sexta-feira, 25 de outubro de 2013

O CABO QUE MUDOU DE NOME


Faz cessar a tormenta, e acalmam-se as suas ondas. Então se alegram, porque se aquietaram; assim os leva ao seu porto desejado
(Salmo 107:29-30).

O CABO QUE MUDOU DE NOME

Quando o navegador português Bartolomeu Dias se tornou o primeiro homem a chegar ao extremo sul da África em 1488, ali se deparou com violentas tempestades. Então nomeou as últimas montanhas da costa ocidental da África do Sul de “Cabo das Tormentas”.
O governante daquela região, rei João II de Portugal, viu a situação por um prisma diferente. Ele tinha uma perspectiva mais otimista, uma vez que Dias descobriu que podia alcançar a Índia pelo mar. Por isso mudou o nome para “Cabo da Boa Esperança”.
Outro ponto de vista, outra perspectiva nova e positiva pode ser encontrada nas epistolas de Paulo. Essa mudança se relaciona à visão cristã do futuro e está baseada na morte expiatória, na ressurreição e ascensão do Senhor Jesus Cristo.
Quando Paulo fala dos cristãos que já não estão mais vivos, ele não usa a expressão “os mortos”, mas “os que dormiram em Cristo”. E quando pensa em sua própria vida próxima ao fim, não usa a palavra “morrer”, mas diz que comparado a esta vida, é muito melhor partir e estar com Cristo (1 Tessalonicenses 4:13-14; Filipenses 1:23). 
Assim como na África, o velho nome do cabo lembrava as tempestades e os naufrágios, trazendo medo ao coração, enquanto o novo nome falava de esperança, assim também acontece com o cristão. Por meio de Sua morte, Cristo “participou das mesmas coisas, para que pela morte aniquilasse o que tinha o império da morte, isto é, o diabo; e livrasse todos os que, com medo da morte, estavam por toda a vida sujeitos à servidão” (Hebreus 2:14-15).
Portanto, a morte, que antes nos trazia sentimentos de pavor e escravidão, “pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus” passou a ser apenas um local de travessia rumo à “esperança da glória” (Filipenses 3:8; Romanos 5:2).

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