segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

E, por isso, procuro sempre ter uma consciência sem ofensa, tanto para com Deus como para com os homens. Atos 24: 16

Ter alegria genuína na juventude


Uma jovem cristã foi convidada por um rapaz para um concerto de rock. Ela recusou educadamente. Pouco tempo depois, ele tentou novamente e a convidou para dançar. Mais uma vez, ela recusou, agradecendo. Na terceira tentativa, ele quis levá-la a uma festa de estudantes. Mas ela recusou novamente. Surpreso, ele exclamou: “Não vai ao concerto de rock, não vai dançar e não vai a festas! Então, do que é que gosta?”


A resposta dela é notável: “O que me dá prazer? Tenho prazer em ir para a cama à noite com a cabeça limpa e a consciência tranquila. Tenho prazer em acordar de manhã sem ressaca, sem me sentir culpada por algo que fiz na noite anterior. Fico sempre feliz quando não faço nada de que me tenha de envergonhar mais tarde perante os outros. O meu maior prazer é agradar a Cristo, meu Senhor.” — Não é necessário mencionar que o jovem nunca mais a convidou.


A sua resposta pode ajudar especialmente os jovens cristãos a permanecerem firmes diante das muitas tentações. Sim, quem chegou à fé no Senhor Jesus Cristo e experimentou a libertação da consciência através do perdão de Deus é capaz de se manter “imaculado do mundo” (Tiago 1: 27) em feliz comunhão com o Senhor.


Hoje, a jovem está casada com um cristão convicto que partilha as suas convicções claras. Ela está feliz por ter sido preservada das manchas escuras e dos remorsos de uma juventude dissoluta.


Leitura bíblica diária: Êxodo 27: 9 - 21; Lucas 11: 1 - 13

domingo, 15 de fevereiro de 2026

Eu sou o bom Pastor; o bom Pastor dá a sua vida pelas ovelhas. Eu sou o bom Pastor, e conheço as minhas ovelhas. João 10: 11, 14

O bom pastor


Depois de se apresentar como a porta pela qual as ovelhas devem entrar para serem salvas, Cristo agora se apresenta como o bom pastor.


O que caracteriza um bom pastor? — O fato de dar a sua vida pelas ovelhas! Davi já arriscava a sua vida quando lutava contra ursos e leões para proteger as suas ovelhas. Assim, o Senhor Jesus só pôde derrotar Satanás dando a sua vida (1 Samuel 17:36; Hebreus 2:14, 15).


Na sua parábola, o Senhor também fala de outras pessoas com quem as ovelhas podem entrar em contacto: o ladrão (v. 10) e o mercenário (v. 12).


O ladrão vem com más intenções — para roubar, matar e destruir. É chocante que alguns líderes espirituais do povo de Israel tenham se comportado como ladrões gananciosos e violentos. Também na Idade Média, líderes da Igreja cristã enriqueceram às custas dos seus membros. E mesmo hoje, líderes de seitas exploram os seus “fãs”.


O mercenário é um trabalhador pago. Quando surge o perigo, ele pensa primeiro em si mesmo — e pode não se importar com as ovelhas. Quando os babilônios sitiaram Jerusalém, o rei Zedequias agiu como um mercenário (cf. 2 Reis 25:1-7). Ainda hoje, existe o risco de os pregadores remunerados prestarem o seu serviço apenas por dinheiro — e não se preocuparem realmente com os crentes que lhes foram confiados (cf. 1 Pedro 5: 2, 3).


O Senhor, por outro lado, não é ladrão nem mercenário — Ele é o bom pastor! Ele conhece cada uma das suas ovelhas pelo nome (v. 3), conhece a nossa “formação”, os nossos pensamentos, as nossas ações e os nossos caminhos. E embora nos conheça completamente, Ele ama-nos, os Seus, até ao fim (v. 3; Salmo 103:14; 139:2.3; João 13:1).


Leitura bíblica diária: Êxodo 26: 31 - 27: 8; Lucas 10: 30 - 42

sábado, 14 de fevereiro de 2026

Em todo o tempo ama o amigo; e na angústia nasce o irmão. Provérbios 17: 17

O amigo encontra doçura no conselho cordial. Provérbios 27: 9


Amizade genuína


Possui amigos genuínos e bons? Ou ainda está à procura? A Bíblia nos mostra exemplos positivos e negativos de amizade.


Quando o filho pródigo da parábola de Jesus esbanjou a sua herança, muitos supostos amigos se reuniram à sua volta (cf. Lucas 15:11-24). Mas quando o dinheiro acabou e ele ficou em dificuldades, ninguém mais estava lá. Uma amizade que só dura enquanto se tem algo a oferecer não é verdadeira.


Você vê uma amizade verdadeira em Davi e Jônatas. A amizade deles era profunda, sincera e marcada pelo temor a Deus. Jônatas amava Davi “como à sua própria alma” (1 Samuel 18:1). Eles confiavam um no outro e eram fiéis um ao outro.


A verdadeira amizade é dar e receber, ouvir e falar, aceitar e perdoar, conviver cordialmente e orar uns pelos outros. Ela prova o seu valor mesmo quando é posta à prova.


No entanto, mesmo a melhor amizade entre crentes tem os seus limites. O amor e a fidelidade perfeitos só existem no Senhor Jesus, que, precisamente quando é realmente necessário, está presente com a sua compaixão e ajuda. Ele nunca abandonará os seus. Mesmo Jônatas, por mais sincero que fosse, não acompanhou Davi até o fim. Quando Davi teve que fugir de Saul, Jônatas permaneceu em Jerusalém (1 Samuel 23:18).


Mas foi justamente nesse momento difícil que Davi teve experiências maravilhosas com o seu Deus: Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal algum, pois tu estás comigo” (Salmo 23:4). “Eu te amarei do coração, ó SENHOR, fortaleza minha! ... Porque contigo entrei pelo meio de um esquadrão e com o meu Deus saltei uma muralha” (Salmo 18: 2, 30).


Leitura bíblica diária: Êxodo 26: 15 - 30; Lucas 10: 17 - 29

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

Estes converterão as suas espadas em enxadões e as suas lanças, em foices. Isaías 2: 4; Miquéias 4:3

Forjai espadas das vossas enxadas e lanças das vossas foices. Joel 3:10


Afirmações contraditórias na Bíblia?


À primeira vista, poderíamos pensar que o versículo do livro de Joel foi citado incorretamente. Ao contrário de Isaías e Miquéias, Joel profetiza que os instrumentos agrícolas serão transformados em armas de guerra. Em Isaías e Miquéias, é exatamente o contrário, mas isso não significa que a Bíblia se contradiga ou que um profeta tenha citado o outro incorretamente. Em vez disso, os três profetas iluminam diferentes períodos do futuro de Israel.


Joel olha para uma fase anterior dos últimos dias do que Isaías e Miquéias. Ele prevê um tempo de grandes guerras entre as nações, em que as ferramentas de paz serão transformadas em armas. Em um tempo posterior, um tempo de paz, ocorrerá o processo inverso! Então, as armas serão desnecessárias — é disso que Isaías e Miquéias falam.


A profecia de Joel se cumprirá quando o Senhor reunir as nações para o julgamento. Esse tempo ainda está por vir (Joel 3: 2, 12). Da mesma forma, as promessas de paz de Isaías e Miquéias só se cumprirão “no fim dos tempos” (Isaías 2: 2; Miquéias 3: 1). Só haverá paz mundial quando Cristo voltar pessoalmente à Terra; até lá, teremos que esperar.


Para nós, cristãos, é um grande encorajamento saber que Deus cumprirá o seu plano de salvação, mesmo em um mundo conturbado, cheio de armas, inimizade e pecado. O que Deus decidiu, Ele realizará — por meio de nosso Senhor Jesus Cristo, o Príncipe da Paz.


Leitura bíblica diária: Êxodo 26: 1 - 14; Lucas 10: 1 - 16

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

O que entoa canções junto ao coração aflito é como aquele que se despe num dia de frio e como vinagre sobre salitre. Provérbios 25: 20

O Senhor JEOVÁ me deu uma língua erudita, para que eu saiba dizer, a seu tempo, uma boa palavra ao que está cansado. Ele desperta- me todas as manhãs, desperta-me o ouvido. Isaías 50:4

 

Quem deseja consolar um coração triste precisa de sabedoria e deve procurar se colocar no lugar do outro. Muitas vezes isso não é fácil, especialmente quando estamos bem. Gostaríamos então que nosso bom estado de espírito “contagiasse” o outro. Mas essa é a abordagem errada, e o resultado muitas vezes é uma rejeição interior, como o borbulhar do vinagre sobre o bicarbonato de sódio. Assim, só se causou dor ao triste.


Jó, o homem provado pela dor, recebeu a visita de seus amigos quando eles souberam de sua miséria. Durante sete dias, eles não ousaram dizer uma palavra, “porque viam que a dor era muito grande” (Jó 2:13). Com isso, certamente o consolaram mais do que com as muitas palavras que vieram depois e que apenas causaram amargura.

 

O Senhor Jesus, cuja voz ouvimos através da palavra profética de Isaías, é também aqui o nosso grande modelo. Ele falava sempre a partir da comunhão direta com Deus. Por isso, tinha a palavra certa para cada um, que correspondia à sua necessidade. Para quem estava cansado, Ele tinha uma palavra revigorante, e para quem estava triste, Ele assegurava consolo (Mateus 5:4). Todos sentiam que Ele falava “palavras de graça” (Lucas 4:22). E quantas vezes lemos que Ele estava “comovido” com as necessidades ao seu redor e, movido por essa emoção, ajudava!


Assim, também nós queremos levar ao coração todos os dias o pedido: Senhor, dá-me a sensibilidade certa para as necessidades do meu próximo e permite-me lidar com elas com empatia. Faz com que a Tua graça se torne mais visível na minha vida!


Leitura bíblica diária: Êxodo 25: 23 - 40; Lucas 9: 51 - 62

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

Para vós outros, portanto, os que credes, é a preciosidade; mas, para os descrentes, A pedra que os construtores rejeitaram, essa veio a ser a principal pedra, angular. 1 Pedro 2:7

Era forasteiro, e me hospedastes;... Em verdade vos afirmo que, sempre que o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes. Mateus 25:35-40


O governante legítimo


Robert the Bruce (1274-1329), coroado rei da Escócia em 1306, é obrigado a fugir após a devastadora derrota contra o rei inglês Eduardo I. Ele busca refúgio nas inóspitas Terras Altas da Escócia.


Certa noite, cansado, ele bate à porta de uma mulher pobre e pede um lugar para passar a noite. “E quem é você?”, pergunta a dona da casa.


“Um estrangeiro e um viajante”, responde Robert com cautela. “Entre”, convida a senhora idosa. “Todos os estrangeiros e todos os viajantes são bem-vindos por causa de uma pessoa.” “E quem é esse único?”, pergunta Robert, surpreso. A mulher sorri: “Nosso rei Robert the Bruce. Mesmo que muitos o tenham rejeitado e seus inimigos o tenham perseguido com cães e cavalos, para mim ele é o rei legítimo de toda a Escócia!”


Jesus Cristo, o Filho de Deus, foi rejeitado, condenado e morto neste mundo. Mas para os crentes, Ele é seu amado Salvador, o legítimo Senhor, a única autoridade para suas ações, o fundamento e o centro de suas vidas, a fonte de sua felicidade, a âncora de sua confiança e o objetivo de sua esperança.


Ainda hoje, muitos cristãos são perseguidos por não negarem seu Senhor, essa pessoa maravilhosa. Podemos orar por eles e defendê-los — por causa do Senhor, a quem eles e nós pertencemos.


O segundo versículo do dia deixa claro: Cristo avalia toda ajuda aos perseguidos como se tivéssemos acolhido a Ele mesmo.


Leitura bíblica diária: Êxodo 25: 1 - 22; Lucas 9: 37 - 50

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Responderam Sadraque, Mesaque e Abede-Nego ao rei: ... Se o nosso Deus, a quem servimos, quer livrar-nos ... da fornalha de fogo ardente … Se não, fica sabendo, ó rei, que não serviremos a teus deuses, nem adoraremos a imagem de ouro que levantaste. Daniel 3: 16 - 18

A coragem da fé pode trazer sofrimento

 

Esses três homens se encontravam em uma situação extremamente complicada: eles deveriam se prostrar diante da imagem do rei Nabucodonosor, caso contrário, seriam condenados à morte. Como teria sido fácil para eles dizerem: “O rei está decidido. Deus sabe que não o fazemos por convicção, mas é melhor nos curvarmos”. Mas eles não falaram assim. Tomaram a corajosa decisão de não se prostrarem diante da imagem, mesmo que isso lhes custasse tudo.


E quanto tiveram que sofrer por isso! O rei irado mandou jogá-los numa fornalha ardente, mas, no meio das chamas, o próprio Deus veio até eles e os salvou de maneira milagrosa.


Imaginemos que tivéssemos perguntado a eles depois: “Vocês teriam preferido que Deus impedisse o rei de jogá-los na fornalha? Ou foi mais valioso experimentar a presença de Deus de forma tão real na fornalha?” O que eles teriam respondido? Sem dúvida: “Preferiríamos novamente o caminho que Deus escolheu para nós! Nunca experimentamos algo assim. Nosso Deus estava diretamente conosco! A experiência mais bonita que já tivemos!”


Não é isso uma lição para nós? Há situações em que precisamos tomar decisões. Para evitar dificuldades, às vezes tendemos a fazer concessões inadequadas. É melhor permanecer firme e mostrar nossa posição — mesmo que isso traga desvantagens.


E, assim como os homens na fornalha, também nós teremos a experiência avassaladora de que Deus, o “Pai das misericórdias”, está conosco. Ele nos encorajará em meio às dificuldades — Ele, o “Deus de toda consolação” (2 Coríntios 1:3).


Leitura bíblica diária: Êxodo 24: 1 - 18; Lucas 9: 28 - 36

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

Porque as armas da nossa milícia não são carnais, mas, sim, poderosas em Deus, para destruição das fortalezas. 2 Coríntios 10:4

O feiticeiro e o evangelista


Por muito tempo, os habitantes de Samaria seguiram um feiticeiro chamado Simão. Mas então veio Filipe, o fiel evangelista — e com ele a vitória da verdade de Deus (Atos 8). Filipe oferecia um programa contrastante ao de Simão. Simão praticava feitiçaria e mantinha o povo sob seu feitiço. As pessoas ficavam extasiadas com o que viam. Mas quando Filipe lhes pregou “o Cristo”, elas ficaram maravilhadas com o que ouviram. Simão conseguiu reunir seguidores para si mesmo. Filipe, por outro lado, pregou Cristo, batizou os que creram em seu nome e os tornou seguidores de Cristo. As artes mágicas de Simão fizeram com que ele fosse chamado de “grande virtude de Deus”. Mas quando Filipe chegou, as pessoas ouviram a palavra da cruz, que é “o poder de Deus” para aqueles que são salvos (cf. 1 Coríntios 1:18).


Filipe ficou impressionado com os feitiços de Simão? Evidentemente que não. E vice-versa: como Simão reagiu aos milagres que aconteceram pelo poder de Deus? Ele ficou fora de si! As maquinações de Simão provocaram entusiasmo momentâneo — mas a pregação de Filipe trouxe grande e duradoura alegria. Satanás tenta destruir a obra de Deus por meio da imitação. Mas, diante da “luz do evangelho da glória de Cristo”, fica claro que as ações do diabo nada mais são do que “prodígios de mentira” e “obras infrutuosas das trevas” (2 Coríntios 4: 4; 2 Tessalonicenses 2: 9; Efésios 5: 11).


Lá está o mago Simão, sentado aos pés do evangelista, maravilhado (infelizmente sem ser tocado interiormente). Que testemunho do poder da verdade de Deus — arma “poderosa em Deus, para destruição das fortalezas” de Satanás!


Não devemos subestimar o poder das trevas, mas também não precisamos temê-lo. O poder de Deus é mais forte!


Leitura bíblica diária: Êxodo 23: 20 - 33; Lucas 9: 18 - 27

domingo, 8 de fevereiro de 2026

Em verdade vos digo que eu sou a porta das ovelhas. ... Eu sou a porta; se alguém entrar por mim, salvar-se-á, e entrará, e sairá, e achará pastagens. João 10: 7 - 9

Como em algumas outras vezes, do “eu sou” do Senhor Jesus no Evangelho de João, Ele também usa aqui uma linguagem figurativa: desta vez, Ele se refere a si mesmo como “a porta”. Uma porta serve em duas direções — para entrar e para sair.

É notável que o Senhor se chame aqui duas vezes “a porta” — primeiro “a porta das ovelhas” e depois, de forma geral, “a porta”. Como “porta das ovelhas”, Ele tem autoridade exclusiva para conduzir as suas ovelhas para fora do sistema religioso que Deus havia originalmente estabelecido, mas que se tornou um sistema morto. Os crentes não deveriam permanecer mais nele.


Ao mesmo tempo, porém, Cristo também é “a porta” para uma área de bênçãos. Todos são bem-vindos,

independentemente de quem sejam. É por isso que aqui está escrito “alguém”. Mas somente aquele que “entra” por meio de Cristo experimentará a tríplice bênção que Ele promete:


1. A primeira grande bênção é a salvação. Como a porta está aberta para todos, trata-se aqui da salvação da alma — da redenção do pecado e do julgamento, que todo ser humano necessita.


2. Uma segunda bênção é a liberdade que o pastor concede às suas ovelhas, para que elas possam “entrar e sair”. Os judeus estavam, de certa forma, confinados pela lei mosaica e suas prescrições. O rebanho cristão, por outro lado, desfruta da liberdade e do privilégio de se aproximar diretamente de Deus em oração (“entrar”) e levar o evangelho ao mundo (“sair”).


3. Uma terceira bênção é o alimento espiritual. Sob a liderança de Cristo, o rebanho encontra “pastagem”. No Novo Testamento, descobrimos uma abundância de bênçãos espirituais para o homem interior — muito mais do que o Antigo Testamento poderia revelar.

Todas as bênçãos dos crentes têm sua origem em Cristo.


Leitura bíblica diária: Êxodo 23: 1 - 19; Lucas 9: 10 - 17

sábado, 7 de fevereiro de 2026

Porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé. Quem é que vence o mundo, senão aquele que crê que Jesus é o Filho de Deus? 1 João 5: 4, 5

Vencer o mundo


A Palavra de Deus deixa bem claro que o mundo odeia os crentes porque também odeia a Cristo (João 15: 18). Por “mundo” entende-se o sistema dominado por Satanás, um sistema que conscientemente quer passar sem Deus. O próprio Satanás é “o príncipe deste mundo” (João 12: 31).


Deus enviou seu Filho Jesus Cristo como Salvador. No entanto, as pessoas rejeitaram Jesus e O crucificaram. Não é de se admirar que o mundo também nos odeie, os seus seguidores. Talvez nem sempre vivenciemos isso pessoalmente — muitas pessoas se mostram tolerantes —, mas o “sistema mundial”, com todas as suas ideologias, ainda assim é fundamentalmente contra nós.


Após nossa conversão, Deus não nos retirou do mundo, mas nos deixou nele para que sejamos testemunhas Dele para as pessoas. Portanto, precisamos aprender a lidar com o mundo. No entanto, existe o risco de amarmos as coisas deste mundo, pois muitas delas parecem bastante atraentes. Mas amar o mundo não é uma opção. A amizade com o mundo é inimizade contra Deus (Tiago 4: 4).


Nosso versículo diário mostra a maneira correta de lidar com o mundo: os filhos de Deus o vencem. Mas isso é mesmo possível? Sim, porque a fé no Filho de Deus nos dá a vitória. Ele mesmo venceu o mundo (João 16: 33) quando se entregou voluntariamente pelos pecadores – embora eles O odiassem e O matassem. Depois disso, Ele ressuscitou vitorioso. A ocupação com o ressuscitado e sua glória como Filho de Deus nos dá força diante das nossas dificuldades no mundo. E o que o mundo pode fazer com alguém para quem o Filho de Deus é tudo? Assim vencemos o mundo.


Leitura bíblica diária: Êxodo 22: 1 - 31; Lucas 9: 1 - 9

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

Naquela mesma noite, fugiu o sono do rei. Ester 6: 1

Não é coincidência


O livro de Ester descreve a situação do povo judeu no exílio persa durante o reinado do rei Assuero (485-464 a.C.). É notável que o nome de Deus não seja mencionado nenhuma vez em todo o livro. Parece que o povo se afastou de Deus — e que Deus, por isso, também não pode mais se declarar ao seu povo.


Então, de repente, surge um grande perigo: o ministro persa Hamã, que odeia o temente a Deus Mardoqueu, convence o rei a matar todos os judeus do reino! No entanto, aparentemente por uma série de coincidências, ocorre uma reviravolta dramática. Lemos sobre isso no capítulo que começa com o versículo do dia. Mas foram realmente coincidências?


  • Foi coincidência que o rei não conseguisse dormir justamente na noite em que Hamã planejava enforcar Mardoqueu?


  • Foi coincidência que lhe lessem justamente uma crônica do império como “leitura de cabeceira”?


  • Foi coincidência que nela aparecesse justamente o relato de como Mardoqueu havia frustrado um atentado contra o rei?


  • Foi coincidência que Hamã entrasse na corte exatamente naquele momento — e Assuero o encarregasse de honrar Mardoqueu publicamente?


Não, não foram coincidências! Deus dirigiu tudo com mão invisível para salvar seu povo. E isso foi pura graça, pois o relacionamento de seu povo com Ele havia atingido um ponto baixo. Também em nossa vida há momentos difíceis, em que pouco se sente de um relacionamento vivo com o Senhor. Mas mesmo assim Deus não nos abandona. Pelo contrário, Ele age — muitas vezes de forma oculta — para nossa restauração. Quando experimentamos essa fidelidade silenciosa de Deus, isso deve nos motivar a levar nossa vida conscientemente com Ele.


Leitura bíblica diária: Êxodo 21: 7 - 36; Lucas 8: 49 - 56

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Eu vejo os seus caminhos e os sararei; também os guiarei e lhes tornarei a dar consolações e aos seus pranteadores. Isaías 57: 18

O Senhor se lembra de você


Deus cuida daqueles que estão em dificuldades. Já naquela época, Ele ouviu e viu as lamentações do seu povo no Egito (Êxodo 3: 7). E também no futuro Ele ajudará o seu povo Israel quando estiver em grande necessidade — é disso que fala o versículo do dia. Deus também consola hoje todos os que estão tristes e diz, por assim dizer: “Eu vejo a tua necessidade e as tuas perguntas. Meus pensamentos estão com você. Saiba que eu não impedi o que causou a tua tristeza. Sim, eu mesmo permiti tua provação. Confie em mim nesta hora sombria, mesmo que você ainda não compreenda minhas ações!”


O versículo do dia mostra como Deus age de maneiras diversas com o seu povo: Ele vê, cura, guia e consola:


  • Deus vê seus caminhos, sua situação pessoal. Somente Ele sabe por que essa provação é necessária para você. Ele não permitirá que você seja provado além de tuas forças e já tem o resultado em vista, para que você possa suportar a provação (1 Coríntios 10: 13).


  • Deus cura, derramando óleo sobre tuas “feridas” (cf. Lucas 10:34). Ele lhe concede uma palavra da Bíblia que alivia tuas feridas internas, para que não haja endurecimento.


  • Deus o guia, Ele sabe exatamente qual orientação você precisa no momento. “O SENHOR te guiará continuamente ... e fortificará teus ossos” (cap. 58: 11).


  • Deus o consola “como a alguém que sua mãe consola” (cap. 66: 13). Uma mãe não demonstra seu amor apenas no momento da dor, mas também cuida, protege e zela por ele durante o período de recuperação.


No Salmo 40:17, Davi confessa: “Eu sou pobre e necessitado; mas o Senhor cuida de mim: tu és o meu auxílio e o meu libertador; não te detenhas, ó meu Deus!” Você pode se agarrar a isso!


Leitura bíblica diária: Êxodo 20: 8 - 21: 6; Lucas 8: 40 - 48

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

Ora, há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo. E há diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo. 1 Coríntios 12: 4 - 5

Membros do corpo de Cristo

 

O corpo humano criado por Deus é um organismo maravilhoso. Quando consideramos quais partes do corpo estão envolvidas em um único movimento, não podemos deixar de nos surpreender. O que parece tão simples é possibilitado por uma interação complexa, mas harmoniosa, entre os membros. Paulo usa essa imagem para se referir ao corpo espiritual — a congregação (igreja), composta por todos os filhos de Deus. Nela, há uma variedade de membros com diferentes tarefas, que devem ser realizadas para o bem de todo o corpo. Isso parece plausível e simples. Mas, na prática da convivência, existem dois perigos principais:


1. Sentimentos de inferioridade: quem realiza serviços que são pouco valorizados pelos outros não deve ter inveja dos outros. Toda tarefa é importante! Pensemos no corpo: o rim é sem importância só porque não é visível? Além disso, é Deus mesmo quem determina os dons e as tarefas, como lhe agrada (v. 18). Portanto, não devemos avaliá-los segundo padrões humanos. O importante é que os aceitemos de Deus e os executemos fielmente. Somente por isso seremos recompensados mais tarde — não pelo dom da graça em si!


2. Arrogância: Nenhum membro deve dizer a outro: “Não preciso de você”. Por exemplo, quando os dedos querem agarrar um objeto, eles dependem dos olhos para não agarrar o vazio. O mesmo ocorre no corpo espiritual. Todos são necessários — mesmo aqueles que não estão em primeiro plano. Não devemos ignorá-los! Pelo contrário, somos até mesmo exortados a dar-lhes atenção especial, para que não haja divisão no corpo de Cristo (v. 24, 25).


Não pensemos em nós mesmos, mas na cabeça, em Cristo, e no bem de todo o corpo! Então, o organismo espiritual funcionará — para a glória do Senhor e para a bênção de todos os membros.


Leitura bíblica diária: Êxodo 20: 1 - 7; Lucas 8: 26 - 39

terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

Sede firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é vão no Senhor. 1 Coríntios 15: 58

Estranhos, mas intimamente ligados


Durante uma viagem de metrô, distribuo folhetos a alguns passageiros. Ao passar pelo saguão da estação, encontro outros transeuntes que aceitam de bom grado os folhetos com uma grande cruz na capa.


Na escada rolante, um homem de aparência estrangeira está atrás de mim. Quando o abordo, ele responde em inglês: “Sou cristão. Já no metrô, observei que o senhor estava distribuindo folhetos do Evangelho e orei por você. Sou de Cingapura e frequento uma igreja cristã lá. Sou piloto da Singapore Airlines e amanhã voltarei para lá. Estou muito feliz que o senhor esteja realizando este trabalho.”


Que encorajamento encontrar um irmão em Cristo do Extremo Oriente que orou pelo meu ministério antes mesmo de nos conhecermos! Imediatamente surge uma conexão e conversamos por algum tempo. Ao nos despedirmos, ele tira uma nota de 50 euros do bolso e deseja me oferecer. Como, por princípio, não aceito nada neste ministério, recuso o dinheiro de maneira cordial. Mas ele não desiste: “É para os escritos que você distribui.” — Ele o deu de coração, como crente, para a obra do Senhor. Então, pude aceitá-lo. — Com grande alegria e a certeza de que nos reencontraremos no céu, nos despedimos.


Esse encontro foi um grande incentivo para nós dois. Todos os que acreditam sinceramente no Senhor Jesus Cristo se amam uns aos outros, porque pertencem à grande família dos filhos de Deus. Origem, idioma e nacionalidade não têm importância.


Leitura bíblica diária: Êxodo 19: 1 - 25; Lucas 8: 19 - 25

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Depois de Abimeleque, se levantou, para livrar a Israel, Tola ... E julgou a Israel vinte e três anos ... E, depois dele, se levantou Jair, gileadita, e julgou a Israel vinte e dois anos. Juízes 10:1-3

Os juízes Tola e Jair

 

Os dois juízes Tola e Jair são mencionados em Juízes 10 em apenas cinco versículos. Suas ações como juízes não nos são relatadas; apenas sua origem, suas circunstâncias de vida e a duração de seu governo são mencionadas. Sobre os 45 anos de seu tempo como juízes, prevalece o silêncio.


Esse foi um período ruim para Israel? Dificilmente. Pois, como sabemos pela historiografia, muito se relata sobre os anos em que crises ameaçam e guerras assolam. Por outro lado, pouco se escreve sobre os períodos de paz. Para as pessoas, esses anos “sem acontecimentos” são naturalmente agradáveis. E assim também o tempo de Tola e Jair foi um período de paz benéfico — especialmente após o reinado turbulento de Abimeleque, cuja guerra civil é relatada em Juízes 9.


O significado dos nomes dos juízes Tola e Jair talvez indique qual era o segredo do seu sucesso. Tola significa “verme” e Jair significa “iluminado”. Também nisso há um contraste com o perverso Abimeleque, que não se considerava de forma alguma um verme, mas queria ser o maior. Significativamente, apenas esse juiz autoritário é descrito como tendo governado Israel (capítulo 9:22). E Abimeleque não era alguém que trazia luz, mas sim fogo que consumia os outros (capítulo 9:20).


Quando somos humildes e a luz da Palavra de Deus brilha intensamente, a bênção não tarda a chegar. Isso pode parecer pouco espetacular, mas promove a obra de Deus. Em contrapartida, a arrogância e a dureza — como no caso de Abimeleque — também hoje causam danos no meio do povo de Deus.


Leitura bíblica diária: Êxodo 18: 13 - 27; Lucas 8: 9 - 18

domingo, 1 de fevereiro de 2026

E ele estava na popa dormindo sobre uma almofada; ... E ele, despertando, repreendeu o vento e disse ao mar: “Cala-te, aquieta-te!” Marcos 4: 38 - 39

Quem é este?


Os doze discípulos raramente haviam enfrentado uma tempestade como essa. O vento uivava e as ondas batiam contra o barco. A qualquer momento, ela pode afundar. Cheios de medo, os discípulos se olham: não seria agora a hora de seu Mestre realizar um milagre?

Com um olhar interrogativo, eles olham para a popa do barco — e o que veem lá ultrapassa sua compreensão: no meio da tempestade, cercado por ondas violentas, seu Mestre está deitado sobre uma almofada, dormindo. Repreensivamente, eles o acordam: “Mestre, não te importa que pereçamos?” Mas eles não perceberam que Ele está realmente cansado após este dia exaustivo? E eles não percebem que a tempestade e o mar agitado O afetam tanto quanto a eles? O que lhes falta é a profunda paz interior que preenche seu Mestre, porque Ele sabe que seu Pai celestial está com Ele.


Então, ocorre o incrível: enquanto o homem Jesus estava exausto e adormecido no fundo do barco, agora Ele está majestosamente de pé e ordena que os elementos da natureza se acalmem — como o eterno Filho de Deus, que “sustenta todas as coisas pela palavra do seu poder” (Hebreus 1: 3). Não é de se admirar que os discípulos, surpresos, exclamem: “Quem é este?” (v. 41).


Sim, Jesus Cristo é verdadeiro homem e, ao mesmo tempo, verdadeiro Deus, uma glória que nunca poderemos compreender. E, no entanto, nosso Senhor deseja que O conheçamos como os discípulos naquela época. Ele quer que estejamos cientes de quem está conosco “no barco” e a quem podemos recorrer em oração quando enfrentamos dificuldades. Ele é o homem que, assim como nós, experimentou sofrimento e angústia na Terra; por isso, Ele pode compreender nossos sentimentos e nada é pequeno demais para Ele. Mas Ele também é o Filho de Deus, que tudo pode fazer e para quem nada é grande demais.


Leitura bíblica diária: Êxodo 18: 1 - 12; Lucas 8: 1 - 8

sábado, 31 de janeiro de 2026

E comeram todos e saciaram-se. Mateus 14: 20

Alimento que sacia


Que refeição! Há pão! E como esse pão é saboroso no final de um longo dia, quando se está com muita fome! E há peixe — tanto quanto se desejar (João 6: 11). Todos comem e todos ficam saciados. A partir dessa breve frase, podemos aprender algumas coisas simples, mas valiosas:


* Só quem estava presente pôde comer. Quem faltou não teve acesso a essa refeição.

* Eles  se assentaram sobre a erva e comeram (v. 19). Não foi uma refeição rápida.

* Todos comeram — jovens e idosos, homens e mulheres; ninguém ficou sem comer.

* Todos ficaram satisfeitos. Quem comeu tão pouco quanto um pardal ficou satisfeito. Mas também quem comeu como um “trabalhador braçal” ficou completamente saciado.


Os paralelos espirituais para isso são:


Primeiro: quem evita as reuniões dos crentes também não recebe o alimento espiritual que Deus preparou para eles. A leitura pessoal da Bíblia não pode substituir a audição conjunta de uma pregação.


Segundo: não podemos consumir o alimento espiritual como se fosse um lanche rápido; uma alimentação espiritual saudável requer tempo, precisa ser digerida. Por isso, Jesus Cristo, como nosso pastor, deseja nos “fazer repousar em pastos verdejantes” (Salmo 23: 2).


Terceiro: há algo para todos. Tanto aqueles que já conhecem bem a Palavra de Deus quanto aqueles para quem muitas coisas ainda são novas podem se saciar espiritualmente.


Quarto: todos ficam saciados. Depende de nós quanta fome trazemos e quanto comemos. Sobre Rute, está escrito: “E comeu e se fartou, e ainda lhe sobejou” (Rute 2: 14).


Você está presente? Então, desejo-lhe: bom apetite espiritual!


Leitura bíblica diária: Êxodo 17: 8 - 16; Lucas 7: 36 - 50

sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

As palavras do maldizente são doces bocados. Provérbios 18: 8; Nem darás mão ao ímpio, para seres testemunha maldosa. Êxodo 23:1

A lei de Brandolini

 

A lei de Brandolini diz: é fácil espalhar bobagens em poucos minutos, mas refutá-las muitas vezes exige um esforço enorme. Essa constatação, formulada em 2013 pelo italiano Alberto Brandolini, foi entretanto confirmada por estudos científicos: quem recebe notícias falsas dificilmente se deixa convencer por retificações posteriores, às vezes é até mesmo inútil. Notícias falsas sempre existiram, muito antes de o termo “fake news” estar na boca de todos. No entanto, as redes sociais multiplicaram enormemente sua escala e influência. Uma informação totalmente nova, que supostamente revela algo oculto, desperta rapidamente o interesse — e gera muitos cliques. A Bíblia nos diz que uma notícia contada, seja ela falsa ou verdadeira, é como uma iguaria — as pessoas gostam de ouvi-la.


No entanto, Deus é claro: “Não espalhe boatos falsos”. Como devo lidar com informações que colocam outras pessoas em uma posição desfavorável? Primeiramente, devo verificar se elas correspondem à verdade — o que não significa que eu precise sempre investigar cada caso e realizar pesquisas aprofundadas. Devo evitar transmitir boatos e comentários críticos de forma irrefletida — especialmente quando se trata de notícias falsas! Às vezes, basta uma única palavra omitida ou acrescentada para dar um tom completamente diferente a uma mensagem.


Em vez disso, devemos seguir os sábios conselhos do apóstolo Paulo: “Tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento” (Filipenses 4: 8).


Leitura bíblica diária: Êxodo 16: 31 - 17: 7; Lucas 7: 24 - 35


quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

Existiu, no tempo de Herodes, rei da Judéia, um sacerdote, chamado Zacarias, da ordem de Abias, e cuja mulher era das filhas de Arão; o nome dela era Isabel. E eram ambos justos perante Deus, vivendo irrepreensivelmente em todos os mandamentos e preceitos do Senhor. Lucas 1: 5, 6

Fidelidade em tempos difíceis

 

O reinado do rei Herodes não é uma época fácil para os judeus tementes a Deus. Nem os líderes políticos nem os religiosos se preocupam com Deus. Em vez de cumprir suas responsabilidades e ser um exemplo para o povo, eles pensam principalmente em manter o poder e sua própria honra.


Mas ainda existem pessoas que não se deixam contaminar pela impiedade geral, mas permanecem pessoalmente fiéis ao Deus de Israel. Entre eles estão Zacarias e Isabel, os pais de João Batista. O relato bíblico destaca com elogios que eles seguem os mandamentos de Deus. Sua obediência leva a uma vida justa. Deus toma nota de sua vida fiel, volta-se pessoalmente para eles e pode usá-los para seus propósitos.


Hoje vivemos uma situação semelhante. A maioria das pessoas não se interessa por Deus e pela Sua Palavra. Quem ainda hoje se orienta pela Bíblia deve contar com o fato de não ser levado a sério ou mesmo ser ridicularizado. No entanto, continua sendo nossa responsabilidade seguir a Palavra de Deus. Toda tentativa de adaptar a Bíblia ao espírito da época é um ataque a Deus mesmo, à sua autoridade.


No entanto, a obediência à Palavra de Deus não é um dever opressivo. Pelo contrário: uma vida segundo o plano de Deus proporciona verdadeira liberdade e profunda satisfação. Deus recompensa nossa obediência, dando-nos Sua paz no coração e nos usando em Seu serviço — assim como fez com Zacarias e Isabel. Vale a pena viver de acordo com os padrões de Deus!


Leitura diária da Bíblia: Êxodo 16: 11 - 30; Lucas 7: 18 - 23

quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

Mas eu faço oração. Salmo 109: 4

A vida de oração de Jesus

 

“Se você deseja humilhar um crente, pergunte-lhe sobre sua vida de oração”, escreveu certa vez um autor cristão. E, de fato, nossa vida de oração é frequentemente vergonhosa. Essa é certamente uma das razões para nossa dedicação insuficiente, nosso seguimento sem entusiasmo e nosso ministério frequentemente fraco. 


Com o Senhor Jesus foi completamente diferente. Como ser humano, Ele vivia em constante dependência de seu Pai celestial — o que se manifestava especialmente em sua vida de oração. Repetidamente, Ele buscava a presença de Deus em oração e se alimentava dessa fonte de força. O Evangelho de Lucas, que apresenta Jesus como um ser humano perfeito, menciona com frequência notável que Ele orava. 


É notável que o ministério público de Jesus tenha começado e terminado com oração. Ele orou em seu batismo no Jordão, e seu último suspiro na cruz também foi uma oração: “Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito!” (Lucas 3: 21; 23: 46). 


Seu dia a dia era marcado pela oração. De manhã cedo, “quando ainda estava muito escuro”, Ele buscava o silêncio para falar com seu Pai (Marcos 1: 35) — e também as noites terminavam com oração (Mateus 14: 23). Antes de uma decisão importante, a vocação dos doze discípulos, Ele passou até mesmo uma noite inteira em oração (Lucas 6: 12). 


A maioria de suas orações não nos foi transmitida literalmente, mas algumas poucas sim. Suas orações eram cheias de familiaridade, força e intensidade e eram tão atraentes e dignas de imitação que os discípulos, ao ouvi-lo orar, expressaram o desejo: “Senhor, ensina-nos a orar” (Lucas 11: 1).

O exemplo de Jesus também incentiva os discípulos de hoje a orarem mais e com mais intensidade, a fim de aprofundar e cultivar com dedicação a comunhão com Deus.


Leitura bíblica diária: Êxodo 16: 1 - 10; Lucas 7: 11 - 17


terça-feira, 27 de janeiro de 2026

Por isso, lamentarei, e uivarei, e andarei despojado e nu; farei lamentação como de dragões e pranto como de avestruzes. Miquéias 1: 8

O profeta Miquéias anuncia o julgamento de Deus tanto ao reino do norte de Israel quanto ao reino do sul de Judá. De Samaria, a capital de Israel, restará apenas um monte de pedras (v. 6). Mas Judá também não será poupada: o inimigo avançará “até à porta do meu povo, até Jerusalém” (v. 9). Isaías, contemporâneo de Miquéias, descreve o mesmo acontecimento com a imagem de uma inundação: O inimigo “passará a Judá, inundando-o, e irá passando por ele, e chegará até ao pescoço” (Isaías 8:8). O que ambos os profetas anunciam se cumpre mais tarde pelo rei assírio Senaqueribe (Isaías 36-37).

 

Mas Miquéias e Isaías não falam como pessoas alheias, como observadores distantes. Não, sua mensagem não os deixa indiferentes. Eles sofrem com o que profetizam. Miquéias expressa sua tristeza publicamente — com gritos de lamentação, descalço e sem túnica. Jeremias, que quase 140 anos depois anuncia a destruição de Jerusalém pelos babilônios — e ele mesmo testemunha — também sofre: “A minha alma chorará em lugares ocultos”, diz ele, “os meus olhos e se desfarão em lágrimas”. O Senhor Jesus também chorou pela obstinação de seu povo (Jeremias 13:17; Lucas 19:41).


O que sentimos quando pensamos no julgamento vindouro sobre os perdidos? Isso nos deixa indiferentes? Talvez sintamos até uma certa satisfação? Ou isso nos causa dor? Paulo tinha uma “dor incessante” em seu coração quando pensava em seus compatriotas (Romanos 9: 2, 3). Deveríamos sentir menos quando pensamos no julgamento que atingirá aqueles que se perderão? Se pensássemos mais na longanimidade de nosso Senhor, que “não quer que alguns se percam” (2 Pedro 3:9), não oraríamos mais intensamente por nossos parentes e amigos, com o coração ardente e os olhos marejados?


Leitura bíblica diária: Êxodo 15: 17 - 27; Lucas 7: 1 - 10

segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

E, vendo que se fatigavam a remar, porque o vento lhes era contrário —, aproximou-se deles, andando sobre o mar, ... E subiu para o barco para estar com eles, e o vento se aquietou; e, entre si, ficaram muito assombrados e maravilhados. Marcos 6: 48: 51

A compaixão do Senhor

 

O Senhor instrui seus discípulos a seguirem adiante pelo lago. Em seguida, Ele despede a multidão e sobe a montanha para orar. Enquanto isso, os discípulos enfrentam uma tempestade que ameaça suas vidas. O Senhor vê a sua necessidade, vai até eles — e quando entra no barco, o vento se acalma.


Por que o Senhor vai pessoalmente até eles? Ele poderia ter acalmado a tempestade do alto da montanha — com uma única palavra. Mas o Senhor não quer apenas mostrar o seu poder aos discípulos, ele também quer que eles experimentem a sua compaixão e vejam a sua glória. Por isso, ele vai pessoalmente até eles.


O Senhor não age aqui de maneira semelhante ao que fez mais tarde com Marta e Maria? Quando o irmão delas, Lázaro, adoece e morre, Jesus vem até elas — quatro dias após a morte dele — e o ressuscita (João 11). Também aqui o Senhor poderia ter curado Lázaro à distância com uma palavra do seu poder. Mas, também aqui, Ele se põe a caminho para consolar — e só depois ressuscita Lázaro dos mortos.


Em ambas as situações, o Senhor usa uma “tempestade” para que os discípulos, assim como Marta e Maria, experimentem sua compaixão, seu amor e seu consolo — e se maravilhem quando Ele lhes mostra seu poder e sua glória.


Também hoje, o Senhor às vezes permite situações difíceis na vida. E então Ele se levanta e vem até nós, enxuga nossas lágrimas, consola, encoraja e fortalece. Sim, às vezes precisamos da tempestade para experimentar Sua compaixão e para que nossos olhos sejam abertos para vermos verdadeiramente Sua glória.


Leitura bíblica diária: Êxodo 15: 1 - 16; Lucas 6: 39 - 49