sábado, 19 de abril de 2014

Traído

Pois não era um inimigo que me afrontava; então eu o teria suportado; nem era o que me odiava que se engrandecia contra mim, porque dele me teria escondido. Mas eras tu, homem meu igual, meu guia e meu íntimo amigo.
Ninguém ma teira de mim, mas eu de mim mesmo a dou.
(Salmo 55: 12 - 13; João 10: 18)

TRAÍDO 

Era noite. Uma tropa de homens entrou no jardim das Oliveiras. Armados com espadas e paus, queriam prender o Senhor Jesus, que não cometera delito algum, por ser "manso e humilde de coração" (Mateus 11: 29). Trouxeram lanternas para procurar aquele que era a "luz do mundo".
O Senhor Jesus não foi traído por um inimigo, mas por seu amigo Judas. Contudo, o Senhor Jesus lançou um último apelo à consciência e ao coração de seu infeliz discípulo: "Amigo, a que vieste?" (Mateus 26: 50). "Judas, com um beijo trais o filho do homem?" (Lucas 22: 48). O Senhor Jesus se adiantou e protegeu Seus discípulos.
"Então a corte, e o tribuno, e os servos dos judeus prenderam a Jesus e o manietaram" (João 18: 12). Prenderam o Senhor Jesus, o Filho de Deus!! No Antigo Testamento há uma história de certo rei  que se atreveu a estender a mão para prender um profeta enviado por Deus, "mas a sua mão, que estendera contra ele, se secou, e não podia tornar a trazê-la a si" (1 Reis 13: 4). Porém no caso de Seu Filho, Deus não interveio: Seus grilhões não foram quebrados, nem as mãos estendidas contra Ele se secaram.
O Senhor Jesus, o Criador feito homem, Se deixou trair e maltratar por Suas próprias criaturas para salvá-las. Cravado por elas na cruz, suplicou: "Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem" (Lucas 23: 34).

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