sábado, 31 de janeiro de 2026

E comeram todos e saciaram-se. Mateus 14: 20

Alimento que sacia


Que refeição! Há pão! E como esse pão é saboroso no final de um longo dia, quando se está com muita fome! E há peixe — tanto quanto se desejar (João 6: 11). Todos comem e todos ficam saciados. A partir dessa breve frase, podemos aprender algumas coisas simples, mas valiosas:


* Só quem estava presente pôde comer. Quem faltou não teve acesso a essa refeição.

* Eles  se assentaram sobre a erva e comeram (v. 19). Não foi uma refeição rápida.

* Todos comeram — jovens e idosos, homens e mulheres; ninguém ficou sem comer.

* Todos ficaram satisfeitos. Quem comeu tão pouco quanto um pardal ficou satisfeito. Mas também quem comeu como um “trabalhador braçal” ficou completamente saciado.


Os paralelos espirituais para isso são:


Primeiro: quem evita as reuniões dos crentes também não recebe o alimento espiritual que Deus preparou para eles. A leitura pessoal da Bíblia não pode substituir a audição conjunta de uma pregação.


Segundo: não podemos consumir o alimento espiritual como se fosse um lanche rápido; uma alimentação espiritual saudável requer tempo, precisa ser digerida. Por isso, Jesus Cristo, como nosso pastor, deseja nos “fazer repousar em pastos verdejantes” (Salmo 23: 2).


Terceiro: há algo para todos. Tanto aqueles que já conhecem bem a Palavra de Deus quanto aqueles para quem muitas coisas ainda são novas podem se saciar espiritualmente.


Quarto: todos ficam saciados. Depende de nós quanta fome trazemos e quanto comemos. Sobre Rute, está escrito: “E comeu e se fartou, e ainda lhe sobejou” (Rute 2: 14).


Você está presente? Então, desejo-lhe: bom apetite espiritual!


Leitura bíblica diária: Êxodo 17: 8 - 16; Lucas 7: 36 - 50

sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

As palavras do maldizente são doces bocados. Provérbios 18: 8; Nem darás mão ao ímpio, para seres testemunha maldosa. Êxodo 23:1

A lei de Brandolini

 

A lei de Brandolini diz: é fácil espalhar bobagens em poucos minutos, mas refutá-las muitas vezes exige um esforço enorme. Essa constatação, formulada em 2013 pelo italiano Alberto Brandolini, foi entretanto confirmada por estudos científicos: quem recebe notícias falsas dificilmente se deixa convencer por retificações posteriores, às vezes é até mesmo inútil. Notícias falsas sempre existiram, muito antes de o termo “fake news” estar na boca de todos. No entanto, as redes sociais multiplicaram enormemente sua escala e influência. Uma informação totalmente nova, que supostamente revela algo oculto, desperta rapidamente o interesse — e gera muitos cliques. A Bíblia nos diz que uma notícia contada, seja ela falsa ou verdadeira, é como uma iguaria — as pessoas gostam de ouvi-la.


No entanto, Deus é claro: “Não espalhe boatos falsos”. Como devo lidar com informações que colocam outras pessoas em uma posição desfavorável? Primeiramente, devo verificar se elas correspondem à verdade — o que não significa que eu precise sempre investigar cada caso e realizar pesquisas aprofundadas. Devo evitar transmitir boatos e comentários críticos de forma irrefletida — especialmente quando se trata de notícias falsas! Às vezes, basta uma única palavra omitida ou acrescentada para dar um tom completamente diferente a uma mensagem.


Em vez disso, devemos seguir os sábios conselhos do apóstolo Paulo: “Tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento” (Filipenses 4: 8).


Leitura bíblica diária: Êxodo 16: 31 - 17: 7; Lucas 7: 24 - 35


quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

Existiu, no tempo de Herodes, rei da Judéia, um sacerdote, chamado Zacarias, da ordem de Abias, e cuja mulher era das filhas de Arão; o nome dela era Isabel. E eram ambos justos perante Deus, vivendo irrepreensivelmente em todos os mandamentos e preceitos do Senhor. Lucas 1: 5, 6

Fidelidade em tempos difíceis

 

O reinado do rei Herodes não é uma época fácil para os judeus tementes a Deus. Nem os líderes políticos nem os religiosos se preocupam com Deus. Em vez de cumprir suas responsabilidades e ser um exemplo para o povo, eles pensam principalmente em manter o poder e sua própria honra.


Mas ainda existem pessoas que não se deixam contaminar pela impiedade geral, mas permanecem pessoalmente fiéis ao Deus de Israel. Entre eles estão Zacarias e Isabel, os pais de João Batista. O relato bíblico destaca com elogios que eles seguem os mandamentos de Deus. Sua obediência leva a uma vida justa. Deus toma nota de sua vida fiel, volta-se pessoalmente para eles e pode usá-los para seus propósitos.


Hoje vivemos uma situação semelhante. A maioria das pessoas não se interessa por Deus e pela Sua Palavra. Quem ainda hoje se orienta pela Bíblia deve contar com o fato de não ser levado a sério ou mesmo ser ridicularizado. No entanto, continua sendo nossa responsabilidade seguir a Palavra de Deus. Toda tentativa de adaptar a Bíblia ao espírito da época é um ataque a Deus mesmo, à sua autoridade.


No entanto, a obediência à Palavra de Deus não é um dever opressivo. Pelo contrário: uma vida segundo o plano de Deus proporciona verdadeira liberdade e profunda satisfação. Deus recompensa nossa obediência, dando-nos Sua paz no coração e nos usando em Seu serviço — assim como fez com Zacarias e Isabel. Vale a pena viver de acordo com os padrões de Deus!


Leitura diária da Bíblia: Êxodo 16: 11 - 30; Lucas 7: 18 - 23

quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

Mas eu faço oração. Salmo 109: 4

A vida de oração de Jesus

 

“Se você deseja humilhar um crente, pergunte-lhe sobre sua vida de oração”, escreveu certa vez um autor cristão. E, de fato, nossa vida de oração é frequentemente vergonhosa. Essa é certamente uma das razões para nossa dedicação insuficiente, nosso seguimento sem entusiasmo e nosso ministério frequentemente fraco. 


Com o Senhor Jesus foi completamente diferente. Como ser humano, Ele vivia em constante dependência de seu Pai celestial — o que se manifestava especialmente em sua vida de oração. Repetidamente, Ele buscava a presença de Deus em oração e se alimentava dessa fonte de força. O Evangelho de Lucas, que apresenta Jesus como um ser humano perfeito, menciona com frequência notável que Ele orava. 


É notável que o ministério público de Jesus tenha começado e terminado com oração. Ele orou em seu batismo no Jordão, e seu último suspiro na cruz também foi uma oração: “Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito!” (Lucas 3: 21; 23: 46). 


Seu dia a dia era marcado pela oração. De manhã cedo, “quando ainda estava muito escuro”, Ele buscava o silêncio para falar com seu Pai (Marcos 1: 35) — e também as noites terminavam com oração (Mateus 14: 23). Antes de uma decisão importante, a vocação dos doze discípulos, Ele passou até mesmo uma noite inteira em oração (Lucas 6: 12). 


A maioria de suas orações não nos foi transmitida literalmente, mas algumas poucas sim. Suas orações eram cheias de familiaridade, força e intensidade e eram tão atraentes e dignas de imitação que os discípulos, ao ouvi-lo orar, expressaram o desejo: “Senhor, ensina-nos a orar” (Lucas 11: 1).

O exemplo de Jesus também incentiva os discípulos de hoje a orarem mais e com mais intensidade, a fim de aprofundar e cultivar com dedicação a comunhão com Deus.


Leitura bíblica diária: Êxodo 16: 1 - 10; Lucas 7: 11 - 17


terça-feira, 27 de janeiro de 2026

Por isso, lamentarei, e uivarei, e andarei despojado e nu; farei lamentação como de dragões e pranto como de avestruzes. Miquéias 1: 8

O profeta Miquéias anuncia o julgamento de Deus tanto ao reino do norte de Israel quanto ao reino do sul de Judá. De Samaria, a capital de Israel, restará apenas um monte de pedras (v. 6). Mas Judá também não será poupada: o inimigo avançará “até à porta do meu povo, até Jerusalém” (v. 9). Isaías, contemporâneo de Miquéias, descreve o mesmo acontecimento com a imagem de uma inundação: O inimigo “passará a Judá, inundando-o, e irá passando por ele, e chegará até ao pescoço” (Isaías 8:8). O que ambos os profetas anunciam se cumpre mais tarde pelo rei assírio Senaqueribe (Isaías 36-37).

 

Mas Miquéias e Isaías não falam como pessoas alheias, como observadores distantes. Não, sua mensagem não os deixa indiferentes. Eles sofrem com o que profetizam. Miquéias expressa sua tristeza publicamente — com gritos de lamentação, descalço e sem túnica. Jeremias, que quase 140 anos depois anuncia a destruição de Jerusalém pelos babilônios — e ele mesmo testemunha — também sofre: “A minha alma chorará em lugares ocultos”, diz ele, “os meus olhos e se desfarão em lágrimas”. O Senhor Jesus também chorou pela obstinação de seu povo (Jeremias 13:17; Lucas 19:41).


O que sentimos quando pensamos no julgamento vindouro sobre os perdidos? Isso nos deixa indiferentes? Talvez sintamos até uma certa satisfação? Ou isso nos causa dor? Paulo tinha uma “dor incessante” em seu coração quando pensava em seus compatriotas (Romanos 9: 2, 3). Deveríamos sentir menos quando pensamos no julgamento que atingirá aqueles que se perderão? Se pensássemos mais na longanimidade de nosso Senhor, que “não quer que alguns se percam” (2 Pedro 3:9), não oraríamos mais intensamente por nossos parentes e amigos, com o coração ardente e os olhos marejados?


Leitura bíblica diária: Êxodo 15: 17 - 27; Lucas 7: 1 - 10

segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

E, vendo que se fatigavam a remar, porque o vento lhes era contrário —, aproximou-se deles, andando sobre o mar, ... E subiu para o barco para estar com eles, e o vento se aquietou; e, entre si, ficaram muito assombrados e maravilhados. Marcos 6: 48: 51

A compaixão do Senhor

 

O Senhor instrui seus discípulos a seguirem adiante pelo lago. Em seguida, Ele despede a multidão e sobe a montanha para orar. Enquanto isso, os discípulos enfrentam uma tempestade que ameaça suas vidas. O Senhor vê a sua necessidade, vai até eles — e quando entra no barco, o vento se acalma.


Por que o Senhor vai pessoalmente até eles? Ele poderia ter acalmado a tempestade do alto da montanha — com uma única palavra. Mas o Senhor não quer apenas mostrar o seu poder aos discípulos, ele também quer que eles experimentem a sua compaixão e vejam a sua glória. Por isso, ele vai pessoalmente até eles.


O Senhor não age aqui de maneira semelhante ao que fez mais tarde com Marta e Maria? Quando o irmão delas, Lázaro, adoece e morre, Jesus vem até elas — quatro dias após a morte dele — e o ressuscita (João 11). Também aqui o Senhor poderia ter curado Lázaro à distância com uma palavra do seu poder. Mas, também aqui, Ele se põe a caminho para consolar — e só depois ressuscita Lázaro dos mortos.


Em ambas as situações, o Senhor usa uma “tempestade” para que os discípulos, assim como Marta e Maria, experimentem sua compaixão, seu amor e seu consolo — e se maravilhem quando Ele lhes mostra seu poder e sua glória.


Também hoje, o Senhor às vezes permite situações difíceis na vida. E então Ele se levanta e vem até nós, enxuga nossas lágrimas, consola, encoraja e fortalece. Sim, às vezes precisamos da tempestade para experimentar Sua compaixão e para que nossos olhos sejam abertos para vermos verdadeiramente Sua glória.


Leitura bíblica diária: Êxodo 15: 1 - 16; Lucas 6: 39 - 49


domingo, 25 de janeiro de 2026

Ora, antes da festa da Páscoa, sabendo Jesus que já era chegada a sua hora de passar deste mundo para o Pai, como havia amado os seus que estavam no mundo, amou-os até ao fim. João 13:1

Amor até ao fim

 

Não é uma noite comum quando Jesus se senta à mesa com seus doze discípulos, segundo o costume oriental — é a noite antes de sua crucificação. Em sua mente, ele antecipa a “hora” que está prestes a chegar. Não se refere à hora de seu sofrimento e morte; sobre isso, ele havia falado alguns dias antes, profundamente abalado interiormente (cap. 12: 27). Mas agora Ele olha mais além: para a hora da ascensão, quando Ele deixará este mundo, que só tem rejeição e a cruz para Ele, para retornar ao Pai como homem glorificado.


Ao mesmo tempo, Ele pensa nos discípulos, a quem Ele “ama até ao fim”. “Até ao fim” significa sem qualquer limite, tanto em termos de tempo quanto de extensão. Nas próximas horas na cruz, Ele provará que ninguém “tem maior amor” do que aquele que “dá a vida pelos seus amigos” (cap. 15: 13). Mas o seu amor vai ainda mais longe: Ele não deixará os discípulos “órfãos” num mundo cheio de aflições (cap. 16: 33). Em vez disso, Ele lhes promete o Espírito Santo — como intercessor, consolador e assistente (cap. 14: 15-18). Finalmente, em seu amor, Ele lhes oferece uma gloriosa esperança: “Virei outra vez e vos levarei para mim mesmo, para que, onde eu estiver, estejais vós também” (cap. 14: 3). Ele viverá eternamente com os Seus na casa do Pai e lhes mostrará ali a glória que o Pai Lhe deu (cap. 17: 24).


“Até ao fim” — incessantemente! Quanto Ele ama os Seus discípulos, que, apesar dos sofrimentos que se aproximam, pensa neles com tanta solicitude. E com o mesmo amor Ele também ama a nós, que cremos Nele por meio da palavra deles (cap. 17: 20). As mesmas promessas se aplicam a nós — e a mesma esperança viva.


Leitura bíblica diária: Êxodo 14: 15 - 31; Lucas 6: 31 - 38

sábado, 24 de janeiro de 2026

E disse o Senhor, em visão, a Paulo: Não temas, mas fala e não te cales; porque eu sou contigo, e ninguém lançará mão de ti para te fazer mal, pois tenho muito povo nesta cidade. Atos 18: 9 - 10

Encorajamento em Corinto

 

Em sua segunda viagem missionária, Paulo chega a Corinto. A grande cidade grega era um entroncamento de várias rotas comerciais, um importante centro comercial na região do Mediterrâneo. Infelizmente, porém, a cidade portuária também era famosa por sua impiedade, imoralidade e devassidão (1 Coríntios 6: 9 - 11).


E era exatamente aqui que Paulo teria seu novo campo de trabalho nos próximos meses! É compreensível que ele sinta um certo desconforto, especialmente porque está viajando sozinho. Mais tarde, ele escreve que trabalhou entre os coríntios com “temor e tremor” (1 Coríntios 2: 3).


Mas Deus não deixa seu fiel servo sozinho, Ele lhe envia várias pessoas que o encorajam. Pouco depois de sua chegada, Paulo conhece um casal que lhe oferece hospedagem e trabalho: Áquila e Priscila. Eles não só compartilham a mesma profissão, mas, acima de tudo, a fé em Jesus Cristo. É o início de uma amizade para toda a vida (v. 2, 3).


Pouco depois, Silas e Timóteo se juntam a ele — colaboradores que Paulo já esperava ansiosamente (v. 5; cf. cap. 17:15, 16). A chegada deles o anima visivelmente: graças ao apoio deles, ele agora pode se dedicar totalmente à pregação do evangelho. E embora a maioria dos judeus se oponha a Paulo, cada vez mais pessoas se convertem: Justo, Crispo e muitos outros coríntios (v. 7, 8). Que encorajamento!


No entanto, o maior encorajamento que o apóstolo recebe vem do próprio Jesus. Certa noite, o Senhor visita seu servo temeroso e lhe promete: “Não temas, mas fala e não te cales; porque eu sou contigo, e ninguém lançará mão de ti para te fazer mal”.


Leitura bíblica diária: Êxodo 14: 1 - 14; Lucas 6: 20 - 30

sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Porque a graça de Deus se há manifestado, trazendo salvação a todos os homens, ensinando-nos que, renunciando à impiedade e às concupiscências mundanas, vivamos neste presente século sóbria, justa e piamente. Tito 2: 11 - 12

O currículo da graça

 

A graça de Deus ensina ou instrui. Mas não aos que estão mortos — a eles dá vida; nem aos que são culpados — a eles perdoa; nem aos que são condenados — a eles absolve. A graça traz primeiro a salvação ao pecador perdido. Mas depois começa o seu ensino: ela orienta o crente a viver com prudência, justiça e piedade.


Viver com prudência significa praticar o autocontrole interior. Devo controlar meus pensamentos, minha língua, meu temperamento — não para ser salvo, mas porque sou salvo. Como pessoa redimida, coloco-me totalmente sob a orientação do meu mestre celestial.

 

Viver com justiça diz respeito ao meu comportamento para com os outros. A graça regula minhas relações com o próximo.


Meu divino mestre me ensina não apenas a controlar a mim mesmo, mas também a ser justo em meus contatos sociais.


Viver piedosamente, finalmente, diz respeito ao meu relacionamento com Deus. O temor a Deus também só se aprende na escola da graça.


Portanto, se alguém professa que é salvo, mas não consegue abandonar uma paixão ou um hábito, então ele ainda não aprendeu as lições de seu mestre divino. E se alguém professa ser salvo, mas não leva uma vida prudente, acumulando dívidas ou vivendo de forma desenfreada, o mesmo se aplica. A graça de Deus nos ensina a viver hoje — “no tempo presente” — de maneira sensata, justa e piedosa. E isso até a vinda do Senhor.


Leitura bíblica diária: Êxodo 13: 11 - 22; Lucas 6: 12 - 19

quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

E iam seus filhos e faziam banquetes em casa de cada um no seu dia; e enviavam e convidavam as suas três irmãs a comerem e beberem com eles. Sucedia, pois, que, tendo decorrido o turno de dias de seus banquetes, enviava Jó, e os santificava, e se levantava de madrugada, e oferecia holocaustos segundo o número de todos eles; porque dizia Jó: Porventura, pecaram meus filhos e blasfemaram de Deus no seu coração. Assim o fazia Jó continuamente. Jó 1: 4 - 5

Aqui temos uma visão da vida familiar de Jó — marcada pela comunhão e pela responsabilidade espiritual. Os filhos adultos organizavam festas em seus aniversários e convidavam também suas três irmãs, que aparentemente ainda moravam na casa dos pais. Era evidente que havia uma relação amorosa entre os irmãos.

 

Uma bela imagem: uma convivência harmoniosa, uma celebração conjunta, sem disputas ou ciúmes. Conhecemos isso em nossas próprias famílias? É claro que nem todos os aniversários precisam ser comemorados — mas não deve haver nada que impeça fundamentalmente uma comunhão alegre.


O próprio Jó tinha um hábito firme: mesmo quando não estava presente nas festas de seus filhos, ele estava com eles em pensamento. Após os dias de festa, ele oferecia um holocausto por cada um dos filhos. Não porque suspeitasse de algo ruim, mas porque era atencioso. “Talvez meus filhos se tenham afastado de Deus em seus corações”, dizia ele a si mesmo.


Jó sabia: justamente a prosperidade e a alegria podem levar a perder Deus de vista. E muitas vezes esse afastamento começa em segredo, no coração. O que parece bom por fora pode já estar frágil por dentro.

O cuidado paterno de Jó visava o bem-estar espiritual de seus filhos. Ele orava por eles — regularmente e fielmente. Que exemplo! 

Amoroso, atencioso, espiritualmente perspicaz. Seja como pais ou filhos — podemos aprender muito com a família de Jó.


Leitura bíblica diária: Êxodo 12: 43 - 13: 10; Lucas 6: 1 - 11


quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Eu não recebo glória dos homens. Como podeis vós crer, recebendo honra uns dos outros e não buscando a honra que vem só de Deus? Eu não busco a minha glória; há quem a busque e julgue. João 5:41, 44; 8: 50

O Farol de Alexandria

 

O grande farol de Alexandria era uma das sete maravilhas do mundo antigo. A construção na ilha de Pharos foi iniciada em 299 a.C. sob o reinado do rei Ptolomeu I do Egito e concluída 17 anos depois, durante o reinado de seu filho. O arquiteto foi o famoso Sóstrato de Cnido.


Conforme relata o historiador Estrabão, o novo rei não permitiu que Sóstrato deixasse seu nome na construção. Em vez disso, a torre deveria trazer uma inscrição em homenagem ao seu falecido pai, que foi o construtor original.


O criativo Sóstrato, no entanto, mandou gravar uma inscrição com seu nome na parede da construção voltada para o mar e a preencheu com chumbo. Em seguida, mandou aplicar uma fina camada de argamassa com a inscrição desejada pelo rei. Sóstrato sabia que as ondas do mar logo iriam desgastar a argamassa — e seu próprio nome ficaria visível, garantindo sua fama para a posteridade.


A ambição, a busca por honra e prestígio, é uma característica da carne, da velha natureza. Para os líderes religiosos de Israel, essa ambição era um obstáculo que os impedia de crer em Cristo. Mas mesmo os verdadeiros discípulos de Jesus ainda têm a velha natureza em si e, com isso, a perigosa tendência de buscar sua própria honra — mesmo no serviço ao Senhor Jesus. O exemplo de Sóstrato mostra de forma impressionante como às vezes sabemos esconder habilmente nossa ambição, sem realmente abandoná-la. Busquemos sinceramente a honra de Deus!


Leitura bíblica diária: Êxodo 12: 29 - 43; Lucas 5: 27 - 39

terça-feira, 20 de janeiro de 2026

E, depois disso, saiu, e viu um publicano, chamado Levi, assentado na recebedoria, e disse-lhe: Segue-me. E ele, deixando tudo, levantou-se e o seguiu. Lucas 5: 27 - 28

Levi, o cobrador de impostos

 

Os cobradores de impostos eram extremamente impopulares em Israel, pois cobravam impostos e tributos em nome da odiada potência ocupante romana. A aversão aos cobradores de impostos era ainda maior porque muitos deles se enriqueceram pessoalmente, cobrando mais do que o prescrito (cf. cap. 19: 2, 8). Levi pertencia a esse grupo profissional desprezado. 


Enquanto Levi realizava seu trabalho, o Senhor Jesus o viu — e o chamou. E Levi reagiu imediatamente: ele deixou tudo, levantou-se e seguiu o Senhor Jesus. É notável a sequência: primeiro é dito que ele deixou tudo; só então se levantou e seguiu Jesus. Isso indica uma decisão em seu coração. Levi se desligou interiormente de seus bens — provavelmente era muito rico —, se desligou do que até então era o sentido de sua vida. Em seguida, colocou essa decisão em prática, levantando-se e seguindo o Senhor Jesus.


A mudança de Levi teve origem na pessoa de Jesus. Como Cristo preenchia seu coração, seus bens perderam importância. Isso também ficou evidente quando ele convidou seu Mestre para ir à sua casa — junto com outros publicanos que ele queria apresentar a Jesus (v. 29).


Mais tarde, o Senhor Jesus encontrou outro homem rico, que, porém, não queria se separar de suas riquezas. Jesus o desafiou: “Vende tudo quanto tens... depois, vem e segue-me!” (cap. 18: 22). Mas o jovem recusou — ele estava apegado à sua riqueza.


O que preenche o nosso coração? É Cristo — ou ainda estamos apegados às coisas terrenas? Estamos seguindo o Senhor com um coração inteiro?


Leitura bíblica diária: Êxodo 12: 17 - 28; Lucas 5: 17 - 26

segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

A ti, ó Deus, espera o louvor. Salmo 65: 1

Quando o louvor se silencia


Martinho Lutero (1483-1546) traduziu o versículo do dia da seguinte forma: “Deus, a ti se louva em silêncio.” Ele interpretou o silêncio de forma positiva, como um lugar de paz ou um estado de harmonia.

A tradução escolhida acima, por outro lado, interpreta o silêncio como desarmonia, como um bloqueio: na verdade, Deus deveria ser louvado — mas, em vez disso, reina o silêncio.

 

Obviamente, o salmista Davi se sente inibido em louvar a Deus porque tem suas transgressões, seus pecados, diante dos olhos. Somente quando ele percebe que Deus perdoa as transgressões de seu povo (v. 3), que Ele é um “Deus perdoador” (Neemias 9: 17), ele revive. De repente, ele fala da comunhão com Deus no templo (v. 4) e O invoca como o “Deus da nossa salvação”, que é a “esperança de todas as extremidades da terra e daqueles que estão longe sobre o mar” (v. 5). Por fim, Davi olha para o futuro e vê um tempo em que o júbilo e o canto preencherão o mundo inteiro — do Oriente ao Ocidente (v. 8).


Nós também queremos louvar e agradecer a Deus. Mas, às vezes, ficamos em silêncio e não conseguimos formular palavras ou sentimentos de louvor e gratidão. As razões para isso podem ser diversas: circunstâncias de vida difíceis, os caminhos inexplicáveis de Deus conosco — ou culpa que nos paralisa e obscurece o prazer da comunhão com o Senhor. Façamos como Davi: digamos abertamente ao nosso Senhor o que nos move e nos inibe. Porque Ele afinal  “ouve as orações!” (v. 3). E se realmente houver culpa, então vamos confessá-la. Ele nos perdoará e nos abençoará com a “bondade da sua casa” (v. 5), pois “o rio de Deus, que está cheio de água” (v. 9). E então também nós poderemos voltar a se regozijar e cantar (v. 13).


Leitura bíblica diária: Êxodo 12: 1 - 16; Lucas 5: 12 - 16

domingo, 18 de janeiro de 2026

Porque já sabeis a graça de nosso Senhor Jesus Cristo, que, sendo rico, por amor de vós se fez pobre, para que, pela sua pobreza, enriquecêsseis. 2 Coríntios 8: 9

Pelo que também Deus o exaltou soberanamente e lhe deu um nome que é sobre todo o nome. Filipenses 2: 9

 

Contrastes para reflexão


“O SEU NOME SERÁ: MARAVILHOSO” (Is 9:6) 

Ele era a Luz; porém esteve em trevas sobre a cruz! 

Ele era a Vida; porém “derramou a sua alma na morte”!

Ele era a Rocha etema, porém afundou “em profundo lamaçal”!

Ele era o Filho de Deus; porém sofreu a morte de um criminoso!

Ele era “Santo, Inculpável, Sem Mácula, separado dos pecadores”; porém “foi feito pecado”, quando tomou o lugar do homem culpado para sofrer em seu lugar!

Ele convidou os cansados e oprimidos para repousar, porém Ele mesmo não encontrou descanso até poder dizer: “Esta consumado”, para então entregar a sua alma ao Pai!

Ele era o Leão da tribo de Judá, porém como “cordeiro foi levado ao matadouro”!

Ele era a Raiz de Davi, porém “foi subindo como raiz duma terra seca”!

Ele era o Ancião de dias; porem “nasceu em Belém” com criança!

Ele era o poderoso Deus; porém “foi crucificado em fraqueza” como homem!

Ele sustentava “todas as coisas pela palavra do seu poder”; porém “um anjo lhe apareceu” em Getsêmani “para o confortar".

Ele era “a imagem do Deus invisivel”, porém o “seu aspecto” foi “mui desfigurado, mais do que de outro qualquer".

Nele habitava corporalmente “toda a plenitude” da divindade; porém assumiu a “forma de servo, tomando-se em semelhança de homem” e foi “reconhecido em figura humana”.

Ele era a fonte da vida; porém exclamou na cruz: “Tenho sede!”

Ele foi ungido com óleo de alegria, porém chorou de tristeza. 


Você compreende estes mistérios? Isto são coisas que “anjos anelam perscrutar”!


Os céus não podem abraçar Aquele que morreu por nós!


Leitura bíblica diária: Êxodo 10: 24 - 11: 10; Lucas 5: 1 - 11



sábado, 17 de janeiro de 2026

Quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união! É como o óleo precioso sobre a cabeça, que desce sobre a barba, a barba de Arão, e que desce à orla das suas vestes. Como o orvalho do Hermom, que desce. Salmo 133: 1 - 3

Uma convivência harmoniosa

 

O rei Davi sabia como as pessoas frequentemente se tratavam de maneira desagradável, como a inveja, o ódio e a guerra marcavam a convivência social. Mas ele também conhecia os aspectos positivos da comunhão, quando o povo de Deus se reunia em harmonia e Deus concedia sua bênção especial. Ele chama isso de “bom e agradável” e descreve essa comunhão serena entre os fiéis com duas imagens maravilhosas.


Primeiro, Davi usa o precioso óleo de unção do santuário como comparação (Êxodo 30: 22 - 33). Esse “óleo de unção sagrado” tinha um aroma único e maravilhoso. No dia de sua consagração, era derramado em abundância sobre a cabeça do sumo sacerdote, de modo que escorria por sua barba e até a bainha de suas vestes (Êxodo 29: 7). Assim, uma convivência harmoniosa entre os filhos de Deus exala, na perspectiva de Deus, um perfume maravilhoso que pode ser literalmente inalado. Além disso, a harmonia entre os irmãos é promovida pelo Espírito Santo, ao qual o óleo de unção simbolicamente se refere (1 João 2:20, 27).


Em segundo lugar, Davi compara a convivência pacífica com o orvalho do Hermon. A montanha coberta de neve no norte de Israel é conhecida por sua névoa úmida, que cai como orvalho nas montanhas mais baixas, proporcionando-lhes refresco e bênçãos. — O mesmo ocorre com a comunhão entre os crentes: quão generosamente o Senhor deseja conceder suas bênçãos hoje, quando eles estão reunidos “em harmonia” ao seu redor. Assim como o óleo, o orvalho também vem de cima. E assim, também para nós, o refresco e a força só podem vir “de cima”, do próprio Senhor.


Leitura bíblica diária: Êxodo 10: 12 - 23; Lucas 4: 31 - 44

sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados por seu decreto. Romanos 8: 28

O plano de Deus na vida de Moisés

 

A vida de Moisés pode ser dividida em três grandes períodos, cada um com 40 anos.


Os primeiros 40 anos Moisés passa no Egito. Aqui, como filho da filha do Faraó, ele recebe uma excelente educação no império mais poderoso da terra naquela época (cf. Atos 7: 22). No entanto, essa educação terrena não é suficiente para liderar o povo de Deus mais tarde. Nessa época, Moisés ainda era irascível e impulsivo, o que ficou evidente quando, em um acesso de raiva, ele matou um egípcio. Após esse incidente, ele fugiu do Egito. 


Nos 40 anos seguintes, Moisés viveu na terra de Midiã. Como refugiado, ele encontrou ali um novo lar, constituiu família e assumiu uma nova tarefa: cuidar do rebanho de seu sogro, Jetro. No silêncio do deserto, Deus molda seu caráter. Moisés aprende o que faz um bom líder. Nessa “escola de Deus”, ele é preparado para a grande tarefa de sua vida: conduzir um povo de milhões de pessoas do Egito para Canaã.


Nos últimos 40 anos, Moisés cumpre essa missão e conduz o povo de Israel pelo deserto. Nessa responsabilidade, ele vive altos e baixos com o povo e, ao mesmo tempo, experimenta repetidamente a ajuda de Deus. Como mediador dedicado entre Deus e o povo rebelde, Moisés permanece fiel à sua missão até o fim e conduz Israel até a fronteira da terra de Canaã.


Quando consideramos as grandes linhas da vida de Moisés, fica claro: tudo segue o sábio plano de Deus. Isso me encoraja, pois, como cristão, sei que o Deus de Moisés também é meu Deus. Em seu amor, Ele também tem um bom plano para minha vida. Por isso, quero confiar Nele e em sua orientação — mesmo quando estou passando por um “período de deserto”!


Leitura bíblica diária: Êxodo 10: 1 - 11; Lucas 4: 14 - 30

quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

As palavras que eu vos disse são espírito e vida. João 6: 63

Símbolos da Palavra de Deus

 

Deus usa várias imagens para nos explicar quais são as características da Sua Palavra e o que ela deseja realizar em nossas vidas:


* A semente que produz vida: “A semente é a Palavra de Deus” (Lucas 8 verso 11).


* A chuva que faz crescer: “Assim como a chuva... desce do céu e para lá não tornam, mas regam a terra e a fazem produzir, e brotar..., assim será a palavra que sair da minha boca” (Isaías 55 versos 10 e 11).


* Um espelho que nos revela nossa condição: “Se alguém é ouvinte da palavra e não cumpridor, é semelhante ao varão que contempla ao espelho o seu rosto natural” (Tiago 1 verso 23).


* A espada que revela as motivações: “A palavra de Deus é... mais penetrante do que qualquer espada de dois gumes... é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração” (Hebreus 4 verso 12).


* Um martelo que atinge nossa consciência: “Não é a minha palavra como... um martelo que esmiúça a penha?” (Jeremias 23 verso 29).


* A água com que o Senhor nos purifica: “Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela, para a santificar, purificando-a com a lavagem da água, pela palavra” (Efésios 5 versos 25 e 26).


* Uma lâmpada para nos guiar pelo caminho certo: “Lâmpada para os meus pés é tua palavra e luz, para o meu caminho” (Salmo 119 verso 105).


* A arma contra as artimanhas do diabo: “Tomai também... a espada do Espírito, que é a palavra de Deus” (Efésios 6 verso 17).


* Prata, em cuja pureza e perfeição podemos confiar: “As palavras do SENHOR são palavras puras como prata refinada em forno de barro e purificada sete vezes” (Salmo 12 verso 6).


* Ouro que nos torna ricos: “Pelo que amo os teus mandamentos mais do que o ouro, e ainda mais do que o ouro fino” (Salmo 119 verso 127).


Leitura bíblica diária: Êxodo 9: 1 - 16; Lucas 3: 23 - 38


quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

As palavras que eu vos disse são espírito e vida. João 6: 63

Símbolos da Palavra de Deus

 

Deus usa várias imagens para nos explicar quais são as características da Sua Palavra e o que ela deseja realizar em nossas vidas:


* A semente que produz vida: “A semente é a Palavra de Deus” (Lucas 8 verso 11).


* A chuva que faz crescer: “Assim como a chuva... desce do céu e para lá não tornam, mas regam a terra e a fazem produzir, e brotar..., assim será a palavra que sair da minha boca” (Isaías 55 versos 10 e 11).


* Um espelho que nos revela nossa condição: “Se alguém é ouvinte da palavra e não cumpridor, é semelhante ao varão que contempla ao espelho o seu rosto natural” (Tiago 1 verso 23).


* A espada que revela as motivações: “A palavra de Deus é... mais penetrante do que qualquer espada de dois gumes... é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração” (Hebreus 4 verso 12).


* Um martelo que atinge nossa consciência: “Não é a minha palavra como... um martelo que esmiúça a penha?” (Jeremias 23 verso 29).


* A água com que o Senhor nos purifica: “Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela, para a santificar, purificando-a com a lavagem da água, pela palavra” (Efésios 5 versos 25 e 26).


* Uma lâmpada para nos guiar pelo caminho certo: “Lâmpada para os meus pés é tua palavra e luz, para o meu caminho” (Salmo 119 verso 105).


* A arma contra as artimanhas do diabo: “Tomai também... a espada do Espírito, que é a palavra de Deus” (Efésios 6 verso 17).


* Prata, em cuja pureza e perfeição podemos confiar: “As palavras do SENHOR são palavras puras como prata refinada em forno de barro e purificada sete vezes” (Salmo 12 verso 6).


* Ouro que nos torna ricos: “Pelo que amo os teus mandamentos mais do que o ouro, e ainda mais do que o ouro fino” (Salmo 119 verso 127).


Leitura bíblica diária: Êxodo 9: 1 - 16; Lucas 3: 23 - 38


terça-feira, 13 de janeiro de 2026

E Daniel assentou no seu coração não se contaminar... Ora, deu Deus a Daniel graça e misericórdia diante do chefe dos eunucos. Daniel 1: 8, 9

A fidelidade de Daniel, a resposta de Deus

 

O início das duas passagens bíblicas chama a atenção: “E Daniel...” — “Ora, deu Deus...”, isso está relacionado! Nossa fidelidade a Deus — a fidelidade de Deus para conosco. Daniel vivia longe de sua terra natal — no exílio, na Babilônia. E, ainda assim, permaneceu fiel ao seu Deus. O significado de seu nome era o programa de sua vida: “Meu juiz é Deus”. E os detalhes de sua vida, relatados nas Escrituras, nos mostram: ele estava ciente de que tudo o que fazia acontecia diante dos olhos de Deus, sim, que sua vida era julgada por Deus. Essa consciência não causava medo, mas fidelidade.


Já quando jovem, Daniel conhecia os padrões de Deus. Ele sabia o que era puro ou impuro segundo a lei judaica — resultado de uma educação temente a Deus, mas também um sinal de que ele conhecia a Palavra de Deus. Pois como alguém pode viver de acordo com a vontade de Deus se tem apenas uma ideia vaga dessa vontade, se não conhece a Palavra de Deus?


Mas o conhecimento por si só não é suficiente. O coração de Daniel também era consagrado a Deus. Foi lá que ele tomou a decisão de ser fiel a Deus: “Daniel assentou no seu coração não se contaminar”. O mesmo se aplica hoje: a mente pode compreender a verdade de Deus — mas o coração deve ser o fator decisivo. Somente quando o coração pertence a Deus é que a vida também será consagrada a Ele.

 

A resposta à fidelidade de Daniel veio imediatamente: “Deu Deus a Daniel graça e misericórdia”. Daniel tinha um Deus que recompensava a fidelidade. — E nós temos o mesmo Deus!


“Saberás, pois, que o SENHOR, teu Deus, é Deus, o Deus fiel, que guarda o concerto e a misericórdia... aos que o amam e guardam os seus mandamentos” (Deuteronômio 7: 9).


Leitura bíblica diária: Êxodo 8: 21 - 28; Lucas 3: 15 - 22

segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

Mas, quando apareceu a benignidade e caridade de Deus, nosso Salvador, para com os homens, não pelas obras de justiça que houvéssemos feito, mas, segundo a sua misericórdia, nos salvou pela lavagem da regeneração e da renovação do Espírito Santo. Tito 3: 4, 5

 

A caridade para com os homens


Perto de nós morava um homem muito solitário. As pessoas o chamavam de Badinguet. Ninguém sabia ao certo como ele ganhava a vida. Ele caçava? Pescava? De qualquer forma, ele não tinha muito. Era velho, não trabalhava mais — e provavelmente nunca tinha exercido uma profissão fixa. Muitas vezes, ele simplesmente ficava parado na porta de sua pequena casa e observava os transeuntes. Mas ninguém parava para trocar algumas palavras com ele.


Apenas um cristão idoso falava com ele repetidamente de forma amigável e compassiva. Ele também tentava chamar a atenção de Badinguet para o amor de Deus. Mas o homem solitário reagia a isso apenas com um sorriso indiferente.


Então, o cristão idoso faleceu. Até então, Badinguet nunca tinha entrado numa igreja ou capela. Agora, porém, ele se sentia obrigado a participar do funeral da única pessoa que havia demonstrado interesse sincero por ele.


O pregador falou de Jesus, o Salvador que veio do céu para compartilhar o destino dos homens, como, por exemplo, o de um homem cego (João 9). Badinguet compreendeu pela primeira vez que o Filho de Deus, em seu amor por nós, foi até a cruz para morrer por nós. E ele compreendeu que o sangue de Jesus Cristo nos purifica de todo pecado (1 João 1:7). Profundamente comovido, ele abriu seu coração para “a bondade e o amor humano do nosso Deus Salvador” e para o próprio Senhor Jesus Cristo.


Leitura bíblica diária: Êxodo 9: 17 - 35; Lucas 4: 1 - 13


Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte, não temeria mal algum, porque tu estás comigo; a tua vara e o teu cajado me consolam. Salmo 23: 4

Tu estás comigo

 

No conhecido salmo do pastor, Davi descreve como o Senhor, seu pastor, sempre o conduz por um caminho bom e correto: “Guia-me pelas veredas da justiça por amor do seu nome” (v. 3). No entanto, esse caminho nem sempre é fácil, ele pode até nos levar pelos vales mais sombrios — pelo “vale da sombra da morte”. Pensamos aqui especialmente no tempo antes da morte, que mesmo para os crentes está frequentemente associado ao sofrimento e às lágrimas. Mas, em tais momentos, posso ser profundamente consolado, porque sei que meu pastor, Jesus Cristo, está comigo! “Tu estás comigo” — dificilmente há uma frase na Bíblia que soe mais reconfortante.


O “vale da sombra da morte” também pode representar a escuridão moral (Isaías 9:1). Sim, vivemos em um mundo sombrio, marcado pela morte e pelo pecado. Muitos acontecimentos dos últimos anos nos preocupam e nos assustam. Mas também aqui se aplica: “Tu estás comigo”. Saber que Ele está perto de mim me dá consolo e coragem; posso confiar que o Senhor me protege e me ajuda a superar todas as dificuldades.


Você percebeu que Davi fala sobre seu pastor nos primeiros versículos do seu salmo? “Ele me faz repousar... Ele me guia...” Mas agora, no vale da sombra da morte, ele se dirige diretamente a Ele: “Tu estás comigo”! Em meio à maior necessidade, Davi clama por Aquele que pode protegê-lo e lhe dar paz. Com isso, ele expressa sua profunda confiança no Senhor. Afinal, não há problema que o pastor não possa resolver — Ele venceu até mesmo a morte.


É justamente em situações difíceis que Deus me promete sua proximidade: “Quando passares pelas águas, estarei contigo, e, quando pelos rios, eles não te submergirão; quando passares pelo fogo, não te queimarás, nem a chama arderá em ti” (Isaías 43: 2).


Leitura bíblica diária: Êxodo 8: 1 - 20; Lucas 3: 1 - 14