Amor até ao fim
Não é uma noite comum quando Jesus se senta à mesa com seus doze discípulos, segundo o costume oriental — é a noite antes de sua crucificação. Em sua mente, ele antecipa a “hora” que está prestes a chegar. Não se refere à hora de seu sofrimento e morte; sobre isso, ele havia falado alguns dias antes, profundamente abalado interiormente (cap. 12: 27). Mas agora Ele olha mais além: para a hora da ascensão, quando Ele deixará este mundo, que só tem rejeição e a cruz para Ele, para retornar ao Pai como homem glorificado.
Ao mesmo tempo, Ele pensa nos discípulos, a quem Ele “ama até ao fim”. “Até ao fim” significa sem qualquer limite, tanto em termos de tempo quanto de extensão. Nas próximas horas na cruz, Ele provará que ninguém “tem maior amor” do que aquele que “dá a vida pelos seus amigos” (cap. 15: 13). Mas o seu amor vai ainda mais longe: Ele não deixará os discípulos “órfãos” num mundo cheio de aflições (cap. 16: 33). Em vez disso, Ele lhes promete o Espírito Santo — como intercessor, consolador e assistente (cap. 14: 15-18). Finalmente, em seu amor, Ele lhes oferece uma gloriosa esperança: “Virei outra vez e vos levarei para mim mesmo, para que, onde eu estiver, estejais vós também” (cap. 14: 3). Ele viverá eternamente com os Seus na casa do Pai e lhes mostrará ali a glória que o Pai Lhe deu (cap. 17: 24).
“Até ao fim” — incessantemente! Quanto Ele ama os Seus discípulos, que, apesar dos sofrimentos que se aproximam, pensa neles com tanta solicitude. E com o mesmo amor Ele também ama a nós, que cremos Nele por meio da palavra deles (cap. 17: 20). As mesmas promessas se aplicam a nós — e a mesma esperança viva.
Leitura bíblica diária: Êxodo 14: 15 - 31; Lucas 6: 31 - 38
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