A vida de oração de Jesus
“Se você deseja humilhar um crente, pergunte-lhe sobre sua vida de oração”, escreveu certa vez um autor cristão. E, de fato, nossa vida de oração é frequentemente vergonhosa. Essa é certamente uma das razões para nossa dedicação insuficiente, nosso seguimento sem entusiasmo e nosso ministério frequentemente fraco.
Com o Senhor Jesus foi completamente diferente. Como ser humano, Ele vivia em constante dependência de seu Pai celestial — o que se manifestava especialmente em sua vida de oração. Repetidamente, Ele buscava a presença de Deus em oração e se alimentava dessa fonte de força. O Evangelho de Lucas, que apresenta Jesus como um ser humano perfeito, menciona com frequência notável que Ele orava.
É notável que o ministério público de Jesus tenha começado e terminado com oração. Ele orou em seu batismo no Jordão, e seu último suspiro na cruz também foi uma oração: “Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito!” (Lucas 3: 21; 23: 46).
Seu dia a dia era marcado pela oração. De manhã cedo, “quando ainda estava muito escuro”, Ele buscava o silêncio para falar com seu Pai (Marcos 1: 35) — e também as noites terminavam com oração (Mateus 14: 23). Antes de uma decisão importante, a vocação dos doze discípulos, Ele passou até mesmo uma noite inteira em oração (Lucas 6: 12).
A maioria de suas orações não nos foi transmitida literalmente, mas algumas poucas sim. Suas orações eram cheias de familiaridade, força e intensidade e eram tão atraentes e dignas de imitação que os discípulos, ao ouvi-lo orar, expressaram o desejo: “Senhor, ensina-nos a orar” (Lucas 11: 1).
O exemplo de Jesus também incentiva os discípulos de hoje a orarem mais e com mais intensidade, a fim de aprofundar e cultivar com dedicação a comunhão com Deus.
Leitura bíblica diária: Êxodo 16: 1 - 10; Lucas 7: 11 - 17
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