E de repente veio
do céu um som, como de um vento veemente e impetuoso, e encheu toda a casa em
que estavam assentados. E foram vistas por eles línguas repartidas, como que de
fogo, as quais pousaram sobre cada um deles
(Atos
2:2-3).
CASA VIVA
Em Atos 2, o Espírito
Santo, como vento impetuoso, entrou na casa; línguas como de fogo pousaram
sobre os que nela estavam. Assim o Senhor aceitou aquela casa. A casa agora era
uma casa viva, na qual o Senhor entrou pessoalmente, trazendo Seus dons,
simbolizados pelas línguas. O Espírito fala tão logo entra em seus vasos que
Ele mesmo enchia. E Ele fala das maravilhosas obras de Deus.
Ele fala não do que o
homem tem de fazer, mas do que Deus já fez a favor dos homens. Entre as
maravilhosas obras de Deus, o Espírito relatava em detalhes a graça para os
pecadores, o ministério, a morte, a ressurreição e a glória do Salvador dos
homens. Era isso o que o Senhor do templo fazia agora. Ele descrevia o que o
Deus da salvação já tinha realizado.
É mais do que
apropriado que o Senhor Jesus seja adorado e receba também nossos sacrifícios
de louvores. Porém, em alguns há uma disposição para pensar em Cristo como
Aquele que foi rejeitado e expulso deste mundo por ser o Estrangeiro celestial.
Isso é verdade também. Mas se tal pensamento se tornar predominante para a
nossa vida prática de cristão, poderá dar origem ao legalismo e ao espírito de
medo e escravidão por se ver somente o lado da santidade e incompatibilidade
dessa com o mundo e seus habitantes. Ao invés disso, sem nos esquecermos do
fato mencionado, é melhor contemplarmos o Senhor na graça que Ele tem
ministrado a nós, no amor que nos declara, na eterna segurança que Seu sangue
nos confere, e na fidelidade de Suas promessas para nós. Afinal, somos
“edificados casa espiritual e sacerdócio santo, para oferecer sacrifícios
espirituais agradáveis a Deus por Jesus Cristo” (1 Pedro 2:5). Isso nos leva ao
louvor, à adoração e a um espírito de graça em nossas vidas práticas.
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