sábado, 28 de fevereiro de 2026

Aconselho-te que de mim compres ouro provado no fogo, para que te enriqueças, e vestes brancas, para que te vistas, e não apareça a vergonha da tua nudez; e que unjas os olhos com colírio, para que vejas. Apocalipse 3:18

Riqueza verdadeira

 

Os crentes da antiga cidade de Laodicéia se consideravam ricos, mas, segundo o julgamento do Senhor, eram pobres. Não se trata aqui de bens materiais, mas espirituais. Ao contrário do que eles pensavam, a congregação era, na verdade, pobre espiritualmente. Por isso, o Senhor Jesus lhes aconselha, em primeiro lugar, que comprem ouro dele. Tudo o que adquirimos Dele é um investimento espiritual. — “sem dinheiro e sem preço” (Isaías 55:1). O ouro é uma figura da glória de Deus; o ouro purificado pelo fogo enfatiza ainda mais sua santidade absoluta. Isso se manifesta tanto em seu amor por tudo o que é bom quanto em sua aversão por tudo o que é mau.


Em segundo lugar, o Senhor lhes oferece “vestes brancas”. Estas contrastam com os “trapos da imundícia” de Isaías 64:4 — uma figura das próprias “justiças” com as quais Laodicéia se adornava. As vestes brancas, por outro lado, simbolizam Cristo, que é a própria “justiça de Deus” (2 Coríntios 5:21) — a única vestimenta que satisfaz a Deus.


Em terceiro lugar, o “colírio para os olhos” refere-se à unção do Espírito Santo, que pode curar nossa cegueira espiritual. Só podemos receber essa unção pela fé.


Tudo isso direciona nossa atenção para a majestosa grandeza de Deus — como Pai, Filho e Espírito Santo. Reconhecemos o caráter do Pai especialmente no ouro purificado pelo fogo; o Filho é representado pelas vestes brancas e o Espírito Santo na unção. Que riqueza maravilhosa!


Leitura bíblica diária: Êxodo 32: 11 - 20; Lucas 13: 22 - 30


sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

E disse Deus: Haja luminares na expansão dos céus, para haver separação entre o dia e a noite; e sejam eles para sinais e para tempos determinados e para dias e anos. E sejam para luminares na expansão dos céus, para alumiar a terra!” Gênesis 1:14-15

Perfeitamente criados


Quando Deus criou os corpos celestes, Ele lhes deu uma extensa “instrução de trabalho”:


* Eles devem separar “o dia da noite”. “Deus fez as duas grandes luzes: a grande luz para governar o dia, e a pequena luz para governar a noite — e as estrelas” (v. 16). O sol, a lua e as estrelas estruturam nosso “dia de 24 horas” e dão ordem ao ritmo natural da vida.


* Eles devem ser “sinais”. Os corpos celestes não são apenas úteis, mas também de beleza sublime. Eles são concebidos como símbolos, monumentos e sinais milagrosos para admirar, glorificar e louvar o Deus criador.


* Eles devem servir para “determinar épocas, dias e anos”. Já as culturas mais antigas desenvolveram calendários com base nisso — muitas vezes para planejar a agricultura. Assim, por exemplo, os antigos egípcios calculavam, com base nos astros, a data mais precoce possível para a cheia anual do Nilo. Os “especialistas” da época eram muito respeitados.


* Eles devem “iluminar a Terra”. Uma vida sem corpos celestes é impensável. Precisamos de sua luz e seu calor. Antigamente, as pessoas também precisavam deles para se orientar. Lucas descreve uma cena dramática durante a viagem de barco para Roma: uma tempestade se abate, durante dias não se vê nem o sol nem as estrelas — e toda esperança de salvação parece perdida, pois falta orientação (Atos 27:20).


“Deus disse” e “assim foi” — “e Deus viu que era bom” (v. 15.18). Impressionante e grandioso!


Leitura bíblica diária: Êxodo 32: 1 - 11; Lucas 13: 18 - 21

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

E o varão … calando-se, para saber se o SENHOR havia prosperado a sua jornada ou não. Do SENHOR procedeu este negócio. Gênesis 24: 21, 50



Duas diretrizes para a tomada de decisões


O servo de Abraão acabou de orar e agora observa atentamente como a situação em torno de Rebeca se desenvolve. Ele deseja perceber se o que vê é uma resposta à sua oração. Ele não intervém, nem se impõe, mas espera pacientemente.


Pouco depois, ele se senta diante de Betuel, pai de Rebeca, e de seu irmão Labão, e lhes relata que sua oração foi atendida. Quando ele chega ao fim e expressa sua convicção de que vê em Rebeca a futura esposa de Isaque, os dois precisam reconhecer que “do SENHOR procedeu este negócio”.


Esses versículos não nos oferecem duas “diretrizes” em nossa jornada com o Senhor? Primeiro: o servo observa, espera e permanece em silêncio para reconhecer a vontade de Deus. Isso também é importante para nossas decisões: observar, esperar e então — primeiro para nós mesmos — chegar à convicção de qual é a vontade do Senhor para nós. Essa é a primeira “diretriz”.


Em seguida, vem a segunda: o servo relata sua convicção. E seu relato é tão claro, tão compreensível, que também seus ouvintes ficam convencidos e reconhecem nele a vontade do Senhor. A segunda “barreira de proteção” mostra que nossa convicção deve convencer os outros. A ação de Deus é tão evidente que ninguém pode escapar à conclusão. É assim também conosco? Outros crentes conseguem compreender minhas decisões de fé?


Desejo isso a você — decisões que você toma com o Senhor e nas quais os outros podem reconhecer: “A obra veio do Senhor”.


Leitura bíblica diária: Êxodo 31: 12 - 18; Lucas 13: 10 - 17

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

E, chegando-se Jesus, falou-lhes, dizendo: … “Portanto, ide”. Mateus 28:18-19

O adesivo


O adesivo para o carro é excelente: fácil de fixar com uma película adesiva, tamanho ideal, material resistente. O código QR ilustrado leva a um site que responde a perguntas essenciais e refuta objeções contra a fé em Jesus Cristo e sua palavra. Abaixo, em letras pequenas, está escrito “Jesus salva”. O adesivo é uma boa maneira de indicar o Salvador Jesus às pessoas perdidas.


O único problema: o adesivo está dentro de um livro. Ele foi usado como marcador de página e esquecido entre as páginas. Agora, porém, é hora de agir. Colado de forma bem visível na tampa traseira de um pequeno carro, ele finalmente encontra seu verdadeiro propósito. O carro circula pelas ruas, as pessoas leem a mensagem e assim conhecem o Filho de Deus.


De certa forma, isso é um exemplo ilustrativo para nós, cristãos. Às vezes, nos escondemos atrás de livros repletos de conhecimento, em vez de sermos uma luz para o mundo. Não que ler seja algo negativo — muito pelo contrário! Devemos ler com prazer e bastante, especialmente a Bíblia. Mas não podemos esquecer a missão que nosso Senhor nos deu: “Ide agora”. É necessária nossa iniciativa, pois como as pessoas “crerão naquele de quem não ouviram falar” (Romanos 10:14)? Por isso, devemos “ir para lhes levar a boa nova”. Aproveitamos nossos contatos no dia a dia para falar sobre nossa fé? Nossas atividades, porém, não devem se limitar ao evangelho; alguns irmãos e irmãs na fé também precisam que os ajudemos em questões práticas ou os encorajemos com uma palavra da Bíblia.


Não importa o que seja: ore sem cessar e faça isso com amor (1 Tessalonicenses 5:17; 1 Coríntios 16:14). Tenha coragem e siga em frente. Faça algo pelo Senhor hoje. Vá!


Leitura bíblica diária: Êxodo 31: 1 - 11; Lucas 13: 1 - 9

terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

Como purificará o jovem o seu caminho? Observando-o conforme a tua palavra. Salmo 119: 9

A base da preservação


Muitos leitores da Bíblia conhecem este versículo notável; e pais crentes sempre o recomendaram aos seus filhos adolescentes, pois os jovens estão expostos a muitas influências malignas em um mundo sem Deus.


A preservação tem dois lados: por um lado, o lado de Deus, que pode nos preservar porque Ele tem todo o poder. Judas escreve que Deus pode nos preservar “sem tropeçar” (Judas 24). Por isso, pedimos a Deus que nos preserve. Mas há também o outro lado, o nosso lado, o lado da nossa responsabilidade. Somos exortados a nos preservar – e é disso que se trata aqui: o jovem deve “preservar-se”, ou seja, viver com cuidado e vigilância.


Mesmo ao fiel Timóteo, “do qual davam bom testemunho” (Atos 16: 2), foi dito, diante dos pecados dos outros: “Conserva-te a ti mesmo puro” (1 Timóteo 5: 22) . A advertência vale, portanto, também para aqueles com “bom testemunho” e não apenas para os “vulneráveis”. Ela vale para todos — inclusive para os fiéis.


Preservar-se “segundo a palavra de Deus” pressupõe conhecer e valorizar a palavra, para que ela molde o coração. Assim, nossos valores, nosso pensamento e nossas ações são moldados por Deus. Nossos sentimentos e afetos também são imperceptivelmente guiados pela verdade da Bíblia. Isso protege os jovens cristãos de que seus pensamentos e sentimentos tomem um rumo errado, por exemplo, em relação ao namoro e ao casamento.


Além disso, a Palavra de Deus, por meio do Espírito Santo, desenvolve um poder que nos capacita a vivê-la no dia a dia. E quando nos desviamos e nos contaminamos, encontramos purificação e renovação na Palavra de Deus (Efésios 5: 25, 26).


Leitura bíblica diária: Êxodo 30: 17 - 38; Lucas 12: 49 - 59

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

Porque para mim tenho por certo que as aflições deste tempo presente não são para comparar com a glória que em nós há de ser revelada. Romanos 8: 18

Sofrimento e glória


O apóstolo Paulo está convencido de que os sofrimentos do tempo presente não têm importância quando pensamos na glória “que há de ser revelada” — ou seja, a gloriosa aparição do Senhor Jesus, quando Ele vier à Terra conosco e pudermos participar de seu reinado no reino da paz. Em Colossenses 3: 4, Paulo descreve esse momento com mais detalhes: “Quando Cristo, que é a nossa vida, se manifestar, então, também vós vos manifestareis com ele em glória”.


Essa perspectiva grandiosa do futuro fez com que todas as aflições do presente fossem insignificantes para Paulo. Suas palavras têm um peso especial, pois Paulo teve que sofrer extraordinariamente pelo Senhor durante sua vida. Logo após sua conversão, o Senhor anunciou a Ananias: “E eu lhe mostrarei quanto deve padecer pelo meu nome” (Atos 9: 16). O próprio Paulo relata isso retrospectivamente em 2 Coríntios 11: 23: “Em trabalhos, muito mais; em açoites, mais do que eles; em prisões, muito mais; em perigo de morte, muitas vezes”. Ele foi repetidamente açoitado, uma vez apedrejado, frequentemente maltratado e injustamente acusado. Além disso, ele teve que sofrer com um “espinho na carne” (2 Coríntios 12: 7) — não uma pequena “lasca”, mas sim uma “estaca” que o prejudicava consideravelmente em seu ministério. Três vezes ele implorou ao Senhor que o livrasse disso.


Mas, apesar de todas essas provações, os sofrimentos passavam completamente para segundo plano quando Paulo pensava na glória vindoura.


Nós também podemos encontrar consolo e encorajamento em qualquer situação, se nos apoiarmos firmemente na fé nas promessas de Deus.


Leitura bíblica diária: Êxodo 30: 1 - 16; Lucas 12: 35 - 48

domingo, 22 de fevereiro de 2026

Eu sou o homem que viu a aflição pela vara do seu furor. Ele me levou e me fez andar em trevas e não na luz. Deveras se tornou contra mim; virou contra mim de contínuo, a mão todo o dia. Lamentações 3: 1 - 3

De que homem o profeta Jeremias está falando? Primeiramente, ele fala de si mesmo. Ele descreve sua profunda dor ao ver a cidade de Jerusalém destruída, que foi conquistada pelos babilônios em 586 a.C. 

Embora Deus tivesse anunciado com muito antecedência esse julgamento como consequência da desobediência obstinada de seu povo, Jeremias, que pessoalmente não tinha culpa alguma, sente a ira de Deus como se ela o atingisse diretamente.


No entanto, sua lamentação vai muito além de sua própria pessoa. Pois, profeticamente, esses versículos falam de outro homem: Jesus Cristo, o homem do Gólgota. Ele é aquele que realmente e completamente sentiu o castigo da ira de Deus quando, na cruz — carregado com nossos pecados —, enfrentou o santo Juiz. Por esses pecados, o julgamento não recaiu sobre nós, mas sobre Ele. Ele é o homem de quem o Deus santo teve que se afastar por três horas, porque Ele é santo demais para olhar para o pecado (cf. Habacuque 1:13). Por isso, Cristo foi levado às trevas mais profundas, por isso Deus teve que dar o golpe. Essa mão não se voltou contra nós, que o merecíamos, mas “contra o homem que é seu companheiro” (Zacarias 13:7) — contra o seu próprio Filho. Quão terrível foi o sofrimento do Salvador neste julgamento punitivo, que Ele suportou por amor a nós.


As maiores profundezas de todos os sofrimentos

atingiram a tua alma ali.

Como ondas que inundam,

a ira atingiu-te no lugar sombrio.


Senhor Jesus, o Teu grande amor

toca profundamente o meu coração de novo.

Por mim, Tu Te entregaste —

adoração a Ti, homem de dores.


Leitura bíblica diária: Êxodo 29: 31 - 46; Lucas 12: 22 - 34

sábado, 21 de fevereiro de 2026

Sei estar abatido e sei também ter abundância; em toda a maneira e em todas as coisas, estou instruído, tanto a ter fartura como a ter fome, tanto a ter abundância como a padecer necessidade. Posso todas as coisas naquele que me fortalece. Filipenses 4: 12, 13

Sobre o doador e as dádivas


Conta-se a história de um príncipe oriental que prometia a seu filho uma quantia fixa de dinheiro para seu sustento, que era paga no início de cada ano. Nessa ocasião, o jovem ia à capital, visitava seu pai e — o que era mais importante para ele — recebia o dinheiro. Durante o resto do ano, ele não aparecia mais.


Triste com esse comportamento, o príncipe ordenou um dia que o dinheiro não fosse mais pago anualmente, mas semanalmente. A partir de então, ele passou a ver seu filho todas as semanas.


Esta pequena história pode nos ajudar a entender por que Deus não nos concede todas as Suas bênçãos de uma só vez. Ele conhece nossa tendência de valorizar mais a dádiva do que o doador. Nosso Pai Celestial sabe que Seus filhos muitas vezes se interessam mais pelas dádivas de Sua graça do que por Ele mesmo, a quem as devem.


Ele também sabe como nossa fé é frequentemente fraca. Pois, assim que recebemos o que precisamos — seja dinheiro, saúde ou qualquer outra coisa —, geralmente nos apoiamos mais no que recebemos do que Nele. Portanto, quando Ele nos dá apenas o que precisamos, dia após dia, Ele sabe o que está fazendo. Dessa forma, Ele nos leva a olhar sempre para Ele, para pedir o que precisamos e agradecer-Lhe quando o recebemos.


“Toda boa dádiva e todo dom perfeito vêm do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não há mudança, nem sombra de variação” (Tiago 1: 17).


Leitura bíblica diária: Êxodo 29: 19 - 30; Lucas 12: 13 - 21

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

E por que reparas tu no argueiro que está no olho do teu irmão e não vês a trave que está no teu olho? Mateus 7:3

Trave e argueiro


Uma passagem bíblica muito conhecida! Tão conhecida que é citada repetidamente — muitas vezes por pessoas que acabaram de receber uma advertência que não lhes agrada. “Primeiro tire a trave do teu olho, antes de pensar que pode me dizer alguma coisa!”


Algumas advertências da Palavra de Deus são frequentemente usadas contra os outros. Por exemplo, um homem pode lembrar repetidamente à sua esposa o versículo: “Mulheres, sujeitai-vos a vosso marido”, enquanto ela pode responder: “Maridos, amai vossa mulher” (Efésios 5: 22, 25). Sim, muitas vezes sei exatamente em que pontos meu interlocutor está agindo de forma inadequada e, ao mesmo tempo, ignoro deliberadamente as admoestações que Deus dirige diretamente a mim. Assim, o versículo bíblico de hoje não se dirige ao “irmão com o argueiro”, mas ao “irmão com a trave”, ou seja, àquele que acha que deve tirar o argueiro do olho do outro, mas tem uma trave no próprio olho. 


Quando desejo chamar a atenção de alguém para seu comportamento inadequado, mesmo as melhores palavras e citações bíblicas não têm peso se não estiver ciente de meus próprios erros e não os julgar à luz de Deus. Quantas vezes tenho a tendência de minimizar meus próprios pecados e exagerar os dos outros. Essa parece ser a razão pela qual minhas falhas são chamadas de “traves” e não — como no caso do irmão — de “argueiro”. É exatamente isso que o Senhor Jesus deseja me mostrar pessoalmente neste versículo.


No entanto, quem usa este versículo para se defender de críticas justificadas ao seu próprio comportamento deve perguntar ao Senhor se não há em seu olho — além do argueiro — uma trave que o impede de reconhecer corretamente sua própria condição. “ Hipócrita! Tira primeiro a trave do teu olho e, então, verás claramente” (v. 5).


Leitura bíblica diária: Êxodo 29: 1 - 18; Lucas 12: 1 - 12

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

E acontecia que, quando Moisés levantava a sua mão, Israel prevalecia ... e Arão e Hur sustentaram as suas mãos, um de um lado, e o outro, do outro; assim ficaram as suas mãos firmes até que o sol se pôs. Êxodo 17: 11 - 12

Um duplo serviço do Senhor Jesus


Pouco depois da saída do Egito, ocorreu no deserto de Refidim o primeiro confronto bélico com um exército inimigo. Ao contrário do que aconteceu no Mar Vermelho, onde Deus lutou pelo seu povo e eles deveriam apenas observar em silêncio (cap. 14: 14), agora eles próprios tinham de pegar em armas. Mas eles não eram um povo guerreiro, eram completamente inexperientes em termos militares. Como poderiam eles resistir a Amaleque? Mas Deus estava presente e cuidava do seu povo. Ele queria ensiná-los que a chave para a vitória era a dependência Dele, o Deus todo-poderoso. Por isso, Moisés deveria ficar em pé sobre uma colina e orar, enquanto Josué liderava a batalha com o povo. Em sua intercessão, Moisés foi apoiado por dois homens: Arão e Hur.


A cena naquela montanha simboliza de maneira impressionante dois ministérios do Senhor Jesus, que Ele agora exerce no céu por nós, enquanto nós travamos nossas batalhas de fé aqui na Terra: Cristo é nosso Sumo Sacerdote e nosso Advogado. Aarão era o representante do sumo sacerdócio, e em Hur (seu nome significa: “nobre, brilhante, branco”) reconhecemos uma imagem do ministério de advogado de Cristo.


Como sumo sacerdote, o Senhor Jesus nos ajuda em nossas dificuldades diárias; Ele conhece nossas fraquezas, nossas limitações humanas e nossa tendência ao pecado. Seu ministério sacerdotal tem como objetivo que não pequemos. Se, mesmo assim, isso acontecer, Ele age como advogado: Ele nos torna conscientes do pecado, nos purifica e nos leva de volta à comunhão com o Pai (Hebreus 4:14-16; 1 João 2:1-2). — Agradeçamos a Ele por seu serviço incansável para nos levar com segurança ao nosso destino.


Leitura bíblica diária: Êxodo 28: 30 - 43; Lucas 11: 43 - 54

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Porquanto te levantei do pó e te pus por chefe sobre o meu povo Israel. 1 Reis 16: 2

Os governos são instituídos por Deus


Provavelmente, Baasa é uma figura desconhecida para muitos leitores — o que não é surpreendente, já que pouco se sabe sobre ele. E o que se sabe é totalmente negativo. Sendo um homem relativamente insignificante de Israel, Baasa conspira contra o rei reinante do reino do norte e é proclamado novo rei. Depois de conquistar o trono com violência brutal, ele combate o povo de seu irmão, o reino do sul de Judá. Além disso, ele adota de forma totalmente ímpia a idolatria que Jeroboão, um de seus antecessores, estabeleceu no reino do norte. Então, surpreende-nos o versículo do dia, no qual Deus, por meio de um profeta, diz a esse rei mau que foi Ele mesmo quem o colocou como rei sobre o povo. Baasa não havia tomado o trono à força? Sem dúvida. E, no entanto, Deus lhe deu esse lugar, mesmo que o rei não estivesse ciente desse fato.


Encontramos essa ideia várias vezes na Palavra de Deus. Quando Daniel teve uma visão sobre os reinos futuros, ele disse sobre Deus: «Ele destitui reis e estabelece reis» (Daniel 2: 21). E Paulo confirma esse princípio em Romanos 13: 1: «Não há autoridade que não venha de Deus, e as que existem foram estabelecidas por Deus». Esse fato não justifica de forma alguma o comportamento perverso dos governantes; eles são e continuam sendo pessoalmente responsáveis por suas ações. Mas para nós, os crentes, isso significa que devemos nos submeter às autoridades governamentais. Não devemos usar a impiedade de um governo como desculpa para não obedecer às suas ordens. Também não temos qualquer missão política, mas devemos orar “pelos reis e por todos os que estão em eminência” (1 Timóteo 2: 2).


Leitura bíblica diária: Êxodo 28: 15 - 29; Lucas 11: 29 - 42

terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

No dia seguinte João estava outra vez ali, na companhia de dois dos seus discípulos. E, vendo passar a Jesus, disse: Eis aqui o Cordeiro de Deus!” E os dois discípulos ouviram-no dizer isso e seguiram a Jesus. João 1: 35 - 37

Seguir Jesus nos quatro Evangelhos

Cada um dos quatro evangelistas nos mostra uma faceta especial do seguimento de Cristo, de acordo com o foco específico do seu Evangelho: Mateus nos apresenta o Messias, que foi desprezado e rejeitado pelo seu povo. Ele nos convida a segui-Lo e a estar dispostos a partilhar a sua humilhação. Marcos descreve Jesus como um servo incansável e fiel de Deus, que também chama outros para segui-lo e colaborar no seu ministério. Lucas destaca a profunda humilhação do Filho do Homem e convida-nos a seguir o seu caminho de humildade.

João, por outro lado, dá um destaque totalmente diferente: ele coloca o seguimento no contexto da incomparável glória e dignidade do Senhor Jesus. Isso já fica claro no primeiro capítulo do seu evangelho: João Batista apontou para a singularidade do Cordeiro de Deus (v. 29.36). E, de facto, a pessoa de Jesus irradiava tal atração que dois dos seus discípulos deixaram tudo para trás sem hesitar para seguir o “Cordeiro de Deus”.

Nós também somos chamados a seguir Jesus, se O aceitamos como nosso Salvador. No entanto, seguir Jesus verdadeiramente requer um coração aberto à ação do Espírito Santo, que deseja revelar-nos cada vez mais profundamente a beleza e a glória do Filho de Deus. Quanto mais o nosso coração está cheio Dele, mais prontamente e com mais alegria O seguimos.

Sim, seguir a Cristo implica abnegação e está associado à rejeição. No entanto, é também uma fonte de profunda felicidade. E o próprio Jesus nos fortalece neste caminho — até que um dia O sigamos para a casa do Pai.

Leitura bíblica diária: Êxodo 28: 1 - 14; Lucas 11: 14 - 28

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

E, por isso, procuro sempre ter uma consciência sem ofensa, tanto para com Deus como para com os homens. Atos 24: 16

Ter alegria genuína na juventude


Uma jovem cristã foi convidada por um rapaz para um concerto de rock. Ela recusou educadamente. Pouco tempo depois, ele tentou novamente e a convidou para dançar. Mais uma vez, ela recusou, agradecendo. Na terceira tentativa, ele quis levá-la a uma festa de estudantes. Mas ela recusou novamente. Surpreso, ele exclamou: “Não vai ao concerto de rock, não vai dançar e não vai a festas! Então, do que é que gosta?”


A resposta dela é notável: “O que me dá prazer? Tenho prazer em ir para a cama à noite com a cabeça limpa e a consciência tranquila. Tenho prazer em acordar de manhã sem ressaca, sem me sentir culpada por algo que fiz na noite anterior. Fico sempre feliz quando não faço nada de que me tenha de envergonhar mais tarde perante os outros. O meu maior prazer é agradar a Cristo, meu Senhor.” — Não é necessário mencionar que o jovem nunca mais a convidou.


A sua resposta pode ajudar especialmente os jovens cristãos a permanecerem firmes diante das muitas tentações. Sim, quem chegou à fé no Senhor Jesus Cristo e experimentou a libertação da consciência através do perdão de Deus é capaz de se manter “imaculado do mundo” (Tiago 1: 27) em feliz comunhão com o Senhor.


Hoje, a jovem está casada com um cristão convicto que partilha as suas convicções claras. Ela está feliz por ter sido preservada das manchas escuras e dos remorsos de uma juventude dissoluta.


Leitura bíblica diária: Êxodo 27: 9 - 21; Lucas 11: 1 - 13

domingo, 15 de fevereiro de 2026

Eu sou o bom Pastor; o bom Pastor dá a sua vida pelas ovelhas. Eu sou o bom Pastor, e conheço as minhas ovelhas. João 10: 11, 14

O bom pastor


Depois de se apresentar como a porta pela qual as ovelhas devem entrar para serem salvas, Cristo agora se apresenta como o bom pastor.


O que caracteriza um bom pastor? — O fato de dar a sua vida pelas ovelhas! Davi já arriscava a sua vida quando lutava contra ursos e leões para proteger as suas ovelhas. Assim, o Senhor Jesus só pôde derrotar Satanás dando a sua vida (1 Samuel 17:36; Hebreus 2:14, 15).


Na sua parábola, o Senhor também fala de outras pessoas com quem as ovelhas podem entrar em contacto: o ladrão (v. 10) e o mercenário (v. 12).


O ladrão vem com más intenções — para roubar, matar e destruir. É chocante que alguns líderes espirituais do povo de Israel tenham se comportado como ladrões gananciosos e violentos. Também na Idade Média, líderes da Igreja cristã enriqueceram às custas dos seus membros. E mesmo hoje, líderes de seitas exploram os seus “fãs”.


O mercenário é um trabalhador pago. Quando surge o perigo, ele pensa primeiro em si mesmo — e pode não se importar com as ovelhas. Quando os babilônios sitiaram Jerusalém, o rei Zedequias agiu como um mercenário (cf. 2 Reis 25:1-7). Ainda hoje, existe o risco de os pregadores remunerados prestarem o seu serviço apenas por dinheiro — e não se preocuparem realmente com os crentes que lhes foram confiados (cf. 1 Pedro 5: 2, 3).


O Senhor, por outro lado, não é ladrão nem mercenário — Ele é o bom pastor! Ele conhece cada uma das suas ovelhas pelo nome (v. 3), conhece a nossa “formação”, os nossos pensamentos, as nossas ações e os nossos caminhos. E embora nos conheça completamente, Ele ama-nos, os Seus, até ao fim (v. 3; Salmo 103:14; 139:2.3; João 13:1).


Leitura bíblica diária: Êxodo 26: 31 - 27: 8; Lucas 10: 30 - 42

sábado, 14 de fevereiro de 2026

Em todo o tempo ama o amigo; e na angústia nasce o irmão. Provérbios 17: 17

O amigo encontra doçura no conselho cordial. Provérbios 27: 9


Amizade genuína


Possui amigos genuínos e bons? Ou ainda está à procura? A Bíblia nos mostra exemplos positivos e negativos de amizade.


Quando o filho pródigo da parábola de Jesus esbanjou a sua herança, muitos supostos amigos se reuniram à sua volta (cf. Lucas 15:11-24). Mas quando o dinheiro acabou e ele ficou em dificuldades, ninguém mais estava lá. Uma amizade que só dura enquanto se tem algo a oferecer não é verdadeira.


Você vê uma amizade verdadeira em Davi e Jônatas. A amizade deles era profunda, sincera e marcada pelo temor a Deus. Jônatas amava Davi “como à sua própria alma” (1 Samuel 18:1). Eles confiavam um no outro e eram fiéis um ao outro.


A verdadeira amizade é dar e receber, ouvir e falar, aceitar e perdoar, conviver cordialmente e orar uns pelos outros. Ela prova o seu valor mesmo quando é posta à prova.


No entanto, mesmo a melhor amizade entre crentes tem os seus limites. O amor e a fidelidade perfeitos só existem no Senhor Jesus, que, precisamente quando é realmente necessário, está presente com a sua compaixão e ajuda. Ele nunca abandonará os seus. Mesmo Jônatas, por mais sincero que fosse, não acompanhou Davi até o fim. Quando Davi teve que fugir de Saul, Jônatas permaneceu em Jerusalém (1 Samuel 23:18).


Mas foi justamente nesse momento difícil que Davi teve experiências maravilhosas com o seu Deus: Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal algum, pois tu estás comigo” (Salmo 23:4). “Eu te amarei do coração, ó SENHOR, fortaleza minha! ... Porque contigo entrei pelo meio de um esquadrão e com o meu Deus saltei uma muralha” (Salmo 18: 2, 30).


Leitura bíblica diária: Êxodo 26: 15 - 30; Lucas 10: 17 - 29

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

Estes converterão as suas espadas em enxadões e as suas lanças, em foices. Isaías 2: 4; Miquéias 4:3

Forjai espadas das vossas enxadas e lanças das vossas foices. Joel 3:10


Afirmações contraditórias na Bíblia?


À primeira vista, poderíamos pensar que o versículo do livro de Joel foi citado incorretamente. Ao contrário de Isaías e Miquéias, Joel profetiza que os instrumentos agrícolas serão transformados em armas de guerra. Em Isaías e Miquéias, é exatamente o contrário, mas isso não significa que a Bíblia se contradiga ou que um profeta tenha citado o outro incorretamente. Em vez disso, os três profetas iluminam diferentes períodos do futuro de Israel.


Joel olha para uma fase anterior dos últimos dias do que Isaías e Miquéias. Ele prevê um tempo de grandes guerras entre as nações, em que as ferramentas de paz serão transformadas em armas. Em um tempo posterior, um tempo de paz, ocorrerá o processo inverso! Então, as armas serão desnecessárias — é disso que Isaías e Miquéias falam.


A profecia de Joel se cumprirá quando o Senhor reunir as nações para o julgamento. Esse tempo ainda está por vir (Joel 3: 2, 12). Da mesma forma, as promessas de paz de Isaías e Miquéias só se cumprirão “no fim dos tempos” (Isaías 2: 2; Miquéias 3: 1). Só haverá paz mundial quando Cristo voltar pessoalmente à Terra; até lá, teremos que esperar.


Para nós, cristãos, é um grande encorajamento saber que Deus cumprirá o seu plano de salvação, mesmo em um mundo conturbado, cheio de armas, inimizade e pecado. O que Deus decidiu, Ele realizará — por meio de nosso Senhor Jesus Cristo, o Príncipe da Paz.


Leitura bíblica diária: Êxodo 26: 1 - 14; Lucas 10: 1 - 16

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

O que entoa canções junto ao coração aflito é como aquele que se despe num dia de frio e como vinagre sobre salitre. Provérbios 25: 20

O Senhor JEOVÁ me deu uma língua erudita, para que eu saiba dizer, a seu tempo, uma boa palavra ao que está cansado. Ele desperta- me todas as manhãs, desperta-me o ouvido. Isaías 50:4

 

Quem deseja consolar um coração triste precisa de sabedoria e deve procurar se colocar no lugar do outro. Muitas vezes isso não é fácil, especialmente quando estamos bem. Gostaríamos então que nosso bom estado de espírito “contagiasse” o outro. Mas essa é a abordagem errada, e o resultado muitas vezes é uma rejeição interior, como o borbulhar do vinagre sobre o bicarbonato de sódio. Assim, só se causou dor ao triste.


Jó, o homem provado pela dor, recebeu a visita de seus amigos quando eles souberam de sua miséria. Durante sete dias, eles não ousaram dizer uma palavra, “porque viam que a dor era muito grande” (Jó 2:13). Com isso, certamente o consolaram mais do que com as muitas palavras que vieram depois e que apenas causaram amargura.

 

O Senhor Jesus, cuja voz ouvimos através da palavra profética de Isaías, é também aqui o nosso grande modelo. Ele falava sempre a partir da comunhão direta com Deus. Por isso, tinha a palavra certa para cada um, que correspondia à sua necessidade. Para quem estava cansado, Ele tinha uma palavra revigorante, e para quem estava triste, Ele assegurava consolo (Mateus 5:4). Todos sentiam que Ele falava “palavras de graça” (Lucas 4:22). E quantas vezes lemos que Ele estava “comovido” com as necessidades ao seu redor e, movido por essa emoção, ajudava!


Assim, também nós queremos levar ao coração todos os dias o pedido: Senhor, dá-me a sensibilidade certa para as necessidades do meu próximo e permite-me lidar com elas com empatia. Faz com que a Tua graça se torne mais visível na minha vida!


Leitura bíblica diária: Êxodo 25: 23 - 40; Lucas 9: 51 - 62

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

Para vós outros, portanto, os que credes, é a preciosidade; mas, para os descrentes, A pedra que os construtores rejeitaram, essa veio a ser a principal pedra, angular. 1 Pedro 2:7

Era forasteiro, e me hospedastes;... Em verdade vos afirmo que, sempre que o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes. Mateus 25:35-40


O governante legítimo


Robert the Bruce (1274-1329), coroado rei da Escócia em 1306, é obrigado a fugir após a devastadora derrota contra o rei inglês Eduardo I. Ele busca refúgio nas inóspitas Terras Altas da Escócia.


Certa noite, cansado, ele bate à porta de uma mulher pobre e pede um lugar para passar a noite. “E quem é você?”, pergunta a dona da casa.


“Um estrangeiro e um viajante”, responde Robert com cautela. “Entre”, convida a senhora idosa. “Todos os estrangeiros e todos os viajantes são bem-vindos por causa de uma pessoa.” “E quem é esse único?”, pergunta Robert, surpreso. A mulher sorri: “Nosso rei Robert the Bruce. Mesmo que muitos o tenham rejeitado e seus inimigos o tenham perseguido com cães e cavalos, para mim ele é o rei legítimo de toda a Escócia!”


Jesus Cristo, o Filho de Deus, foi rejeitado, condenado e morto neste mundo. Mas para os crentes, Ele é seu amado Salvador, o legítimo Senhor, a única autoridade para suas ações, o fundamento e o centro de suas vidas, a fonte de sua felicidade, a âncora de sua confiança e o objetivo de sua esperança.


Ainda hoje, muitos cristãos são perseguidos por não negarem seu Senhor, essa pessoa maravilhosa. Podemos orar por eles e defendê-los — por causa do Senhor, a quem eles e nós pertencemos.


O segundo versículo do dia deixa claro: Cristo avalia toda ajuda aos perseguidos como se tivéssemos acolhido a Ele mesmo.


Leitura bíblica diária: Êxodo 25: 1 - 22; Lucas 9: 37 - 50

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Responderam Sadraque, Mesaque e Abede-Nego ao rei: ... Se o nosso Deus, a quem servimos, quer livrar-nos ... da fornalha de fogo ardente … Se não, fica sabendo, ó rei, que não serviremos a teus deuses, nem adoraremos a imagem de ouro que levantaste. Daniel 3: 16 - 18

A coragem da fé pode trazer sofrimento

 

Esses três homens se encontravam em uma situação extremamente complicada: eles deveriam se prostrar diante da imagem do rei Nabucodonosor, caso contrário, seriam condenados à morte. Como teria sido fácil para eles dizerem: “O rei está decidido. Deus sabe que não o fazemos por convicção, mas é melhor nos curvarmos”. Mas eles não falaram assim. Tomaram a corajosa decisão de não se prostrarem diante da imagem, mesmo que isso lhes custasse tudo.


E quanto tiveram que sofrer por isso! O rei irado mandou jogá-los numa fornalha ardente, mas, no meio das chamas, o próprio Deus veio até eles e os salvou de maneira milagrosa.


Imaginemos que tivéssemos perguntado a eles depois: “Vocês teriam preferido que Deus impedisse o rei de jogá-los na fornalha? Ou foi mais valioso experimentar a presença de Deus de forma tão real na fornalha?” O que eles teriam respondido? Sem dúvida: “Preferiríamos novamente o caminho que Deus escolheu para nós! Nunca experimentamos algo assim. Nosso Deus estava diretamente conosco! A experiência mais bonita que já tivemos!”


Não é isso uma lição para nós? Há situações em que precisamos tomar decisões. Para evitar dificuldades, às vezes tendemos a fazer concessões inadequadas. É melhor permanecer firme e mostrar nossa posição — mesmo que isso traga desvantagens.


E, assim como os homens na fornalha, também nós teremos a experiência avassaladora de que Deus, o “Pai das misericórdias”, está conosco. Ele nos encorajará em meio às dificuldades — Ele, o “Deus de toda consolação” (2 Coríntios 1:3).


Leitura bíblica diária: Êxodo 24: 1 - 18; Lucas 9: 28 - 36

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

Porque as armas da nossa milícia não são carnais, mas, sim, poderosas em Deus, para destruição das fortalezas. 2 Coríntios 10:4

O feiticeiro e o evangelista


Por muito tempo, os habitantes de Samaria seguiram um feiticeiro chamado Simão. Mas então veio Filipe, o fiel evangelista — e com ele a vitória da verdade de Deus (Atos 8). Filipe oferecia um programa contrastante ao de Simão. Simão praticava feitiçaria e mantinha o povo sob seu feitiço. As pessoas ficavam extasiadas com o que viam. Mas quando Filipe lhes pregou “o Cristo”, elas ficaram maravilhadas com o que ouviram. Simão conseguiu reunir seguidores para si mesmo. Filipe, por outro lado, pregou Cristo, batizou os que creram em seu nome e os tornou seguidores de Cristo. As artes mágicas de Simão fizeram com que ele fosse chamado de “grande virtude de Deus”. Mas quando Filipe chegou, as pessoas ouviram a palavra da cruz, que é “o poder de Deus” para aqueles que são salvos (cf. 1 Coríntios 1:18).


Filipe ficou impressionado com os feitiços de Simão? Evidentemente que não. E vice-versa: como Simão reagiu aos milagres que aconteceram pelo poder de Deus? Ele ficou fora de si! As maquinações de Simão provocaram entusiasmo momentâneo — mas a pregação de Filipe trouxe grande e duradoura alegria. Satanás tenta destruir a obra de Deus por meio da imitação. Mas, diante da “luz do evangelho da glória de Cristo”, fica claro que as ações do diabo nada mais são do que “prodígios de mentira” e “obras infrutuosas das trevas” (2 Coríntios 4: 4; 2 Tessalonicenses 2: 9; Efésios 5: 11).


Lá está o mago Simão, sentado aos pés do evangelista, maravilhado (infelizmente sem ser tocado interiormente). Que testemunho do poder da verdade de Deus — arma “poderosa em Deus, para destruição das fortalezas” de Satanás!


Não devemos subestimar o poder das trevas, mas também não precisamos temê-lo. O poder de Deus é mais forte!


Leitura bíblica diária: Êxodo 23: 20 - 33; Lucas 9: 18 - 27

domingo, 8 de fevereiro de 2026

Em verdade vos digo que eu sou a porta das ovelhas. ... Eu sou a porta; se alguém entrar por mim, salvar-se-á, e entrará, e sairá, e achará pastagens. João 10: 7 - 9

Como em algumas outras vezes, do “eu sou” do Senhor Jesus no Evangelho de João, Ele também usa aqui uma linguagem figurativa: desta vez, Ele se refere a si mesmo como “a porta”. Uma porta serve em duas direções — para entrar e para sair.

É notável que o Senhor se chame aqui duas vezes “a porta” — primeiro “a porta das ovelhas” e depois, de forma geral, “a porta”. Como “porta das ovelhas”, Ele tem autoridade exclusiva para conduzir as suas ovelhas para fora do sistema religioso que Deus havia originalmente estabelecido, mas que se tornou um sistema morto. Os crentes não deveriam permanecer mais nele.


Ao mesmo tempo, porém, Cristo também é “a porta” para uma área de bênçãos. Todos são bem-vindos,

independentemente de quem sejam. É por isso que aqui está escrito “alguém”. Mas somente aquele que “entra” por meio de Cristo experimentará a tríplice bênção que Ele promete:


1. A primeira grande bênção é a salvação. Como a porta está aberta para todos, trata-se aqui da salvação da alma — da redenção do pecado e do julgamento, que todo ser humano necessita.


2. Uma segunda bênção é a liberdade que o pastor concede às suas ovelhas, para que elas possam “entrar e sair”. Os judeus estavam, de certa forma, confinados pela lei mosaica e suas prescrições. O rebanho cristão, por outro lado, desfruta da liberdade e do privilégio de se aproximar diretamente de Deus em oração (“entrar”) e levar o evangelho ao mundo (“sair”).


3. Uma terceira bênção é o alimento espiritual. Sob a liderança de Cristo, o rebanho encontra “pastagem”. No Novo Testamento, descobrimos uma abundância de bênçãos espirituais para o homem interior — muito mais do que o Antigo Testamento poderia revelar.

Todas as bênçãos dos crentes têm sua origem em Cristo.


Leitura bíblica diária: Êxodo 23: 1 - 19; Lucas 9: 10 - 17

sábado, 7 de fevereiro de 2026

Porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé. Quem é que vence o mundo, senão aquele que crê que Jesus é o Filho de Deus? 1 João 5: 4, 5

Vencer o mundo


A Palavra de Deus deixa bem claro que o mundo odeia os crentes porque também odeia a Cristo (João 15: 18). Por “mundo” entende-se o sistema dominado por Satanás, um sistema que conscientemente quer passar sem Deus. O próprio Satanás é “o príncipe deste mundo” (João 12: 31).


Deus enviou seu Filho Jesus Cristo como Salvador. No entanto, as pessoas rejeitaram Jesus e O crucificaram. Não é de se admirar que o mundo também nos odeie, os seus seguidores. Talvez nem sempre vivenciemos isso pessoalmente — muitas pessoas se mostram tolerantes —, mas o “sistema mundial”, com todas as suas ideologias, ainda assim é fundamentalmente contra nós.


Após nossa conversão, Deus não nos retirou do mundo, mas nos deixou nele para que sejamos testemunhas Dele para as pessoas. Portanto, precisamos aprender a lidar com o mundo. No entanto, existe o risco de amarmos as coisas deste mundo, pois muitas delas parecem bastante atraentes. Mas amar o mundo não é uma opção. A amizade com o mundo é inimizade contra Deus (Tiago 4: 4).


Nosso versículo diário mostra a maneira correta de lidar com o mundo: os filhos de Deus o vencem. Mas isso é mesmo possível? Sim, porque a fé no Filho de Deus nos dá a vitória. Ele mesmo venceu o mundo (João 16: 33) quando se entregou voluntariamente pelos pecadores – embora eles O odiassem e O matassem. Depois disso, Ele ressuscitou vitorioso. A ocupação com o ressuscitado e sua glória como Filho de Deus nos dá força diante das nossas dificuldades no mundo. E o que o mundo pode fazer com alguém para quem o Filho de Deus é tudo? Assim vencemos o mundo.


Leitura bíblica diária: Êxodo 22: 1 - 31; Lucas 9: 1 - 9

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

Naquela mesma noite, fugiu o sono do rei. Ester 6: 1

Não é coincidência


O livro de Ester descreve a situação do povo judeu no exílio persa durante o reinado do rei Assuero (485-464 a.C.). É notável que o nome de Deus não seja mencionado nenhuma vez em todo o livro. Parece que o povo se afastou de Deus — e que Deus, por isso, também não pode mais se declarar ao seu povo.


Então, de repente, surge um grande perigo: o ministro persa Hamã, que odeia o temente a Deus Mardoqueu, convence o rei a matar todos os judeus do reino! No entanto, aparentemente por uma série de coincidências, ocorre uma reviravolta dramática. Lemos sobre isso no capítulo que começa com o versículo do dia. Mas foram realmente coincidências?


  • Foi coincidência que o rei não conseguisse dormir justamente na noite em que Hamã planejava enforcar Mardoqueu?


  • Foi coincidência que lhe lessem justamente uma crônica do império como “leitura de cabeceira”?


  • Foi coincidência que nela aparecesse justamente o relato de como Mardoqueu havia frustrado um atentado contra o rei?


  • Foi coincidência que Hamã entrasse na corte exatamente naquele momento — e Assuero o encarregasse de honrar Mardoqueu publicamente?


Não, não foram coincidências! Deus dirigiu tudo com mão invisível para salvar seu povo. E isso foi pura graça, pois o relacionamento de seu povo com Ele havia atingido um ponto baixo. Também em nossa vida há momentos difíceis, em que pouco se sente de um relacionamento vivo com o Senhor. Mas mesmo assim Deus não nos abandona. Pelo contrário, Ele age — muitas vezes de forma oculta — para nossa restauração. Quando experimentamos essa fidelidade silenciosa de Deus, isso deve nos motivar a levar nossa vida conscientemente com Ele.


Leitura bíblica diária: Êxodo 21: 7 - 36; Lucas 8: 49 - 56