Aqui temos uma visão da vida familiar de Jó — marcada pela comunhão e pela responsabilidade espiritual. Os filhos adultos organizavam festas em seus aniversários e convidavam também suas três irmãs, que aparentemente ainda moravam na casa dos pais. Era evidente que havia uma relação amorosa entre os irmãos.
Uma bela imagem: uma convivência harmoniosa, uma celebração conjunta, sem disputas ou ciúmes. Conhecemos isso em nossas próprias famílias? É claro que nem todos os aniversários precisam ser comemorados — mas não deve haver nada que impeça fundamentalmente uma comunhão alegre.
O próprio Jó tinha um hábito firme: mesmo quando não estava presente nas festas de seus filhos, ele estava com eles em pensamento. Após os dias de festa, ele oferecia um holocausto por cada um dos filhos. Não porque suspeitasse de algo ruim, mas porque era atencioso. “Talvez meus filhos se tenham afastado de Deus em seus corações”, dizia ele a si mesmo.
Jó sabia: justamente a prosperidade e a alegria podem levar a perder Deus de vista. E muitas vezes esse afastamento começa em segredo, no coração. O que parece bom por fora pode já estar frágil por dentro.
O cuidado paterno de Jó visava o bem-estar espiritual de seus filhos. Ele orava por eles — regularmente e fielmente. Que exemplo!
Amoroso, atencioso, espiritualmente perspicaz. Seja como pais ou filhos — podemos aprender muito com a família de Jó.
Leitura bíblica diária: Êxodo 12: 43 - 13: 10; Lucas 6: 1 - 11
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