espírito que haviam de receber os que nele cressem” (João 7:38-39). Essa é a mesma “água viva” que o Senhor prometeu dar à mulher samaritana (João 4:13-14).
A promessa de uma vida nova no Espírito Santo está disponível a todos os que recebem Cristo Jesus, a Rocha ferida, como Senhor.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

ESFORÇO INÚTIL


Jesus pôs-se em pé, e clamou, dizendo: Se alguém tem sede, venha a mim, e beba. Quem crê em mim, como diz a Escritura, rios de água viva correrão do seu ventre
(João 7:37-38).

ESFORÇO INÚTIL

Temos aqui diante de nós uma verdade de imensurável preciosidade e tremendo poder espiritual. A Pessoa de Cristo é a divina fonte de toda a energia espiritual. Somente nEle a alma encontra tudo o que necessita de fato. Temos de nos dirigir a Ele para obtermos bênçãos e renovo para nossas forças. Se, em qualquer momento, nos encontrarmos inertes, endurecidos e infrutíferos, o que fazer? Pensar positivo para levantar o “astral”? Absolutamente não! “Venha a mim, e beba.”
Nada é mais miserável que os inúteis esforços de alguém que está fora da comunhão. Podemos estar muito ocupados, nossas mãos envolvidas em inúmeras atividades, nossos pés correndo pra lá e pra cá, a cabeça transbordando de conhecimento. No entanto, se o coração não estiver ocupado com a Pessoa de Cristo, tudo será aridez e desolação; e não haverá, nem pode haver, “rios de água viva” fluindo de nós.
Se quisermos ser benção para outros temos de beber nós mesmos de Cristo! Uma pessoa com o coração pleno de Cristo é alguém cujas mãos estão prontas para o trabalho e cujos pés estão prontos para caminhar. Porém, a menos que tenhamos tal comunhão, nossa corrida e obras não passarão de um terrível fracasso; não haverá nenhuma glória para Deus; nenhum rio de águas vivas.
Preste atenção nas palavras. Não é “Venha a mim e tire”, mas “Venha a mim e beba”. Podemos tirar para outros e permanecermos sedentos; mas se bebermos, nossa alma será renovada, e, então, de nós mesmos fluirão “rios de água viva”.

domingo, 5 de agosto de 2012

1 Samuel 23:1-13


Ele bem sabia o que havia no homem
(João 2:25).

MEDITAÇÕES SOBRE O LIVRO DE 1 SAMUEL (Leia 1 Samuel 23:1-13)

Quando Davi soube do ataque filisteu a Queila, ele poderia ter dito: “Defender o país é problema de Saul”. Mas não o fez! Apesar do risco, esse homem que havia libertado suas ovelhas da boca do leão e do urso avança para ajudar a cidade em perigo. Dessa forma, Davi age como um verdadeiro rei. E antes de tudo ele não se esqueceu de perguntar o que Deus pensava sobre isso (v. 2). Façamos o mesmo, mesmo quando estivermos diante de algo que parece bom para nós. Isso é o que se chama dependência!
Os homens de Davi estavam muito temerosos. Eles nos fazem lembrar dos discípulos do Senhor que “se admiravam e o seguiam tomados de apreensões” (Marcos 10:32).
Para encorajar seus homens, Davi mais uma vez perguntou ao Senhor, que lhe deu a mesma resposta. E a vitória foi conquistada. Mas infelizmente Davi sabia que o povo a quem ele libertara era capaz de entregá-lo nas mãos de Saul sem a menor hesitação. Ele não confiava naquelas pessoas. Não aconteceu a mesma coisa com o Senhor? Ele veio para libertar Seu povo; contudo “o próprio Jesus não se confiava a eles, porque os conhecia a todos. E não precisava de que alguém lhe desse testemunho a respeito do homem, porque ele mesmo sabia o que era a natureza humana” (João 2:24-25).

sábado, 4 de agosto de 2012

ZOMBARIA DE CRISTÃO


Não deixando a nossa congregação, como é costume de alguns, antes admoestando-nos uns aos outros; e tanto mais, quanto vedes que se vai aproximando aquele dia
(Hebreus 10:25).

ZOMBARIA DE CRISTÃO

É absolutamente certo que aqueles que têm um coração voltado para Cristo desejam estar em Sua companhia. Por instinto dirigem seus caminhos para o lugar onde sabem que Ele estará. Esse lugar existe na terra? Sim. “Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles” (Mateus 18:20).
Ninguém que de fato conhece a grandeza e excelência de Sua Pessoa, e da maravilha que é desfrutar da comunhão com Ele, em sã consciência se recusaria a ignorar tal lugar. Negligenciar a ceia do Senhor, negligenciar as reuniões de oração pode ser um indicativo que o coração se encontra semelhante à igreja de Laodicéia descrita em Apocalipse 3. Sobre os primeiros cristãos lemos: “E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações” (Atos 2:42). Que contraste!
O Senhor disse ao Pai: “Anunciarei o teu nome a meus irmãos, cantar-te-ei louvores no meio da congregação” (Hebreus 2:12). Será que podemos supor que Ele falha em saber onde estamos ou em não se juntar a nós nas canções que Ele mesmo lidera?
No dia do vindouro julgamento, diante do trono de Cristo, teremos a completa revelação de como a auto-indulgência, um clima desfavorável, uma pequena rusga contra os irmãos, a preguiça, enfim, uma infinidade de motivos insignificantes teve mais valor que nossa disposição em corresponder ao Seu desejo: “Fazei isto em memória de mim” (1 Coríntios 11:24).
É até zombaria afirmar: “Vem, Senhor Jesus”, e usar expressões ‘espirituais’ entusiasmadas para dizer que queremos estar com Ele na glória se nossa ausência constante de Sua assembléia demonstra claramente nossa indiferença para com Sua presença aqui na terra!

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

OLHOS BEM ABERTOS


Volve-te, pois, para a oração de teu servo, e para a sua súplica, ó Senhor meu Deus, para ouvires o clamor e a oração que o teu servo hoje faz diante de ti. Para que os teus olhos noite e dia estejam abertos sobre esta casa
(1 Reis 8:28-29).

OLHOS BEM ABERTOS

Vivemos em uma época difícil em que as famílias têm sido um alvo especial do inimigo de nossa alma. Muitos homens e mulheres evitam compromissos matrimoniais; outros quebram tais compromissos com uma facilidade impressionante por qualquer motivo; e a sociedade não somente aceita, como apóia tais ações. Fazemos a mesma pergunta que Davi fez: “Se forem destruídos os fundamentos, que poderá fazer o justo?” (Salmo 11:3). Será que os justos do Senhor se permitirão ser levados pela correnteza deste mundo? Ou irão cair em depressão, se sentindo impotentes? Nem uma coisa nem outra; os recursos divinos estão disponíveis a eles.
Embora os versículos acima tenham sido ditos por Salomão com relação à casa do Senhor que construíra, eles podem ser aplicados perfeitamente à nossa própria casa. Antes de tudo, note que eles não fazem parte de uma oração feita em uma rotina fria e burocrática como são muitas orações, infelizmente. Foi uma oração vinda diretamente do coração, uma súplica ardente, proferida na total consciência da presença de Deus naquele lugar.
Nós nos importamos com nossos lares? Então clamemos a Deus por cada membro de nossa família. Vivemos em um mundo perigoso. Se nosso filho fosse enviado para o campo de batalha, oraríamos fervorosamente por sua segurança dia e noite. Este mundo de fato é um campo de batalha, onde a guerra é espiritual, os inimigos são implacáveis, a morte está por toda a parte, e os abatidos são mais do que conseguimos contar. Nossos filhos são atacados quando vão para escola, quando estão com os amigos, quando lêem livros e revistas e, em especial, quando se sentam diante dos mais terríveis aparelhos domésticos, a TV e o computador (Internet).
Que essa oração de Salomão também seja a sua súplica diante de Deus, caro leitor. Lembre-se que “se alguém não tem cuidado dos seus, e principalmente dos da sua família, negou a fé, e é pior do que o infiel” (1 Timóteo 5:8).

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

SOLIDÃO


Olha para mim, e tem piedade de mim, porque estou solitário e aflito.
Eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos
(Salmo 25:16; Mateus 28:20).

SOLIDÃO

O grande compositor Tchaikovsky desfrutou de fama não apenas em seu próprio país, mas no mundo inteiro. Tal conquista, no entanto, não o livrou do estado depressivo em que vivia. Tchaikovsky era um homem solitário, atormentado por uma profunda angústia na alma. Certa vez escreveu: “Apenas um coração solitário pode entender minha angústia”.
Solidão! A viúva que passa longas noites sozinhas, o prisioneiro que vê o tempo se escoando lentamente na cela, alguém abandonado pelo cônjuge, a criança cujos pais se divorciaram ou têm de trabalhar o tempo todo, o enfermo internado que sofre com a insônia.
Querido leitor, você está sofrendo com a solidão? As horas parecem se arrastar? Você está esperando por algo e nem sabe o que é?
Deus conhece sua triste condição. E é sensível à sua solidão. Na cruz, o Senhor Jesus também experimentou o que é Se sentir solitário. Ali, pendurado entre o céu e a terra, suportou a punição que nossos pecados mereciam. E na agonia daquele momento, Ele clamou: “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?” (Mateus 27:46). Esse clamor não teve resposta. Mas Ele Se submeteu àquela solidão para que eu e você pudéssemos, também nos momentos de angústia, desfrutar de Sua companhia!

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

FUGINDO DA OBEDIÊNCIA


E veio a palavra do Senhor a Jonas, filho de Amitai, dizendo: Levanta-te, vai à grande cidade de Nínive, e clama contra ela, porque a sua malícia subiu até à minha presença. Porém, Jonas se levantou para fugir da presença do Senhor para Társis. E descendo a Jope, achou um navio que ia para Társis; pagou, pois, a sua passagem, e desceu para dentro dele, para ir com eles para Társis
(Jonas 1:1-3).

FUGINDO DA OBEDIÊNCIA

No início dessa história não nos é dito que Jonas era profeta. Mas a ele havia sido dada a responsabilidade de profeta, quando Deus lhe disse para ir a Nínive e testemunhar contra a impiedade daquele povo. Quando Deus fala a um servo Seu, este certamente deveria estar pronto a obedecer de imediato. Porém, Jonas resolveu que não iria obedecer. Não ficou onde estava; teve a estranha idéia de ir para o mais longe possível a fim de não obedecer. Será que não percebeu que isso não faria diferença para o Senhor? O Senhor não era capaz de achá-lo no navio ou em qualquer lugar da terra?
Por que ficou tão ansioso para fugir da responsabilidade? Ele mesmo responde tal pergunta no capítulo 4:1-2. Quando a grande cidade de Nínive se arrependeu por intermédio de sua pregação, “ele ficou irado. E orou ao Senhor, e disse: Ah! Senhor! Não foi esta minha palavra, estando ainda na minha terra? Por isso é que me preveni, fugindo para Társis, pois sabia que és Deus compassivo e misericordioso, longânimo e grande em benignidade, e que te arrependes do mal”. Evidentemente Jonas esperava que Nínive fosse destruída, ao invés de ser poupada. Preocupava-se mais com sua reputação do que com os perdidos, destinados ao inferno. Chegou a pedir que sua vida fosse tirada, afirmando que era melhor morrer que viver. Não parou nem um momento para refletir que sua pregação tivera um resultado maravilhoso, a ponto da cidade inteira ter se voltado para o Senhor!
Mas se nós mesmos buscarmos ao Senhor por motivos egoístas, também ficaremos desapontados e miseráveis.